• Sonuç bulunamadı

Uluslararas› Ceza Hukuku Kongresi (Kairo, 1-7 Ekim 1984) *

Suç ve Suçlulu¤un Milletleraras› Etkinli¤inin Artmas›na Karfl›

B. Adli Yard›m Taleplerinin ‹htiyari Red Sebepleri

B.3. e) Hükümlünün nakli ve çifte cezaland›rma ilkesi

I. Bölüm Tehlike Suçlar›

13. Uluslararas› Ceza Hukuku Kongresi (Kairo, 1-7 Ekim 1984) *

O modelo Contingencial de Vroom e Yetton aplica-se só a situações de liderança que impliquem a escolha da participação dos subordinados no processo de tomada de decisão. Apesar de a participação dos subordinados poder aumentar a produtividade do grupo em algumas situações, também pode ter o efeito contrário em outras situações e diminuir a produtividade. Devido a estas situações estes autores tentaram identificar quais eram as características situacionais que provocavam a eficácia ou ineficácia da participação dos subordinados. “Este modelo define uma taxonomia de comportamentos de participação, sendo esta definida como o grau em que o indivíduo pode exercer influência na decisão que executa” (ABREU, et. all, 1999: 223). São propostos cinco graus de participação para a resolução de problemas individuais ou colectivos (ver Anexo C).

No primeiro nível, A – I, A de autocrático, o decisor toma a decisão sozinho com base na informação que possui naquele momento. No nível A – II, o decisor decide sozinho mas antes recebe as informações que precisa dos seus subordinados, sem pedir conselhos ou opiniões, para tomar uma decisão. No nível C – I, C de consultivo, o decisor partilha a informação individualmente com cada um dos seus subordinados pedindo-lhes sugestões para a resolução do problema mas no final é ele quem decide. No nível C – II sucede-se o mesmo que no anterior mas a consulta em vez de ser realizada individualmente é feita em grupo. Nos níveis G – I e G – II, G de grupo, o decisor e os subordinados reúnem-se todos e a decisão é tomada através de um consenso de todo o grupo. No nível D – I, D de delegar, o decisor atribui a responsabilidade da decisão a um dos seus subordinados.

O decisor antes de escolher qual o estilo a utilizar tem de realizar um diagnóstico da situação para escolher qual o melhor estilo a adoptar, ou seja, depende sempre das características da situação. Para decisores treinados em identificar e diagnosticar os problemas quanto ao nível de participação dos subordinados, este modelo melhora a eficácia da tomada de decisão. Outra vantagem deste modelo é o de considerar que as variáveis contingências críticas para a escolha de um determinado estilo de participação são a natureza do problema e o contexto em que ocorre, ou seja, são as características do problema que determinam a escolha do estilo de decisão adequado. Vroom e Yetton forneceram ainda um conjunto de questões para definir os critérios que devem determinar a escolha de um dos cinco estilos de participação em que o decisor através de respostas de sim/não vai chegar a um determinado problema-tipo e a partir daí o decisor escolhe de entre os estilos adequados possíveis aquele que considera ser o mais indicado tendo sempre em conta dois critérios: o tempo disponível para tomar uma decisão (ganho de curto prazo), e a

necessidade de desenvolvimento dos subordinados ou do grupo (ganho de médio e longo prazo) (ABREU, et. all, 1999).

As principais críticas a este modelo são o facto de considerar “apenas as características do problema sem ter em conta o contexto da decisão, a natureza da tarefa e a existência de estilos próprios relativamente estáveis no comportamento do decisor” e segundo Ancona “neste processo, o grupo define o problema, e de forma sistematica identifica um conjunto de alternativas possíveis que selecciona de acordo com critérios relevantes para a sua resolução, implementando de seguida a solução adoptada” (ABREU, et. all, 1999: 227) e na realidade os grupos não agem desta forma racional quando tomam decisões porque podem surgir fenómenos como a polarização, os enviesamentos de decisão e o groupthink3 que

afectam a decisão.

1.8.3.3 – Nível Organizacional do processo de tomada de decisão

Dentro deste nível não tem sido muitos autores a estudarem o processo de tomada de decisão, excepção feita aos trabalhos de alguns autores como Mintzberg, Raisinghani e Théorêt (1976). Segundo o trabalho realizado por estes autores, os modelos de decisão individual não são os mais ajustados para a compreensão da decisão a este nível. Koopman e Pool (1990) foram dois autores que efectuaram um estudo sobre a tomada de decisão ao nível organizacional, propondo que o processo de tomada de decisão numa organização era o produto de uma determinada escolha que variava consoante quatro dimensões: o grau de centralização, o grau de formalização, o grau de informação e o grau de confrontação. No grau de centralização o decisor tem a opção de inserir a participação de outros indivíduos ou grupos no processo, solicitando apenas algumas informações ou estes participarem na tomada de decisão. O grau de formalização serve para determinar se o processo de decisão já está previamente definido ou não, principalmente em relação às fases do processo. O grau de informação refere-se ao número de soluções consideradas, se foi recolhida bastante informação sobre o assunto e se a solução seleccionada é possível de pôr em prática. O grau de confrontação faz referência ao conflito presente na decisão. Existem dois factores de contingência que interferem na escolha quanto ao modo de decidir dentro destas quatro dimensões: o tipo de problema e o contexto da decisão. O tipo de problema interfere devido ao seu grau de complexidade e importância política, e o contexto da decisão corresponde às características pessoais do decisor ou decisores, às características da própria organização e às características ambientais.

Koopman e Pool construíram quatro modelos básicos baseados na combinação os diferentes graus de centralização, formalização, informação e confrontação. Esses modelos

3

“O groupthink pode ser, simplesmente, considerado como a tendência dos membros do grupo para

não exporem o desacordo que, na realidade, os separa. Como resultado de várias influências, as pessoas enveredam por um processo de auto-censura – fazendo convergir a decisão grupal para um ponto (aparentemente) consensual com o qual, não concordam” (CUNHA, M. , et. all, 2004: 289).

são: o modelo neo-racional, o modelo burocrático, o modelo de arena e o modelo de fim aberto.

Benzer Belgeler