Korunmasında Devletin Pozitif Yükümlülükleri Bağlamında
2- Pişmanlıkla İlgili İçtihadın Değerlendirilmesi
Provocar nos adolescentes uma atitude de contribuição ativa frente à organização do grupo foi um dos objetivos das intervenções. Analisaremos três diferentes situações: a dispersão do grupo ao iniciar um jogo, a dificuldade de se dividirem diante de diferentes atividades e as afinidades prejudiciais à atividade.
Nos primeiros trechos, verificamos duas ocasiões em que se evidencia a dificuldade do grupo de se concentrar e se organizar para o jogo, perdendo bastante tempo com isso. No primeiro deles relativo à quarta oficina (em que justamente introduzimos um jogo coletivo que demandaria uma interação entre todos), a intervenção da pesquisadora se restringe a observar o movimento do grupo, sem fazer uma ação mais direta.
- Excerto 46:
Começam pelo Jogo Can-Can. P1 e P2 não interferem no grupo, observando como se organizariam. Há muita confusão: falam muito e todos ao mesmo tempo. Não se estabelece uma liderança mais efetiva que organize o grupo. Carlos pega as cartas e Vítor avisa, em tom de reclamação: "Vê se embaralha direito hein?" Júlio ri dos colegas.
Robson permanece mais quieto, talvez não querendo entrar naquela disputa. Ele reclama que quer começar logo, mas sem muita força perante o grupo. [...]. Fernando começa a explicar as regras, de maneira confusa e o grupo fica impaciente. Rafael pergunta uma dúvida para Júlio, mas quando esse vai responder, ele não presta atenção, ao que Júlio reclama com o colega. Depois de mais de dez minutos começam a jogar. Durante o jogo o clima continua agitado e confuso, pois vários falam muito e não há muita concentração. (RO. 4)
A seguir, comentaremos dois momentos sucessivos de uma mesma oficina, nos quais a mesma dificuldade de organização do grupo ocorreu, mas com um desfecho diferente. Inicialmente, o foco da intervenção da pesquisadora também foi observar a capacidade de auto-organização do grupo no jogo (no caso Imagem & Ação 2), sem empreender uma ação direta. E, na sequência, ela aponta a dificuldade que percebe e busca implicar o grupo no problema. Depois de mais algum tempo dispersos, Carlos inicia um movimento de conduzir a organização do grupo para jogar. Na sequência, a pesquisadora retoma de forma mais direta com os adolescentes uma decisão necessária ao desenvolvimento do jogo (definir entre a modalidade desenho ou mímica), buscando estimulá-los.
- Excerto 47:
Após a discussão do vídeo da oficina anterior, P1 expõe a proposta de jogarem novamente o Jogo Imagem & Ação e todos aceitam. Dividiram-se espontaneamente em duas equipes: 1) Carlos, Danilo, Jorge e Fernando e 2) Júlio, Vitor, Robson e Amanda (ela faltara na oficina anterior e não tinha jogado esse jogo). Sentam-se em lados opostos da mesa central, como habitual.
P1 e P2 observam e deixam o grupo se organizar sozinho para jogar e eles estão muito dispersos. Ficam sentados, mas parecem esquecer porque estão ali, falando de coisas paralelas, se mexendo nas cadeiras, exceto Vitor e Amanda que estão mais parados e passivos. [...]
Cerca de 5 minutos depois, P1 diz: "Parece que está difícil para vocês se organizarem para começar a jogar, não?"
Fernando fica mexendo com o dado. Danilo continua provocando Jorge, com brincadeiras de mão, cutucando o colega que revida.
Carlos explica para Amanda como é o jogo e diz para o grupo: "Vamos aí, pessoal!" Júlio: "quero jogar!"
P1 continua: "Com esse barulho todo vocês não conseguem se escutar".
P1 pergunta: "Vocês decidiram que modalidade vocês vão jogar: desenho ou mímica?" O grupo decide fazer uma votação e ganha a mímica.
No momento final da mesma oficina, a pesquisadora propõe uma reflexão com o grupo retomando o tema da auto-organização. Ela destaca e valoriza a evolução que havia notado em relação à oficina anterior e ao começo daquele dia e busca implicar o grupo com sua manutenção em situações futuras.
- Excerto 48:
P1 diz: "Bom, pessoal, agora vamos sentar e conversar um pouco". (Estavam agitados, mas de uma forma positiva, pois continuavam envolvidos, comentando o jogo Imagem & Ação). P1: "Então, o que vocês acharam: hoje deu para jogar melhor o jogo do que na oficina passada?"
