A iniciativa de realização de Pré-Conferências e da Conferência Estadual, previstas pela Lei Complementar n.º 988/06, realizada a cada 2 anos260, pela Defensoria Pública, é um mecanismo de participação social, inédito em uma instituição jurídica, pois propicia um espaço aberto, democrático e pluralizado instrumento de participação social na gestão da instituição.
Os ciclos de conferencias visam possibilitar espaço para que os destinatários do serviço de assistência jurídica gratuita participem das diretrizes institucionais e do acompanhamento e fiscalização das ações e projetos desenvolvidos pela Defensoria Pública.
259 CARDOSO, Luciana Zaffalon Leme. Participação Social na Defensoria Pública: inovações democráticas na
esfera do sistema de justiça in Sousa, José Augusto Garcia de. Uma nova Defensoria Pública pede passagem: Reflexões sobre a Lei Complementar 132/09, Lúmen Juris: Rio de Janeiro, 2011 p. 181.
Essas conferências são realizadas por meio da participação da sociedade, em diferentes eixos temáticos, com a atuação conjunta de defensores públicos da localidade e membros dos Núcleos Especializados da Defensoria Pública.
Dessas conferências são eleitos representantes da sociedade civil, denominados “ delegados” que irão participar da Conferências Estadual. As temáticas e diretrizes aprovadas na Conferências Estadual irão orientar o Plano de Atuação da Defensoria Pública, aprovado pelo Conselho Superior da Defensoria Pública, o que demonstra a importância da atividade, eis que os rumos da instituição são traçados em conjunto com a sociedade civil. Além disso, a sociedade pode apresentar moções.
Como o presente estudo visa analisar a importância dos mecanismos de participação social, iremos mencionar duas moções apresentadas nas últimas conferências, em especial, diante do clamor da sociedade pela busca da efetividade e da participação ativa da Defensoria Pública.
Assim sendo, podemos destacar as duas moções apresentadas na IV Conferência Estadual realizada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em 2013:
1) Moção de esperança (aprovada na Conferência Estadual):
“A DPE foi criada em 2006 pela luta da sociedade civil. Já estamos no 4ª Ciclo de Conferências e temos uma Defensoria em franco crescimento. No entanto, o que se vê, infelizmente, é que a maioria das propostas aprovadas pela sociedade civil, como, por exemplo, a óbvia exigência de pedido de liberdade em todos os casos defendidos pela Defensoria, não foi implementada. Tamanho desrespeito às deliberações populares acarreta o esvaziamento das conferências e o progressivo descrédito de instituição. Por essas razões, com a esperança de que ainda é possível construir uma Defensoria Pública norteada pela vontade do povo, exigimos que as propostas aprovadas na presente conferência e nas conferências anteriores sejam efetivamente implementadas”.
Também foi aprovado, no ano de 2013, a Moção de repúdio, aprovada na Pré-Conferência da Regional Central, Criminal e de Infância e Juventude da Capital, in verbis: 261
“A defensoria pública foi criada em 2006 pela luta da sociedade civil. Já estamos no 4º ciclo de conferência e já temos uma Defensoria em franco crescimento. No entanto, o que se vê é que a maioria das propostas aprovadas pela sociedade civil não foi implementada. Esperamos que a Defensoria não se encastele, que ela não nos use, as Conferências, como mera propaganda para dizer que a sociedade civil tem espaço nela. Aguardamos que as propostas aprovadas nesta conferência sejam efetivamente implementadas”.
Observa-se que as moções representam um importante alerta para a Defensoria Pública, eis que demonstra um certo descontentamento com as medidas adotada pela instituição.
Conforme o Relatório do I Ciclo de Conferências da Defensoria Pública, constata-se que muitas propostas da sociedade civil dependiam de atuação conjunta com outros órgãos, como por exemplo, criação de cargos de Defensores Públicos em presídios, ou em delegacias especializadas. Tais propostas demonstram um desconhecimento do papel da Defensoria Pública, bem como despertam a necessidade de elaboração de políticas de orientação, conscientização e educação em direitos.
De todo modo, importante que a Defensoria Pública não se afasta da sociedade civil, pois foi com a participação efetiva da sociedade que a Defensoria de São Paulo foi criada em 2006 e é em prol da sociedade que a Defensoria Pública deve atuar.
Com o mesmo objetivo, qual seja a participação da sociedade e a busca por implementação das propostas realizadas pela sociedade civil, importante mencionar a
261http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/0/Caderno%20de%20monitoramento%203%20Ciclos.pdf,
Diretriz de Política Institucional, apresentada na Pré-Conferência Regional Central, Criminal e de Infância e Juventude da Capital no eixo de política institucional, a seguinte proposta:
“Promover audiências públicas trimestrais, com convocação obrigatória dos delegados das Conferências da Defensoria Pública de São Paulo - DPESP, para prestação de contas e monitoramento da implementação das diretrizes aprovadas nos Ciclos de Conferências, a contar do último dia da Conferência Estadual”.
