• Sonuç bulunamadı

C. Araştirma ve Gelı̇ştime

C.4. Araştırma Performansı

C.4.2. Araştırma performansının izlenmesi ve iyileştirilmesi

O conhecimento representa para as organizações o valor mais importante para fazer frente ao desafio competitivo de nosso tempo em que a única fonte de vantagem competitiva

sustentável é o próprio conhecimento, como fonte geradora de novas ideias e inovação, passível de ser gerenciado. Nesse sentido, a princípios de século XXI, se expande a práxis da gestão de conhecimento com objetivo utilitário muito concreto:

[…] la necesidad de entender y medir la actividad de gestión de conocimientos para que las organizaciones y sus sistemas puedan mejorar lo que hacen y para que las administraciones puedan desarrollar políticas que promuevan estos beneficios (OECD, 2002, p.13).

Deste feito, para Davenport e Prusak (2001, p. 61), hoje

[…] todas las organizaciones saludables generan y usan conocimiento. A medida que las organizaciones interactúan con sus entornos, absorben información, la convierten en conocimiento y llevan a cabo acciones sobre la base de la combinación de ese conocimiento y de sus experiencias, valores y normas internas. Sienten y responden. Sin conocimiento, una organización no se podría organizar a sí misma.

Este fato faz com que Quinn, Anderson e Finkelstein (2003, p. 24) afirmem que “la capacidad de gestionar el intelecto humano – y convertirlo en productos y servicios útiles – se está convirtiendo a gran velocidad en la técnica directiva esencial de esta época.” E a GC emerge trazendo vantagens e benefícios nunca elencados antes nas organizações. Vem implicando o uso efetivo do conhecimento, de maneira contínua e sem fim, em evolução constante (DAVENPORT, 1998a). Desse modo, ao evocar as reflexões de Davenport, Saz (2001, p.15) afirma que este continuum evolucional do conhecimento mune a GC de 4 objetivos:

1. Crear depósitos de conocimiento, de los cuales existen tres tipos: conocimiento externo (por ejemplo la inteligencia competitiva), conocimiento interno (informes) e informal interno o tácito (captar trucos, experiencias, intuiciones, etc., en un soporte informático).

2. Optimizar el acceso al conocimiento. Encontrar la persona con el conocimiento que se necesita y transferirlo con éxito a otra es un proceso difícil (gestión de redes y de bases de datos de expertos). A veces, puede ser conveniente simplemente facilitar el intercambio de conocimiento tácito más que hacer un depósito, utilizando herramientas de comunicación como videoconferencia, redes de comunicaciones...

3. Mejorar el ambiente de conocimiento. Hacer más efectiva su creación, transferencia y compartición; cambiar la conducta sobre el mismo y crear una receptividad cultural a este tipo de funcionamiento.

4. Gestionarlo como un activo. Algunas compañías están enfocadas hacia la gestión de activos específicos de conocimiento intensivo para aumentar sus beneficios o ingresos (por ejemplo: gestión de patentes propias, licenciar patentes para obtener beneficios). Es mejor gestionar activos que medirlos, porque la medición requiere cambios contables.

Muitos modelos foram propostos para lograr esses objetivos e efetivar a GC. Segundo Duarte, Lira e Lira (2014, p. 292), devido à recente ascensão da GC, pesquisas têm apontado modelos que emergem como alternativas para construir uma organização baseada em

conhecimento. Geralmente, “buscam formalizar o universo por meio de expressões controláveis pelo ser humano, e derivam da necessidade humana de entender a realidade aparentemente complexa do universo envolvente.” Podem ser caracterizados por um conjunto próprio de concepções e ideias administrativas que operacionalizam as práticas gerenciais na organização (PAIVA; DUARTE, 2006, p. 33), ou representações simplificadas e inteligíveis do mundo, que permitem vislumbrar características essenciais de um domínio ou campo de estudo (SAYÃO, 2001; DUARTE; LIRA; LIRA, 2014).