Carlos e Vítor concordam: "Acho que sim".
P1: "Eu também acho que vocês ficaram mais concentrados e se envolveram mais com o jogo. Vocês ficaram mais ‘dentro do jogo’. Mas, no começo, ainda tinha bastante tumulto, né? E hoje tem menos pessoas, então tem aí um desafio a mais para a próxima oficina, com o grupo maior, não acham?
Vítor: "É!"
Amanda: "Vai ficar mais confuso, com mais gente falando […]" Robson: "A gente precisa ficar mais ligado!" (RO. 6)
Na próxima situação analisada, diante de uma proposta nova - que incluía uma escolha entre dois jogos diferentes simultâneos e, portanto, uma divisão dos adolescentes -, o grupo, apesar de se interessar por ela, não consegue se organizar para se dividir. A pesquisadora intervém, incentivando-os a decidirem e apontando as consequências da demora. Um deles (Carlos) assume um lugar de liderança. Nesse momento, a intervenção da pesquisadora procura destacar e valorizar essa iniciativa individual positiva dentro do grupo.
- Excerto 49:
P1 apresenta a proposta do dia: "Hoje é nossa última oficina antes das férias, então a gente pensou uma proposta diferente. Vai ter um jogo novo, que todos vão aprender a jogar, mas enquanto uma parte do grupo aprende o jogo, a outra parte vai poder escolher o quer
jogar, dentro das seguintes opções: temos situações-problema do Jogo Quarto, Sudokus, Jogo Imagem e Ação e Jogo Quarto, ok? O grupo que vai jogar o jogo novo, fica por volta de vinte minutos e aí, troca. Depois, o tempo que sobrar, a gente vê como decide".
Robson exclama: "Legal!" Os outros adolescentes também se empolgam, mas falam ao mesmo tempo e brincam entre si.
P1 chama a atenção do grupo: "Gente, vocês precisam decidir quem começa em cada grupo, para aproveitar mais tempo jogando, não é isso que vocês reclamam? Que querem mais tempo para jogar?"
Carlos: "É, a gente vai poder escolher!"
Heloisa, "a gente pode votar! Quem quer Imagem & Ação levanta a mão! E Carlos começa a organizar o grupo.
P1 reforça o que ele diz: "Isso, Carlos, o grupo que não estiver com o jogo novo, vai decidir o que quer jogar, entenderam?"
Carlos: "Ah, tá bom! Então vamos logo dividir os grupos primeiro". (RO. 10)
Na última situação desta categoria, a dificuldade de organização do grupo está relacionada ao prejuízo que, às vezes, determinadas afinidades pessoais provocam no andamento da atividade. A cena ocorreu em uma oficina já no final do segundo semestre, na qual a pesquisadora intervém durante o momento de jogo apontando a falta de concentração entre algumas duplas (Vítor e Júlio, Carlos e Roberto). Além disso, ela questiona os adolescentes sobre uma mudança que poderia favorecer a todos (troca de lugares) e brinca com o fato. No final do jogo ela provoca uma reflexão, destacando a melhora ocorrida.
- Excerto 50:
P1 consulta a relógio e diz que dá tempo para mais uma partida de Can-Can ou para retomarem o Jogo Guardiões de Gaia. O grupo descarta o jogo Guardiões, dizendo que é meio complicado, confuso e que querem continuar com o Can-Can.
P1 faz um comentário para o Júlio e Vítor: "Vocês estavam meio agitados e se desconcentraram bastante na última partida […] Será que não é melhor vocês variarem de lugar?"
Sugere que Júlio saia do lado de Vítor, pois conversam muito. Vítor se levanta e pede para trocar com P1: "Tá bom, então eu sento aqui".
Roberto: "Mas por quê?"
P1 aponta a dificuldade, brincando: "Você e o Carlos não param de conversar! Nunca vi tanto assunto! […]"
Roberto, rindo, mas sem conseguir contra-argumentar, levanta-se e muda de lugar. O jogo prossegue com mais foco.
No final, P1 comenta com o grupo: "E então, como foi a troca de lugares?" Júlio, responde, rindo: "Magoei[…] Foi chato ficar longe do Vítor!"
Vítor discorda: "Mano, você não ficou falando o tempo todo no meu ouvido[…] Foi bem melhor!"
Roberto emenda: "É, deu para jogar melhor, mesmo". (RO. 18)