3.2. STOK YÖNETİMİ BİLGİSİ
3.2.1. Stok Yönetim Bilgi Sistemleri
Caracterizamos este segundo momento como de consolidação, pois com a chegada de novos membros na equipe do SEPAC, Carmita Santana e Elide M. Fogolari, em abril de 1988, ainda sob a direção de Ivani Pulga, algumas atividades realizadas até aqui precisaram buscar alternativas e, diante das demandas de formação mais consistente para agentes pastorais, a equipe começou a projetar cursos de maior duração. Com a mudança da sede do SEPAC para a Vila Mariana41 ampliou-se a oferta e diante da demanda para uma formação sistemática para agentes de pastoral, a equipe estudou novos projetos para sistematizar a formação no campo da comunicação que envolvesse teoria e prática.
Em 1988 e 1989 realizou-se, pela primeira vez, um curso Teórico e Prático de Pastoral da Comunicação em três módulos, num tempo propício em que a Igreja no Brasil refletiu e vivenciou como tema da Campanha da Fraternidade “A comunicação para a verdade e a paz”, em que o SEPAC colaborou na reflexão para elaborar os textos de reflexão para as comunidades, nesta campanha.
4.4.1 Sistematização de cursos no SEPAC e convênio com Universidade
Com a organização de um curso sistemático de comunicação, em três módulos, com duração de 15 dias cada um, a proposta foi de sistematizar a teoria e a prática da comunicação em conteúdos teóricos de reflexão, pensando na história da comunicação, nas teorias e políticas e em laboratórios de produção da comunicação, sobretudo, jornal, rádio, vídeo, publicidade e teatro. Segundo a coordenadora do curso, Ir. Élide M. Fogolari, o primeiro foi organizado para atender à demanda de formação tanto do público interno, irmãs e estudantes, quanto de agentes pastorais que sentiam a necessidade de se capacitar para atuar junto às comunidades, emissoras de rádio, rádios populares: “Em 1988 nós iniciamos um curso de Pastoral da Comunicação com o
objetivo de capacitar agentes de Pastoral da comunicação [...] Esse curso, o primeiro, foi bastante proveitoso e tivemos agentes pastorais de 18 estados do Brasil” 42.
Na configuração inicial, o curso era livre, ou seja, sem um certificado de universidade. Segundo a coordenadora, o curso suscitou interesse e desejo dos participantes de terem algum reconhecimento público, conforme depoimento de Fogolari: “no final do primeiro curso, por solicitação dos próprios cursistas, comecei a procurar em várias Faculdades para estabelecer convênio”.
Jornal
Rádio
Publicidade
Vídeo
42 . Entrevista concedida ao SEPAC em 25 de maio de 1990.
Figura 4 - Laboratórios do SEPAC – 1989 – Fonte: Arquivos do SEPAC Org. CORAZZA, H.
A partir da primeira experiência buscaram-se Instituições de Ensino com quem o SEPAC/Paulinas pudesse fazer parceria. Depois de diversas tentativas, o convênio foi estabelecido com a USF (Universidade São Francisco) de Bragança Paulista, SP, em Janeiro de 1990 e se estendeu até janeiro de 2001, denominado Curso de Especialização teórico-prático em Comunicação Social. Para atender às necessidades do público que atua na comunicação e nem sempre tem graduação concluída, foi aprovado em duas modalidades: pós-graduação lato sensu e extensão acadêmica. A partir de 1993, a responsabilidade da orientação dos alunos de pós-graduação lato sensu e extensão cultural, passou para a responsabilidade de professoras da equipe do SEPAC.
Neste período houve uma reestruturação para adequar o curso às exigências acadêmicas, com a assessoria do prof. Dr. Mauro Wilton de Sousa, da ECA-USP. Na adequação do curso as reflexões caminharam em duas linhas: o conceito de comunicação, mantendo o popular e a diversidade do público que procurava os cursos. Ponderou-se também que, para pensar e produzir a comunicação, é preciso competência maior nas áreas de conhecimento, informação, onde as pessoas sejam competentemente críticas e não apenas denuncistas. A assessoria do professor Mauro Wilton de Sousa43 colaborou com o processo de reflexão para adequar o acadêmico ao popular.