Tal proposta, aprovada pela sociedade civil, na Conferência Estadual da Defensoria Pública do ano de 2013, expressa a importância da participação social na fiscalização das atividades desempenhas pela Defensoria Pública, em especial, pela proposta de um novo mecanismo262 de interação da sociedade, contribuindo ainda mais pela busca de um sistema igualitário e democrático.263
Nota-se assim, que os Ciclos de Conferências previstos pela Lei Complementar n.º 988/06 da Defensoria Pública do Estado de São Paulo são instrumentos de participação social que contribui para o fortalecimento do diálogo perene com a sociedade, afastando o risco da criação de uma instituição voltada apenas para questões corporativistas, “encastelando-se”, como dito pela sociedade civil.
Nos dizeres de Renato Campos de Vitto e André Luís Machado de Castro:
“a sociedade não mais se mostra receptiva à construção de instituições jurídicas encasteladas, herméticas e distantes da realidade social, pelo que a elevação do debate para um plano que transcende os interesses corporativos, há de passar
262 De acordo com informações obtidas pela Ouvidoria-Geral, o monitoramento da implementação das 50 diretrizes
aprovadas nos Ciclos de Conferências da Defensoria recebeu atenção especial no IV Ciclo de Conferências da Defensoria Pública, realizado em 2013, especialmente diante da aprovação da proposta no eixo de políticas institucionais que se relaciona a esse processo participativo.Com o escopo de dar cumprimento a diretriz aprovada pela sociedade civil, foram realizadas diversas tratativas com a Administração da Defensoria Pública e coordenadores dos Núcleos Especializados da Defensoria Pública para a aprovação do Plano anual de Atuação, que ocorreu em Junho de 2015.
263http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/23/Documentos/2015%2005%2028_Parecer-VistaCSDP_060-
necessariamente pela implementação de mecanismos de controle e participação social na instituição”.264
Nessa seara, de participação social, importante o papel da Ouvidoria-Geral, em especial para que haja o fortalecimento e aprimoramento da participação efetiva da sociedade bem como no monitoramento de seus resultados, com devolutivas à Sociedade Civil.
O V ciclo de Conferências da Defensoria Pública, por sua vez, ocorreu no segundo semestre de 2015, sendo que a etapa estadual será realizada na primeira quinzena de Dezembro do ano de 2015.
Nas palavras de Renato Campos Pinto de Vitto e André Luis Machado Castro:
“é imprescindível que se atente para a necessidade de construção de um novo paradigma de instituição, verdadeiramente próxima e afinada com os anseios sociais, arejada e aberta não só ao controle mas à participação da sociedade civil, destinatária de suas funções e razão de sua existência.”265
Assim, o mais importante hoje é que a Defensoria Pública seja uma instituição que presta muito mais do que um serviço público, mas um serviço para o público266, com transparência e participação democrática.
264 DE VITTO, Renato Campos Pinto, CASTRO, André Luís Machado de. Defensoria Pública como instrumento de
consolidação da democracia in Slakmon, Catherine; Machado, Maíra Rocha; Bottini, Pierpaolo Cruz (Orgs.). Novas direções na governança da justiça e da segurança. Brasília-DF: Ministério da Justiça, 2006, p.235.
Disponível em http://www.esteio.rs.gov.br/documents/SMSMU/governanca%20na%20seguranca%20- %20material%20do%20MJ.pdf último acesso em 18.11.2015.
265 VITTO, Renato Campos Pinto de; CASTRO, André Luís Machado. A Defensoria Pública como instrumento de
Consolidação da Democracia. Disponível em http://www.apadep.org.br/artigos/a-defensoria-publica-como- instrumento-de-consolidacao-da-democracia/ p. 7. Ultimo acesso em 15.04.2015.