Segundo Valentim (2007), compreender a GC por meio de modelos facilita a compreensão da teoria discutida/apresentada, bem como a estruturação dos possíveis elementos, processos, fases ou etapas às quais constituem a gestão. Na literatura podem-se encontrar distintos modelos que atendem as especificidades das organizações para os quais foram pensados. Em suas pesquisas de análise da literatura referente à GC, Valentim (2007) destaca três modelos diferentes:

a) Modelo de Bukowitz e Williams (2002) – Constituído por 7 etapas distintas:

1. Obtenha – Para que a organização seja capaz de obter e construir conhecimento é necessário: articulação entre pessoas quanto suas necessidades de informação; consciência sobre onde encontrar os recursos de conhecimento; acesso aos instrumentos necessários para a captura da informação; orientação sobre os papéis organizacionais que sustentam os pesquisadores de informação; abrangência da infraestrutura de conhecimento.

2. Utilize – Utilização de informações e conhecimentos a partir de soluções inovadoras como: permeabilidade – perspectivas e possibilidades diferentes frente às estruturas organizacionais para melhorar o fluxo de conhecimento, tratando a informação como fluxo aberto e colaborando com as comunidades organizacionais envolvidas, rotineiramente; liberdade.

3. Aprenda – Concentração na aprendizagem individual e organizacional pela visibilidade – ligação entre estratégia e aprendizagem; familiarização – princípio do prazer do trabalho e condições de reflexões sobre o fazer.

4. Contribua – Contribuição de ideias e informações através de: motivação – remoção de barreiras de compartilhamento, vinculação da contribuição à oportunidade de avanço, retenção dos benefícios das pessoas que não contribuem; facilitação – proporcionar tempo e espaço em apoio ao processo de contribuição, criação de rede de relacionamento; confiança – compreensão e respeito pelo valor do conhecimento contribuído.

5. Avalie – avaliação do conhecimento através da: perspectiva – expansão da teoria da organização para captação do impacto do conhecimento sobre o desempenho organizacional; integração – incorporação no processo geral de gestão de um conjunto de sistemas, processos e medidas de avaliação dos recursos e dos resultados estratégicos.

6. Construa e mantenha – aprimoramento da forma como se constrói e se mantém o conhecimento através da: direção – estruturação das posições que enfocam a atenção organizacional sobre o capital intelectual, assim como as TIC às pessoas; conexão – relacionamentos que promovem a gestão do conhecimento; reconhecimento – utilização do conhecimento para fortalecimento do relacionamento com o cliente; reciprocidade – acordo entre a organização e seus colaboradores através das políticas e normas culturais.

7. Descarte – Refere-se ao descarte do conhecimento através da: abstenção – a não absorção de conhecimento desnecessário; conversão – conversão do conhecimento em fonte de valor.

b) Modelo de Terra (2000) – Composto por sete dimensões:

1. Fatores estratégicos e o papel da alta administração – Estímulo e motivação dos indivíduos a criar/inovar para o mercado competitivo, em outras palavras, uso de urgência e de necessidade permanente de inovação.

2. Culturas e valores organizacionais – Normas e valores que ajudam a interpretar eventos e avaliar o que é apropriado e inapropriado.

3. Estrutura organizacional – De forma abrangente, deve interligar seus colaboradores de modo a contribuírem de maneira direta e objetiva às necessidades e demandas. 4. Administração de recursos humanos – Compensação financeira, possibilidade de

desenvolvimento pessoal, aumento do estoque do conhecimento organizacional, enfocando as habilidades específicas de cada colaborador, a criatividade e o trabalho em equipe e a multiplicidade de pessoas.

5. Sistemas de informação – Uso de informação e conhecimento auxiliado pelas tecnologias específicas de informação e comunicação que facilitem o fluxo de informação (intranets, groupaware, documentt managemente systens, entre outras). 6. Mensuração dos resultados – Mensuração do capital intelectual (ativos tangíveis e

intangíveis).

c) Modelo Integrado de Gestão do Conhecimento Estratégico (GCE) – Segundo Miranda (1999), o modelo Integrado de Gestão do Conhecimento Estratégico é composto pela relação de três modelos que enfatizam aspectos da gestão do conhecimento:

1. Modelo Conceitual – Visão ampla dos diferentes fatores, agentes e processos, enfocando o conhecimento tácito e a possibilidade de sua explicitação, através da indicação dos agentes que colocam em prática esse modelo em que a cognição, a tecnologia, o modelo gerencial e a cultura organizacional exercem influência sobre o processo de gestão.

