2.2. ÖRGÜTSEL SAPMA ĐLE ĐLGĐLĐ HĐPOTEZLER
3.1.3. Çalışma Yaşamı Kalitesinin Boyutları
I nicialmente foi realizado um trabalho de fotointerpretação, utilizando-se para tal o levantamento aerofotogramétrico realizado pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, ano de 1962, na escala 1: 25.000, Coleção Prospec – Levantamentos, Prospecções e Aorofotogrametria S/ A e aquele realizado pelo I BC- GERCA em 1972 na escala 1: 25.000, Serviço Aerofotogramétrico da Cruzeiro do Sul S/ A. Esta fotointerpretação inicial visou a delimitação das unidades de terreno da área (conceito de landforms, como proposto por LOLLO, 1996), para programação dos trabalhos de campo voltados ao mapeamento de atributos.
Nos trabalhos de campo foram realizadas observações em cortes e leitos de estradas e em edificações, pedreiras e extrações minerais ativas e inativas e erosões. Em cada ponto foram verificadas as características dos perfis de materiais
inconsolidados e dos afloramentos de rocha, bem como sua relação com o relevo local, especialmente sua posição na vertente.
Para a delimitação dos atributos em escala regional foram descritos 111 pontos de observação (densidade de 0,34 pontos por quilômetro quadrado ou 1 ponto para cada 3 quilômetros quadrados). No Apêndice A estão relacionadas as coordenadas UTM dos pontos descritos em campo, e sua localização em planta consta do Mapa de Documentação (Apêndice D.1).
No Apêndice A também é apresentado o modelo de ficha de descrição de campo adotado nesta pesquisa. Os materiais inconsolidados foram caracterizados segundo o arranjo dos diversos horizontes nos perfis, a análise táctil-visual, a cor, a espessura, a presença de linhas de seixos e a origem.
O objetivo foi identificar os perfis típicos de materiais inconsolidados da área, considerando-se um perfil típico como a seção vertical ideal, elaborada a partir da generalização das informações obtidas de fontes diversas, que organiza as camadas de materiais inconsolidados e indica intervalos de espessura típicos para aquele material em determinada posição topográfica (ALMEI DA, 2000). Para sua classificação foi utilizada a subdivisão principal proposta por Vaz (1996): materiais retrabalhados e materiais residuais.
Os materiais residuais são aqueles originados pela ação do intemperismo físico e químico sobre as rochas e que permaneceram no local onde foram formados, ou seja, não sofreram nenhum transporte. Para a classificação dos horizontes do perfil de materiais inconsolidados residuais foram utilizados os termos propostos por Vargas (1953, apud VAZ, 1996), que são:
•
solo residual maduro (SRM), correspondente à camada de solo mais desenvolvido, onde não se percebem mais estruturas da rocha original; esses solos são caracterizados pela homogeneidade de suas propriedades, por exemplo cor e textura. A porção mais superficial deste horizonte pode se encontrar enriquecida em matéria orgânica, tendo normalmente cor mais escura e sendo denominada horizonte orgânico.•
solo residual jovem (SRJ), que ocorre normalmente sob o SEM; nesse horizonte ainda se distinguem estruturas da rocha mãe, tais como fraturas ou estruturas singenéticas; as propriedades são heterogêneas e a rocha encontra-se bastante alterada física ou quimicamente; em um perfil completo o SRJ estaria localizado sobre a camada de rocha extremamente alterada.Os materiais inconsolidados retr abalhados são aqueles que sofreram algum tipo de transporte e deposição, não se encontrando atualmente na posição em que atuaram os processos que originaram as partículas que os compõem. Estes materiais foram classificados de acordo com o processo de formação, conforme proposto por Vaz (1996):
•
aluviões: constituídos por materiais que foram erodidos, retrabalhados,transportados pelos cursos d´ água e depositados em seus leitos e margens ou em lagos e lagoas, sempre associados a ambientes fluviais.
•
colúvios: são os depósitos de materiais soltos, usualmente encontrados nosopé de encostas e que foram transportados, principalmente, pela ação da gravidade;
•
tálus: são os depósitos de materiais soltos, usualmente encontrados no sopé de encostas íngremes e que foram transportados pela ação da gravidade.Os afloramentos de rochas foram caracterizados segundo a relação de contato com o material inconsolidado e das litologias entre si, e com a descrição das litologias (textura, estrutura, tipo litológico, grau de coerência e de alteração, conforme Tabelas 4.1 e 4.2).
O traçado das unidades foi realizado com base nas informações colhidas nos trabalhos de campo, na interpretação das fotografias aéreas, na interpretação dos resultados dos ensaios e das compartimentações da área realizadas por outros profissionais, em trabalhos anteriores (principalmente NI SHI YAMA, 1991, GONÇALVES, 1993, ZUQUETTE, 1981, VOLKMER, 1993) e no Mapa das Formações Geológicas de Superfície, escala 1: 50.000, da folha SF-23-Y-A-I -2 (Corumbataí), publicado pelo I nstituto Geológico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo em 1984.
Tabela 4.1 - Grau de alteração das rochas.
Siglas Denominações Características da rocha
RS Rocha sã ou
praticamente sã
Apresenta minerais primários sem vestígios de alterações ou com alterações físicas e químicas incipientes. Neste caso, a rocha é ligeiramente descolorida.
RAD Rocha mediana- mente alterada
Apresenta minerais medianamente alterados e a rocha é bastante descolorida.
RAM Rocha muito
alterada
Apresenta minerais muito alterados, por vezes pulverulentos e friáveis.
REA Rocha extrema- mente alterada
Apresenta minerais totalmente alterados e a rocha é intensamente descolorida, gradando para cores de solo.
Tabela 4.2 - Grau de coerência das rochas.
Siglas Denominações Características da rocha
C1 Rocha coerente
Quebra com dificuldade ao golpe do martelo, produzindo fragmentos de bordas cortantes. Superfície dificilmente riscável por lâmina de aço. Somente escavável a fogo.
C2 Rocha medianamente coerente
Quebra com dificuldade ao golpe do martelo. Superfície riscável por lâmina de aço. Escavável a fogo.
C3 Rocha pouco coerente
Quebra com facilidade ao golpe do martelo, produzindo fragmentos que podem ser partidos manualmente. Superfície facilmente riscável por lâmina de aço. Escarificável.
C4 Rocha incoerente
Quebra com a pressão dos dedos, desagregando-se. Pode ser cortada com lâmina de aço. Friável e escavável com lâmina.
Extraído de Guidicini et al. (1972, apud SERRA JUNI OR; OJI MA, 1998)