3.3. TALEP TAHMİNİ
3.3.4. Tahmini Planlama
A análise das produções da mídia em sala de aula, servindo-se dela para analisar a sociedade, muito utilizada nos exercícios da Leitura Crítica dos Jornais, Soares (1984), continua sendo objeto de análises por educadores. Em se tratado dos meios de
comunicação de massa, a preocupação que se revela nas pesquisas, é quanto a leitura de jornais, influência da publicidade e do cinema em sala de aula. A pesquisa “A importância do incentivo à leitura de jornais impressos nas escolas de ensino fundamental” (MINUTO, 2007), faz um levantamento com professores e alunos sobre o uso do jornal em sala de aula e constata que o êxito desta comunicação depende do incentivo dos professores.
Por sua vez, “Adolescentes e leitura literária em tempos de tecnologia. Como as novas tecnologias vêm afetando a recepção da leitura entre os jovens” tem como proposta investigar se as tecnologias influenciam o desinteresse pela leitura literária entre as novas gerações. Em suas conclusões, a pesquisadora avalia que “pouquíssimos entrevistados marcaram a leitura como primeira opção de entretenimento (3%), enquanto 87% marcaram games ou internet como primeira opção” (PRADO, 2011, p. 94). Mas ela também aponta o dado de que 82% dos adolescentes entrevistados costumam fazer leituras espontâneas com frequência. Após considerar o que se entende pelo ato de ler, a pesquisadora percebe que o desinteresse pela leitura literária canônica pode decorrer da baixa qualidade da educação no País e da desigualdade social, uma vez que muitas pessoas não conseguem interpretar o que leem, o que as afasta da leitura de textos eruditos.
A pesquisa “A cultura visual em sala de aula: um estudo de caso sobre as propagandas comerciais da televisão” analisa, com os alunos, propagandas comerciais e observa como a razão está misturada com o simbólico e o lúdico: “Importante conclusão é que a racionalidade econômica gerada pelo sapiens, forçosamente convive, e mais do que nunca na atualidade, com as constantes manifestações do lúdico e do simbólico que acompanham o demens desde o seu aparecimento” (SANTOS, 2005, p. 63).
Na monografia que trabalha a influência da publicidade televisiva em crianças de 7 a 8 anos numa Escola Municipal de Dourados (MS), a publicitária faz pesquisa com os pais ou responsáveis e com as crianças e diz sentir-se perplexa diante das estratégias de marketing elaboradas para conquistar os pequenos consumidores, e mesmo sendo publicitária, não imaginar tamanha influência nas crianças: “O fato é que a influência gerada pelos meios de comunicação na vida das crianças é gigantesca. Elas vestem o que veem, comem o que veem, imitam o que veem” (LIMA, 2004, p.7).
Três monografias trabalham o cinema como recurso pedagógico em sala de aula como: “Cinema: Recurso de reflexão crítica na Educação” (MEDEIROS, 2012), com os filmes “Kiriku e a feiticeira” e “Azur e Asmar” de Michel Ocelot com crianças da rede
oficial de ensino em São Paulo; “O Cinema na sala de aula. Um estudo de caso na E.E. ‘Vicente de Paula Almeida’, Arapeí (SP)”, adota o programa de incentivo do projeto do Governo do Estado para introduzir o cinema em sala de aula. Segundo a educadora o que a levou a fazer esta pesquisa é o intrigante desafio de por que os professores usam tão pouco o cinema em sala de aula (NUNES, 2012).
O fato de os professores usarem pouco o cinema em sala de aula também pode ser o desconhecimento da linguagem audiovisual ou cinematográfica, conforme pesquisa de Almeida com estudantes de Letras e Pedagogia. Na exibição e análise de diversos filmes de diferentes gêneros, a pesquisadora pode constatar que a partir do conhecimento da linguagem dos diferentes gêneros, cresce a motivação e o interesse não apenas pelo enredo e personagens e que
os índices de polifonia, o maior ou menor engajamento nas assertivas parecem nos revelar que os autores dos relatos estão tentando se justificar, de certa forma, por terem de dizer o que estão dizendo, ou seja, por desconhecerem o gênero de filme em questão (ALMEIDA, 2014, p. 138).
