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B. Eğitim Ve Öğretim

B.2. Öğrenci Kabulü ve Gelişimi

B.2.2. Yeterliliklerin sertifikalandırılması ve diploma

Para Rivero Rodrigo (2002), na atualidade vivemos uma nova etapa da história da humanidade, conhecida como a ‘Era do Conhecimento’. Esta era caracteriza-se por erigir o conhecimento e a informação como principal insumo de produção de riqueza (frente a outros ativos como a terra, o trabalho e o capital, estabelecidos ao longo da história da humanidade), e pelo ritmo acelerado de produção e aquisição de conhecimento de maneira constante e progressiva em progresso exponencial, o que torna necessária sua gestão.

Este contexto aporta cada vez mais pessoas preparadas e dedicadas a produzir e compartilhar conhecimentos de modo que melhorem o funcionamento interno das organizações. Para tanto, dispõem de equipamentos cada vez mais avançados e desenvolvem técnicas e procedimentos cada vez mais sofisticados para distribuir e transferir o conhecimento e ser utilizado por quem necessite, de modo a atuar de maneira adequada, no momento adequado, em benefício das próprias organizações. Ademais, para que as organizações trabalhem de maneira a adquirir vantagens competitivas e atingir seus objetivos,

[…] es preciso saber qué hay que saber; hay que saber cómo conseguir lo que hay que saber y hay que saber cómo lograr que las personas aprendan bien lo que necesitan saber para el desarrollo de su actividad; hay que saber cómo utilizar aquello que se sabe para lograr unos buenos resultados […]. En definitiva, hay que saber gestionar el conocimiento y además hay que saber gestionarlo mejor que los competidores. La ventaja diferencial se construye no solamente sobre la base del conocimiento disponible en un determinado momento, sino sobre todo, en función de la capacidad de gestionarlo permanentemente (RIVERO RODRIGO, 2002, p.10).

Neste sentido, um grande número de organizações e instituições importantes canalizam suas inquietudes para a aquisição de conhecimento que sustentam seu comportamento inteligente, aumentando a possibilidade de criar novos conhecimentos e visando meios de gerenciá-los da melhor maneira.

Para Barbosa (2008), o conceito de sociedade do conhecimento pode ser interpretado sob mais de uma perspectiva e a mais antiga delas tem a origem nos trabalhos com enfoques mais abrangentes de Fritz Machlup e Marc Uri Porat e do sociólogo Daniel Bell (1976), os quais destacam, dentre outros aspectos, a introdução de inovações tecnológicas e seu papel no desenvolvimento econômico e nas transformações sociais, e em autores como Peter Drucker, Ikujiro Nonaka, Hirotaka Takeuchi, Thomas Stewart, Thomas Davenport, e Larry Prusak, que procuram focalizar a questão do conhecimento dentro de contextos organizacionais.

Já Gauchi Risso (2012) afirma que, em 1962, Fritz Machlup utilizou a expressão ‘sociedade do conhecimento’ em seu livro intitulado ‘Produção e distribuição do conhecimento nos Estados Unidos’. Segundo o autor, o número de empregos baseados no processo de geração e distribuição da informação, já na década de 1960, era maior aos relacionados com qualquer esforço físico e que 35% do produto interno bruto (PIB) norte- americano procedia do setor da informação, projetando para o futuro uma forte tendência em converter os empregos ligados à informação em descritor dominante na atividade produtiva.

A autora afirma também que, ao final da década de 1960, o termo foi utilizado novamente por Peter Drucker (1969), em seu livro ‘A era da descontinuidade’, a qual enfocava uma etapa posterior à era da informação. Drucker dedicou um capítulo à sociedade do Conhecimento, baseando-se em dados e projeções econômicas estabelecidas em 1962 por Fritz Machlup. Também fez projeções, acrescentou que ao final da década de 1970 o setor de conhecimento geraria a metade do PIB, além de construir a importância do saber como fator econômico de primeira ordem, assim como

[…] introdujo el conocimiento en la ecuación económica y lo mercantilizó; además dejó en claro que lo relevante desde el punto de vista económico no era su cantidad o calidad sino su capacidad para generar riqueza, su productividad. Sin duda, se trataba de un uso particular de la palabra

conocimiento, aunque totalmente apropiado al contexto especializado de la teoría económica donde surgen tanto el concepto de Sociedad del Conocimiento como el de Sociedad de la Información (GAUCHI RISSO, 2012, p. 542).

