2. TOPLUMSALLAŞMA SÜREÇLERİ
2.6. Toplumsallaşma Süreçlerinin Yararları
A análise das atividades de AIA direciona-se ao desempenho, com base em métodos qualitativos, uso de indicadores e informação coletada de modo pragmático, com o propósito de controlar e gerenciar os impactos ambientais. Devido às suas características, também poderia ser denominada como avaliação da eficácia da AIA. Esse tipo de acompanhamento está, desse modo, dirigido à gestão ambiental do empreendimento, não se limitando apenas a garantir o cumprimento dos termos da decisão, mas de avaliar o gerenciamento adequado da atividade.
ARTS (1998) destaca que a pesquisa recente sobre acompanhamento ambiental tem focalizado menos a exatidão das previsões contidas nos EIAs. Está mais direcionada às relações da AIA com os subseqüentes estágios do ciclo de vida de um empreendimento e suas relações com o meio ambiente. A análise das atividades (projeto ou plano) de AIA compreenderia um acompanhamento focalizado na gestão ambiental, com o propósito de verificar e controlar os impactos, prevendo atividades de inspeção e supervisão ambiental.
Pouca experiência tem sido adquirida com acompanhamento de atividades de AIA, de acordo com ARTS (1998). A exceção são jurisdições como Holanda, Austrália Ocidental e Hong Kong, nos quais essas atividades estão mais aprimoradas. Segundo LAMOEN; ARTS (2002), na Holanda, o acompanhamento está orientado para a comparação dos efeitos esperados aos reais da atividade implementada. Desse modo, o EIA não é o principal objeto dessa fase, consistindo
meramente em fonte de informações sobre os impactos previstos, aqueles que foram relevantes para a decisão tomada.
Por outro lado, no modelo de acompanhamento adotado em Hong Kong, desde 1990, é grande o destaque dado ao EIA. Segundo HUI (2000), tem como objetivos: seguir as orientações do EIA e a adequada implementação das medidas mitigadoras; assegurar que contratantes, licenças e detalhamento do projeto incorporem as medidas recomendadas no EIA; monitorar e auditar os impactos atuais resultantes da implementação de um projeto, de modo a promover que medidas preventivas e de remediação sejam aplicadas onde surjam imprevistos ou impactos mais sérios do que aqueles prognosticados; e aperfeiçoar a qualidade dos EIAs, reduzindo incertezas nas previsões futuras e formando boa prática.
De acordo com DIK; MORRISON-SAUNDERS (2002), a obrigatoriedade da adoção das condições aprovadas no processo de AIA na Austrália ocidental, ainda que exerça, aparenta ter menos influência do que a pressão imposta pelo público na adoção das medidas, nas práticas de gerenciamento ambiental dos empreendedores.
WLODARCZYK (2000), ao analisar o sistema de AIA canadense, destaca alguns aspectos para a melhoria do acompanhamento ambiental e auxílio aos praticantes. Assim, salienta a necessidade de maior orientação, pois faltam regulamentos, padrões, critérios ou procedimentos para o desenvolvimento de programas de acompanhamento. Esses programas podem ser substancialmente diferentes a depender da escala do projeto e de quem o conduz (agência governamental ou setor privado). Ainda segundo esse autor, alguns elementos devem ser contemplados, como: estabelecimento dos objetivos; listagem dos dados a serem coletados de acordo com a fase do projeto; definição dos parâmetros a serem monitorados; freqüência e localização geográfica/extensão do monitoramento; participação de vários atores; procedimentos e/ou critérios de desempenho para avaliar a precisão do EIA, a eficácia dos programas de monitoramento, das medidas de mitigação e/ou para determinar a necessidade de medidas adicionais; gerenciamento formal e um sistema de administração informativa; protocolos para documentação, comunicação e disseminação.
ARTS (1998) identificou, a partir de vários estudos, aspectos relevantes para realização do acompanhamento ambiental com êxito, destacando: início cedo (desde
a etapa de pré-decisão, conectada explicitamente com o conteúdo do EIA); seletivo e bem focalizado (objetivos claros, temas chaves, direcionado às incertezas e dificuldades, interesse público); ligado a outras atividades de avaliação, instrumentos reguladores e gestão do projeto; clareza (nítida divisão entre tarefas e responsabilidades) e compromisso das partes envolvidas (responsabilidade final, abertura, envolvimento do público, revisão externa/independente de avaliação dos resultados, relatório de avaliação público); e recursos.
2.3.4.1 Paralelo entre as fases pré e pós-aprovação
O modo pelo qual o instrumento de AIA estruturou-se, o envolvimento e compromisso de administradores, políticos e público estão geralmente concentrados nos estágios iniciais do processo do que na etapa da sua implementação. Conseqüentemente, os métodos utilizados na análise pós-decisão são menos desenvolvidos que aqueles para a pré-decisão. Contudo, é possível empregar muitos dos procedimentos utilizados na pré-aprovação para a fase posterior.
ARTS (1998) e ARTS; CALDWELL; TACHÉ (2000) recomendam uma estrutura básica para execução do acompanhamento que se assemelha às etapas iniciais do processo de AIA. Um pré-passo consiste na triagem para se determinar a necessidade de acompanhamento ambiental, com critérios semelhantes àqueles adotados para realização ou não de EIA. Nesse sentido, dois extremos podem ser considerados, ou acompanhamento nunca é requerido ou sempre é demandado. Os passos seguintes para sua realização consistem em:
1. Definição do escopo (scoping) do acompanhamento ambiental, na qual são traçados os objetivos e as questões relevantes. O nível de detalhe é determinado, bem como os métodos e as técnicas utilizáveis para monitoramento e registro. Nesse sentido, também há dois extremos: o acompanhamento abrangente, que engloba todos os aspectos possíveis, caminho esse orientado para o EIA; e aquele direcionado ao monitoramento e à avaliação de algumas questões relevantes para o projeto, voltado aos pontos mais fortemente discutidos durante a tomada de decisão.
2. Operacionalidade na avaliação dessas questões relevantes: escolha de indicadores, locais, métodos, periodicidade e responsáveis.
3. Coleta de dados, monitoramento, observações. Sempre que possível, explorar a possibilidade de relacionar outras atividades de avaliação ao acompanhamento ambiental.
4. Avaliação e gerenciamento dos resultados.
5. Tomada de decisão sobre ajustes e providências. Elaboração do relatório de acompanhamento e publicação. Ações remediadoras necessárias devem ser decididas à luz dos resultados obtidos, bem como a decisão de como implantá-las.
Embora seja útil e relevante executar acompanhamento dos impactos atuais, há uma série de fatores que indica a necessidade da sua realização (ARTS, 1998; ARTS; CALDWELL; TACHÉ, 2000, WLODARCZYK, 2000 e MEIJER, VLIET, 2000), como: grau de incerteza e/ou complexidade das análises e previsões contidas do EIA; grau de incerteza e/ou não familiaridade com a eficácia das medidas requeridas/propostas de prevenção, mitigação ou compensação dos impactos ambientais; complexidade e magnitude da atividade proposta, envolvimento de novas ou não conhecidas tecnologias; sensibilidade da área onde a atividade está sendo proposta – ecossistemas protegidos, regiões habitadas, e/ou com acúmulo de poluição; risco se atividade ou medidas não forem corretamente implementadas; sensibilidade política ou social da atividade proposta e/ou consenso da decisão, importância de debate público, queixas ou necessidade de comunicação; mudanças significativas no projeto e no subseqüente planejamento e tomada de decisão; dentre outros.