C. Araştirma ve Gelı̇ştime
C.3. Araştırma Yetkinliği
No contexto da sociedade atual, as TIC caracterizam-se como elementos indispensáveis para a efetivação do processo de GC, por interferirem diretamente no ciclo informativo organizacional, por permitir que o usuário da informação possa ser produtor ou gerador da informação, registrar grandes volumes de informação a baixo custo, permitir o acesso às informações de maneira diferenciada e facilitada, permitir a recuperação da informação com estratégias de busca automatizadas, permitir o armazenamento de dados em memórias com grande capacidade, permitir o monitoramento e avaliação do uso da informação (SILVA; CORREIA; LIMA, 2010).
Segundo Gauchi Risso (2012), as necessidades derivadas da sociedade do conhecimento, principalmente no que concerne à incorporação das TIC na vida cotidiana, fizeram sobressair termos como GD, GI e GC, todos ligados às variações do desenvolvimento tecnológico em campos profissionais diferenciados. O desenvolvimento das TIC e a explosão informacional, assim como a variedade de formas em que é possível compartilhar essas informações, geram novos desafios:
[…] a medida que avanza la tecnología, la estabilidad y la perdurabilidad de los documentos disminuyen considerablemente; se multiplican las demandas de soluciones concretas para agilizar el proceso documental; se automatizan los flujos de trabajo; se ofrecen servicios por vía telemática; las organizaciones necesitan coordinar y controlar de forma sistemática la creación, recepción, organización, almacenamiento, preservación, acceso, difusión y eliminación de sus documentos y de la información que generan y reciben (GAUCHI RISSO, 2012, p. 534).
Por sua vez, as TIC, para além dos recursos de hardwares (com seus dispositivos e periféricos) e softwares (com seus recursos, sistemas de telecomunicações e gestão de dados e informações), compõem um sistema de informação que apoia na tomada de decisão e no
gerenciamento de informações e conhecimentos. Deste modo, termos ligados às TIC como inteligência artificial, monitoramento tecnológico, ciberespaço, realidade virtual, hipertexto, hiperfilme, portais eletrônicos, infometria, webmetria, referem-se ao avanço tecnológico e ampliam o vocabulário junto aos sistemas informacionais e à CI, trazendo suas contribuições. (BUFREM, 2004).
Os sistemas de informação podem ser entendidos como
[...] conjunto de partes que interagem entre si, integrando-se para armazenar e gerar informações para contribuir nas decisões. Quando utilizam a tecnologia da informação, é o conjunto de software, hardware, recursos humanos e respectivos procedimentos que atendem e sucedem o software (REZENDE, 2007, p.192).
Segundo o autor, eles coletam, processam, armazenam, analisam e disseminam informações com determinado objetivo. Podem ser formais ou informais, basearem-se ou não em computadores. Podem ser classificados em nível operacional, gerencial e estratégico. Porém, na prática, ele pode ser visto como um sistema dinâmico, em que não existem separações entre os níveis.
Chamados também de sistemas de apoio às operações organizacionais, sistemas de controle ou sistemas de processamento de transações, os sistemas de informação operacionais (SIO) contemplam o processamento de operações e transações rotineiras cotidianas, incluindo seus respectivos procedimentos, controlam os dados das operações das funções organizacionais (privadas ou públicas), auxiliando a tomada de decisão do corpo técnico ou operacional das unidades departamentais.
Os sistemas de informação gerenciais (SIG), conhecidos também como management
information systems (MIS), são chamados pelo autor de sistemas de apoio à gestão
organizacional ou sistemas gerenciais. Contemplam o processamento de grupos de dados das operações e transações operacionais, transformando-os em informações agrupadas para gestão; trabalham com os dados agrupados (ou sintetizados) das operações das funções organizacionais auxiliando a tomada de decisão do corpo gestor (nível médio ou gerencial) das unidades departamentais, em sinergia com as demais unidades; manipulam informações agrupadas para contribuir para o corpo gestor da organização privada ou pública.
Os sistemas de informação estratégicos (SIE), conhecidos por executive information
systems (EIS), contemplam o processamento de grupos de dados das atividades operacionais e transações gerenciais, transformando-os em informações estratégicas, possuem informações nas formas gráficas normalmente online e trabalham com dados no nível macro, filtrados das operações das funções organizacionais, considerando os meios ambientes internos e/ou
externos, visando auxiliar o processo de tomada de decisão da alta administração organizacional. Habitualmente, os SIE também são chamados de sistemas de informação executivos ou sistemas de suporte à decisão estratégica (REZENDE, 2007).
