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4.2. SEYAHATNÂME IŞIĞINDA AFYONKARAHİSAR’IN İLÇESİ OLAN

5.1.6. Yedinci Ciltte Karahisâr-ı Sâhib

aluno é ex-

tremamente

importante;

é membro do

nosso

Conselho

Universitário

o presidente

da Associação

dos Antigos

Alunos.

Atualmente, o senhor tem investido bastante nos cursos seqüenciais.

Essa é a maior inovação; acredito nos seqüenciais e vou dar uma palestra para a Associação Brasileira de Universidades Comuni- tárias, a Abruc, e para a Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas, a Abesc. Comecei a acompanhar Jacques Velloso, que era do Conselho Federal de Educação, desde que ele começou a estudar os seqüenciais. Li muita coisa sobre isso e discuti bastante com Cândido da Costa Gomes, da Universidade Católica de Brasília e creio que da UnB também, que ajudou Darcy Ribeiro a elaborar a nova Lei de Diretrizes e Bases.

Aconteceu que Ney Suassuna e João Pessoa de Albuquerque, do Colégio Anglo-Americano do Rio de Janeiro, possuíam uma escola aqui em Barcarena, com a Albras-Alunorte, empresa de exportação de alumínio, numa sociedade da Vale do Rio Doce com os japoneses. Com a privatização da Vale e a saída de Eliezer Batista da presidência, a empresa decidiu não bancar mais a escola, e o Ney Suassuna e o João Pessoa largaram o negócio. Um belo dia, me telefona o João Pes- soa: “Eu tinha aí uma diretora muito boa, que ficou desempregada. Você poderia dar um lugar para ela.” Chama-se Rosângela Goulart e tinha se formado em pedagogia conosco.

Chamei-a e propus: “Quer sofrer comigo? Vamos montar os cursos seqüenciais.” Ela concordou, e nós começamos a discutir. A en- tidade mantenedora era, em geral, contra; meu vice-reitor era absolu- tamente contra, ou pelo menos não acreditava nesses cursos; Mário Guzzo, que é pró-reitor de graduação, não acreditava; ninguém queria falar dos seqüenciais aqui dentro. Eu passei um ano e meio pagando salário à Rosângela, sem fazer o negócio. Até que decidi:“Vamos come- çar.” E montamos os primeiros seis cursos. Quando apresentei os no- mes, quase apanhei, mas acreditava neles: Gestão Empresarial, Gestão em Turismo, Gestão de Órgãos Públicos — esse, quase me matam! —, Elaboração e Análise de Projetos Econômicos, Analista de Sistemas — com este quase todos concordavam —, Secretário de Unidade Escolar — é um curso de secretariado de escola, que ensina legislação, arquivo, informática, redação, boas maneiras para tratar com os alunos.

O vestibular para esses seis primeiros cursos foi um sucesso! Candidatos para ninguém botar defeito. Gente com curso superior querendo fazer os cursos, faixa etária mais alta. Aí começou o proble- ma de local, e eu disse:“Vamos fazer um campus só para eles.” No MEC, todo mundo queria que o seqüencial estivesse junto com a gradua- ção, uma bobagem da legislação. Eu argumentei: “Vocês estão loucos?! Vou dar um exemplo: quero fazer um curso para piloto de aviação ci- vil. Em que curso da graduação eu agrego isso? Quero fazer esse curso, porque lá na Amazônia cai muito avião. Vou fazer em convênio com o Aeroclube e com a Infraero.” No MEC ninguém sabia responder.

Bom, aí inventei mais um curso, por causa do ministro Raul Jungman, que é um homem sério; fiz um curso para notários e regis- tradores públicos, para fazer a demarcação de terras; precisa estar trabalhando há cinco anos em cartório para fazer este curso. Sei que chegamos a 12 cursos seqüenciais. E não fazemos mais porque não há mais espaço no novo campus Senador Lemos, que já tem 50 salas de aula, mas a maioria dos cursos é ministrada em período noturno. Su- cesso total, com a média de três candidatos por vaga, o que é ótimo, pois estamos praticamente sozinhos no mercado. O que precisamos fazer é uma reunião com os conselhos profissionais para eles entende- rem a filosofia — o Crea, Conselho Regional de Engenharia, Arquite- tura e Agronomia, já entendeu. Agora estou preocupado com os órgãos públicos; na hora em que sai um edital do governo exigindo curso su- perior, quero que os cursos seqüenciais sejam considerados curso supe- rior como são na legislação. Prefeitos e vereadores estão me pedindo o curso de Gestão de Órgãos Públicos por ensino a distância, porque há vereadores e funcionários municipais que não sabem nem redigir um projeto de lei, segundo alegam.

Por que foram esses os primeiros cursos seqüenciais escolhidos?

O prof. Artur César Ferreira Reis, um grande pesquisador da Amazônia, dizia que o historiador precisa de duas coisas: de faro e de sorte. Eu tenho faro; não preciso fazer pesquisa muito complexa. Claro, se fizesse seria melhor, só que nem o pesquisador sabe o que per-

guntar em muitos casos. Estou antenado com as necessidades do povo. Por que não temos educação física na graduação? Porque ninguém se interessa; na Estadual, que é de graça, há 1,5 candidato por vaga. Em suma, escolhi os seqüenciais pelo faro. Agora, confesso a vo- cês que sou responsável por esses cursos, porque lutei muito, lutei desesperadamente. E a pobre da profª Rosângela também lutou de- mais. Ela não tinha titulação para reconhecer os cursos, mas meu filho tem mestrado e sabe o que o Ministério deseja; nomeei-o diretor desse

campus, para que ele pudesse fazer o reconhecimento. Fez dos seis

primeiros e agora está fazendo dos outros seis.

Por enquanto, não há problema, mas poderá haver no futu- ro, porque não se pode ser permanente nesse negócio; tem que estar antenado com o mercado, pois daqui a pouco acaba a demanda por determinados temas. A Associação Comercial nos enviou os 540 en- dereços de seus associados, para que façamos um diagnóstico de suas necessidades em matéria de treinamento. Essa pesquisa vai custar 36 mil reais, mas eu faria até de graça. Na hora em que 540 empresas me disserem o que desejam, meu Deus! Isso me dá a chance de fazer qualquer coisa. A informação é a alma do negócio.

Este ano estou trabalhando em duas coisas que sinto que são necessidades da Unama: grau de satisfação do aluno e atividades de pesquisa. Fizemos uma pesquisa, ouvindo dez mil dos 15 mil alu- nos que temos, no total, contando com a interiorização; obtive umas quatro mil respostas. Onde está o meu gargalo? Instalações físicas mais confortáveis, atendimento de primeira e coordenações de cursos. Os resultados foram: insatisfação com a Reitoria, 6,2%, está ótimo; in- satisfação com as instalações físicas, 14%, o dobro, temos que melho- rar, principalmente o sistema de refrigeração das salas. Agora, insa- tisfação com os coordenadores de curso, 20,95%, muito alto. Por isso, estou insistindo na questão da coordenação de cursos.

Resolvi reunir vários segmentos nossos de dirigentes — são 60, incluindo pró-reitores, diretores de centro, coordenadores de curso, bibliotecário-chefe etc. — para que respondessem ao vivo a seis per- guntas. Primeira: você está satisfeito na e com a Unama? Graças a Deus, todos se disseram satisfeitos na Unama, mas não completa-

Na hora em