Tebliğ ve Sonuçları*
E. İlan Yolu İle Tebligat Usulü
V. VERGİ USUL KANUNU’NA GÖRE HATALI TEBLİĞLER
Um dos nossos objetivos específicos foi conhecer ou identificar as opiniões das escolas e
das famílias sobre as reuniões de pais. Para alcançá-lo, optamos por entrevistas individuais semi-
estruturadas. Elaboramos dois roteiros básicos de questões, um para entrevistas com escolas e
outro para entrevistas com pais. Divididos em tópicos, eram esporadicamente consultados, mas
sem a preocupação de segui-los ordenadamente. Eles englobam vários aspectos do objeto de estudo
e têm com pano de fundo os mesmo eixos sincrônico, diacrônico e axiológico do instrumental das
observações. Esses roteiros29 constam na íntegra nos Apêndices 4 e 5.
A seguir apresentamos uma síntese do seu conteúdo:
– Dados de identificação dos entrevistados.
– Opinião geral sobre a relação entre a EMEI em questão e as famílias dos alunos.
– Rotina da relação entre famílias e escolas: quais os tipos de contato; qual a freqüência em
um ano letivo.
– Rotina das reuniões de pais: quantas são feitas anualmente; como os pais são comunicados;
quem define a pauta e qual seu conteúdo; quem coordena as reuniões e qual sua duração
média; qual a seqüência de atividades dentro de uma reunião; como são avaliadas.
29Não foram incluídas nesse trabalho as versões para diretores e coordenadores pedagógicos, pois eram muito semelhantes ao
– Objetivos das reuniões: de modo geral para a escola; para as professoras; para os pais.
– Participação dos pais: média de freqüência; se há algum procedimento para com os
pais faltosos; qualificação da participação dos pais durante as reuniões; sentimentos e
eventuais dificuldades durante a reunião.
– Posição da professora: postura durante as mesmas; sentimentos e eventuais dificuldades
em preparar ou conduzir uma reunião de pais; se ela divide suas experiências com
colegas (professoras, coordenadora pedagógica, diretora); se o tema das reuniões de
pais foi abordado durante a graduação ou em sua formação continuada; se há e quais
seriam as mudanças que gostaria de realizar.
Acreditamos que a essência da abordagem ao tema da pesquisa pôde ser mantida em todas
as entrevistas, mesmo que eventualmente alguma questão particular não tenha sido abordada
por todos os entrevistados. Nossa preocupação maior foi garantir ao máximo o fluxo de idéias
dos entrevistados, fazendo intervenções como as margens de um rio, que sem imporem
forçosamente um traçado rígido, auxiliam na manutenção de sua força e de seu curso próprios.
Iniciamos apresentando a pesquisa ao entrevistado, procurando criar um clima de
colaboração e tranqüilidade. Após explicarmos o motivo de nosso encontro e do significado do
uso de gravador, procedíamos à leitura do “Termo de acordo para colaboração em pesquisa
acadêmica” (Apêndice 2), e à sua assinatura, entregando a cópia ao participante. Em poucos
casos os entrevistados pareceram um pouco inibidos inicialmente com o uso do gravador, mas
isso se diluiu no transcorrer da entrevista.
Todas se realizaram nas instalações das respectivas EMEIs, com a presença somente da
pesquisadora e do entrevistado, e foram gravadas em fita cassete com a autorização dos participantes.
O corpus de entrevistas da pesquisa compõe-se de quarenta e três entrevistas transcritas (duas com
3.2.1 Os entrevistados
Possuímos duas categorias de entrevistados: aqueles que representam as escolas e os que
representam as famílias.
Em relação às escolas definimos que seriam entrevistados diretores, coordenadores
pedagógicos e professores. Configuramos um panorama mais amplo ouvindo opiniões de
diferentes representantes da escola: dos professores, que lidam diariamente com alunos e suas
famílias e normalmente dirigem as reuniões de pais; dos coordenadores pedagógicos, que
supervisionam o trabalho diário do professor incluindo as reuniões; dos diretores, que representam
um ponto de vista global da instituição escolar. Como em ambas instituições todos os que
ocupavam esses cargos eram mulheres, manteremos o feminino ao referirmo-nos a elas.
