3.2. Kamu Kurulu�lar�n�n Rekabeti Bozucu Davran��lar�
3.2.2. Yerel �darelerin Rekabeti Bozucu Davran��lar�
3.2.2.3. Hamidiye Su Karar�
3.2.4.2.4. Te�ebbüs Tan�m�n�n De�i�tirilmes
3.2.4.1 Obtenção do Limite da Área de Estudos, Curvas de Nível Declividade e Mapa do Modelo Digital do Terreno (MDE).
Os dados de área, perímetro, rede de drenagem e curvas de nível foram obtidos no banco de dados do Grupo de Estudos e Pesquisas Agrárias Georreferenciadas da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu. Foram extraídos da carta planialtimétrica do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística, Carta do Brasil –
Escala 1:50.000, folha SF-22-R-IV-3 do município de Botucatu/SP, digitalizados e convertidos para o formato shapefile (shp) (formato popular de arquivo contendo dados geoespaciais em forma de vetor usado por Sistemas de Informações Geográficas).
No gvSIG estas informações foram extraídas em: menu Camada Agregar informações geométricas (área, perímetro e comprimento).
Para a geração de MDE utilizou-se as curvas de nível no formato shp, e com a ferramenta do gvSIG: menu SEXTANTE Rasterização e interpolação Rasterizar, e gerou-se a valores altimétricos de uma superfície continua, obtendo-se dessa forma o modelo digital de elevação do terreno.
Após a elaboração do MDE procedeu-se na criação do mapa de declividade, acessando-se o menu SEXTANTE Geomorfologia e analise do terreno Declividade (unidade: %), gerando-se o mapa de declive. Os intervalos de porcentagem foram ajustados de acordo Lepsch et al. (1991), para estudos de conservação de solo (0-3, 3-6, 6-12, 12-20, 20-40 e > 40).
3.2.4.2 Obtenção dos Fatores do Modelo RUSLE
A metodologia de obtenção dos fatores da RUSLE para estimativa das perdas de solo na Bacia do Ribeirão Lavapés é apresentada a seguir e para cada fator foi gerado uma mapa.
3.2.4.2.1 Erosividade da Chuva – Fator R
O índice de erosividade médio anual da Bacia do Ribeirão Lavapés foi determinado pelo programa netErosividade SP a partir das coordenadas geográficas centrais Bacia: latitude 22°49'40" S, longitude 48°26'01" W e altitude 706 m.
O resultado obtido pouco difere ao encontrado por Carvalho et al. (1996) para o município de Botucatu/SP, obtido por meio da equação proposta por Lombardi Neto e Moldenhauer (1992), a partir de dados pluviométricos do período de 1974 a 1994.
Para confeccionar o mapa de solos da bacia do Ribeirão Lavapés utilizou-se os um mapa semidetalhado do município de Botucatu/SP obtido dos arquivos do banco de dados do GEPAG. Foi feito uma detalhamento na área da Fazenda Lageado utilizando-se de um mapa detalhando de Carvalho et al (1983). Todos os processos foram realizados no gvSIG.
Determinação da Erodibilidade do Solo
O K foi determinado para cada classe de solo de levando-se em conta os valores encontrados nas pesquisas de Mannigel, et al (2002) e Bertoni e Lombardi Neto (2012) que determinaram o fator erodibilidade e tolerância de perda dos solos do Estado de São Paulo de acordo com a Tabela 3.3.
Tabela 3.3. Valor do fator erodibilidade (K) dos solos do Estado de São Paulo Classe de Solo Fator K t.h.MJ-1.mm-1
Horizonte A Horizonte B Argissolos Vermelho-Amarelos Distróficos 0,047 0,010
Gleissolos Háplicos Distróficos 0,004 0,026
Latossolos Vermelho-Amarelos Distróficos 0,011 0,008
Latossolos Vermelhos Distróficos 0,006 0,004
Latossolos Vermelhos Distroférricos 0,007 0,005
Nitossolos Vermelhos Distróferricos 0,034 0,018
Nitossolos Vermelhos Distróficos 0,130 0,006
Neossolos Litólicos Eutróficos 0,052 0,240
Neossolos Quartzarênicos Órticos 0,145 0,108
Neossolos Flúvicos Distroficos 0,046 0,035
Neossolos Litólicos Distroficos 0,036
Fonte: Mannigel, et al. (2002) e Bertoni e Lombardi Neto (2012).
