B. Eğitim Ve Öğretim
B.4. Öğretim Elemanları
B.4.3. Eğitim faaliyetlerine yönelik teşvik ve ödüllendirme
Para Michaud (2006), só é possível esclarecer os referidos conceitos e situar suas diferenças estabelecendo a relação entre os termos. Sobre isso, Davenport (1998) esclarece que dados, informações e conhecimentos constituem pontos de um continuum ao longo do
qual o valor e a contribuição humana vão crescendo.
Michaud (2006) aponta que este continuum é estabelecido frente a uma visão tradicional de evolução dos dados ao conhecimento, enriquecida por conceitos epistemológicos e ontológicos proporcionando uma transformação, como aponta a figura 1:
Figura2: Dados, informação e conhecimento
Fonte: Adaptado de Michaud (2006)
Para o autor, “a realidade é percebida por meios de dados, que são meras sequências de símbolos quantificáveis expressos por conjuntos de sinais. Textos, fotografias, números, sons e outras tantas variáveis mensuradas” (MICHAUD, 2006, p. 216). Sendo assim, o homem (o observador) transforma os dados em informação, dando-lhes um significado por meio de contextualização, associação, classificação, agregação e outros instrumentos. Daí, a informação assume uma forma e se torna o principal veículo de comunicação.
Portanto, o autor continua:
[...] informação por si só não tem grande utilidade, pois o sentido agregado nela não define ainda o seu objetivo. Então ocorre mais uma transformação, juntando informações e objetivos, explícitos ou meramente implícitos, gerando o que se chama de “conhecimento” (MICHAUD, 2006, p. 216). Na mesma linha de pensamento estão Davenport e Prusak (1998) afirmando que dados, informações e conhecimento estão intimamente relacionados, formando uma hierarquia. Sendo assim, o conhecimento é decorrente da informação, que, por sua vez, deriva de um conjunto de dados. Segundo os autores, dados são, então, registros sem significado que se transformam em informações ao adquirirem algum significado; informação é o conjunto de dados que possuem significado, relevância e um fim; e, o conhecimento caracteriza-se pelo conjunto de informações contextualizadas e integradas num esquema pré-existente, gerado no momento em que as informações são reconhecidas e aplicadas nas ações para qual se objetiva. O reverso também é válido, ou seja, o conhecimento ao ser explicitado torna-se informação que, ao serem desconexas, tornam-se conjunto de dados.
base de sustentação e articulação da GC, dados, informação e conhecimento devem ser analisados intuitivamente, abordando as distinções necessárias para a construção teórico conceitual da disciplina. Os conceitos definidos pelo autor foram baseados em seu modelo ou análise standar, ou seja, na revisão de literatura feita pelo autor sobre a GC. Tal modelo resultou nos conceitos e significados abordados, que acreditamos encaixar-se neste processo investigativo.
Esteban Navarro e Navarro Bonilla (2003, p. 272), definem dado como “la unidad de información básica no procesada asociada a un objeto o hecho concreto como por ejemplo el contenido del campo de una base de datos.”
Nesse sentido, dados são
[..] acaecimientos físicos (pequeñas parcelas o trozos de la realidad) susceptibles de transportar asociada cierta información. Poseen una naturaleza material y pueden ser considerados como el soporte físico de la información. Son hechos físicos que no contienen un significado inherente, no incluyen necesariamente interpretaciones u opiniones, y no llevan ningún rasgo indicativo que pueda desvelar su importancia o su relevancia. […] Sobre sus características, en primer lugar, al ser acaecimientos físicos, los datos son sencillos de capturar, estructurar, cuantificar o transferir. En segundo lugar, un dato dependiendo de cómo sea la clave de codificación en la que se ve envuelto, puede ser convencional o natural (no convencional). […] En tercer lugar, un mismo dato puede informar o no a un agente, dependiendo del stock previo de conocimiento del agente. En cuarto lugar, en el seno de una organización, los datos acostumbran ser de tipo convencional y suelen parecer como conjuntos de caracteres alfanuméricos materializado sobre un documento (físico o electrónico). Y por último, en el mismo contexto, en el de las organizaciones, la acumulación indiscriminada de datos no siempre lleva a una mejora en la toma de decisiones (PÉREZ- MONTORO GUTIÉRREZ, 2008, p.37-38).
