• Sonuç bulunamadı

3. Mesnevi Çözümleme Yöntemi

3.3. Zihniyet ve Temelleri 1. Zihniyet Nedir?

3.3.2. Zihniyet ve Kültür

Enquanto permaneci na sala dos piratas, vivenciei uma equipa pedagógica constituída pela educadora de infância e por duas auxiliares da ação educativa. Verifiquei que esta equipa era bastante unida, coesa, organizada e sobretudo, bastante empenhada por manter uma boa organização e funcionamento na sala.

Verifiquei que a base para o bom funcionamento desta equipa era a comunicação, onde o diálogo, para esclarecer dúvidas, receios, frustrações e até partilhar experiências vividas relevantes, contribuiu para um bom ambiente de trabalho. Constatei que cada membro da equipa sabia perfeitamente qual a sua função, mas achei curioso o facto de não ser notória a hierarquia que existe entre educadora de infância e auxiliar da ação educativa.

A equipa reunia-se semanalmente na sala (sextas-feiras), de modo a planear os dias seguintes, refletir e avaliar o trabalho com as crianças, as ideias e outros assuntos pertinentes do foro pedagógico. Ou seja, estas reuniões funcionavam como um meio importante de formação

54 em conjunto eram discutidas situações/comportamentos observados e eram nestes momentos que os adultos da sala questionam-se, refletiam e chegam a um consenso, de modo a aplicar na sua prática.

Segundo as Orientações Curriculares (Ministério da Educação, 1997, p. 42), o trabalho em

equipa torna-se fundamental para reflectir sobre a melhor forma de organizar o tempo e os recursos humanos, no sentido de uma acção articulada e concertada que responda às necessidades das crianças e dos pais. Desta forma, a equipa defendia que o apoio e a partilha eram

ferramentas essenciais para o bom funcionamento, sendo fulcral que cada membro valoriza-se o seu próprio trabalho e o trabalho das colegas, visto que as tarefas desenvolvidas por cada uma, acabavam por se completar e ser um ponto chave para o desenvolvimento das crianças. Assim, a relação existente entre os adultos era de partilha e de troca de experiências, de forma a transmitir às crianças e às suas famílias um clima saudável de confiança.

Tendo em conta que na unidade educativa existem no total 4 salas de jardim de infância, existia um grande trabalho em equipa entre as salas, uma vez que partilham ideias, materiais e por vezes era necessária alguma alteração de pessoal, o que obrigava o envolvimento de todos os membros em todas as salas.

5.2.4. AS FAMÍLIAS

No que diz respeito às famílias das crianças, estas mostraram-se bastante participativas e ativas na vida das suas crianças. As famílias caracterizam-se por constituir membros com idade média entre os 30 e os 40 anos de idade.

Os elementos têm, na maioria, uma escolaridade ao nível do secundário, trabalham por conta de outrem, dentro do setor secundário (serviços).

A maioria das crianças possui uma realidade familiar tradicional, no que diz respeito às suas vivências anteriores. Porém, algumas crianças vivem apenas com um elemento da sua família, que pode ser a mãe, pai ou outro elemento.

55 Apesar disso, todos os elementos da família das crianças possuem uma relação de confiança com o jardim de infância, visto que antes da entrada das crianças, realiza-se uma pequena reunião para a equipa e familiares se conhecerem e trocarem algumas impressões.

De um modo geral, entre a família e equipa pedagógica existia uma relação saudável, onde os familiares partilhavam facilmente com os membros da equipa, ao ponto de esclarecerem dúvidas e colocarem algumas questões sobre o desenvolvimento das crianças. Como referem as Orientações Curriculares, a família e a instituição de educação pré-escolar são dois contextos

sociais que contribuem para a educação da mesma criança; importa por isso, que haja uma relação entre estes dois sistemas (Ministério da Educação, 1997, p. 43).

Visto que o grupo de crianças da sala 4, era um grupo heterogéneo em termos de idades, esta relação descontraída e enriquecedora desenvolveu-se ao longo do tempo, onde os adultos se foram conhecendo e criando uma boa relação, que consequentemente promoveu uma maior proximidade e segurança com as crianças. Verifiquei através das conversas diárias nos momentos do acolhimento e da saída, várias partilhas entre a equipa e os membros da família, que entravam na sala sem qualquer impedimento e partilhavam situações das crianças e deles mesmos. Ou seja, esta troca de informações originava co-educadores da mesma criança (idem, p. 43), que lutam por benefícios para o mesmo fim e é um meio de alargar e enriquecer as situações de aprendizagem (idem, p. 45).

Para além disso, o facto dos membros das famílias mostrarem-se interessados nas vivências que o jardim de infância oferece às suas crianças, revela o seu interesse pelo que ocorre diariamente com as suas crianças. As famílias revelaram-se participativas nas festas comemorativas, como exemplo na festa do “Dia do Pai” e “Dia da Mãe” e aceitaram de forma bastante positiva e interessada as propostas lançadas pela equipa, ao ponto de darem ideias, sugestões e mostrarem disponibilidade para colaborar sempre que for necessário. Deste modo, esta situação é o sentido

da participação dos pais no projecto educativo do estabelecimento e a forma global como se organiza para dar resposta à educação das crianças, às necessidades dos pais e características da comunidade (idem, p. 43).

Esta parceria atuava de forma significativa na vida das crianças da sala dos piratas, mas também era bastante benéfica para os adultos da sala, visto que ambos aprendiam e transmitiam confiança uns aos outros, visto que todas estas formas de comunicação e de participação podem

56

desempenhar um papel positivo no desenvolvimento e educação dos adultos, com efeitos na educação das crianças (Ministério da Educação, 1997, p. 46), que com o passar do tempo revela-

se uma ferramenta essencial o bem estar da criança. Por outras palavras, o envolvimento das famílias no jardim de infância, constitui um processo que se vai construindo (idem, p. 46).

57

CAPÍTULO III

APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO