I. BÖLÜM
3.4. Arçelik Direkt Malzeme Satın Alma Süreçleri
3.4.5.2. Tedarikçiler İle Görüşmeler ve Müzakere Teknikleri
Hoje, as bases da Taxonomia tiveram que ser estruturadas e revisadas, graças à chegada da Sistemática Filogenética de Willi Hennig (1913-1976). Esta é a mais utilizada entre os pesquisadores, pois compreende um método de classificação em que o resultado mais se aproxima do esperado, pois tem como critério a análise de características compartilhadas entre os seres vivos a partir de evidências gênicas (AMORIM, 2002).
Não obstante, é interessante deixar claro os diferentes tipos de “escolas taxonômicas” que surgiram ao longo tempo (DOMENICO et al, 2012). Amorim (2002) descreve quatro tipos de escolas taxonômicas: Lineana, Fenética, Gradista e Filogenética. No entanto, somente a primeira e a última escola taxonômica tem um papel considerável no universo da classificação biológica (AMORIM, 2002).
Domenico et al (2012, p. 79) evidenciam que “a escola lineana ou essencialista fundamenta-se na lógica de Aristóteles e utiliza o método intuitivo de reunir táxons com base em semelhanças compartilhadas”. Em outras palavras, é a chamada classificação tradicional, onde a preocupação dos estudiosos está na função organizacional desta ciência (AMORIM, 2002).
Amorim (2002) elucida as bases da Escola Fenética, designado por Mayr (1969) e oriunda do final da década de 50, nos Estados Unidos:
O sistema de referência deveria, na opinião dos feneticistas, resultar do levantamento do maior número possível de caracteres, tratados quantitativamente. O resultado é um diagrama ramificado em que as ligações de proximidade entre unidades terminais indicam uma maior semelhança média no conjunto dos caracteres considerados. Ou seja, foram utilizados procedimentos matemáticos para analisar a proximidade entre os grupos estudados com base no conjunto de caracteres. Desse modo, os feneticistas afastaram-se dos elementos evolutivos envolvidos na questão da diversidade para ater-se puramente a “elementos operacionais” na taxonomia. Uma classificação filogenética não está interessada em exprimir a história filogenética de um grupo (AMORIM, 2002, p. 17).
A Escola Gradista, por sua vez, é representada por nomes como Ernest Mayr (1904-2005) e George Gaylord Simpson (1902-1984) (AMORIM, 2002). O primeiro destaca-se no século XX como um pesquisador que contribuiu para o estudo e
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desenvolvimento de alguns temas recorrentes na Biologia, tais como o conceito biológico de espécie, a alopatria como causa possível para o processo de especiação, a consolidação do Neodarwinismo e da Nova Sistemática (POLISELI et al, 2013).
Mayr faz parte do seleto grupo de pesquisadores que foram responsáveis por desenvolver, em meados do ano de 1936, a denominada “Teoria Sintética da Evolução” (SANTOS, 2008). Segundo o respectivo autor:
A ramificação na sistemática da teoria sintética da evolução deu origem ao que hoje se chama taxonomia clássica ou evolutiva, cujos expoentes são os supracitados Mayr e Simpson. É de Mayr, em colaboração com E. Gordon Linsley e Robert L. Usinger, uma das obras seminais do período, Methods and principles of systematic zoology (Métodos e
princípios de zoologia sistemática), de 1953. Para a taxonomia clássica,
a teoria da evolução propunha uma hipótese explanatória para a hierarquia linneana. A representação gráfica dessas classificações é uma árvore evolutiva, na qual se pode incluir ancestrais diretos dos táxons terminais nos nós de cada ramo. As diferenças de comprimento dos ramos dessas árvores refletiriam a quantidade de variações acumuladas durante a evolução do táxon terminal. Dessa forma, a informação sobre as diferentes taxas evolutivas seria utilizada a priori, antes mesmo da construção do sistema classificatório (SANTOS, 2008, p. 187-188).
Além disso, para Poliseli et al (2013) Mayr foi um dos principais colaboradores para a emergência da Biologia como uma ciência autônoma, desvinculando-a das Ciências Exatas. Dentro desse contexto, é válido salientar que Mayr construiu algumas bases que contemplam a Biologia como uma Ciência, entre as quais o alto grau de hierarquia dos sistemas orgânicos. Essas hierarquias, por sua vez, podem ser denominadas hierarquias ‘constitutivas’ e ‘agregacional’, sendo esta última “ligada às categorias taxonômicas lineanas: espécie, gênero, família” (POLISELI, et al, 2013, p. 115).
Amorim (2002) pontua os princípios da Escola Gradista no excerto abaixo:
O gradismo [...] entende que os táxons devem ser construídos para expressar etapas [...] da evolução dos grupos. Esses grados corresponderiam, em uma explicação sumária, a condições alcançadas como o surgimento de características especiais que lhes teriam conferido a habilidade de explorar novos ambientes ou de alcançar uma nova zona adaptativa. As classificações, assim, refletiriam as etapas na evolução dos grupos (AMORIM, 2002, p. 17).
Domenico et al (2012) conceituam a Escola Filogenética, por sua vez, como aquela que “propõe que as classificações biológicas devem refletir o conhecimento obtido nas relações de parentesco entre os táxons estudados e, portanto, devem conter apenas grupos que possuem um ancestral comum” (DOMENICO et al, 2012, p. 79).
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Tendo sua origem pelo entomólogo alemão Willi Hennig (1966), a Sistemática Filogenética ou cladística se consagrou como “um método objetivo para o reconhecimento de grupos naturais como entidades históricas, isto é, classes de organismos que correspondem a linhagens evolutivas contínuas tanto espacial quanto temporalmente” (SANTOS, 2008, p. 181).
Neste sentido, a Sistemática Filogenética tem por finalidade ordenar todo o estudo da diversidade biológica por meio das relações evolutivas existentes entre os grupos, evidenciada por características moleculares, morfológicas e ecológicas de tais grupos (MATIOLI, 2001).
Nas palavras de Amorim (2002):
Os adeptos da visão de Hennig – que aqui serão denominados de filogeneticistas – defendem que a estrutura das classificações deve refletir de maneira precisa e inequívoca o conhecimento disponível sobre as relações de parentesco entre os táxons incluídos na classificação. Ou seja, deve ser possível para qualquer leitor, apenas utilizando a classificação, recuperar a informação sobre as relações de parentesco supostas entre os táxons (AMORIM, 2002, p. 17).
Portanto, para Hennig, a prática de construção de um esquema que organiza os seres vivos (uma filogenia, por exemplo) de acordo com suas características em comum ou distintivas, permite a verificação das relações existentes entre os organismos a partir de um ancestral comum (SANTOS; KLASSA, 2012).
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A escola diz respeito ao conhecimento elaborado e não ao conhecimento espontâneo; ao saber sistematizado e não ao saber fragmentado; à cultura erudita e não à cultura popular. [...]
A escola existe, pois, para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado (ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber (SAVIANI, 2013, p. 14).
CAPÍTULO II.
O ENSINO DE SISTEMÁTICA E TAXONOMIA BIOLÓGICA A PARTIR DA DISCUSSÃO SOBRE O ENSINO DE BIOLOGIA: CONTEÚDOS ESCOLARES, DIDÁTICA E CURRÍCULO.
Ao analisarmos trabalhos de diversos autores que fazem referência ao ensino de Ciências e Biologia, percebemos um grande consenso quanto aos tipos de conhecimentos que estão sendo passado aos alunos. Como exemplo disso, Teixeira (2003) avalia o ensino de Ciências (que compreende as disciplinas Física, Química, Matemática e Biologia) como aquele fundamentado no conteudismo, na memorização de conceitos e na desarticulação com as outras disciplinas que compõem o currículo.
Tratando-se da disciplina escolar Biologia, admitimos a mesma como a responsável pela formação biológica dos indivíduos, onde o mesmo deve estar apto a “compreender e aprofundar as explicações atualizadas de processos e de conceitos biológicos, a importância da ciência e da tecnologia na vida moderna, enfim, o interesse pelo mundo dos seres vivos” (KRASILCHIK, 2011, p. 13).
Em relação aos objetivos do ensino de Biologia, a respectiva autora destaca que a finalidade do mesmo é de “alcançar mudanças na sociedade, a fim de que esta possa melhor atender aos interesses individuais e coletivos” (KRASILCHIK, 2011, p. 46). Sendo assim, os conteúdos escolhidos e a metodologia adotada para tal finalidade se tornam imprescindíveis para que este objetivo realmente se concretize (KRASILCHIK, 2011).
Este capítulo tem por finalidade ampliar a discussão de que o ensino de Sistemática e Taxonomia Biológica é parte integrante e importante do ensino de Biologia, pois os conteúdos trazidos por essas áreas, bem como o modo como tais conteúdos podem ser passados, podem facilitar a aprendizagem de outros conteúdos escolares das demais áreas da Biologia.
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2.1. Uma reflexão acerca de quais conteúdos devem ser priorizados dentro do ensino