mesmo antes de ser concluída já se antecipa em nosso imaginário e traz à lembrança o conto infantil conhecido por dez entre dez meninas: Branca de Neve.
Nascida com as cores que a imaginação de sua mãe a pintou, a princesa não trazia problemas para a madrasta enquanto o espelho falante não despertasse sua fúria por saber que já não era a mais linda entre todas do reino. Assim foi que a bela adolescente de cútis alva e cabelos como o ébano foi feita rival da outra mulher, a que buscava ocupar o lugar central por ser a mais esplendorosa de todas as mulheres.
Acrescentando às muitas interpretações que esse conto sobre a feminilidade adquiriu, eis aí mais uma que engendramos: a revolta da madrasta por ocupar a partir de um determinado tempo um lugar de declínio da beleza e da juventude, desvio do olhar do outro – seu espelho – para nova fonte de vida, viço e juventude, sua enteada. As
relações atuais produzem um eterno retorno a rivalidade inerente na luta pela beleza, saúde, magreza, felicidade e todos os demais atributos e lugares que o corpo pode levar o individuo hoje, tanto que jargões são corriqueiros. Um deles comenta que as mulheres se enfeitam para serem vistas por olhares também femininos, buscando reconhecimento e – quase sempre – gerando cobiça e inveja.
A dieta da moda, do momento, vem perdendo espaço para a reeducação alimentar associada ao trabalho corporal constante, de longa duração, que envolve o desenvolvimento das potências e que tenta mudar o foco da estética para a saúde, ou seja, desloca o imediato para o trabalho constante. Ser bonito é ser e manter-se saudável, refletir a boa aparência através dos cabelos cuidados, dentes brancos e fortes, pele limpa e sem manchas/marcas, corpo definido, torneado, enxuto, revelador do trabalho diário e exaustivo das aparências. As tecnologias também buscam advogar a favor da demarcação dos traços de juventude, na incessante tentativa de parecer atemporal ao olhar alheio.
Os adolescentes e seus corpos foram tomados por Ferriani et al (2005) para conhecer como se percebiam. Na experiência de estarem literalmente à frente do espelho, de acordo com o experimento, apresentavam sentimentos conflituosos com relação ao seu corpo, com receio do olhar refletido, produzindo efeitos de insatisfação e rejeição para com seus corpos. Além das reflexões desenvolvimentistas que associam o período a alterações hormonais, percebemos que os conflitos de imagem não são restritos a uma determinada idade, mas à própria vida e os valores vão norteando o que se impõe como prioridade. O corpo tem se situado de forma cada vez mais central hoje, com espaço concomitante de prazer e medo, angustia e realização, senhor e escravo.
Pela valorização do corpo esguio e esbelto por parte da mídia, os adolescentes obesos desejavam tais padrões. Ora, nem privilégio da adolescência e nem questão apenas para a obesidade a insatisfação revela-se marca humana por excelência o olhar do outro - no caso o espelho refaz essa posição escópica, quando me devolvo o olhar – mais uma vez se anuncia como o dispositivo que autoria ou impede de estabelecer vínculos na rede social de pertencimentos e identificações.
Esse outro não se trata aqui apenas do par, semelhante, mas inclui, também, as instituições que regulamentam políticas, os saberes e práticas especializados e mesmo os pesquisadores em suas empreitadas. Falar dos muitos outros é falar dos muitos olhares, dos muitos espelhamentos que a toda hora interpelam, tal como fez o espelho à rainha no Castelo de Branca de Neve, afinal, foi a Majestade que, estarrecida, não
acreditava no que via e ouvia na mensagem endereçada por outro a ela. Sempre haverá alguém mais belo, mais feliz, mais!
No campo da identificação e ainda do modo como se é percebido pelo outro, Matos e Luz (2009) destacam o valor do grupo para a vivência do corpo e da imagem de si. Ao apreender e interpretar os sentidos e significados que jovens diagnosticados obesos atribuem às práticas corporais, compartilhando atividades coletivas entre iguais, houve a possibilidade de vivenciar experiências construtoras de valores e sentidos que ultrapassam o desejo de ser magro.
