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2.8. Konu İle İlgili Yapılan Çalışmalar

2.8.2. Uygulamalı Çalışmalar

Como pode-se observar no decorrer deste trabalho, “a ascensão do Google convida bibliotecas e bibliotecários a evoluir mais uma vez, em uma série de maneiras”. É o que afirma Williams (2007, p.1). A nova demanda na forma de ensino e busca por informação comprova esta afirmativa e, segundo a autora, uma área crítica de adaptação é justamente a análise do comportamento informacional e o estabelecimento e fomento da competência informacional. Discorrendo brevemente sobre estes conceitos, discute-se seu papel na relação dos jovens com a informação na perspectiva do ambiente digital.

Segundo Campello (2003) a expressão competência informacional foi mencionada pela primeira vez por Caregnato em 2000, que a traduziu como alfabetização informacional. O termo information literacy surgiu no cenário internacional na década de 1970 e passou a apresentar outras expressões sinônimas como: alfabetização informacional, letramento, literacia, fluência informacional, competência em informação e competência informacional. No Brasil, o termo ainda está em construção e Campello (2003) ressalta que o conceito ainda permanece um pouco indefinido com conotações, nem sempre, bem compreendidas.

Dudziak (2003, p. 28), define competência informacional como um:

Processo contínuo de internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades necessário à compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida.

Bruce (2000) citado por Vitorino e Piantola (2009) propôs a divisão dos estudos de competência informacional em quatro fases. A primeira, perpassada na década de 1980, se relacionava aos precursores da área, cujas pesquisas abrangiam noções de habilidades

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informativas e elaboração de normas direcionadas aos setores educacionais. Uma fase experimental se observou posteriormente. Caracterizava-se pelo empenho dos pesquisadores em discutir o significado e as implicações da information literacy para os programas educacionais.

A fase exploratória, de 1995 a 1999, marcou-se pelo crescimento do interesse por

estudos baseados na esfera do trabalho. Houve a identificação e exploração de um grande

número de paradigmas, que pautavam a competência informacional nos estudos cognitivos e construtivistas. A última fase foi iniciada justamente em 2000. Nesta época os pesquisadores começaram a desenvolver uma consciência coletiva em relação ao espaço de estudo da competência informacional e buscaram cada vez mais observar a informação na perspectiva do usuário em contrapartida com os modelos comportamentais tradicionais.

Como sugere Miranda (2006), as necessidades de informação podem se relacionar com as competências informacionais. Ao longo do tempo, vários pesquisadores propuseram modelos de comportamentos informacionais, o que pode ser empregado para compreender o processo envolvido entre a necessidade informacional e o engajamento na busca da informação. Alguns estudos clássicos como os de Wilson (1981), Dervin (1983), Ellis (1989) e Kuhlthau (1991) se destacaram, expandindo o espaço de discussão sobre a competência informacional; que veio a se constituir como importante fonte de conhecimento para educadores e profissionais da informação.

Gasque e Costa (2010) pontuam sobre a diversidade de termos e definições existentes na literatura que retratam a competência informacional. Segundo ela, ainda que os conceitos sejam relacionados eles não devem ser empregados como sinônimos, pois representam ações, eventos e ideais distintos. Sem embargos a esta ressalva, não se pretende aqui esgotar as discussões sobre o termo. Acredita-se inclusive, que não é preciso existir ou atingir um consenso único. Sempre existirão debates e pontos de vista divergentes capazes de gerar discussões que enriqueçam a área ao invés de sedimentá-la.

De forma simplificada, adota-se aqui como comportamento informacional toda linha de ação humana relacionada às fontes e canais de informação, incluindo a busca ativa e passiva de informação e o uso da mesma, como define Wilson (2000). O conceito de competência informacional por sua vez, derivando como prática desejável a ser instituída, se concentra em alguns atributos individuais descritos na literatura, que se relacionam com

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capacidades em utilizar a informação de forma efetiva e eficiente a partir do reconhecimento da necessidade de informação; passando pelas etapas de busca, seleção, acesso, avaliação, aplicação e comunicação.

Trazendo esta conceituação para o ambiente da pesquisa, evoca-se o trabalho de Godwin (2006): Information literacy in the age of amateurs. Nele o autor considera as características desta geração Internet e seus componentes e analisa como isso afeta a nossa própria competência informacional, a formação pessoal e o ensino. O autor declara que o Google tornou-se a referência desta geração e ressalta a importância de atentar para esta nova condição e desenvolver métodos de contribuir com o aprendizado. Segundo o mesmo,

information literacy deve ser muito mais do que saber como abrir um navegador da Web e

digitar um termo de pesquisa no Google.

Palfrey e Gasser (2008) relembram que problemas relativos à qualidade de informação não são nem novos na era digital nem específicos da Internet. O desafio de separar informações imprecisas da verdade é tão antigo quanto a própria civilização. Em momento algum na história houve qualquer sistema de detecção para ajudar separar o joio do trigo. Nesta ótica, reforça-se a preocupação de vários autores, como Godwin (2006); Kuhlthau (2007); Palfrey e Gasser (2008); Rowlands (2008), Mieli (2008), Vaidhyanathan (2011); dentre outros: que a Internet e as facilidades possibilitadas pelo Google têm gerado desafios significativos para os jovens, que estão cada vez mais rodeados por milhares de informações, fontes, serviços e recursos que permitem que qualquer um se torne um autor ou um editor. Uma das grandes mudanças provocadas pelo uso da Internet é a maneira como nós criamos e consumimos a informação e adquirimos conhecimento. Agora, talvez, tenha se tornado mais complexo distinguir as boas informações das ruins; uma das trabalhosas tarefas a que os usuários da Web estão sujeitos.

Estas considerações ilustram o quanto é relevante a precisão e qualidade da informação. É importante porque indivíduos e organizações políticas se baseiam o tempo todo nas informações para tomar decisões. E a importância da precisão da informação digital cresce vertiginosamente, dado o papel cada vez mais crescente que a Web desempenha na educação e como fonte de informação geral.

Vimos que o quão maior é a precisão da informação, mais importante se faz a competência informacional. Entretanto, os autores Palfrey e Gasser (2008) afirmam que

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muitos jovens são menos capazes do que a maioria dos adultos para avaliar a qualidade da informação por conta própria. Somando a este fator o estudo de Rowlands (2008) – que mostrou que os jovens dependem fortemente dos motores de busca (Google) ao passo que derrubou o que denomina a suposição comum de que a "Geração Google" é mais web- alfabetizada – e as polêmicas que circundam o buscador (monopólio da rede e os riscos de realizar buscas orientadas somente na web), realiza-se a seguir uma análise crítica do Google.

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3 – VAMOS FALAR SOBRE O GOOGLE?

Situando o problema de pesquisa (o papel que este gigante desempenha e qual o confronto ou relação com a biblioteca escolar enquanto ambiente de pesquisa) existem algumas variáveis intervenientes que precisam ser consideradas. Pergunta-se por que o Google vigorou e que implicações se observam em seus utilizadores? Para responder esta pergunta retrocede-se na história dos mecanismos de busca até chegar às inovações implementadas pelo Google. Pondera-se sobre sua missão (“organizar toda a informação existente no mundo e torná-la universalmente acessível e útil”22) confrontando-a com seu

lema (“Não seja mau23”) pensando em termos de controle, dependência, privacidade,

segurança, transparência e vigilância, dentre outros. Discorrendo a relação com a biblioteca tradicional, analisam-se os reflexos que a utilização massiva do buscador pode implicar, evocando alguns aspectos ante a esses fatores.