Como é perceptível, as TIC são recursos imprescindíveis para efetividade dos sistemas informacionais nas organizações. A cogitação sobre influência das TIC e os sistemas de informação junto à GC organizacional se deu pela primeira vez em 1974, nas reflexões de Nicholas Henry na Public Administration Review, que definia a GC como “[...] políticas públicas para a produção, disseminação, acessibilidade e uso da informação na formulação de políticas públicas” (HENRY, 1974, p.189).Já nessa época, o autor se preocupava com o que ele chamava “disfunções informacionais” caracterizadas pelo excesso de dados e pelas TIC, projetadas para “[...] maximizar o conhecimento dos decisores e minimizar dados, os quais apenas turvam o foco e dispersam o impacto da formulação e o resultado das políticas públicas” (HENRY, 1974, p. 191).
Mais tarde, em 1998, Davenport e Prusak destacam que os recursos de TI facilitam o trabalho em rede, a circulação, disseminação e compartilhamento da informação, e contribui na geração de conhecimentos.
Em uma definição mais restrita, as TI dizem respeito ao aspecto tecnológico de um sistema de informação. Porém, às vezes, o termo também é utilizado para denominar um sistema de informação e, em sentido mais amplo, utilizado para descrever um conjunto de diversos sistemas de informação, usuários e gestão de uma organização. Como parte integrante do sistema de informação, “a tecnologia da informação permite a efetiva geração e a profícua manipulação das informações executivas ou ‘inteligentes’, ou seja, informações oportunas e informações personalizadas (não apenas as triviais)” (REZENDE, 2007, p. 197).
No entanto, para Davenport e Prusak (1998), as tecnologias devem ser aprimoradas à organização e não o inverso. Nesse sentido, Chiavegatto (2000, p.218), afirma que
[...] já é sabido que não é a tecnologia, mas sim o seu uso apropriado que cria valor agregado, pois, na era do conhecimento, a capacidade de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a informação de forma eficaz é que promove o diferencial estratégico, pertinente e se faz compreender o papel da Gestão do Conhecimento nas mudanças organizacionais, bem como perceber a sua relação com as tecnologias de informação.
Para tanto, a aplicação das TIC junto aos processos de gestão organizativos deve ser feita
[...] com o intuito de facilitar a manipulação e uso das informações e conhecimento nas organizações, possibilitando o cruzamento de dados e informações relevantes para a tomada de decisões. Assim, aquelas tidas como ferramentas importantes no processo de gestão do conhecimento,
devem ser reconhecidas e implantadas nas organizações do conhecimento, de modo que passamos a descrever suas principais vantagens e aplicações nessas organizações (RODRIGUES; DUARTE, 2006, p.7).
Segundo Angeloni (2002), as tecnologias contribuíram, essencialmente, para a evolução e desenvolvimento dos processos de conversão do conhecimento propostos por Nonaka e Takeuchi (1997).Desse modo, a dimensão relacionada às TIC e suas vantagens no serviço das organizações do conhecimento1 estão voltadas para a utilização de ferramentas
para subsidiarem o processo de GC organizacional. Entre elas estão as citadas por Angeloni (2002) e Rodrigues e Duarte (2006):
a. Redes de computadores que permitem gerenciar, armazenar e administrar os volumes e formas diversas de informação, permitindo a constante alimentação do conhecimento organizacional, além de conectar sistemas e possibilitar práticas comunicacionais entre diferentes atores e fazer fluir a informação. Se definem na intranet (rede interna organizacional), na internet (rede de comunicação online de caráter global) e na
extranet (redes que conectam alguns recursos da intranet a outras organizações); b. Data Warehouse, considerados grandes armazéns de dados em conjunto de programas
que extraem dados do ambiente ou dados operacionais da empresa, tem sido incorporados como ferramenta de busca, exploração e análise de dados significativos; c. Worflow, considerada uma ferramenta de trabalho em grupo, é um conjunto de
softwares que automatiza e organiza processos e fluxo de documento na organização; d. Groupware, software utilizado como suporte ao trabalho em grupo, permitindo
reuniões e trabalho de equipes a distância;
e. GED/EED, a gestão eletrônica de documentos (GED) ou edição eletrônica de documentos (EED) são ferramentas que reagrupam informações, facilitando seu arquivamento, acesso, consulta e difusão em nível interno e externo.