Mais uma vez lembramos o histórico de experiências de fixação objetal que se desdobram em agregamentos imaginários bem sucedidos, como os alcoólicos anônimos, os narcóticos anônimos, vigilantes do peso e tantos outros grupos de pessoas com uma questão a ser compartilhada. Dentre inúmeros conceitos e percepções do que vem a ser um grupo, podemos indagar, aqui, se o valor dele não passa pelo apagamento da diferença, pois o outro é meu espelho e, por isso, igual a mim. Tal questão de partida poderia também produzir ricas saídas, na elaboração de aspectos subjetivos, como muitas vezes ocorre nesses mesmos grupos.
De acordo com as considerações ressaltadas, o tratamento do corpo dos indivíduos passa pelo zelo ao corpo coletivo. A partilha dos mesmos problemas diante da obesidade torna-se um cimento importante da sociabilidade. “Há uma ajuda mútua entre os indivíduos que fortalece a saúde do grupo” (p. 492).
Apesar de todo estigma que desqualifica os sujeitos como construção social – por exemplo, a visão de que ser gordo é ser preguiçoso, doente, sujo, sem controle – há produção de redes alternativas de sociabilidade, tecendo padrões alternativos. Foucault chamou de linhas de fuga, o que implica novas saídas para um modelo de aprisionamento simbólico.
Inúmeras receitas, imagens a correr pelos outdoors, letreiros luminosos, panfletos, uma diversidade de materiais são entregues lançando a mais nova academia da cidade, o mais moderno aparelho de medir a gordura, o mais inovador centro de estética. A revista na banca ao lado, oferecendo-se a quem passa, anuncia a nova dieta do verão e a outra, ao lado, mais atrativa ainda, exibe o corpo da atriz que acabou de perder 5 quilos do esbelto corpo que já possuía antes da dieta. Bombardeados pelas muitas informações e ditames, provavelmente as questões se recolocam. Algo a se pensar sobre os olhares que se voltam aos indivíduos.
A responsabilidade de ser belo, magro, bem sucedido e feliz está cada vez mais nas mãos dos sujeitos, pelas tantas possibilidades de oferta de produtos e serviços. Na travessia do portal mágico – que de mágico tem apenas o ilusório, mas requer um esforço hercúleo e sempre inacabado – é possível acionar modos de ser e de existir pautados em contatos e relações, e fundados na responsabilização e no controle de si.
Lipovetsky (2000) realiza um valioso estudo sobre a construção social e política do lugar da mulher ao longo dos tempos. Da primeira mulher, a Eva da tradição judaico-cristã à segunda, um anjo idealizado pela passividade e beleza, desde a idade média, eis que surge uma terceira mulher, sem limites.
Articulando o tradicional e o inovador do unissex, essa nova mulher se insere na lógica liberal da atualidade. Chama de fase terminal da beleza não o fim da historia da beleza, mas o desmoronamento dos limites, desde o sociológico, com a difusão da beleza por todos os meios, seja os modos de produção, que cada vez mais trabalham com a industrialização dos cosméticos; os limites da natureza, tendo em vista que a tecnologia está superando os dissabores temporais e genéticos; os limites cronológicos, já que tanto mais cedo quanto por mais tempo são legítimos os usos de produtos e serviços de acesso aos cuidados com a beleza; e também os limites artísticos, não mais sendo a beleza obra dos poetas e artistas da elite, mas pela imprensa e indústria de moda e cosméticos. Funda-se então um novo momento da história da beleza feminina.
