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No âmbito das atividades de mediação da informação das bibliotecas universitárias, destaca-se o papel dos dispositivos de comunicação da web social, que potencializam o acesso à informação e interferem no processo de interação social. Esses recursos de comunicação têm sido amplamente utilizados pelos sujeitos e favorecido a criação, a troca, o compartilhamento e a disseminação de informações e conhecimentos, além da aproximação, da comunicação e da interação. Conforme ‘e ue oà ,à [...] o que muitos ha a àdeà ídiaàso ial àhoje,à ompreende um fenômeno complexo, que abarca o conjunto de novas tecnologias de comunicação mais participativas, mais rápidas e mais populares e as apropriações sociais que foram e que são geradas em torno dessas ferramentas. àápesa àdoà uso que os sujeitos têm feito desses recursos de comunicação, ainda existem aspectos que podem ser estudados, refletidos e considerados pelas organizações que desejam adotá-los e pelos que os utilizam.

Telles (2010) afi a,àe fati a e te,à ueà [...] precisamos padronizar as definições de Redes Sociais e Mídias Sociais na Internet. Isso será ótimo para o mercado e para o meio acadêmico. Essa ambiguidade terminológica e o desconhecimento das características desses recursos não podem ser considerados em organizações, especialmente em bibliotecas, onde definições, conceitos e conhecimento fazem a diferença. É preciso que os bibliotecários ampliem seu conhecimento sobre esses recursos, informem-se sobre seus conceitos, características e descubram qual deles poderá trazer mais benefícios para a biblioteca universitária.

Normalmente se coloca todas as mídias sociais dentro da mesma cesta. O Twitter, por exemplo, é um microblogging que pode formar várias redes sociais dentro do mesmo sistema. Já o YouTube é um site de compartilhamento de vídeos que, raramente, pode formar uma rede social. Dentro de diversas mídias sociais podem se formar redes sociais. (TELLES, 2010)

Existem autores, como Telles (2010), por exemplo, que afirmam que todos os recursos de comunicação da web social são mídias sociais. Entretanto, como algumas dessas

mídias potencializam a criação e o desenvolvimento de redes sociais, levam o nome do que propõem potencializar - sites de redes sociais. Assim, é preciso perceber que o meio, a mídia é caracterizada conforme o seu objetivo, o que se propõe a atingir.

Cada recurso de comunicação tem sua função e contribui de maneira mais eficiente para a realização de uma atividade na organização e o cumprimento de um objetivo. Entre esses recursos, como destacou Telles (2010), existem os que intensificam a ação, a interação e o fortalecimento de uma rede social, o que leva alguns sujeitos e autores a nomeá-las de redes sociais, os anteriores sites de relacionamento. Acredita-se que o uso dessa terminologia para o recurso digital, apesar de eliminar dúvidas quanto ao uso desses recursos de comunicação, ainda gera certa confusão. Tanto redes sociais quanto mídias sociais são termos que vão além do sentido vinculado à internet e à web, e é nessa extensão terminológica que existe o risco de ambiguidade.

O termo mídia social tem uma forte relação com a comunicação e a transmissão de conteúdos não restritos, mas acessíveis para todos. As mídias sociais estão centradas em permitir que os sujeitos não só tenham acesso aos conteúdos, mas também troquem, compartilhem, disseminem e, principalmente, possam ser produtores de novos conteúdos. Recuero (2011, p. 15) assevera que os

Sites de rede social foram especialmente significativos para a revolução da ídiaà so ial à po ue vão criar redes que estão permanentemente conectadas, por onde circulam informações de forma síncrona (como nas conversações, por exemplo) e assíncrona (como no envio de mensagens). Redes sociais tornaram‐se a nova mídia, em cima da qual informação circula, é filtrada e repassada; conectada à conversação, onde é debatida, discutida e, assim, gera a possibilidade de novas formas de organização social baseadas em interesses das coletividades. Esses sites atingem novos potenciais com o advento de outras tecnologias, que aumentam a mobilidade do acesso às informações, como os celulares, tablets, smartphones etc.

