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ULUSAL YOÐUN BAKIM ÝNFEKSÝYONLARI SÝMPOZYUMU aztreonam

Faktör X a Plasminojen Plasmin

YBÜ DYBÜ

III. ULUSAL YOÐUN BAKIM ÝNFEKSÝYONLARI SÝMPOZYUMU aztreonam

A Central de Exposição a Derivativos (CED) é uma empresa sem fins lucrativos, que foi lançada oficialmente em dezembro de 2010 e que iniciou o seu funcionamento dia 24 de março de 2011, é amparada legalmente na instrução da CVM nº486 de 17 de novembro de 2010, que acrescenta um artigo à Instrução nº467 de 10 de abril de 2008 da CVM, que dispõe sobre a aprovação de contratos de derivativos admitidos à negociação ou registrados nos mercados organizados de valores mobiliários. O artigo acrescentado diz que as entidades administradoras de mercados organizados podem, observado os dispositivos legais existentes,

criar estruturas de compartilhamento de informação a respeito de operações com contratos de derivativos negociados ou registrados em seus sistemas, com a finalidade de administração de riscos pelas instituições financeiras.

De acordo com Ennes (2010), a CED foi criada pela Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN), pela BM&FBOVESPA e pela CETIP. Esta central agrupa as informações cadastrais, que os clientes já fornecem normalmente e as disponibiliza para as instituições financeiras. Logo, uma instituição financeira poderá consultar a central de dados e conferir se o seu cliente está muito exposto em outras posições de derivativos, antes de firmar um novo contrato.

Conforme o folheto explicativo publicado pelas três instituições fundadoras do CED, o objetivo desta central é trazer mais transparência ao sistema financeiro, uma vez que permitirá a visualização das posições com derivativos detidas pelos agentes brasileiros no mercado de bolsa e no mercado de balcão organizado e identificar de forma mais simples e rápida mudanças anormais nas posições, de maneira a complementar o sistema de informações e registro que já existe no país. Porém o CED não serve como instrumento de prospecção e de auditoria e nem substituirá procedimentos de análise de crédito.

Ainda segundo o folheto que trata da Central de Exposição a Derivativos, tal central funciona da seguinte forma: Uma empresa ao registrar (na BM&FBOVESPA ou na CETIP) alguma operação com derivativos terá suas informações referentes às posições assumidas em tal operação, armazenadas no órgão em que o registro foi efetuado. Quando por exemplo um banco vai realizar uma operação com esta empresa, ele pode verificar a exposição desta última aos derivativos, solicitando esta informação ao CED. Ao receber a solicitação, o CED emite uma ordem eletrônica, informando o CNPJ da companhia, à BM&FBOVESPA ou à CETIP que é de onde os dados são capturados. Depois que os dados são repassados à instituição que os solicitou, eles desaparecem da CED (o acesso às informações só é possível com autorização prévia do cliente). A Figura 4 mostra de forma simplificada o funcionamento de tal sistema:

CLIENTE SISTEMA CED INSTITUIÇÃO FINANCEIRA CETIP BM&FBOVESPA 1 2 4 4 5 3 2

Fonte: FEBRABAN, BM&FBOVESPA e CETIP Figura 4- Funcionamento do CED

Percebe-se que este é um sistema simples, que disponibiliza informações importantes para o sistema financeiro como um todo e principalmente para os agentes que negociam contratos de derivativos, seja no mercado de bolsa ou no mercado de balcão organizado, de forma que as instituições financeiras que venham a fazer negócios com estes agentes consigam ter uma idéia do seu grau de exposição. Acredita-se que tal central poderia ter evitado a situação ruim, já apresentada neste estudo, pela qual passaram algumas empresas brasileiras no período da crise de 2008, como a Sadia e a Aracruz, por estarem posicionadas contra a alta da cotação do dólar, no mercado de derivativos de câmbio de balcão.