O comprimento de rampa médio das rampas bacia foi obtido, conforme metodologia de Vilela e Mattos (1975) expressa pela Equação 3.9.
4 (3. ) Onde:
L - comprimento de rampa m; A - área da bacia m2;
- somatório do comprimento de todos os cursos d´água da bacia m.
Após a confecção dos mapas de comprimento de rampa (Fator L) e declividade utilizando-se o gvSIG em menu SEXTANTE > calculadora de mapas procedeu-se a execução da expressão matemática apresentada na Equação 3.6 de Bertoni (1959), gerando o mapa do fator topográfico.
3.2.4.2.3 Mapeamento do Uso e manejo do Solo e Práticas Conservacionistas - Fator CP
Para aquisição dos fatores de uso e práticas conservacionistas (Fatores C e P), buscando-se agrupar em classe os usos e ocupações do solo, obteve-se o mapa de uso do solo da área urbanizada da bacia Ribeirão Lavapés, que foi gerado a partir da classificação em tela da imagem do satélite SPOT5.
De posse do mapa de uso do solo valorou-se cada classe de acordo com os valores da Tabela 3.4. com os resultados encontrados por Stein et al. (1987).
Tabela 3.4. Fatores CP em função das classes de uso e ocupação do solo
Área urbana 0,00
Estradas 0,00
Cursos de água (rios) 0,00
Corpos de água (lagos) 0,00
Vegetação de porte baixo a rasteiro, cobertura parcial a total do terreno (pastagem)
0,01 Vegetação de porte médio a baixo, cobertura parcial do terreno
(cerrado)
0,0007 Vegetação de porte médio a baixo, cobertura parcial do terreno
(agricultura)
0,25 Vegetação de porte alto a médio, cobertura total do terreno (Floresta,
cerradão, reflorestamento)
0,005
Solo exposto (arado e ou gradeado desprovido de cobertura vegetal) 1,00
Fonte: Stein et al. (1987).
3.2.4.3 Potencial Natural de Erosão – PNE
O Potencial Natural de Erosão considera apenas as variáveis da RUSLE que representam os parâmetros do meio físico correspondendo às estimativas de perdas de terras em áreas destituídas de cobertura vegetal e sem qualquer intervenção antrópica, foi calculado segundo a Equação 3.8 de acordo com Donzelli et al. (1992).
O PNE foi calculado a partir da combinação dos planos de informações -Mapas dos fatores R, K e LS. A multiplicação destes fatores da RUESLE foi efetuado pelo gvSIG menu SEXTANTE calculadora de mapas.
O mapa de Potencial Natural de Erosão foi classificado qualitativamente de acordo com a classificação proposta por Silva (2008) na Tabela 3.5.
Tabela 3.5. Classes de Potencial Natural de Erosão
Fraco 0 – 400
Moderado 400- 800
Forte 800 – 1600
Muito forte > 1600 Fonte: Silva (2008).
3.2.4.4 Estimativa das Perdas de Solo
A perda de solo anual da área urbanizada da bacia hidrográfica do Ribeirão Lavapés foi determinada no gvSIG através do produto entre o PNE e os fatores CP da RUSLE por meio do menu SEXTANTE Ferramentas de calculo para camadas raster > calculadora de mapas.
O mapa resultante foi classificado qualitativamente de acordo com a classificação proposta pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), expressa na Tabela 3.6.
Tabela 3.6. Classes indicativas de Perda de solo
Classes de perda de solo Intervalo t.ha-1.ano-1
Baixa 0 – 10
Moderada 10 – 50
Alta 50 – 200
Muito alta > 200