Isso quer dizer que um sistema de gestão de dados ou de base de dados permite definir um recurso para a gestão de registros, de tipo sintático (a partir dos conjuntos de caracteres que aparecem nos registros) e não semântico (a partir do conteúdo informativo associado ao conjunto de caracteres) (PÉREZ-MONTORO GUTIÉRREZ, 2008).
O conceito de informação é refletido sob as mais variadas vertentes. Para Araújo (2014), sob a luz da CI muitos autores procuraram definir o termo em seus aspectos históricos conceituais, a exemplo de Buckland (1991), que refletiu a informação-como-processo, ou seja, aquela caracterizada pelo seu ato de informar de comunicar o conhecimento ou noticiar algo; a informação-como-conhecimento ou aquela percebida no processo do ato de informar; a informação–como-coisa, a utilizada para designar objetos, como dados e documentos; e, o processamento da informação, aquele condizente ao tratamento, manuseio e obtenção de novas formas de informação. Além de Buckland (1991), McGarry (1999)
também procurou refletir o termo em 7 definições: quase sinônimo do termo de fato; reforço do que já se conhece; liberdade de escolha na seleção de uma mensagem; matéria-prima do conhecimento; aquilo que é permutado como mundo exterior; algo que desperta efeitos no receptor; aquilo que reduz a incerteza de uma situação.
Para Araújo (2014), na CI, outro autor igualmente importante é Saracevic (1970), quem identificou três grandes conceitos de informação na CI: a de sentido restrito, que consiste em sinais ou mensagens envolvendo pequeno ou nenhum processamento cognitivo, considerada como propriedade de uma mensagem, que pode ser estimada por uma probabilidade; a de sentido amplo, a que envolve processamento cognitivo e compreensão e resulta da interação entre duas estruturas cognitivas de modo a afetar ou alterar um estado de conhecimento; a de sentido ainda mais amplo, como aquela que está presente em um contexto, numa situação específica, e envolve uma ação ou tarefa. Neste último sentido, a informação envolve motivação e intencionalidade do indivíduo, mas sempre conectadas a um horizonte social, do qual fazem parte a cultura e as ações desempenhadas.
Capurro e Hjorland (2007) discutem a informação como conceito interdisciplinar, evocando autores clássicos, como Claude Elwood Shannon, que, ainda em 1948, num evento científico, em coautoria com Norbert Wiener, apresenta sua teoria matemática da comunicação. Citam, também, Carl Friedrich Weizsäcker, Martín Heidegger e Donald G. Fink, no intuito de conceituar informação nas ciências naturais e na comunicação em sua condição de mensagem significativa. Para esses clássicos, a informação é apenas o que é apreendido ou informação é o que gera novas informações.
Na esfera dos conceitos de ciências naturais, os autores discutem a informação como elemento potencial e relevante, relacionando-a à temporalidade – tempo global. Sustentam que a concepção de informação deve assumir a mesma referência ou, no mínimo, referência similar, em todos os contextos. Na esfera das ciências humanas e sociais (CHS), o conceito de informação segue a tendência reducionista, vinculada aos estímulos sensoriais (através da revolução cognitiva) e aos fatores culturais, de acordo com o processamento do cérebro por mecanismos desenvolvidos historicamente. Perpassa, ainda, pela visão nas engenharias, ciências exatas e da terra (ECET), segundo a qual a informação é considerada como uma diferença na realidade; ou, ainda, pela visão do citado Shannon, que prioriza a comunicação de conhecimentos.
Para os autores, esses significados díspares devem ser considerados na esfera da estrutura das teorias a que se supõe que eles sirvam, deixando-os dependentes teoricamente dos termos científicos, uma vez que as definições científicas de termos estão entrelaçadas,
sempre, com as funções que atribuímos a elas em nossas teorias. Porém, sem dúvida, os termos ou as expressões quase nunca se livram de suas raízes ou de seus significados etimológicos. Daí, devemos levar em conta o risco de definições persuasivas, até porque, no caso de informação, o custo da aplicação dessas concepções em CI tem sido extremamente alto.