A troca, o acesso e a produção de informação por todos e para todos é uma das características que distingue essas mídias sociais. Outro aspecto importante é a possibilidade de interação entre os sujeitos, característica essencial para a conservação e o desenvolvimento de uma rede social. Primo (2007, p.7) refere que [...]à u aà edeà so ialà online não se forma pela simples conexão de terminais. Trata-se de um processo emergente que mantém sua existência através de interações entre os envolvidos. à ássi ,à oà ueà

caracteriza uma rede social online não é a troca de conteúdos que os sujeitos realizam entre si, mas a interação desenvolvida a partir dessa ação, o resultado que ela promove, por exemplo, os debates e a produção de novos conteúdos.

Segundo Primo (2007, p.7,à [...] a interação social é caracterizada não apenas pelas mensagens trocadas (o conteúdo) e pelos interagentes que se encontram em um dado contexto (geográfico, social, político, temporal), mas também pelo relacionamento que existe entre eles. àOàauto àacrescenta ueà [...] tal relacionamento apresenta reciprocidade (uma compreensão equivalente dos interagentes sobre a natureza e qualidade de seu relacionamento), intensidade e intimidade (a familiaridade entre eles). à P‘IMO,à , p. 8, destaque nosso).

Primo (2007) chama à atenção, ainda, para algumas ações desenvolvidas pelos sujeitos, quando eles ocultam suas identidades na web e, sem ser identificados, visitam os dispositivos de outros sujeitos e observam os seus comentários, ação que o autor chama de presença silenciosa. Por outro lado, o autor também faz menção a uma interação anônima, mas, nesse caso, a participação dos sujeitos é ativa, como osà [...]à logsàe à ueà oàseàe igeà o preenchimento de um formulário com nome e e-mail, um interagente pode expressar-se se àassi a àoà o e t io à P‘IMO,à , p. 7).

Primo (2007, p. 7, destaque do autor) enuncia que, nesse tipo de participação, Em virtude de um sentimento de proteção, tanto ele/anônimo quanto ele/fake podem expressar opiniões e utilizar certas estratégias discursivas que não seriam desempenhadas caso assinassem os comentários com seus nomes reais. Assim, com grande frequência /fakes e /anônimos expressam-se de forma crítica e irônica. Além do efeito disruptivo, ou justamente por causa do desequilíbrio que promove, esses comportamentos podem muitas vezes acarretar em dinamização dos debates.

Ao desenvolver uma política de utilização para os dispositivos de comunicação na web, os bibliotecários podem enfatizar a participação dos usuários não apenas por meio da troca de conteúdos, da discussão e da produção de conhecimento científico, mas também da possibilidade de que esses dispositivos sejam vistos pelos usuários como um espaço de exposição de suas sugestões, críticas e insatisfações com os produtos e os serviços da biblioteca. Ao deixar aberta a possibilidade de uma participação sem e su a àeàvisa doà à contribuição dos usuários através da exposição de críticas, a biblioteca estará fomentando a

dinamização dos debates entre os usuários, sem que eles tenham de ocultar suas identidades.

Os aspectos identificados por Primo (2007) podem ser observados pelos bibliotecários. Como mediadores nos dispositivos de comunicação, eles poderão desenvolver uma ação que possibilite uma crescente interação entre os sujeitos, que os motive e favoreça uma aproximação entre eles, de modo que possam se inscrever e interagir nos dispositivos, apresentando suas identidades, seus interesses e suas necessidades e contribuir com o grupo de forma mais contínua e dinâmica.

Observa-se, por outro lado, que todos esses aspectos se relacionam, desde a terminologia dos recursos de comunicação da web social até o uso desses recursos, em especial, a ação desenvolvida pelos sujeitos. É relevante que a organização que adota esses recursos de comunicação e os sujeitos que os utilizam conheçam o objetivo para o qual foram criados e tenham consciência do motivo que levou a organização a adotá-los e a disponibilizá-los. A partir dessa reflexão, a organização assumirá a responsabilidade de incentivar o uso e de realmente utilizar, de maneira ampla, todos os benefícios desses recursos de comunicação, seja para potencializar o acesso, o uso e a produção de conteúdos ou para favorecer a interação, a comunicação e o relacionamento dos sujeitos, de forma associada à participação na troca, no compartilhamento e na criação de conteúdos.