Para a autora, a utilização dos referidos termos teve maior expansão e profundidade na década de 1990. Um dos fatores que contribuíram para isto foi quando, em 1994, o próprio Drucker, em seu livro ‘A sociedade pós-capitalista’, destacava: a necessidade de gerar uma teoria econômica que colocasse o conhecimento como o centro da produção de riqueza; o saber como recurso básico da sociedade pós-capitalista; e a emergência de uma nova classe social de trabalhadores do conhecimento. Outro fator importante para expansão e profundidade do termo foram, segundo a autora, os estudos publicados por investigadores como Nico Stehr (2001) e Robin Mansell e Wehn (1998), cujos trabalhos enfatizaram que a informação pode ser um instrumento de conhecimento e que o acesso à informação não garante a incorporação de conhecimentos.

Porém, foi em 2005 quando a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), dentro de suas políticas institucionais, acolheu o termo ‘sociedade do conhecimento’ ou sua variante, ‘sociedades do saber’, que o termo passou a ser utilizado com maior frequência nos meios acadêmicos. Neste acontecimento, a UNESCO visualizou o tema em torno de uma preocupação em incorporar uma ideia mais integral, um pouco mais livre da extensão econômica, incluindo dimensões de transformação cultural, econômica, política e institucional, voltada também para uma perspectiva mais pluralista e associada ao desenvolvimento sustentável. A GC trata, neste sentido, sobre “los aspectos críticos de la adaptación, sobrevivencia y competencia organizacional para enfrentar el constante y discontinuo cambio ambiental” (GAUCHI RISSO, 2012, p. 543).

Segundo Coutinho e Lisbôa (2011) a nova sociedade está baseada no argumento de que o acesso à informação não é garantia de que resulte em conhecimento. Portanto, frente às informações disponíveis, é necessário que as pessoas construam, desconstruam e reconstruam seus conhecimentos, alicerçadas em parâmetros cognitivos intrínsecos e extrínsecos em constante inter-relacionamento, em ciclo retroalimentativo, percebendo fluxos informacionais em seu entorno e os aspectos críticos que os envolva.

Nesse sentido, a sociedade do conhecimento possui economias baseadas no conhecimento como principal agente de produtividade, cuja criação e uso assumem papel central desenvolvimento econômico e social. Em 1969, Drucker (1969, p. 264) já admitia que “[...] o conhecimento é hoje o custo mais elevado, o principal investimento e o principal produto da economia avançada, bem como o meio de vida do maior grupo da população”.

Tudo isso quer dizer que não basta só gerir as informações demandadas da sociedade da informação dentro das mais diversas organizações. Surge um novo elemento a ser gerenciado: o conhecimento como fator sustentável da dinâmica complexa da nova sociedade.

Autores como Leonardo Boff (2006), Zigman Bauman (2001), Morin e Le Moigne (2000), Morin (1999, 2005) e Lyotard (1988), que têm se dedicado a analisar, descrever e oferecer possiblidades de reflexões que contribuem para o entendimento acerca das complexidades do atual período da humanidade discutem, entre outras coisas, os termos que definem a sociedade (pós-moderna, pós-industrial); a interdependência e o problema ecológico; o papel do conhecimento e da ciência; o papel do Estado, poder, democracia e indivíduo ou ser na sociedade atual e sua condição de liberdade; as tecnologias e as redes sociais; a crise da globalização e a desintegração ou metamorfose do sistema econômico atual; críticas à pós-modernidade; ecologia, sustentabilidade e existência humana; convivência e os problemas da contemporaneidade; a crise técnica e política; os conceitos de espacialidade e temporalidade junto aos meios de comunicação; a dimensão planetária da sociedade atual à medida que as diversidades étnicas, culturais, religiosas convivem, tudo ao mesmo tempo, esbarrando-se constantemente umas nas outras, muitas vezes gerando conflitos, atitudes fundamentalistas, e a eterna luta entre o bem e o mal; a abertura dos mercados externos e a possibilidade de consumo; o papel das organizações em meio à competitividade de mercado; a crise de valores e de outras crises da contemporaneidade, noção de certeza e de verdade, e o conhecimento e o saber em suas mais diversas dimensões, tipologias, crises, legitimações, linguagens e liquidez em meio a toda essa complexidade.

Sobre tal complexidade é importante esclarecer que a noção de ordem e desordem é discutida por Morin (2005), explicando e caracterizando a sociedade contemporânea. Para o autor, a ideia de desordem que comporta as irregularidades, instabilidades, desvios de

processos, transformação, encontros aleatórios, desorganizações, desintegrações, ruídos, erros e indeterminabilidade, em detrimento da ordem assinalada pela ideia da lei do determinismo ou determinação, estabilidade, regularidade, constância, organização e repetição, caracteriza a sociedade atual em seu contexto histórico.