Para Llarena (2012), os estudiosos ora arrolados trazem o termo informação a partir das origens grega e latina e em dois contextos distintos: no intangível (espiritual) e no tangível – biológico ou de fortalecimento, no caso do prefixo in. Colocam a ação de informar como modelagem da mente ou do caráter, treinamento, instrução na utilização moderna e pós- moderna da informação. Tratam, ainda, a palavra em seu sentido ontológico, assim como retomam sua evolução, em inglês (information) e alemão (Informationen), utilizado no sentido de educação e comunicação. Por outro lado, na atualidade, mais e mais, as disciplinas adotam o conceito de informação dentro de seu contexto e com relação a fenômenos específicos – versatilidade da informação ou interdisciplinaridade da informação, sendo ela um fenômeno estritamente humano.
De fato, para a autora, tudo leva a crer que a distinção entre as variadas teorias da informação refere-se à natureza do mecanismo de liberação ou aos mecanismos de processamento de informação ou, também, aos seletores ou intérpretes (discriminação, interpretação ou seleção). Dizendo de outra forma, a informação pode ser analisada em ampla rede de diferentes disciplinas e não somente pela Ciência da Informação. Aliás, Capurro e Hjorland (2007)rememoram que, em CI, o termo informação, no contexto histórico, passa do significado de balcão de referência à substituição de documentação e / ou à utilização em biblioteconomia com interesse em aplicações computacionais e com influência da teoria da informação.
Numa visão organizacional, tomamos por base para esta investigação os conceitos congruentes de Pérez-Montoro Gutiérrez (2008) e Esteban Navarro e Navarro Bonilla (2003).
O primeiro autor define que informação
[…] debe ser identificada como el contenido semántico de los datos. En este sentido, la información no posee una naturaleza física o material (como pasaba en el caso de los datos), sino una naturaleza conceptual, pertenece al territorio de lo conceptual (PÉREZ-MONTORO GUTIÉRREZ, 2008, p. 39).
Para o autor, no contexto das organizações é a existência de um código ou chave de codificação que o associa a certo conteúdo informativo. Esse código, que permite que um dado transporte certa informação, está associado ao conhecimento prévio do indivíduo para que se vale a informação. Assim, transportar informação é uma propriedade que possui os
dados graças à existência da chave de codificação, e adquirir informação é uma propriedade que possui os indivíduos ou agentes quando são capazes de assimilar, a partir de seu estoque prévio de conhecimento, a informação que transporta um dado e ao interpretar esse dado à luz da chave de codificação que está em voga no momento da aquisição dessa informação.
Para Esteban Navarro e Navarro Bonilla (2003, p. 272) a informação pode ser considerada “la reunión de datos con una forma y una estructura que les dan significado, asociada a un contexto que facilita su interpretación; por ejemplo, el registro de una base de datos”. Tal afirmação pressupõe definições de outros conceitos ligados à informação, igualmente importantes, para que se possa fazer as devidas diferenciações (GC, GI e gestão documental (GD)): fluxo de informação e documento. Para os autores o fluxo de informação é a transmissão de dados apresentados sob a forma de uma mensagem dentro de um processo de comunicação.
[…] El documento es el conjunto de datos elaborados y estructurados como una unidad de significado mediante la codificación de signos escritos, orales, icónicos o audiovisuales fijados en un soporte material para su conservación y transmisión; por ejemplo, una base de datos con información financiera. La información documental es la comunicación de un mensaje documental de carácter exhaustivo, específico, relevante y pertinente a una demanda de información que se presenta en un proceso comunicativo con el fin de generar en el receptor nuevo conocimiento que le permita comprender un hecho, adoptar una decisión y realizar un acto (ESTEBAN NAVARRO; NAVARRO BONILLA, 2003, p.272).
Porém, Esteban Navarro e Navarro Bonilla (2003, p. 271) afirmam que “conocimiento e información no son sinónimos, porque acumular información no supone tener más conocimiento y procesar información no es lo mismo que aprovechar el conocimiento”. Tal afirmação conduz à imperiosa necessidade de não relegar a nítida distinção entre informação e conhecimento, binômio este, no qual, por muitas vezes, a primeira atua como matéria-prima do segundo.