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Depo Tasarımı

Belgede STOK YÖNETİMİ (sayfa 145-152)

3.2. STOK YÖNETİMİ BİLGİSİ

3.2.3. Arz ve Talep Hakkında Bilgi

3.2.6.1. Depo Tasarımı

Nesse período as publicações centraram-se nas produções populares com o objetivo de formar a consciência e alimentar as discussões sobre questões dos meios de comunicação bem como sua influência na sociedade. O que se buscava era uma

comunicação democrática e participativa e de produzir a partir da realidade das pessoas, com linguagem acessível. Importante destacar que essas publicações são da Editora Paulinas, com a marca do SEPAC.

4.7.1.1 O processo e a Leitura Crítica da comunicação

A primeira publicação compreende o tema da NOMIC (Nova Ordem Mundial da Comunicação e da Informação) em versão popular, intitulada Tramas da comunicação (1983). Texto de Regina Festa que adaptou em linguagem popular o documento final do Seminário Latino-americano sobre “Igreja e Nova Ordem da Comunicação e Informação”, realizado em Embu, SP, de 8 a 12 de outubro de 1982, com o apoio das entidades católicas de comunicação em nível nacional e latino-americano, da CNBB e da UNESCO50. Em 1984 o SEPAC iniciou a produção de uma série sobre “Leitura Crítica da comunicação”, com quatro títulos: Para uma Leitura Crítica do Jornal (1984, 80 p.) e Para uma leitura crítica da publicidade (1988, 100 p.) por Ismar de Oliveira Soares, ambos com duas edições; Para uma leitura crítica da televisão (1984, 70 p.) por João Luís Van Tilburg, coordenador do Programa Recursos Pedagógicos da FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), com cinco edições; Histórias em Quadrinhos (1984, 92 p.), organizado por Sonia M. Bibe Luyten, jornalista e mestra em Comunicações pela ECA/USP. Os livros levam a marca SEPAC- EP e UCBC-LCC, sendo que o projeto de Leitura Crítica foi uma coedição das duas instituições. Além das publicações, fazia-se formação de agentes pastorais e culturais, em nível ecumênico, para aplicar esses cursos nas comunidades, nas diversas regiões do país.

Os conteúdos das publicações são organizados em capítulos, de forma didática, para cinco a dez encontros. A linguagem simples e direta é voltada ao cotidiano das pessoas e apresenta um processo de análise crítica das produções culturais de Jornais, Televisão, Histórias em Quadrinhos e Publicidade. A metodologia tem em vista facilitar

50 .

Essa publicação não leva a marca do SEPAC, entretanto a citamos aqui pela sintonia com as discussões do SEPAC naquele momento. É um caderno de 52 páginas, escrito em linguagem de história em quadrinhos com sugestões de quatro encontros para trabalhar em grupo, sendo que no último são colocadas as propostas do grupo. Todo o estilo leva à tomada de consciência das “tramas da comunicação” e da necessidade das pessoas tomarem posição como sujeitos do processo.

aos líderes comunitários a análise dos produtos dos meios de comunicação, com atividades práticas e muitas sugestões voltadas para os educadores e agentes comunitários.

Em 1989, a Campanha da Fraternidade trabalhou o tema “Comunicação para a verdade e a paz”, o SEPAC organizou a publicação de Como organizar a Pastoral da Comunicação, coordenada por Ismar de Oliveira Soares, em coedição com a UCBC. Participam 13 especialistas que tratam de temas ligados à compreensão do processo da comunicação, à comunicação no interior da Igreja, sobretudo símbolos e a linguagem nas celebrações; da comunicação com a sociedade, como o uso dos meios de comunicação na pastoral, a educação para a comunicação e método para a leitura crítica de produções em espaços informais, como família e comunidades.

1984 - 1 Edição 1984 - 5 Edições 1988 2 Ed. 1989 - 1 Edição

Paulinas, 1983 NOMIC (Nova Ordem Mundial da Comunicação e da Informação), em versão popular feita por Regina Festa.

1984 - 2 Edições

4.7.1.2 Manuais para formar comunicadores populares de rádio

O SEPAC realizou publicações populares na área da produção radiofônica, em coedição com a ALER/Brasil (Associação Latino-americana de Educação Radiofônica), IBASE e FASE do Rio de Janeiro. Foram traduzidos dez manuais de produção

Figura 6 - Publicações Paulinas/SEPAC/UCBC

radiofônica, com texto do cubano José Ignácio López Vigil51, especialista em comunicação popular, ilustrados no estilo de Histórias em Quadrinhos. Trata-se da série Manuais de comunicação, publicada em 1987 com os títulos: A entrevista, Notícia Popular, Áudio-Debate / Disco Debate, Entrevista Coletiva, Noticiário Popular, Rádio Revista de Educação Popular 1 e 2, O Sociodrama, O riso (humor) na Rádio Popular, Adaptação de contos e Mulher e Rádio Popular. A tiragem impressa foi de cinco mil exemplares cada um, sendo que o manual A entrevista teve uma segunda edição. O propósito foi o de “oferecer informações básicas para aqueles que desenvolviam experiências práticas de comunicação”; e destinava-se “a entidades, movimentos de base, sindicatos, associações de bairro, igrejas e pessoas que desenvolviam experiências alternativas de comunicação, especialmente no campo do Rádio” (A ENTREVISTA, 1987, p. 3). Observa-se que o autor quer falar a partir da realidade das pessoas e procura ajudá-las a tomar consciência de que a voz do povo foi roubada: “Não que o povo não tenha voz, nem que a tenha perdido: ELA FOI ROUBADA!” (p. 5). Objetivo de tais publicações era o de capacitar lideranças não para apenas aprender a fazer comunicação, mas para fazê-la a partir do lugar do oprimido.

51

. Em 2003, Paulinas traduziu e publicou a obra de Vigil: “Manual urgente para radialistas apaixonados”, 520 páginas, não analisado aqui por não se tratar de publicação do SEPAC.

Figura 7 - Manuais de comunicação - ALER-Brasil, IBASE, FASE, SEPAC/EP- 1987

Nas duas séries os autores eram especialistas comprometidos com a proposta da comunicação popular. Muitos trabalharam e assessoraram grupos populares, o que lhes confere a experiência e a proximidade na linguagem simples, direta e compreensível ao seu público, no processo participativo. Com as publicações, o esforço visa devolver a voz ao povo, de empoderar as lideranças populares para que possam atuar. O sonho de que um centro popular na periferia pudesse “colaborar na elaboração e revisão da linguagem dos textos populares”, conforme descrito por Adriana permaneceu como horizonte, pois conforme referenciais teóricos ligados à libertação do povo, entende-se que a educação popular, conforme Freire, “através de um processo participativo de aprendizagem, é importante para criar um ‘espaço democrático’ na sociedade e também para desenvolver o potencial que mobilizaria os setores populares a trabalhar pela transformação social” (PUNTEL, 1994, p. 259-260).

As publicações são uma linha de ação assumida pelo SEPAC, que atende à necessidade dos cursos e divulgadas ao público interessado. A Leitura Crítica diante dos meios de comunicação, na década de 1980, foi mais voltada à crítica da manipulação dos meios de massa, numa visão social e com o objetivo da conscientização pela denúncia e capacitação na produção. Foi um tempo em que a discussão estava focada na sociedade e na influência das mensagens dos meios de comunicação. A metodologia partia dessa realidade fornecendo elementos para a crítica e propostas alternativas.

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