3.3. KARAHİSÂR-I SÂHİB BÖLÜMÜNÜN GÜNÜMÜZ TÜRKİYE
4.1.3. Karahisar Kalesi
faculdade
de adminis-
tração, direito
e economia;
sua primeira
sede foi o
Colégio Santa
Rosa onde, no
dia 15 de
outubro de
1974, Dia do
Professor,
pondo fé no
projeto,
mandei afixar
uma placa
com os
seguintes
dizeres: “Aqui
foram dados
os primeiros
passos da
futura Univer-
sidade da
Amazônia”.
Está lá até
hoje.
Era a única instituição de ensino superior além da Universidade Federal do Pará?
Não, havia ainda a FCAP, Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, uma federal isolada, algumas escolas estaduais e, um mês de- pois, a Sociedade Civil Colégio Moderno, particular, que abriu cursos de administração, economia e contadoria — os nossos eram adminis- tração, economia e direito. Portanto, logo de saída havia dois cursos iguais. Quando o relator do Conselho Federal de Educação, João Paulo do Valle Mendes, viu o processo deles, me telefonou, dizendo:“Edson, este processo está muito mal elaborado; venha para cá para refazê-lo. Eu conheço o empenho deles e vou dar a eles essa faculdade.” Resul- tado: Paulo Batista e eu acabamos montando o processo da faculda- de dos concorrentes. Começamos cada uma com 600 vagas. A de- manda reprimida era violentíssima! E começou a guerra entre as duas instituições.
A Sociedade Civil Colégio Moderno, mantenedora das Ficom, Faculdades Integradas Colégio Moderno, era composta de duas pessoas: o prof. Clodomir Colino e Carlos Albuquerque, concorrentes meus, mas amigos. Ocorreu que Clodomir Colino ficou seriamente doente e se hos- pitalizou. Fui a ele e disse:“Pode ir tranqüilo para os Estados Unidos, que eu tomo conta da sua faculdade até sua volta. Não precisa me pagar nada.”Ele não aceitou,não acreditou na amizade. Sofreu uma greve vio- lenta de professores e me disse: “Vou vender.” Como nós não tínhamos dinheiro para comprar, o Clodomir vendeu para três professores: Antô- nio Vaz, Graça Landeira e Marlene Vianna; era um grupo muito bom, mas era quase um matriarcado: duas mulheres e um homem.
Sei que fomos caminhando, eles abrindo cursos, nós abrindo, eles entrando na área de psicologia, nós na área tecnológica. Até que, em 1985, decidimos fazer um único vestibular: o candidato optaria pela Ficom ou pelo Cesep; o número que optou por nós foi muito maior. Em seguida, decidimos montar juntos um curso de especialização de pro- fessores; para isso, trouxemos gente da Fundação Getulio Vargas, do Rio. Em 1987, o prof. Antônio Vaz, que não bebe nem fuma, teve problemas cardíacos e precisou colocar quatro pontes de safena. Aí seu pessoal me procurou: “Em vez de competir, vamos nos unir e tra-
balhar juntos?” Respondi: “Por mim, está perfeito. Vamos estabelecer certas regras antes? Primeiro: a universidade; só quero unir se for para fazer a universidade, porque já escrevi numa placa que, desde 1974, no Colégio Santa Rosa foram dados os primeiros passos da Uni- versidade da Amazônia. Segundo: o que for melhor de nós dois é o que vai valer. E quem julgará? Nós mesmos, porque devemos ter bom sen- so. Terceiro: não vamos duplicar nada.” E fomos escrevendo uns dez princípios. Acertados, partimos para o Conselho Federal de Educação. Vejam o seguinte: a Associação Paraense de Ensino e Cultu- ra era a mantenedora do Cesep e a Sociedade Civil Colégio Moderno era a mantenedora da Ficom. Aí propus passar nossos cursos para uma instituição chamada — demorei uns 20 dias para chegar ao no- me, porque nome é coisa séria — União de Escolas Superiores do Pará, sigla UNESPa, com a minúsculo, cuja mantenedora, formada pela As- sociação Paraense de Ensino e Cultura e pela Sociedade Civil Colégio Moderno e que passou a se chamar União de Ensino Superior do Pará, com a maiúsculo, UNESPA. Um voto aqui e um voto lá, portanto só va- le ter decisão unânime. Depois de alguns percalços no Conselho Fe- deral de Educação nasceu em 1987 a UNESPa, mantida pela UNESPA, com o objetivo de se transformar na Unama, Universidade da Ama- zônia; este era o sagrado objetivo já enunciado no projeto original.
Como se fundiram ambas as instituições?
Eu já ensinei alguma coisa de administração, mas não acre- ditava em cultura organizacional; só a partir dali passei a acreditar. Não se vê, mas se pode sentir. Impressionante! No Cesep existia uma cultura, e na Ficom existia outra. Daí a regra de que valeria o que fos- se melhor entre os dois. Vencer isso não foi fácil, foi o maior trabalho que já realizei na vida. Não se tratava de ganhar, mas de fazer o me- lhor. E esse trabalho, de unir pensamentos diferentes, praticamente não aparece, mas vale muito.
Consta que um dos cursos que o senhor criou foi o de teologia. Em 1974, fui ao arcebispo metropolitano de Belém, d. Alberto Gaudêncio Ramos, um grande homem, para dizer: “Quero criar uma
universidade católica.” Fiquei muito decepcionado quando ele res- pondeu: “Edson, não faça isso. Universidade não precisa ter o nome de católica, precisa ser universidade. Se buscar a verdade, ela vai che- gar a Deus. Não importa.” Ele me disse com tamanha convicção, que saí dali e fui com Paulo Batista rezar na catedral, que fica defronte do Arcebispado. D. Alberto era um bispo mais conservador. Mais tarde, em 1984, ele quis fazer um curso de teologia para leigos. Fizemos esse curso na UNESPa e dele saíram dois padres, que aqui se formaram em grande parte. O bispo auxiliar, d. Tadeu, era americano, e conseguiu dinheiro da Comunidades Européia e de igrejas dos Estados Unidos para manter o curso, e com isso a mensalidade era muito baixa. Mas ele morreu, e d. Alberto não tinha as mesmas ligações, por isso os re- cursos externos secaram, e o curso foi desativado.
Soubemos que o senhor também participou da elaboração do projeto da Universidade de Rondônia. O projeto foi realizado por mim e pelo Paulo Batista, como representantes do Cesep. Fizemos todo o projeto da Unir, a Universi- dade de Rondônia; ganhamos algum dinheiro, porque quem bancou foi o ministro Mário Andreazza. O primeiro reitor foi Euro Tourinho, um agrônomo cuja família é de Rondônia, mas que estudou aqui em Belém. Paulo e eu éramos bons no assunto; fizemos também o projeto de reconhecimento da Escola de Educação Física de Belém, da Univer- sidade Estadual do Pará, quando Nagib Matni era seu diretor.
Quando foi realmente criada a Unama, Universidade da Amazônia?
Em 1990 fizemos o projeto para transformar a UNESPa em universidade, um projeto razoavelmente bem feito. E aprendi uma coi- sa: diga no MEC que você não está com pressa, e fazem tudo rápido para você. Se disser que está com pressa, fazem tudo demorado. Então, eu dizia: “Não, não estou com pressa.” E eles, afobados, fazendo tudo rápi- do. Em 1993 saiu a universidade. Era ministro da Educação o Murílio Hingel, que, segundo sei, não suportava a Ulbra, Universidade Luterana do Brasil, lá do Rio Grande do Sul, que tinha se espalhado pelo país