Ainda é incipiente a discussão terminológica sobre os recursos de comunicação da web social. Para esta pesquisa, como esses recursos são adotados em um contexto específico – as bibliotecas universitárias, em que se espera distinguir o nível de utilização desses recursos, o propósito que se utiliza e a maneira de utilização – foi adotado o termo dispositivo de comunicação da web social. Vale retomar a afirmação de Vygotsky (2000, p.72- ,à ueà a alisaà oà i st u e toà afi a doà ueà eleà à [...]à u à o duto da influência humana sob eàoào jetoàdaàatividadeà[...] Assim, o instrumento pode ser entendido, neste trabalho, como um dispositivo que potencializa a aproximação do sujeito com a informação, como os próprios dispositivos de comunicação disponíveis na web social.

Nesse sentido, [...]àu àdispositivoà àu aài st ia,àu àluga àso ialàdeài te aç oàeàdeà cooperação com intenções, funcionamento e modos de interação próprios. à PE‘áYá,à . Pode-se ampliar a reflexão sobre dispositivo com base na afirmação de Pieruccini (2007, p. 35), que define o dispositivo como um [...]àsig o,àum mecanismo de intervenção sobre o real, que atua por meio de formas de organização estruturada, utilizando-se de recursos

materiais, tecnológicos, simbólicos e relacionais, que atingem os comportamentos e condutas afetivas, cognitivas e comunicativas dos indivíduos. à áà pa ti à dessaà efle o,à justifica-se nomear os recursos de comunicação da web social adotados pelas bibliotecas universitárias como dispositivos de comunicação, pois esse ambiente interfere e potencializa as relações entre sujeitos e fomenta a troca de informações e o crescimento social e cognitivo.

Quando os dispositivos de comunicação da web social são adotados pelas bibliotecas universitárias, podem ampliar as ações de mediação da informação e a interferência dos profissionais bibliotecários, favorecendo a comunicação e a interação, e contribuem com o fortalecimento das relações de colaboração e cordialidade entre os sujeitos. Nessa perspectiva, Peraya (2002) reflete que [...]à todosà osà dispositivosà deà o u i aç oà midiatizada, todas as mídias, das mais antigas – a escrita, por exemplo – às mais contemporâneas – a web, a rede internet, o ciberespaço – constituem dispositivos, mais especificamente dispositivos tecno-semiopragmáticos. àOsàdispositivosàdeà o u i aç oàdaà web social podem ser importantes aliados da biblioteca universitária e apresentar-se como um ambiente propício para a ampliação das atividades de mediação e gestão da informação e do conhecimento dela, ao favorecer tanto a interlocução e socialização entre os sujeitos quanto a circulação, o uso e a apropriação das informações.

A web social oferece recursos para que os sujeitos interajam no ambiente virtual, com mais condições de interlocução, facilita a comunicação e propicia mais dinâmicas através do uso de um conjunto de dispositivos que facilitam o compartilhamento de informações. Curty (2008, p.55) afirma que a web pode ser compreendida como

Uma web mais social, pois envolve mais pessoas; mais colaborativa, porque todos são partícipes potenciais e têm condição de se envolver mais densamente; mais apreensível, pois desmistifica que conhecimentos técnicos sejam necessários para a interação; uma web que se importa menos com a tecnologia de informação e mais com pessoas, conteúdo e acesso: dizem que por essa Web denota-se a versão 2.0.

A web social potencializa a ação ativa por parte dos usuários. O bibliotecário pode adotar os recursos que ela oferece, a fim de dinamizar a comunicação com os seus usuários. Blattmann e Silva (2007, p. 197) conceituam a web social como [...] a construção de espaços para colaboração, interação e participação comunitária tem sido chamada de Web 2.0. Ao

adotar esses dispositivos de comunicação da web social, o bibliotecário desenvolve suas ações de mediação, ajuda os usuários a compartilhem informações, atrai outros sujeitos que tenham necessidades e interesses comuns e impulsiona a criação e a ampliação de sua rede social, com a finalidade de se apropriar da informação e de adquirir conhecimentos.

Ações de gestão da informação e do conhecimento são essenciais para que a biblioteca possa favorecer a atuação e a colaboração dos usuários, tanto na interação e na socialização de suas experiências e conhecimentos quanto na construção e disponibilização deà i fo açõesà o à out osà usu ios.à áà [...]à We à . à à u à ovoà espaçoà pa aà a essa ,à organizar, gerenciar, tratar e disseminar a informação, conhecimentos e saberes. [...] cabe estudar, experimentar, explorar tecnologias da Web 2.0 para facilitar o acesso e ampliar o uso da informação. à (BLATTMANN; SILVA, 2007, p. 211). Então, é imprescindível que a biblioteca sistematize suas atividades de mediação da informação e adote as ações de gestão da informação e do conhecimento.