266 Expressão “Serviço para o público” contida na “Carta de Porto Alegre”, documento formulado pelos Defensores
Públicos brasileiros, das delegações dos Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins, do Distrito Federal e da União, bem como as representações das Defensorias Públicas da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, e os representantes da sociedade civil organizada e de entidades civis dos Estados de Santa Catarina e Goiás, da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, e acadêmicos de Direito, reunidos na capital do Estado do Rio Grande do Sul, durante a realização do VIII Congresso Nacional de Defensores Públicos, no período de 03 de novembro a 06 de novembro de 2009,em conjunto com as Defensorias Públicas representadas no VIII Congresso Nacional de
Para Luciana Zaffalon Leme Cardoso:
“a democratização dos processos existentes na Defensoria Pública
do Estado de São Paulo potencialmente implica a legitimação do exercício de sua função de garantidora da cidadania dentro do Poder Judiciário, à medida que, através da participação social, passa a ser possível a compreensão do exato quadro de exclusão da ordem jurídica que precisa ser superado, do que ser priorizado”267 É importante, que a Defensoria Pública efetive as propostas formuladas pela sociedade civil, inclusive para demonstrar que não se trata apenas de um evento formal, mas de um movimento de significativa relevância na organização e planejamento da atuação institucional. 268
De acordo com Alderon Costa:
“mesmo a prática de alterar, sem necessariamente rejeitar
propostas, pode ser vista como um movimento que deslegitima esse importante mecanismo de participação, à medida se coloca no juízo da instituição pública a análise de pertinência sobre os anseios apresentados pela Sociedade Civil”.269
Isto porque, a Defensoria Pública não pode ser vista pela sociedade apenas como uma instituição pública, mas uma instituição que surgiu em razão da mobilização
Defensores Públicos, realizado entre os dias 3 a 6 de Novembro de 2009 na cidade de Porto Alegre/RS, disponível em http://www.anadep.org.br/wtksite/cms/conteudo/10079/CARTA_DE_PORTO_ALEGRE__FINAL_.pdf último acesso em 15.04.2015.
267 CARDOSO, Luciana Zaffalon Leme. Participação Social na Defensoria Pública: inovações democráticas na
esfera do sistema de justiça in Sousa, José Augusto Garcia de. Uma nova Defensoria Pública pede passagem: Reflexões sobre a Lei Complementar 132/09, Lúmen Juris: Rio de Janeiro, 2011 p. 175.
268Observa-se que no IV Ciclo de Conferências da Defensoria Pública, realizado em 2013, de um número de 50
diretrizes aprovadas, seis, ou seja, mais de 10% reiteravam expressamente diretrizes já aprovadas em ciclos anteriores e que não tinham sido implementadas. Além disso, a proposta alterou de forma significativa as propostas aprovadas pela Sociedade Civil no IV Ciclo, especialmente na redação na fase de transposição para a proposta de plano de atuação. De acordo com a Ouvidoria- Geral 17 propostas de 50 foram alteradas na redação. Informação extraída do Parecer da Ouvidoria Geral no Processo CSDP 60/2015 disponível em http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/23/Documentos/2015%2005%2028_Parecer-VistaCSDP_060- 2015_PlanoAtuacao_CO.pdf último acesso em 11.11.15
269Parecer da Ouvidoria Geral no Processo CSDP 60/2015 disponível
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/23/Documentos/2015%2005%2028_Parecer-VistaCSDP_060- 2015_PlanoAtuacao_CO.pdf último acesso em 11.11.15
social, com demandas expressas pela efetivação do direito constitucional à participação e, que atua para garantir uma participação contínua e efetiva.270
Importante destacar algumas propostas da sociedade civil que foram implementadas pela Defensoria Pública Bandeirante:
1) Criação de um Núcleo Especializado de Cidadania e
Direitos Humanos, hoje o núcleo está em funcionamento, tendo participado ativamente da promoção de cidadania e proteção das pessoas em situação de Rua, no combate e prevenção da violência policial, das graves violações de direitos humanos ocorridas na “cracolândia” no ano de 2012, na temática envolvendo a internação compulsória, bem como diversos outros temas de salutar importância para a promoção, proteção e efetivação do direito à dignidade da população carente e vulnerável;271
2) Criação de um Núcleo Especializado para a Mulher para atuar na prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher ocorrida no espaço público ou privado e em todas as suas formas: física, psicológica, moral, patrimonial, entre outras, bem como atuação da Defensoria Pública na área da violência doméstica e contra a mulher. O Núcleo da Mulher foi criado e participa ativamente da promoção, proteção e combate da violência contra a mulher, tendo desenvolvido importante papel no combate da violência obstétrica, inclusive em conjunto com o Núcleo dos Direitos do Idoso e da Pessoa com
270 Demais informações contidas no Parecer da Ouvidoria Geral no Processo CSDP 60/2015 disponível em
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/23/Documentos/2015%2005%2028_Parecer-VistaCSDP_060- 2015_PlanoAtuacao_CO.pdf último acesso em 11.11.15
271 A proposta de criação do Núcleo ocorreu na I Conferência Estadual da Defensoria Pública, disponível em
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/0/Monitoramento%20I%20Ciclo.pdf, último acesso em 16.11.2015.