De modo geral, a utilização das tecnologias nas organizações do conhecimento supõe uma série de resultados tangíveis, assim como o incremento das vantagens competitivas da organização, sendo, portanto, grande aliada ao processo de GC. Nesse sentido, segundo a AENOR (2008) sua utilização permite:
1 Angeloni (2002) define as organizações do conhecimento como aquelas voltadas para a criação, o armazenamento e compartilhamento do conhecimento por meio de um processo catalisador cíclico, a partir de três dimensões: Infra-estrutura Organizacional, referindo-se à construção de um ambiente favorável ao objetivo da organização do conhecimento; Pessoas consideradas profissionais qualificados necessários às atividades do conhecimento; Tecnologia, considerada suporte para a criação, disseminação e armazenamento do conhecimento.
- Automatizar processos e tarefas rotineiras, obtendo-se redução de custos incrementais e erros e a gestão da complexidade;
- Informação confiável em tempo real, admitindo melhores serviços, decisões e capacidade de reação, atualização segundo as necessidades da organização;
- Novos processos de negócios, permitindo melhora da qualidade dos serviços e a redução de custos radicais e redesenhando a forma de trabalhar;
- Novos modelos de negócio, redesenhando a cadeia de valor açabarcando novos mercados e novos negócios, satisfazendo novas necessidades e aplicando saltos qualitativos na capacidade de acrescentar valor à organização.
Em suma, a utilização das TIC, junto às organizações baseadas em conhecimento, permite novas formas de organização em rede implicando diretamente na estrutura organizacional, na estratégia, nas práticas de gestão e tecnologias organizacionais, conduzindo às novas teorias e práticas de GC (ROSSETTI; MORALES, 2007). Nesse sentido, as TIC podem ser caracterizadas como um dos recursos de conhecimento utilizados no processo de GC, que, quando aliados ao fator humano, à estrutura organizacional e à cultura organizacional de informação, intermediarão o acompanhamento e utilização do conhecimento organizacional nas ações estratégicas, favorável à prática da socialização do conhecimento e ao comprometimento com o processo (VALENTIM, 2008).
Os sistemas de informação e as TIC como parte integrante deles compõem os sistemas de conhecimento (SC) que, segundo Rezende (2007), caracterizam-se por “todo e qualquer sistema que manipula ou gera conhecimentos organizados para contribuir com os seres humanos, com as organizações (privadas ou públicas) e com a sociedade como um todo”. São considerados ferramentas relevantes e inovadoras para auxiliar a gestão das organizações.
Grandes aliados às organizações do conhecimento, os SC manipulam e geram conhecimentos procedentes da base de dados única e do meio ambiente interno e externo às organizações (privadas ou públicas), a partir das bases de conhecimentos. Ambas as bases (base de dados única e base de conhecimentos) são criadas e acionadas por meio dos recursos da TI. Podem ser compostos pelos recursos emergentes da TI ou por simples softwares específicos, onde são gerados informações e conhecimentos agregados e personalizados. Permite a difusão e compartilhamento das informações relevantes e úteis, transformando-as em conhecimento explícito para que possa ser utilizado por todas as pessoas das organizações como suporte à obtenção da vantagem competitiva inteligente (DAVENPORT; PRUSAK, 1998; REZENDE, 2007).
habilidades caracterizam-se como aportes de capital intelectual ou de fator humano contextualizado. Constituem partes essenciais dos desenvolvimentos recentes das estratégias organizacionais baseadas em recursos e conhecimento e apresentam as pessoas com seus conhecimentos e habilidades e competências como ativos estrategicamente relevantes para a vantagem competitiva inteligente e inteligência organizacional (FLEURY; OLIVEIRA JR., 2001). Nessa competitividade, são contempladas as estratégias de criação, transferência, absorção e gestão do conhecimento, incluindo os preceitos da inovação. A inovação pressupõe um processo formal não só para criar novas ideias, mas também para fazer de modo diferenciado determinadas atividades, produtos ou serviços (REZENDE, 2007).
Na prática, a GC consiste na identificação e mapeamento dos ativos intelectuais da organização, divulgando e gerando novos conhecimentos para a vantagem competitiva. Para tanto, dá-se no compartilhamento das melhores práticas em SC e SI e tecnologias que impulsionarão os processos organizacionais.
Destarte, a GC, embora tenha como aliadas seus sistemas operacionais de gestão (sistemas de informação e do conhecimento), as pessoas, os recursos e a cultura de aprendizagem, e se apresente como forma de gestão contemporânea para atender às especificidades organizacionais deste tempo, também aufere críticas, tanto de suas implicações teóricas como práticas.