2.4. İnsan Hakları, Yurttaşlık ve Demokrasi ile Eğitim İlişkisi
2.4.3. İnsan Hakları, Yurttaşlık ve Demokrasi Eğitiminin İçeriği
Conforme relatamos noitem “motivo pelo qual não ouve Rádio segundo o período ”, é bastante reduzida a audiência de programas de entretenimento e de noticiário em Rádio p or parte dos estudantes de Comunicação Social da UFV. No entanto, algumas observações
podem ser feitas a partir da análise do consumo de programas de entretenimento e de noticiário em rádios.
Consumo de Rádio para lazer/entretenimento - Os estudantes com pouca e nenhuma participação em sindicatos ( 70% somados) são aqueles que menos ouvem (“0” minuto por semana) programas de lazer em Rádio, seguidos por igrejas e entidades (6 4%) e entidades esportivas (57%), conforme mostra a TAB.97 (APÊNDICE E). Do mesmo modo, aqueles que acompanham de perto e participam ativamente ( 41%, somados) de associações ou organizações não governamentais são também os que menos consomem o Rádio como lazer. O reduzido número de alunos que assistem acima de três horas semanais de Rádio para lazer não permite apontar tendências ou estabelecer padrões de interesse segundo o tempo despendido.
Consumo de Radiojornalismo - A TAB.98 (APÊNDICE E) revela tendência de diminuição do consumo de programas de radiojornalismo na medida que aumenta o interesse
por política, associações, sindicatos e ONG’s. Em outras palavras, es ses alunos não procuram
informar-se por essa mídia provavelmente porque não satisfa ça suas necessidades informacionais. Um indício é que o inverso ocorr a com os estudantes que acompanham de perto ou participam ativamente de agremiações esportivas: somando es sas duas categorias (AP e PA) temos 83% dos alunos que consomem de 3 horas a 14 horas semanais de radiojornalismo. Como observamos, ressalte -se que a maioria dos noticiári os citados trata prioritariamente de esportes.
Como no capítulo anterior, quem mais acompanha de perto ou participa ativamente de
ONG’s são os que menos assistem a radiojornais (4 3% somados), bem como os estudantes
sem e com pouca participação (69% somadas as duas categorias) em sindicatos. Apenas seis estudantes consomem acima de três horas semanais de radiojornalismo e tal universo não foi suficiente para estabelecer comparações entre participantes de entidades.
Consumo de Televisão para Lazer - Com o objetivo de detectar influências de participação em entidades ao consumo de mídia televisiva, promovemos o cruzamento dos
agrupamentos “agremiação esportiva”, “organizações não governamentais”, “associações de classe”, “movimento estudantil”, “entidades rel igiosas” e “sindicato de trabalhadores” com as variáveis “Televisão geral” e “telejornalismo”.
Agremiação esportiva - De uma maneira geral, podemos afirmar que quanto maior a participação em agremiações esportivas, maior o consumo semanal de programas de entretenimento televisivo: entre o grupo de 18 alunos que assiste de dez a 31 horas semanais, o percentual dos que acompanham de perto e/ou participam ativamente atinge 45% dos estudantes deste segmento (TAB.99; APÊNDICE E). É como se o usuário pratica sse e/ou tivesse interesse no assunto e acaba por acompanhar competições e informações correlatos na programação televisiva.
Ao contrário, menor participação significa menor audiência. Entre os estudantes que a nada assistem, o índice diminui de 31% (sem participação) até 15% (participo ativamente); entre os que vêem de 1 minuto até 2 horas semanais, o percentual é de 33% ( sem participação) e de 11% (participo ativamente); para os alunos que assistem de duas a quatro horas semanais, o percentual de sem participação sobe de 32% para 42% em pouc a participação 42% e cai para 5% em participo ativamente. Por outro lado, percebe -se um certo equilíbrio entre os agrupamentos de alunos que assistem a mais de quatro horas semanais. É importante ressaltar que transmissões e sportivas das emissoras de sinal aberto, em que
predomina a modalidade futebol, foram classificadas como “lazer” e os programas especializados como “jornalismo” (exemplo: Globo Esporte). A mesma tendência – de
aumentar a participação em entidades em razão inversa à audiência de Televisão - ocorre entre os estudantes que apreciam entidades religiosas.