A difusão dos cuidados de beleza, fortemente acelerados ao longo do século XX, com o advento da fotografia, do cinema, da imprensa feminina, da publicidade, possibilitou e ainda vem permitindo sua democratização – ainda que pela via da ditadura do padrão – por todas as camadas sociais. Houve, com a massificação – talvez essa seja a melhor expressão – do embelezamento feminino, o que Lipovetsky (2000) chamou de uma nova economia das práticas de beleza, instituindo o primado da relação com o corpo e não mais apenas com o rosto. Os limites à expansão da exploração da beleza desmoronaram e agora tudo é possível. Uma imagem fechada em si mesma, aberta a todos os artifícios para ser reiteradamente lapidada e apreciada, eis o que realmente importa.
O desejo de manter-se bem, aparentando juventude e vaidade não é um traço dos últimos anos, certamente. Contudo, a grande ênfase era dada à face, na obsessão com o rosto, decorando com adereços nos cabelos, maquiagens e penteados. Com as maças rosadas pelos rugis, diversos cremes antiacne, batons acentuando a boca carnuda, o rosto era a apresentação do feminino por excelência, numa imagem a ser contemplada,
verdadeira paisagem. Hoje, “o corpo e sua conservação é que mobilizam cada vez mais as paixões e a energia estética femininas” (p.131). É conservar um corpo jovem e esbelto que interessa, com rejuvenescimento, tonificação, fortalecimento da pele, anti- idade, antipeso. Não se quer mais camuflar nada, mas sim revelar, prevenir diariamente, regenerar.
Camargo, Mendonça e Duarte (2009) nos lembram que a expressão cosmético remonta aos tempos antigos, demarcado como produto que trata da pele, mas que remonta a outra expressão, kósmos, implicando ordem, harmonia de diferentes elementos. Atingir esse propósito de harmonia hoje é manter a pele jovem, sempre homogênea, sem marcas do tempo, com simetria e texturização trabalhadas em laboratórios (nas mesas de cirurgia ou nos vários procedimentos de rejuvenescimento) onde os cosméticos se tornam mercadorias de primeira necessidade com a ajuda da mídia, como produto de consumo diário e indispensável.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos – (Abihpec, 2009) o setor tem crescido de forma representativa. Mesmo em 2009, segundo o anuário do mesmo ano, ainda que com a crise mundial abalando muitos setores, o segmento manteve o ritmo e o bom desempenho. Dentre os aspectos para o sucesso estão: a participação da mulher no mercado de trabalho e consequente poder aquisitivo, tecnologia de ponta a ser utilizada, lançamentos de novos produtos, aumento da expectativa de vida, necessidade de aparentar juventude, além, acrescentaríamos, da fortíssima investida da publicidade e dos discursos carregados de cientificidade, mesmo que “83% dos cosméticos popularmente comercializados em todo o mundo não comprovem cientificamente as promessas feitas em suas publicidades milionárias (CAMARGO, MENDONÇA E DUARTE, 2009, p404)”. Tudo em nome da imagem, porque, como diz a propaganda de refrigerantes, imagem é tudo.
Percorrendo algumas décadas no último século, baseados no anuário Abihpec (2009), podemos perceber que na década de 1940 houve um forte impulso do setor de cosméticos no pós-guerra, na década de 1950, “mídia no cinema, nas revistas e no rádio já incorporava o conceito de marketing, estabelecendo o padrão de beleza dos filmes de Hollywood aliado à sofisticação francesa, que dita a moda e a cosmética” (p.14). Nos anos de 1960 há uma proliferação de produtos femininos e também masculinos e empresas consagradas no mercado apostam em novos seguimentos. A maquiagem incorpora conceitos de setores como a arte, a moda, a cultura e não é mais apenas um
produto despolitizado e inocente. Traz consigo conceitos. Daí por diante o crescimento tem sido vertiginoso.
Numa esfera de fantasia e de possibilidade de ser outro, de realizar o desejo endereçado pelas tecnologias como sendo o que garante a felicidade, de trabalhar o corpo e a imagem em função da ocupação de novos espaços sociais, as pessoas tem investido na possibilidade de “melhorar” a imagem através do consumo de produtos, sejam as atividades físicas, os alimentos saudáveis ou as inúmeras ofertas de produtos de beleza que o mercado lança.