Apresenta-se o conceito de biblioteca 2.0 como a possibilidade de ampliar para o espaço virtual as atividades de mediação da informação desenvolvidas pela biblioteca. A biblioteca universitária poderá adotar um perfil proativo em relação a uma colaboração mais ativa dos seus usuários, tanto na perspectiva de atender às necessidades individuais de cada sujeito quanto de fortalecer uma participação coletiva, com troca, debate e produção coletiva de ideias e desenvolvimento de atividades.

Se antes a web era estruturada por meio de sites que colocavam todo o conteúdo on-line, de maneira estática, sem oferecer a possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica (BLATTMANN; SILVA, 2007, p. 199, destaque nosso).

Os recursos de comunicação na web promovem uma nova maneira de interação - os sujeitos podem se comunicar no tempo em que desejarem, independentemente da distância geográfica que podem separá-los fisicamente. Antes de usar esses recursos, o sujeito teria que se deslocar de um espaço geográfico para outro a fim de ver alguém, participar de reuniões ou qualquer outro evento. Com a utilização dos recursos de comunicação e demais aparatos tecnológicos, sem se deslocar, ele pode se comunicar com um amigo ou familiar que reside distante; participar de uma pesquisa ou aplicá-la e participar de uma reunião ou qualquer tipo de evento. Assim, as tecnologias de comunicação rápida, como também é

denominada, vêm facilitando a relação entre os sujeitos, favorecendo a economia financeira e a física e proporcionando conforto e comodidade para eles.

Comprimimos o tempo e o espaço ao máximo, ao ponto de que, teoricamente, eu posso falar com quem quiser, de onde e para onde quiser, 24 em 24 horas. Por exemplo, cada vez que eu envio um e-mail, em minutos, para todos os meus cerca de 1.800 contactos, estou realmente a atingir uma comunidade alvo que eu fui escolhendo, e – muito importante – cujos membros não precisam ser interrompidos na sua vida corrente (como acontece com o telefone), pois a informação fica nos seus endereços disponível, silenciosa, para quando a possam consultar. (JORGE, 2005, p.148).

Os recursos de comunicação na web proporcionam uma mudança no comportamento dos sujeitos, na forma como se comunicam e no relacionamento que mantêm com o meio, com as pessoas e com a própria tecnologia. O padrão tradicional de comunicação é trocado por um mais descontraído – informal, amigável. O espaço virtual concede aos sujeitos uma aproximação e flexibilidade que o contato físico muitas vezes não permite. Conforme Melo, Marques e Pinho ,à p. ,à [...]à oà i liote ioà e essitaà desenvolver meios para tornar a biblioteca atraente e indispensável, utilizando-se das tecnologias para atribuir valor à unidade, uma vez que os usuários tendem a distanciar-se da biblioteca física ao utilizar a internet. à Naà ealizaç oà dasà atividadesà deà ediaç oà daà informação, o bibliotecário deve se aproximar do usuário e manter com ele uma interação, para que possa estabelecer uma comunicação continuada, de modo que seja possível apoiar, auxiliar, mediar, enfim, realizar algum tipo de interferência para o desenvolvimento dos usuários.

Pode-se observar que o usuário da informação é o sujeito que, em determinado momento de sua vida social, identifica a necessidade de buscar a informação, utilizá-la e se apropriar dela. Nessa perspectiva, Sanz Casado (1994, p. 19) define o usu ioà o oà [...]à aquele indivíduo que necessita de informação para o desenvolvimento de suas atividades. à Assim, os sujeitos que utilizam os serviços e os produtos da biblioteca, em seu ambiente físico ou virtual, são usuários da informação, que recorrem a ela para suprir uma carência ou necessidade de conhecimento, impulsionado, muitas vezes, por eventos da sua realidade social. Sanz Casado (1994, tradução nossa) divide os usuários da informação em dois grupos: os usuários potenciais, aqueles que necessitam de informação para desenvolver suas

atividades, porém não são conscientes disso, e os usuários reais, que, além de ser conscientes de que necessitam de informação, utilizam-na com frequência. Assim, tanto os usuários potenciais quanto os reais devem ser contemplados pelas atividades desenvolvidas nas bibliotecas universitárias, às quais cabe desenvolver ações de gestão e mediação da informação e do conhecimento que aproximem e fortifiquem os laços com esses usuários da informação.