Política – A TAB.99 (APÊNDICE E) mostra haver uma tendência de os estudantes com maior participação em agremiações políticas (partidos, entidades, etc) consum irem menos a programação de lazer das emissoras de Televisão. Na soma das categorias “participo
ativamente” e “acompanho de perto”, em que se incluem 30 alunos, o percentual cai de uma
média de 34% (para quem nada assiste) para 17% (para quem assiste de 1 0 a 31 horas
semanais). No sentido oposto, a maior concentração dos “sem participação” em política está
naqueles que apreciam Televisão para lazer. Quem menos participa assiste mais à Televisão: 46% dos estudantes sem e com pouca participação em política a nada assiste enquanto 61% passa de 10 a 31 horas semanais em frente à Televisão. A mesma tendência (maior participação = menor audiência) pôde ser verificada entre os estudantes que responderam ter interesse em associações de classe e movimento estudantil . Nos demais agrupamentos de
entidades (sindicatos e ONG’s), os dados não revelaram tendências de comportamento de
Consumo de Telejornalismo - Dos 22 estudantes que , por algum motivo, nada consomem de telejornal, 54,5% participa de sindicatos e de igrejas; 40,9% de associações de classe; 31,8% de movimento estudantil e agremiações esportivas; 22,7% de agremiações políticas e9,1% em ONG’s (TAB. 29), indicando que maior interesse em assuntos “áridos” leva à disposição em assistir a mais telejornais. O resultado pode envolver outras variáveis, como credibilidade e qualidade. É possível deduzir, com base também em cruzamentos anteriores deste estudo, que o aluno mais desconfiado ou crítico em relação à qualidade do noticiário e engajado em movimentos estudantis, política e ONG’s, se interess e menos por telejornais.
TABELA 29
CONSUMO DE TELEJORNAL E PARTICIPAÇÃO EM TEMAS "ÁRIDOS" Entre os 22 alunos que não gostam de telejornais, relativo a % Freqüenta 54,5% Igrejas 54,5% Sindicato 40,9% associações de classe 31,8% agremiações esportivas 31,8% movimento estudantil 22,7% Política 9,1% ONG’s
Participação maior em movimentos estudantis e política corresponde a menor audiência a telejornais: dos dez alunos que pa rticipam ativamente de movimento estudantil, 70% consomem menos de duas horas semanais; o mesmo ocorrendo com 50% dos oito interessados em política, segundo comprova a TAB. 100 (APÊNDICE E) .
Esportes – Verificamos haver abstinência de audiência a programa s telejornalísticos entre os estudantes com nenhum a ou pouca participação nesse agrupamento: 32% e 23% respectivamente. Ou seja, dos 22 alunos que a nada assistem, 54,5% têm pouca ou nenhuma participação em agremiações esportivas. Quando observamos o lado inverso, os 26 estudantes que assistem a de 6 a 27 horas semanais, 46% estão entre os que acompanham de perto ou participam ativamente de agremiações esportivas.
Política– Os dados revelados mostram haver uma leve concentração de zero audiência de telejornal entre os estudantes com nenhum a ou pouca participação (23% e 27% respectivamente) em agremiações políticas. Aumenta um pouco a audiência (até duas horas
semanais) junto com o interesse por política: 40% médi a participação e 40% acompanho de perto.
Consumo de Internet - O grande volume despendido com consumo de Internet leva o usuário a não se envolver com as entidades listadas na TAB.101 (APÊNDICE E). É razoável supor que o usuário com histórico de 8 horas diárias de acesso à Internet e outras cinco de aulas tenha tempo reduzido para se envolver em atividades e entidades extra - curriculares.
Dentre os que passam de 30 a 60 horas semanais no computador, os interessados em
ONG’s são os que mais participam, com 61% tendo média participação ou acompanha de
perto a temática. Neste caso específico, caberiam novas investigações no sentido de se caracterizar o tipo de envolvimento dentro do ambiente digital. É plausível admitir algum grau de participação em comunidades virtuais e associações de defesa de determ inadas temáticas como, por exemplo, fóruns virtuais de defesa ambiental.
Dos 13 estudantes que passam até 3 horas na Internet, destacam -se os com pouca participação em esportes, os que acompanham de perto a política, os que participam ativamente de ONG’s e têm média participação em movimento estudantil. Quem nada consome de Internet são os usuários que acompanham de perto esportes e política (um cada), os que pouco participam de sindicatos, ONG’s e movimento estudantil (um cada), o estudante com média participação em associações de classe e outro sem participação em agremiações religiosas.
Consumo de Webjornalismo - Assim como em relação ao cruzamento anterior, a comparação entre o tempo de consumo de webjornalismo e a participação em entidades demonstrou que quanto mais tempo passa diante do computador, menores são as chances de se envolver socialmente.
Entre os sete usuários que consomem mais de doze horas semanais, destacam -se os que não participam de agremiações esportivas, igrejas e sindicatos, têm pouca participação em associações de classe e media participação em ONG’s, conforme mostra a TAB.102 APÊNDICE E).
No segmento dos 60 estudantes que consomem até três horas semanais (e lembrando que todos pontuaram todas as opções de entidades) estão mais presentes os sem participação em esportes (17), em associações de classe (21), sindicatos (26), os com pouc a participação
em política (19) e igrejas (20), os 19 que acompanham de perto ONG’s, os 18 com médi a
participação em movimento estudantil.
O mapeamento do ambiente informacional revela que a maioria dos estudantes de Comunicação Social não consegue estar envolvida socialmente em entidades e consumir uma quantidade adequada de notícias, pré -requisitos para uma boa formação profissional, como vimos na revisão de literatura.