V-KONUTUN TESLİMİ
B) ARSA PAYI KARŞILIĞI İNŞAAT SÖZLEŞMESİ 1.Genel Değerlendirme
7. Uygulamada Yaşanan Önemli Sorunlar
Gareth Morgan, conhecido por criar o conceito "Metáfora Organizacional" e autor do best-seller Imagens da Organização. Morgan, apresenta as metáforas com objetivo de entender e tratar problemas existentes nas organizações, conceituando-as como: máquinas, organismos, cérebros, culturas, sistemas políticos, prisão psíquicas, fluxo e transformação e instrumento de dominação.
Morgan mostra através de imagens mecânicas e biológicas, como deve ser vista e pensada as organizações, de forma prática, diagnosticando problemas, administrando e planejando de forma ampla.
Morgan faz referência à imagem das organizações como máquinas, onde o estilo mecanicista de pensamento desenvolve uma organização burocrática, racional de tarefas e atividades e estruturada para atingir objetivos, onde seu desenho estrutural torna-se um organograma.
Nesse tipo de organização, os gerentes e os administradores, planejam e gerenciam as organizações considerando-as como máquinas, que possuem partes interligadas, e que cada indivíduo tem sua função definida para chegar ao todo. Esse tipo de organização apresentou bons resultados na produção, desde a revolução industrial e até hoje, é bem presente, apesar da dificuldade quando é preciso reorganizar.
Segundo Morgan, as origens da teoria clássica da administração e a administração científica ocorreram durante o século XIX, com objetivo de promover ideias que chegassem à eficiência, onde muitas tentativas foram realizadas.
Weber e a teoria da burocracia como estrutura ideal, alta especialização, divisão de tarefas em todos os níveis, respeito à hierarquia e decisão impessoal. Para Fayol, era necessário dividir a organização em departamentos, onde planejamento, controle, direcionamento e coordenação, eram considerados fatores indispensáveis para uma organização eficaz. Taylor, acreditava na centralização da autoridade, na especialização e divisão de tarefas, na separação entre gerencia e nível operacional, e aplicação de regras e procedimentos rígidos. Também chamada de Administração clássica onde os teóricos interessados nos problemas da administração prática procuravam compartilhar suas experiências positivas com outros que tivessem interesse, nesse tipo de administração, o foco estava na maximização dos lucros, no trabalho especializado e onde firmas são instrumentos dos empreendedores e a mão de obra é suprida pelo mercado.
Os problemas ocorridos com Taylorismo estavam nas reivindicações dos sindicatos, nas mudanças culturais, sociais e políticas, na flexibilidade de novos mercados, novos produtos e novas tecnologias e na desmotivação dos trabalhadores devido a tarefas rotineiras e por estarem submissos a uma autoridade.
As vantagens e desvantagens apresentadas pelas organizações que tinham como base a estrutura funcional estão apresentadas no Quadro 4:
Quadro 4 - Vantagens e desvantagens de organizações que tinham como base a estrutura funcional
Vantagens Desvantagens
Responsabilidades simples e absolutas Difícil coordenação entre funções
Controle estratégico e centralizado Visão paroquial e não empresarial
Status funcional reconhecido Rivalidade entre setores
Mudanças estratégicas lentas Fonte: Elaborado pela autora
Ao descrever as organizações como organismos, Morgan foca na gestão das necessidades organizacionais e nas relações ambientais, fazendo com que seja possível enxergar os diferentes tipos de organização como diferentes espécies. Entendendo que diferentes espécies podem se adaptar a diferentes ambientes, a novas circunstâncias, se relacionando com outras formas e evoluindo. Este tipo de metáfora contribuiu muito para a teoria moderna da administração. Esta metáfora tem como objetivo a adaptação ao ambiente em mudança, e considera as organizações como um conjunto de indivíduos com necessidade de inter-relações, aprendendo a sobreviver.
O perfil das características organizacionais está baseado na ideia de que a organização consiste de subsistemas inter-relacionados. O autor cita que devido à variedade de ideias, se torna difícil identificar as vantagens e desvantagens encontradas na metáfora como organismo, já que esta metáfora possuí pontos em comum.
Quando o autor cita que a organização é vista como cérebro, ele evidencia a importância do processamento da informação, aprendizado e inteligência, apresentando princípios para a criação de organizações que aprendem, mostrando uma estrutura organizacional integrada.
A Figura 1 apresenta a evolução das metáforas ao longo do tempo.
Figura 1 – A evolução das metáforas ao longo do tempo Fonte: Elaborada pela autora
2.5.1. Sociologia Interpretativa do Indivíduo
Erving Goffman (1922-1982) desenvolveu pesquisas em sociologia interpretativa e cultural, e apresentou a ideia mais marcante de sua obra: as pessoas, individualmente ou em grupo, representam um papel no mundo. Goffman fez uso de métodos de observação da antropologia cultural, para distinguir indivíduos e grupos, sua origem e pertencimento social. Também estudou lugares onde o indivíduo vivia isolado da sociedade: prisões, manicômios, conventos e escolas internas.
Erving Goffman, em seu livro A representação do eu na vida cotidiana, o autor descreveu o conhecimento que o homem tem de si próprio, apontando seu comportamento na sociedade de forma científica, através de uma linguagem teatral, crendo que o homem está sempre representando.
Para Goffman, equipe pode ser definida como grupo de indivíduo que coopera para encenação de uma rotina particular e que cada indivíduo se apresenta de forma diferente com objetivo de satisfazer a quem o observa (GOFFMAN, 1983).
Goffman destaca a vida cotidiana e as características que diferencia as classes sociais, onde as classes mais altas são compostas de pequenos grupos presentes em cargos gerenciais, enquanto a classe operária desenvolve atividades braçais. Ficando clara a associação com a metáfora de Morgan, quando as pessoas são comparadas a máquinas, falam pouco, e tem como objetivo, cumprir à produção.
Segundo Goffman, o indivíduo vive de aparência, como em uma apresentação teatral, deixando transparecer o que o outro gostaria de ver e não sua real personalidade. Já que o desempenho profissional está associado ao que o indivíduo é, de acordo com Morgan, ao associar o indivíduo à metáfora máquina, o indivíduo acaba se transformando e agindo como máquina e o seu desempenho acaba ficando comprometido (GOFFMAN, 1983).
Esse conceito de Goffman fez parte de uma época em que a interação ainda não parecia tão importante, onde a metáfora de pessoas como máquinas era bem aplicada nas organizações. A metáfora de pessoas como cérebro, com a necessidade de participação e interação social, surgiu com a necessidade de mudança. Com o passar do tempo e necessidade de mudança nas organizações, a organização horizontal, o aumento da confiança e a metáfora de pessoas como cérebro, onde pode-se substituir a hierarquia organizacional por uma rede de equipes auto-gerenciáveis (GOFFMAN, 1983).