2. Modelo Matemático – Realização de um diagnóstico geral da gestão do conhecimento na organização pela busca de equacionar o conhecimento estratégico e os fatores sistêmicos (tecnologia, cognição, modelo gerencial, cultura organizacional e contexto) na gestão do conhecimento estratégico. Deve ser aplicado antes de iniciar um programa, bem como ao final de sua implantação para observação da evolução e eficácia dos resultados obtidos.

3. Modelo Sistêmico – “Explicita os sistemas integrantes do Sistema de Gestão do Conhecimento Estratégico (SGCE), destacando suas funções e objetivos” (MIRANDA, 1999, p. 169). Ciclo de captura/aquisição/criação do conhecimento voltado para a construção de conhecimento estratégico tácito para posterior explicitação do conhecimento produzido.

Além dos modelos apresentados, Duarte, Lira e Lira (2014) destacam em sua pesquisa alguns deles selecionados pelo critério de globalização. Instituem um quadro resumo destacando os modelos e seus autores: Criação do Conhecimento Organizacional, proposto por Nonaka e Takeuchi (1997); Ciclo da evolução do conhecimento organizacional, de Wiig (1997); Modelo genérico de gestão do conhecimento, de Stollenwerk (2001); Modelo

Knowledge Management Special Interest Group – KM-SIG – Malone (2002); Modelo de

gestão do conhecimento, desenvolvido por Probst et al. (2002); Modelo estratégico de GC, apresentado por Rossato (2003), e o Modelo abordado por Choo (2003). O quadro abaixo define duas ênfases diferentes: a primeira refere-se ao fluxo e ao gerenciamento do conhecimento, e a segunda compreende os processos que abonam base aos ciclos do conhecimento e às configurações da organização.

Quadro 4: Síntese de modelos de Gestão do Conhecimento

Fonte: DUARTE; LIRA; LIRA (2014, p. 293)

Em resumo à pesquisa das autoras, elencamos as principais características dos modelos aferidos:

Criação do conhecimento organizacional – Nonaka e Takeuchi (1997) – Baseados na dimensão ontológica e epistemológica, o modelo dos autores enfatiza a criação do conhecimento no processo de conversão do conhecimento tácito e na complementariedade e interação entre os conhecimentos tácito e explícito. Esse pressuposto levou os autores à

MODELOS Modelo de Processo de criação do conhecimento Ciclo da Evolução do Conhecimento organizacional Modelo Genérico de Gestão do Conhecimento Modelo dos elementos construtivos da Gestão do Conhecimento Modelo KM- SIG Modelo Estratégico de Gestão do Conhecimento Modelo de Criação do Conhecimento

AUTORES Nonaka e Taukechi Wiig Stollenwerk Probst at al. Malone Rossato Choo

ANO 1997 1999 2001 2002 2002 2003 2003 FOCO O processo de criação do conhecimento voltado para o desenvolvimen to de produto Ciclo da evolução do conhecimento na organização Modelo genérico do conhecimento nas organizações Análise e aplicação de GC com base nos elementos construtivos Domínio do conhecimento, identificação do caminho para selecionar os conhecimentos na organização Estrutura da organização, ações, ativos intangíveis e processo de conversão do conhecimento Criação do conhecimento COMPO- NENTES Modo de conversão do Conhecimento : socialização, externalização, combinação e internalização Condições Capacitadoras : Intenção, autonomia, flutuação e caos criativo, redundância e variedade de requisitos. Fases do Processo: compartilhame nto do conhecimento tácito, criação de conceitos, justificação de conceitos, construção de um arquétipo e difusão interativa do conhecimento. Estágios do Ciclo: Criação do conhecimento, aquisição do conhecimento, refinamento do conhecimento, disponibilização e distribuição do conhecimento e aplicação do conhecimento Processo de GC: identificação, captura, seleção e validação, organização e armazenagem, compartilhame nto, aplicação, criação do conhecimento, liderança, cultura organizacional, medição e recompensa, tecnologia de informação Facilitadores: Liderança, cultura organizacional, medição e recompensa e tecnologia de informação Elementos Construtivos: Metas de conhecimento, identificação, aquisição, desenvolviment o, compartilhamen to e distribuição, utilização, preservação e avaliação do conhecimento Bases do modelo: Domínio do conhecimento, redes de conhecimento, alinhamento estratégico, equipes de projetos, core business, comunidades de conhecimento e comunidades de práticas. Elementos básicos: Estrutura e estratégias, ações, ativos intangíveis e balanço patrimonial intangível e o processo de conversão do conhecimento Etapas: Construção de sentido, criação do conhecimento e tomada de decisão.

