4. Bulgular ve Yorum
4.2. Araştırmanın Temel Değişkenlerinin Test Edilmesi
4.2.2. Öğrencilerin Aileleri İle İlgili Değişkenler
4.2.2.1. Öğrencilerin ebeveynleri ile ilişkileri
Vincent Tinto é um dos teóricos mais citados sobre o fenômeno evasão. O modelo de Integração e Desgaste do Estudante desenvolvido por Tinto (1975) é um estudo longitudinal que busca a explicação das causas e aspectos que influenciam sobre a decisão do aluno de abandonar o seu curso e como se dá a interação do processo na ação do desgaste que contribui para a tomada de decisão do ato de abandonar ou permanecer na IES. Os estudos anteriores à pesquisa de Tinto agruparam os diferentes comportamentos dos estudantes que conduziram a interrupção do curso, na categoria ―abandono‖. Por sua vez, Tinto identificou os diferentes tipos de comportamento e elaborou uma taxonomia para conceituá-los: fracasso acadêmico, abandono, desistência voluntária, afastamento temporário e transferência.
A Teoria da Integração, de Tinto (1975), considerou as características pessoais do estudante como fatores de influência no comprometimento do aluno. As características
9 A literatura dos EUA classifica estudantes tradicionais os jovens brancos, filhos de pais com formação superior e com dedicação exclusiva aos estudos em residências institucionais.
pessoais consistem em raça, sexo e habilidades acadêmicas. Tinto ressalta como es sencial para os atributos pessoais as experiências e o contexto familiar. As experiências abrangem a desenvoltura nos relacionamentos sociais, a formação e o histórico acadêmico. Enquanto isso, o contexto familiar se compõe da situação socioeconômica da família, o clima do ambiente familiar, dos valores e das expectativas educacionais. A disponibilidade de tempo de dedicação ao curso para obter a titulação e a importância da instituição para o estudante abrangem as expectativas educacionais.
Tinto (1987) revê o modelo após ser alvo de críticas relacionadas à analogia da teoria de Durkheim ao fenômeno evasão, e agregando à sua teoria o conceito dos ritos de passagem de van Gennep (1960), antropólogo francês da escola durkheimiana. Para van Gennep (Ibid) o próprio fato de viver em sociedade se caracteriza como um rito de passagem. A trajetória do indivíduo em cada sociedade é marcada por uma sucessão de etapas: nascimento, puberdade, casamento, paternidade, maternidade, progressão de classe, especialização de ocupação e morte. Cada uma dessas etapas é simbolizada por cerimônias específicas, marcando a passagem do indivíduo de uma determinada situação a outra.
Para fazer essa transição, van Gennep (1960 apud TINTO, 1987) definiu que os ritos de passagem compreendem três fases: separação, transição e incorporação. Tinto (IBID) adaptou-as para o contexto da evasão discente: 1 caracterizou a fase separação como sendo o desligamento social do estudante da comunidade anterior, ensino médio, e da comunidade residencial para a integração ao ambiente social da comunidade universitária; 2 a fase de transição prossegue com maior tranquilidade se o estudante encontrar na comunidade universitária valores que superem os da escola anterior; porém, caso o vínculo do aluno com a escola seja muito importante ao ponto de superar os valores que o estudante possui em relação ao seu curso universitário, a fase de separação das comunidades anteriores será muito difícil, podendo não completar o ciclo; 3 a incorporação será considerada consumada quando o estudante ―ingresso‖ no ambiente universitário atingir o nível de satisfação das metas pessoais e dos compromissos como universitário.
Portanto, Tinto (1987) considerou a transição ―de uma postura e
comportamento juvenil para um completo engajamento na sociedade‖ (VAN GENNEP, 1960, p.92), estendendo os estádios originais (ritos de passagem) de separação, transição e
comparar o processo que experimentam como membros de uma comunidade universitária às fases que o indivíduo atravessa para se engajar como adulto na sociedade.
Nesse sentido, Tinto (IBID) assinala que um aluno que apresentando dificuldades para se desligar dos valores e das atitudes dos colegas do ens ino médio, dos seus círculos sociais anteriores e da própria família possui maior probabilidade de evadir - se do ambiente acadêmico. Neste modelo, enfatizou o grau de integração que o aluno tem com os aspectos sociais e acadêmicos da IES, como também o comprometimento com os objetivos primeiros do estudante com a instituição. O ajuste da pessoa ao ambiente é o conceito principal dessa teoria (PASCARELLA; TERENZINE; WOLFE, 1986). Tinto (1975, 1988), assim como Spady (1970), se amparou na Teoria do Suicídio de Durkheim (1951), para desenvolver a Teoria da Integração (1975).
Segundo Durkheim (1951), o ato de cometer o suicídio representa uma desistência de o indivíduo viver. Tinto faz analogia das causas conducentes à intenção de um indivíduo cometer o suicídio às que levam à intenção do aluno abandonar a universidade. Considera o abandono um problema decorrente de um processo de natureza longitudinal10. Sua teoria, porém, não está fundamentada somente na Teoria do Suicídio, em face deste sistema da respectiva teoria apresentar uma lacuna em não considerar as características psicológicas individuais que predispõem algumas pessoas ao suicídio.
Na perspectiva Andriola, Andriola e Moura (2006), as principais causas do abandono estão relacionadas às intenções/objetivos e compromissos assumidos no período pré-universitário pelo estudante, que, por sua vez, fazem interrelação com a falta de integração social e acadêmica desenvolvida no próprio ambiente universitário, influenciada por fatores de ordem pessoal, pelas expectativas para a carreira e/ou para o curso.
Tinto (1993) incorporou ao modelo longitudinal de abandono institucional os
elementos: ―ajustamento, dificuldade incongruência, isolamento, finanças, aprendizagem, obrigações ou compromissos externos.‖ Estabeleceu a distinção de grupos de estudantes,
adultos, transferidos, portadores de grande potencial, e reconheceu a existência de peculiaridades das diferentes instituições que demandam a existência de políticas e programas específicos (CISLAGHI, 2008, p.51).
10 Consiste nas dificuldades encontradas pelo aluno para afastar-se de comportamentos e normas anteriores, como o período de transição do ensino médio para o ambiente universitário, composto de novos comportamentos e normas/regras, à incorporação na vida acadêmica e social da IES.
Esses modelos, de acordo, entretanto, com Andriola e Moura (2006), não se aplicam, na sua íntegra, à realidade pátria, por não contemplarem aspectos importantes da realidade da educação brasileira, como: as peculiaridades dos cursos de graduação e a influência de fatores exógenos à vida acadêmica.