O grupo de usuários a ser atendido pelo Bibliotecário 2.0 é composto de jovens estudantes da Geração Y (Net Generation) e, também, de professores da universidade que manifestam o seu próprio comportamento e necessidades. Os estudantes da Geração Y caracterizam-se pela rápida adoção das mídias sociais da Web 2.0, têm participação ativa na Biblioteca Universitária 2.0, enquanto funcionários e professores que desempenham função de pesquisa e ensino, necessitarão desenvolver habilidades para responder e interagir com as mídias sociais que estarão ancorando em todas as áreas do campus [...] (VIEIRA; BAPTISTA; CERVERÓ, 2013, p.47).

Os usuários da informação que utilizam os produtos e os serviços disponibilizados pelas bibliotecas universitárias, por meio dos dispositivos de comunicação da web social, podem ser os discentes, os docentes e os técnicos, que também utilizam os produtos e os serviços de informação prestados por uma biblioteca universitária em seu ambiente físico. Podem ser jovens nativos digitais ou pessoas de faixa etária mais avançada que desejam incluir-se digitalmente, independentemente de sua classe social, religião, gênero e etnia. Todo sujeito, tendo ou não vínculo com a biblioteca universitária, poderá, potencialmente, ser um usuário da informação nos dispositivos de comunicação da web social disponibilizados pelas bibliotecas universitárias.

A maneira como um usuário da informação se dirige a um bibliotecário no ambiente físico pode ser diferente de como essa ação pode ser realizada no espaço virtual, pois um sujeito pode se sentir inibido no contato presencial, um comportamento que, muitas vezes, não ocorre virtualmente, devido à informalidade dos ambientes virtuais. Nesse sentido, águia à ,àp. àafi aà ueà [...] a biblioteca precisa estar onde o usuário está, falar a linguagem da Geração Y e se comunicar por canais diferentes dos tradicionais, ofertando novos serviços e produtos, juntamente com os já existentes (e-mail, telefone, formulários etc.). à U aà aç oà ueà podeà ap o i a à osà usu iosà dosà i liote ios,à po à e e plo,à à aà utilização de uma linguagem mais próxima e comumente adotada pelos usuários nesses

dispositivos. O uso de uma linguagem mais coloquial por parte dos bibliotecários pode deixar os usuários menos inibidos ao se comunicar com eles.

O bibliotecário tem a oportunidade de desenvolver e fortale e àu aà pa e ia à o à os usuários que poderá resultar em uma melhoria significativa do desenvolvimento deles e da biblioteca, já que as atividades realizadas por ela são direcionadas aos próprios usuários. Os dispositivos de comunicação da web social apontam meios de ressignificar a interação, a participação e a comunicação entre bibliotecários e usuários. Assim, o desenvolvimento da web social proporciona visibilidade à cultura participativa e à necessidade de interação entre os sujeitos no ambiente virtual, o que influencia a realidade e provoca mudanças nos ambientes físicos, inclusive na biblioteca.

O moderno profissional da informação deve antever as mudanças nos canais de distribuição de informação e é necessário que ele esteja preparado para esses novos canais de distribuição da informação. A partir dessa percepção, modifica-se a forma e o meio de mediar, adequando-se e desenvolvendo modelos eficazes para atender às novas realidades. (VALENTIM, 2000, p.20).

A biblioteca sofreu alguma alteração em relação à tecnologia de informação e comunicação. As atividades que, antes, tinham um grupo limitado de sujeitos se ampliaram para uma coletividade que, muitas vezes, nem é prevista, o que contribui para atrair usuários potenciais. As atividades de mediação e gestão da informação, como também a gestão do conhecimento ganham um novo ambiente para se desenvolver e receber alterações. Os dispositivos de comunicação da web social oferecem uma nova possibilidade de se fazerem as atividades tradicionalmente desenvolvidas nas bibliotecas universitárias em seu ambiente físico, provocando contribuições mútuas, tanto no espaço virtual quanto no físico da biblioteca, em um processo de ressignificação constante. Assim, os bibliotecários