A título de preservar o sigilo dos negócios, a central não informará a posição da empresa por tipo de contrato, mas sim o total consolidado. O sistema garante que o banco consulte as posições de uma companhia em quatro tipos de derivativos: moedas, taxas de juros, índices e commodities (MANDL, 2011). Estas informações são consolidadas pelo CED em formato de tabela como mostra a Figura 5:

Fonte: Central de Exposição a Derivativos

Figura 5- Formato de apresentação dos dados disponibilizados pelo CED

A Ancord (2011) cita informações da FEBRABAN que dão conta de que a Central de Exposição a Derivativos deu início ao seu funcionamento, com a adesão de 8 instituições, que ao todo representam 90% dos ativos existentes no sistema bancário brasileiro. E a expectativa é que até dezembro de 2012, 18 bancos façam parte da central, sendo que o mercado potencial gira em torno de 60 instituições.

A longo prazo espera-se que a CED aumente a transparência do sistema financeiro, no que tange às negociações com derivativos, isso porque a mesma possibilita uma maior troca de informações entre as empresas e o mercado financeiro, através de um novo padrão de comunicação do mercado, que facilita o diálogo entre bancos e empresas e ao mesmo tempo controla o acesso às informações. E que também aumente a autorregulação efetiva, isso porque as informações do CED possibilitam um controle das exposições sem ser necessária a intervenção de reguladores (FEBRABAN, CETIP e BM&FBOVESPA- Folheto explicativo).

Contudo, fica evidente o esforço das autoridades do sistema financeiro em promover mecanismos de controle de derivativos de balcão organizado cada vez mais eficazes. E a criação do CED vem ao encontro desta intenção, uma vez que tal central contribui para a união e a informação dos dados sobre o posicionamento das empresas em contratos de derivativos, incluindo a modalidade de balcão organizado. O que ajuda a evitar a exposição excessiva de tais contratos, e, por conseguinte, contribui para evitar problemas de escala

maior, como os apresentados pelo mercado de derivativos de balcão norte-americano e europeu.

Sendo assim, pode-se afirmar que o mercado de derivativos de balcão brasileiro, graças à obrigatoriedade de registro das operações efetivadas neste ambiente, às várias regulamentações já existentes antes da crise de 2008, e às que surgiram depois deste período, é um mercado de balcão organizado, uma vez que existe um registro dessas transações em órgão que estão sob a supervisão da CVM e as informações sobre estes registros são disponibilizadas quando necessário, para evitar negociações com agentes que possuem alto grau de alavancagem.

4 O MERCADO BRASILEIRO DE BALCÃO NÃO ORGANIZADO

Até agora foi apresentado o segmento organizado do mercado de balcão brasileiro, falou-se deste tipo de mercado para ações, títulos e derivativos, das suas principais características, de seu funcionamento e das suas formas de registro e liquidação. Lembrando que neste trabalho o adjetivo organizado está sendo usado para o segmento do mercado de balcão que tem suas negociações apesar de caracterizadas como de balcão, administradas ou registradas por algum órgão autorizado pela CVM, o que confere menor risco e mais transparência para as negociações.

Neste capítulo tratar-se-á do mercado de balcão não organizado brasileiro, de modo a identificar alguns dos contratos efetivados dentro deste ambiente, suas características e os agentes que atuam dentro deste mercado. Buscar-se-á também, entender o porquê que muitos agentes e empresas preferem fazer negócio neste ambiente, uma vez que ele é menos transparente e oferece maior risco.

É de suma importância ressaltar, que pelo fato da maioria dos negócios deste mercado não serem registrados, como será salientado posteriormente, as informações e os dados sobre eles são escassas e muitas vezes desencontradas, logo há uma dificuldade muito grande em “tatear” e organizar um conteúdo informacional substancial sobre este assunto. Por este motivo, a análise deste capítulo ficará restrita apenas aos contratos de balcão não organizado utilizados na agropecuária. Este segmento de contrato de balcão não organizado foi escolhido por ser amplamente utilizado pelos produtores como fonte de financiamento da produção, logo inicialmente, seria relativamente mais fácil de obter informações sobre ele. Porém, deve- se deixar claro, a igual importância que os outros segmentos de contratos de balcão não organizado possuem, sendo que só não foram incluídos neste trabalho, devido ao longo tempo de pesquisa que seria demandado para reunir informações relevantes sobre eles.

4.1 Definição e caracterização das negociações do mercado de balcão não organizado