Como não tínhamos propósitos quantitativos ou estatísticos, não foi necessário entrevistar todo o
corpo docente de cada escola. Na medida em que realizamos a coleta dos dados, configuramos duas
amostras representativas e suficientes para nossos propósitos de uma pesquisa construtivista, de base
qualitativa. Os critérios de seleção dos entrevistados foram os seguintes. Optamos por entrevistar
professoras que trabalhassem há pelo menos um ano naquela escola e que fossem responsáveis por uma
sala de aula, podendo ser efetivas ou adjuntas30. Preocupamo-nos em selecionar professoras que dessem
aula nos diversos turnos e para os diferentes estágios31. Com isso, pudemos mapear um esquema geral
das reuniões de pais em cada escola, sem restringirmo-nos às eventuais especificidades de diferentes
estágios ou turnos. O número de entrevistadas em cada escola foi semelhante (ver Tabela.1), totalizando
vinte e uma entrevistas com as escolas (entre equipe técnica e professoras). O número final de professoras
entrevistadas correspondeu à cerca de 50% do corpo docente de cada escola.
30Essa diferença foi abordada na nota 26.
31Conforme explicamos na apresentação das EMEIs da pesquisa, há três turnos de aula e as classes estão divididas em três
A escolha dos pais32 também seguiu um processo de construção de critérios. Inicialmente
tínhamos dúvidas de como em meio a um universo de tantos pais (referente a mais de mil e cem
alunos) procederíamos à sua escolha. Desde o início descartamos o uso de algum método aleatório,
preferindo assumir mais ativamente a relação entre o pesquisador e a pesquisa de campo. Nosso
foco concentrou-se em valorizar o momento das reuniões, entendendo que seria importante
ouvir pais com diferentes posturas durante as mesmas. Assim, decidimos selecioná-los primeiro
a partir da nossa observação dessas reuniões: selecionamos pais mais ativos, que tivessem
participado verbalmente das reuniões, e pais que não se pronunciaram ou que demonstraram
pressa em sair das mesmas. Esse critério foi usado apenas na composição da amostra e não
como uma categorização posterior para a análise dos dados obtidos. Em seguida apresentávamos
nossas escolhas às professoras, que também sugeriram nomes.
Buscamos uma amostra heterogênea também nos seguintes aspectos: entrevistar tanto
pais que colocavam seus filhos na escola pela primeira vez como pais cujos filhos já tivessem
freqüentado outras escolas e entrevistar tanto mulheres, como homens. Reconhecemos que
ouvir a opinião de pais ausentes das reuniões possivelmente revelaria elementos diferentes.
Mas nossa escolha foi investigar as opiniões que os pais pudessem emitir tendo participado de
pelo menos uma reunião de pais no período em que desenvolvemos a pesquisa. Portanto,
todos os pais entrevistados foram selecionados dentre a lista dos presentes nas primeiras
reuniões bimestrais observadas pela pesquisadora em cada EMEI (ocorridas nos meses de
Abril e Maio de 2004). O número final ficou semelhante ao dos representantes das escolas:
foram entrevistados vinte e dois familiares.
O procedimento de contato com as famílias foi o mesmo nas duas escolas. Primeiramente,
a pesquisadora apresentou-se em todas as reuniões bimestrais em que fez as observações,
32Como já mencionado, manteremos o termo genérico ‘pais’ ao referirmos-nos aos representantes da família que costumam comparecer
descrevendo sucintamente a pesquisa e adiantando que entraria em contato com alguns dos
presentes para colaborarem com a mesma. Após a definição posterior dos nomes com as
professoras, o modo de contato com os familiares sugerido por elas foi utilizarmos a agenda de
recados dos alunos33. Elaboramos um bilhete (Apêndice 6) e aguardamos seu retorno.
Excepcionalmente duas entrevistas com pais foram marcadas diretamente por telefone.
Encerramos a descrição dos nossos procedimentos de coleta de dados ressaltando o espírito
colaborativo com que todos os envolvidos, tanto das escolas como das famílias, cooperaram
com nossas solicitações durante toda a pesquisa.