criação de quatro modos diferentes de conversão do conhecimento (a espiral do conhecimento), quais sejam: de conhecimento tácito para conhecimento tácito – socialização; de conhecimento tácito para conhecimento explícito – externalização; de conhecimento explícito para conhecimento explícito – combinação; e de conhecimento explícito para conhecimento tácito – internalização. Conforme as autoras, o aspecto ontológico parte do princípio de que o conhecimento só é criado por indivíduos, ou seja, uma organização não pode criar conhecimento sem os indivíduos, e, a dimensão epistemológica tem como foco a distinção entre conhecimentos tácito e explícito.

Ciclo da evolução do conhecimento organizacional – Wiig (2002) – O modelo do autor divide-se em 5 estágios:

a) criação do conhecimento desenvolvido por meio da aprendizagem, da inovação, da criatividade e da importação de conhecimentos do ambiente externo à organização; b) aquisição do conhecimento capturado, armazenado para uso, reuso e para um tratamento mais aprimorado em outras atividades organizacionais; c) refinamento do conhecimento organizado e transformado em algum material impresso ou embutido em bases de conhecimento, tornando-o disponível para uso; d) disponibilização e distribuição do conhecimento para os “pontos-de-ação” por meio de programas de treinamento, sistemas automatizados de conhecimento, redes de especialistas etc.; e) aplicação do conhecimento no exercício dos processos de trabalho, como base para a aprendizagem e a inovação (DUARTE; LIRA; LIRA, 2014, p. 296).

Modelo genérico de gestão do conhecimento – Stollenwerk (2001) – Ao realizar uma análise comparativa de modelos de GC, o autor observou elementos comuns, embora reconheça contribuições e características próprias oferecidas por cada um. Compõe um modelo genérico de GC adequado aos processos intensivos em conhecimento nas organizações. Identificou sete processos:

a) identificação - relacionado à identificação de competências que são críticas para o sucesso da organização; b) captura - processo de aquisição de conhecimentos que são necessários para proporcionar a criação e a manutenção das competências essenciais e as áreas de conhecimento selecionadas; c) seleção e validação - atividades com o fim de filtrar o conhecimento, avaliar sua qualidade, sintetizá-lo para fins de aplicação em outro momento; d) organização e armazenagem – diz respeito à formalização, à organização e à armazenagem, com o objetivo de garantir a recuperação do conhecimento; e) compartilhamento - compreende questões como distribuição do conhecimento de forma seletiva para o maior número de usuários possível, com a utilização de tecnologias; f) aplicação - refere-se à aplicação do conhecimento em situações reais da organização de modo a produzir benefícios concretos; g) criação de conhecimento - envolve a aprendizagem, a externalização, as lições aprendidas, a criatividade, a pesquisa, a experimentação, a descoberta e a inovação (DUARTE; LIRA; LIRA, 2014, p. 297).

Além dos sete processos identificados, acrescenta ao seu modelo quatro fatores facilitadores propostos por McDermott e O’Dell (2001): liderança, relacionada com o suporte para o processo de GC na organização; cultura, confiança e cooperação, para que o conhecimento seja compartilhado.