Para Miranda et al. (2008), tais concepções sugerem flexibilidade contextual de modo a estar aberto a novas possibilidades mediante o percurso, fazendo acontecer o conhecimento dentro de um ambiente organizacional. Porém, para Axelrod e Cohen (2000) é possível dominar a complexidade, utilizando-se de conhecimento para a complexidade, convivendo com ela e tirando proveito ao invés de ignorá-la.

[…] por la aparición continua de saberes nuevos, por el desarrollo permanente de las facultades intelectuales, todo ello concretado en una aceleración inusitada de la caducidad de los paradigmas dominantes en los años precedentes, de la obsolescencia de los métodos de análisis y de las técnicas empleadas para la observación de la realidad por investigadores, analistas, expertos y profesionales. Estamos viviendo en una sociedad en la que están adquiriendo primacía los conocimientos teóricos y los conocimientos tácitos sobre cualquier otra clase de conocimiento; es decir son relevantes aquéllos que requieren de un determinado modelo mental y de unos procesos basados en la creación, en las ideas, en la abstracción y en la innovación.

Outros autores se referem à sociedade contemporânea com um termo unificado como ‘sociedade da informação e do conhecimento’ (SOUZA; DIAS; NASSIF, 2011).

Outra expressão para a sociedade atual é a cogitada por Colis (2005): “Economia do Conhecimento”. A expressão está relacionada com as mudanças na sociedade global ou particularmente com a globalização, a intensidade da informação/conhecimento em rede e a conectividade, dentro das organizações. Para o autor

[...] as características da economia do conhecimento incluem: o incremento da mobilidade dos serviços, informação e força de trabalho; a necessidade de contextualizar/dar importância ao conhecimento local da informação, frequentemente de formas criativas que vão para além da performance esperada; a necessidade de trabalhar em temas multidisciplinares e em equipes mistas; a necessidade de usar tecnologia de informação (TI) para a gestão do conhecimento, partilha e criação; a necessidade de actualizar e modificar as competências pessoais, no decorrer de uma vida activa; e a necessidade de agir autônoma e reflexivamente, partilhando e funcionando em grupos socialmente heterogêneos (COLIS, 2005, p. 197).

Santos (2006, p.6) defende o termo técnico-científico-informacional caracterizado pela “cara espacial da globalização”. Nesse aspecto, a globalização ou mundialização é concebida por Vesentini (2010, p. 11) como a crescente interdependência entre todas as economias ou povos do planeta, em que “o mercado internacional se torna cada vez mais importante, superando os mercados nacionais” e acirrando a competitividade e a necessidade de cada vez mais conhecimento entre as organizações.

Para Harvey (1992), suas características são inerentes a um dos mais importantes aspectos do atual estágio do capitalismo: desregulamentação dos mercados financeiros e disseminação das tecnologias da informação. Neste contexto, a informação, o conhecimento e os sistemas comunicacionais adquirem importância de capital, fazendo da globalização um conceito importante para ser refletido. Para o autor o conceito de globalização não é recente, remete à história da sociedade capitalista dividida em fases (ditas acima) e propondo, em cada uma delas, o desenvolvimento dos sistemas econômicos.

necessidade de informação e conhecimento junta-se ao meio técnico-científico e, por isso, seria a constituição de um espaço completamente diferente dos períodos anteriores. A partícula informacional foi inserida ao termo à medida que a informação foi ganhando proporção de valorização social nos sistemas de modernização, concretizando, assim, a revolução técnica-científico-informacional.

Nesse sentido, para Morin (2005) toda essa discussão vem caracterizar que a sociedade atual está fortemente baseada no conhecimento complexo, não mais apenas na informação em si, que pode ser gerenciada em seus processos, mas no conhecimento complexo de uma sociedade complexa em organizações complexas e competitivas, atendendo aos chamados do capitalismo e da globalização. Esse fato leva à necessidade da gestão da informação e do conhecimento no contexto de ordem/desordem/caos, contexto também refletido por Latour (1994), ou seja, no contexto do respeito à complexidade que só pode ser entendida por um sistema de pensamento aberto, abrangente e flexível que aceita e procura compreender as mudanças constantes sem negar a importância da multiplicidade, aleatoriedade e da incerteza (MORIN, 1999).

Porém, é Leff (2002, p. 195) quem vem dizer que “a complexidade emerge como resposta a este constrangimento do mundo e da natureza pela unificação ideológica, tecnológica e econômica”. Portanto, resta-nos aprender a gerenciar todo o conhecimento que dela emana. E, para tanto, a leitura de mundo, proposta por Freire (2004), aponta a necessidade do desvelamento crítico da realidade que nos circunda, da análise da veracidade e profundidade das coisas através da busca pelo conhecimento, e operar de modo que sua gestão seja passível de transformar uma realidade, um ambiente, uma organização que desenvolva um sistema cujo conhecimento é o foco.