Deficiência da Defensoria Pública. No que se refere a violência doméstica, importante destacar o termo de Cooperação com a Prefeitura de São Paulo para fornecer atendimento jurídico às mulheres vítimas de violência, usuárias das Casas e Centros de atendimento à mulher (CCM), bem como Atuação no Juizado Especial de violência doméstica do Fórum da Barra Funda, Butantã, São Miguel Paulista e Santana, em prol das vítimas de violência doméstica. O NUDEM, também exerce um papel significativo na educação em direitos, com elaboração de cartilhas e palestras, com vistas a informar a mulher em situação de violência sobre seus direitos e explicar as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha.
3) Criação do Núcleo Especializado dos Direitos dos Idosos, que teria como atribuições, dentre outras: fiscalização da distribuição de verbas públicas destinadas aos interesses dos idosos; acompanhamento das políticas públicas; garantia do atendimento preferencial aos idosos na Defensoria Pública; aperfeiçoamento na busca da efetivação dos direitos dos idosos, via judicial; lutar pela criação de Delegacias dos Idosos. O Núcleo dos Direitos do Idoso e da Pessoa com Deficiência foi criado, sendo que desde 2014 a Defensoria Pública tem estagiários de gerontologia que atuam no atendimento da triagem na capital do Estado de São Paulo, contribuindo para uma dinâmica interdisciplinar e integral, voltada a promover e conscientizar os direitos da população idosa, inclusive com a elaboração de cartilhas e projetos de educação em direitos.
4) Criação do Núcleo Especializado de Combate a
Discriminação, Racismo e Preconceito, que terá por
fortalecer, reivindicar e garantir os Direitos Fundamentais de todos os povos discriminados. O Núcleo foi criado
5) Promover, em parceria com os movimentos sociais,272 a continuação dos eventos da jornada em defesa da moradia digna, a Defensoria Pública participa anualmente e ativamente
nas demandas e eventos voltados a promoção do direito constitucional à moradia, nela compreendida a Jornada da Moradia, com participação efetiva da Ouvidoria- Geral;
6) Discutir a possibilidade de ampliação do voto ao preso. A Defensoria Pública, com o objetivo de assegurar cidadania a população carcerária, protocolizou pedido junto ao TRE para que os presos provisórios pudessem participar das eleições. 273
272Nos dizeres de Renato Raul Boschi “ Os movimentos sociais, enquanto formatos específicos para expressar o
protesto e encaminhar demandas, são historicamente tão antigos quanto a própria política parlamentar. Nesse sentido, os novos movimentos não excluem necessariamente os partidos e sindicatos, mas são formas complementares de ação política e afirmação dos sujeitos coletivos em contextos democráticos” (BOSCHI, Renato Raul. A arte da associação: Política de Base e Democracia no Brasil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 38). Acrescenta, ainda, que “são espaços onde novas formas de solidariedade são constituídas e expressas coletivamente”. ((BOSCHI, Renato Raul. A arte da associação: Política de Base e Democracia no Brasil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 37).
273 Em março de 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou a Resolução nº 23.219, que prevê o
estabelecimento de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e unidades de internação de adolescentes, a fim de viabilizar o exercício do direito constitucional. A Resolução regulamenta os procedimentos de votação nesse âmbito e fixa diretrizes para que os Tribunais Regionais Eleitorais a implementem. Em maio de 2010, o TSE firmou um termo de cooperação técnica (nº 03/2010) com diversos órgãos do sistema de Justiça, com o objetivo de promover “a conjugação de esforços entre os partícipes no sentido de assegurar o direito de voto dos presos provisórios e adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação ou em situação de internação provisória”. O termo foi assinado pelo Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Justiça, Defensoria Pública da União, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho nacional de Política Criminal e Penitenciária, Conselho Nacional dos Defensores Públicos Gerais, Conselho Nacional de Secretários de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em 2008, por exemplo, onze estados (Acre, Pernambuco, Sergipe, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Mato Grosso) permitiram que fossem instaladas seções eleitorais em presídios.
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Conteudos/Noticias/NoticiaMostra.aspx?idItem=39712&idPagina=1&flaDest aque=V último acesso em 17.12.2015. Além disso, a Resolução nº 23.219, encontra-se disponível em
http://www.tse.jus.br/internet/eleicoes/normas_2010/arquivos/Original/23219.pdf e o termo de cooperação técnica (nº 03/2010) em http://www.tse.jus.br/arquivos/normas-complementares-protocolo-de-cooperacao-tecnica-no-3- 2010-eleicoes-2010, ambos acessos em 17.12.15.
As medidas acima, correspondem a alguns exemplos de propostas realizadas pela Sociedade Civil274, confirmando o compromisso institucional com a construção conjunta das diretrizes de atuação na prestação de assistência jurídica integral e gratuita.
É verdade que muito ainda precisa ser feito para que a Defensoria Pública responda adequadamente aos anseios da sociedade, porém constata-se um esforço em buscar mecanismos e formas de implementação da participação social.275