Modelo de gestão do conhecimento – Probst et al. (2002) – Este modelo sugere seis processos essenciais para a construção do processo de GC:

a) identificação do conhecimento - significa analisar e descrever o ambiente de conhecimento da empresa; b) aquisição do conhecimento - diz respeito à importação de uma parte substancial de conhecimento de fontes externas à organização; c) desenvolvimento do conhecimento - complementa o processo de aquisição do conhecimento e está centrado na geração de novas habilidades, ideias e processos mais eficientes; d) compartilhamento e distribuição do conhecimento - processo de compartilhamento e disseminação do conhecimento já existentes na organização; e) utilização do conhecimento - para assegurar que o conhecimento presente em uma organização seja aplicado para garantir que as habilidades e os ativos de conhecimento sejam utilizados; f) retenção do conhecimento - depende do uso adequado e eficiente de diversos meios de armazenagem da organização (DUARTE; LIRA; LIRA, 2014, p. 297).

Modelo knowledge management special interest group – KM-SIG – Malone (2002) – O modelo apoia-se nos domínios de conhecimento que existem no ambiente organizacional. Identifica a rota que o conhecimento faz para selecionar os conhecimentos que existem na organização e que podem ser usados para produzir valor para a organização. A base do modelo é formada por elementos como:

a) domínio de conhecimento - representa o conhecimento existente no ambiente de trabalho, que é caracterizado por dados relevantes, informações e conhecimento articulado; b) redes de conhecimento - o meio pelo qual o conhecimento é transferido na organização; c) alinhamento estratégico - a identificação, a captura e a transferência do conhecimento devem estar em alinhamento com os objetivos estratégicos da organização; d) equipes de projeto - composição de grupos gerados pela organização com objetivos bem definidos para projetos estratégicos; e) o core business - elemento referente à demanda dos maiores esforços no gerenciamento das informações; d) comunidades de conhecimento - grupos identificados pela organização com áreas de interesse em comum, mas sem objetivos bem definidos; e) comunidades de práticas - têm o mesmo papel que as comunidades de conhecimento, porém não são formadas pela organização, mas espontaneamente (DUARTE; LIRA; LIRA, 2014, p. 298).

Modelo estratégico de GC – Rossato (2003) – Ressalta que a estrutura da organização, as ações, os ativos intangíveis e o processo de conversão do conhecimento (interno e externo) constituem os quatro elementos fundamentais do processo de GC:

a) a camada da estrutura, que é um conjunto de decisões, normas, regras, padrões e questões fundamentais que devem nortear o comportamento de uma organização, como centro convergente de aspirações, esforços, decisões etc.; b) a camada das ações, que envolve o compartilhamento das ações relacionadas à socialização; a conceituação de ações relacionadas à externalização; a sistematização das ações relacionadas à combinação; a operacionalização das ações relacionadas à internalização, com o objetivo de estimular, facilitar ou proporcionar a interpretação, a absorção e a exploração do conhecimento explícito, tornando-o tácito; c) a camada da conversão do conhecimento constitui-se dos processos de socialização, externalização, combinação e internalização do conhecimento; d) a camada de ativos intangíveis compreende o capital intelectual, o capital estrutural e o capital de relacionamento (DUARTE; LIRA; LIRA, 2014, p. 298).

Modelo de criação do conhecimento – Choo (2003) – Atua em três arenas distintas e imbricadas, a saber: construção de sentido (sensemaking); criação de conhecimento (através da aprendizagem organizacional) e a tomada de decisão (com base no princípio da racionalidade limitada de Herbert Simon). Na primeira, o objetivo é permitir que os membros da organização construam um entendimento compartilhado sobre o que é a organização e o que ela faz. A inteligência competitiva e o escaneamento ambiental sistemático são iniciativas de construção de sentido. Nonaka e Takeuchi (1997) tipificam o conhecimento em duas dimensões – tácito e explícito – e Choo (2003) acrescenta a contribuição de outra importante dimensão do conhecimento – o conhecimento cultural. A segunda caracteriza-se pelo momento em que as organizações criam, adquirem, organizam e processam a informação, com o propósito de gerar um novo conhecimento através da aprendizagem organizacional, permitindo o desenvolvimento de novas habilidades e capacidades, criação de novos produtos e serviços, aperfeiçoamento dos processos organizacionais. A última etapa corresponde ao processo decisório que parte do princípio da racionalidade limitada, em nível individual (habilidades, hábitos e reflexos), pela extensão do conhecimento e da informação possuída e pelos valores e concepções de propósito, que podem divergir dos objetivos organizacionais.