Um exemplo que podemos citar de produtos ditos inteligentes e multifuncionais está no comercial de uma marca conhecida de cosméticos usados no rejuvenescimento, Ana Pegova, onde o creme promete ser um poderoso produto com Sérum, confortável como creme, o precioso noturno com retinol, peptídeos e pó de diamantes atua na renovação celular, restabelece o aspecto jovem e saudável da pele9, tara-se do Pegoretinol. Nessa mesma linha, marcas como Clinique, que vende a “dupla poderosa repairwear laser focus”, Shiseido, com seus “revitalizantes”, “sistema de hidratação avançado” para o corpo, cremes antirrugas que atuam durante o sono. Tudo é divulgado no sentido de proporcionar o melhor, por ser o mais avançado e que age em um tempo imediato. Por que então esperar?
Os produtos de beleza Natura, marca mais popular e bastante consumida no país, têm como carro chefe a veiculação à natureza, aos mais puros frutos e plantas de onde a beleza será recuperada ou reforçada. Da pitanga ao maracujá, passando pelo óleo de castanha do pará ou de cacau, tudo é feito para embelezar com alta tecnologia.
Também os alimentos saudáveis, funcionais, adotados como remédios,10 propagados na atuação ainda como coadjuvantes contra a obesidade. Os meios de comunicação, por seu turno, são responsáveis por ter papel na assimilação mental desses espaços compartilhados pelos campos semânticos da medicina, estética e de nutrição.
Hoje, são as incontáveis técnicas de prevenção que vão da simples aplicação de um creme antirrugas à aplicação de fios de outro intradérmico para minimizar os efeitos
9 A consulta foi feita no site www.anapegova.com.br no dia 02 de abril de 2011. Também pesquisamos no siteswww.natura.net/br ; www.shiseido.com.
10 Basta pensar na explosão de vendas que acontece após a divulgação de alimentos tomados como o elixir da juventude: linhaça, quinoa, chá verde, soja, amaranto, só pra citar alguns.
do tempo, que se ligam à tríade saúde-beleza-magreza vigente nos dias atuais. É a manutenção do corpo jovem, longilíneo com aspecto saudável que interessa cultivar constantemente. A “estética da magreza”, nos diz Lipovetsky, tem um espaço reservado e na primeira fila no cenário beleza, entendendo a magreza aqui – certamente já ressaltei isso antes, porém nunca é demais quando se está argumentando, tendo em vista que esta é uma das proposições essenciais da minha pesquisa – como beleza.
Neste sentido, é como um atributo qualificativo da beleza a ser mostrada, desfilada, exposta em sites de relacionamentos, redes sociais, e toda a parafernália tecnológica que divulga em tempo real as imagens, que as pessoas enlouquecidamente se mostram. O investimento feito na alimentação politicamente saudável, equilibrada em nutrientes, com práticas de exercícios físicos constantes, produtos inteligentes que ajudam a retardar os traços (da vida) e as diversas técnicas de modelagem corporal que vão de simples massagens linfáticas a intervenções cirúrgicas de retirada e ou implantação de próteses, gera a imagem fetiche.
Cultivar a beleza é manter-se magra, jovem e, evidentemente, saudável. Significa dizer que, de mãos dadas estão a cultura da leveza, das pequenas medidas, o signo do antienvelhecimento com a busca desenfreada pela juventude em todas as faixas etárias de diversas classes sociais. A ênfase é na prevenção, antecipando o risco e eliminando-o o mais rápido e eficazmente possível.
“Já não se concebe a conquista da beleza sem a esbeltez, as restrições alimentares e os exercícios corporais” (LIPOVETSKY, 2000, p. 133), com imperativos cada vez mais restritivos. As revistas femininas que tomarei como cenário iconizam a afirmação do autor. É por meio delas que o público alvo acredita ter acesso aos manuais de usos do corpo onde o exercício físico sistemático, o consumo de produtos alimentares leves e hipocalóricos, ditos saudáveis e funcionais e a reprodução de estilos de vida das modelos famosas, bem sucedidas e felizes podem ser a via do sucesso pessoal e social.