A pesquisadora trabalha a análise de filmes seguindo o processo da dialogia e do envolvimento dos discentes e entre suas considerações observa que “o caminho para estimular o gosto de jovens adultos, sujeitos da pesquisa, por filmes que fogem ao que eles conhecem, passa primeiramente pelo contato e pela observação do que eles têm a dizer” (Idem, p. 161).
As possibilidades de inclusão do vídeo em sala de aula é sem dúvida alguma, um desafio que requer a formação do professor para lidar com diferentes linguagens, que não se restringe apenas à mediação da técnica, mas de uma mudança de mentalidade. Conforme Ferrés, a integração do vídeo no ensino gera um dilema. “Ou é aceita a nova tecnologia com toda a sua capacidade inovadora, assumindo então a transformação de todo o sistema educativo, ou se subjuga a nova tecnologia, tirando dela suas vantagens inovadoras e colocando a serviço da velha pedagogia” (FERRÉS, 1995, p. 32).
No estudo “A recepção fora da veiculação dos ‘mass media’. Um estudo de caso sobre o filme ‘Cidade de Deus’ em escolas públicas e privadas, tendo o professor como mediador”, a pesquisadora entende que a
A escola não perdeu seu papel de educadora e o cinema contribui com as vivências e experiências de uma história ficcional, baseada em fatos reais e problemas sociais enfrentados diariamente por milhões de brasileiros”. Por sua vez, “O estudo mostrou que o cinema, quando inserido em sala de aula, pode ser um facilitador no incentivo a qualquer tipo de reflexão (DURÃES, 2006, p. 62).
Os temas transversais nos parâmetros curriculares como linguagem em construção no contexto curricular da escola com a função didático-pedagógica é fornecer dinâmica à comunicação possibilitando trabalhar temáticas como cidadania, pluralidade cultural, ética, saúde, trabalho e consumo, entre outros. A análise dos parâmetros na ótica da comunicação no cotidiano da escola é estudada em monografia que constatou: “Embora familiares aos professores as mídias não são igualmente utilizadas em sala de aula. Há algumas discrepâncias. O vídeo/cinema é o meio mais utilizado em sala de aula, seguido do jornal e da revista” (BARRADAS, 2004, p. 45).
Uma Nova Forma de Educar: TV Educar Ponte Nova (MG) analisa um programa feito por jovens como atividade extraescolar, “Jovens na Tela”. O pesquisador destaca o protagonismo juvenil como participação ativa, construtiva, solidária e a Educomunicação como espaço de elaboração de valores (RODRIGUES, 2006, p. 47- 49), sendo que os professores que participam do projeto o fazem na condição de aprendizes, como os adolescentes e não de professores. Em sua análise ao mesmo programa, Filho avalia que o projeto “nasceu com a finalidade de proporcionar aos jovens e educadores a oportunidade de aprenderem todo o processo de produção de programas televisivos, despertar a consciência crítica, habilitar para o uso das linguagens audiovisuais” (GENÉSIO FILHO, 2004, p. 132).
A análise da influência de produtos da mídia em sala de aula: jornais, publicidade, televisão, cinema é recorrente nas monografias. A linguagem do cinema e do vídeo também é expressiva como recurso pedagógico, entretanto, é ainda pouco usada em sala de aula, seguido pelos jornais e revistas. Em relação à leitura, a necessidade de insistir no ato de ler em novos contextos e linguagens para o texto e contexto. O conhecimento nos diferentes saberes remete à necessidade de se aprender a conhecer em diferentes linguagens para promover um conhecimento que abarque a totalidade, ou seja, que relacione as partes ao todo que as engloba.