Em entrevista a um site de saúde de famoso portal 11 na net, a psicanalista inglesa e estudiosa do comportamento alimentar, Susie Orbach, além de ter sido também por algum tempo analista da princesa Diana, numa visita profissional ao Brasil
cedeu entrevista comentando suas impressões sobre a relação estabelecida entre as mulheres e a comida.
Orbach é uma das fundadoras do Centro de Terapia da Mulher em Londres, desde 1976 e critica a sociedade atual pelo pânico à gordura e pelo que chama de indústria da dieta. Considerando os paradoxos, faz uma importante analise, pois se há a ditadura da dieta, também há o aumento da obesidade. Ora, se estamos com medo de comer, ou comemos o tempo todo ou não comemos nada, diz ela. Podemos até resumir sua fala com a frase de uma musica do Titãs: você tem fome de quê?
A relação entre a comida e as emoções não é novidade e muito menos o estudo dessa relação e ainda de acordo com Orbach a saída é mesmo expressar as emoções, seja raiva, tristeza ou felicidade. Perguntada sobre como vê as brasileiras, ela também considera que aqui a pressão é enorme, seja pela cultura do bumbum, genuína, ou a dos seios, emprestada dos americanos. Sendo assim, podemos dizer que de um lado ou do outro, literalmente, estamos envoltos na mesma lógica. Seja Branca de Neve, Cinderela, Ariel ou a boneca Barbie, a busca é por manter a imagem de perfeição, de conto de fadas, na luta diária pelo ideal.
É pela via do espaço corporal que o sujeito se reconhece, se autoriza, se diferencia. Mas, mais que isso, ter um corpo nos dias atuais é ter um veículo de ascensão ou de retrocesso, é ser moderno ou cafona, ser jovem, conservado, ou largado, desleixado. É mesmo pela conferência do corpo que o sujeito se diz no mundo e é autorizado socialmente a viver e compartilhar certas experiências que de outro modo não seria possível. A imagem de si mesmo passa pelo crivo dos olhares, seja nas propagandas, nas ruas, nos transportes públicos, nas revistas e em outros espaços onde a corporeidade circula. Essa imagem tem seguido medidas sempre menores. Nos anos 1920, a Miss América campeã pesava 63,5kg, mas trinta e quatro anos depois, esse peso caiu para 54,9kg. (LIPOVETSKY, 2000). Hoje, não passa dos cinquenta quilos, numa proporção muito maior com relação à altura.
Nunca as mulheres combateram com tanto empenho tudo o que parece flácido, gordo, mole. Já não basta não ser gorda, é preciso construir um corpo firme, musculoso, e tônico, livre de qualquer marca de relaxamento ou de moleza. Duas normas dominam a nova galáxia feminina da beleza: o antipeso e o antienvelhecimento. (p.134)
Os produtos preventivos estão nos lugares mais à mostra nas prateleiras de supermercados e farmácias, com sessões especiais e demonstradoras que permitem
provar os produtos com direito a massagens e técnicas de melhor absorção. Os cosméticos de prevenção aumentam a cada ano o faturamento das empresas dedicadas à beleza, retroalimentando a indústria que investe mais e mais nas técnicas de rejuvenescimento. Com tudo isso, o desfile de corpos nunca se sincroniza à captura dos olhares, que sempre querem mais, sempre procuram pelo que ainda não está presente em todo esse aparato tecnológico. A busca permanece.
Feitas essas elaborações que por hora nos contemplam diante da proposta sobre o corpo como imagem e o olhar sobre este corpo exposto, passaremos a tratar das questões que envolvem o corpo feminino nas relações de poder e de tensão entre as teorias feministas. Discutiremos os temas sexo, gênero e efeitos do corpo no contexto em que se fabricam.