O popular não é necessariamente o anti-massa, o anti-padrão, nem também só a denúncia política da dominação dos Meios de Comunicação. Mas sim de como se dá o processo de reinterpretação de tudo isso na prática das pessoas e essa reinterpretação passa por uma melhoria da competência, mais do que propriamente do instrumental, ou seja, entender o processo. Nesse sentido a instituição é mais arejada, mais aberta. Eu vejo muito o SEPAC como um espaço de trocas.
Nesta retomada e pensando o público que procurava o SEPAC, considerou-se que o popular é uma espécie de pano de fundo que sustenta, mas que é preciso garantir a competência e a qualidade na formação e não simplesmente dar um verniz. A competência passa pelo conhecimento disponível na academia, tendo em vista a situação concreta das pessoas para quem o conteúdo é trabalhado. Não se trata apenas de fazer crítica ao modelo existente, mas adquirir competência para recriá-lo, de ser uma mediação para o debate, ouvir demandas e buscar soluções de forma criativa. No entendimento do professor Mauro Wilton (1990) “Quem procura o SEPAC é o mediador. É o agente de pastoral, é o mediador daquela relação escolar com o aluno, portanto, é o professor. É o agente de pastoral, portanto, são os líderes da comunidade”.
O Curso de Especialização teórico-prático em Comunicação Social, em convênio com a USF, foi organizado de forma intensiva, com três módulos, de 15 dias cada, em período integral para atender as demandas dos agentes pastorais, grande parte, vinda de diversos estados do Brasil. Visando atingir os objetivos da reflexão e o exercício prático de produção, a metodologia adotada é teórico-prática, ou seja, procura integrar as reflexões da comunicação com o exercício prático da produção no laboratório escolhido.
Estrutura do curso: 3 Módulos – 15 dias, cada um, em tempo integral 44 Curso de Especialização Teórico prático em Comunicação Social.
Convênio SEPAC/USF (1990-2000)
Curso de Especialização Cultura e meios de comunicação, uma abordagem teórico- prática - Convênio: SEPAC – PUC-SP (COGEAE) 2001 aos dias atuais.
Modalidades: Pós-graduação lato sensu – carga horária: 420h/a Extensão Acadêmica: 360h/a
Coordenação compartilhada – PUC e SEPAC
Organização, administração e orientação da pesquisa - Prof. SEPAC
Os cursistas que participam do curso em nível de pós-graduação lato sensu preparam uma monografia, segundo as exigências da metodologia de pesquisa científica, com elaboração de projeto, pesquisa de campo, tendo um tema de comunicação. O curso de Especialização conveniado com a USF produziu 224
44 . Nos dois convênios (USF e PUC-SP) o curso de Especialização foi aprovado com a mesma estrutura outro nome e atualização de conteúdos teóricos e laboratórios, conforme esta apresentação. Por mais de 10 anos o curso foi programado em período de férias e também em período letivo, sempre de forma intensiva (Folder do Curso, Anexo).
Disciplinas
teóricas
1.História da Comunicação 2. Teorias da comunicação 3. Políticas da comunicação O cursista faz um laboratório em cada módulo.
Jornal Impresso Rádio, Vídeo/TV, Publicidade, Teatro, Internet Disciplinas práticas LaboratóriosDisciplinas
pedagógicas
Pós: Metodologia da Pesquisa científica - Elaboração da monografia/orientação Extensão: Metodologia da pesquisa/ orientação trabalho módulomonografias sobre temáticas de Comunicação e Educação, Comunicação e Igreja e Análise da mídia, conforme serão analisadas no capítulo 5.
4.4.2 Cursos livres no período de consolidação
A partir de 1993 o SEPAC organizou outros cursos livres e assumiu a disciplina de Educação para a Comunicação junto a Institutos de Teologia. Membros do SEPAC participaram da equipe que elaborou o documento de orientação da CNBB sobre a Educação para a Comunicação bem como da edição atualizada por membros da Equipe de Reflexão do Setor de comunicação da CNBB45, após a avaliação de professores de comunicação dos Institutos da formação nos seminários.
Um projeto que o SEPAC realiza, desde 1994, é Educação para a Comunicação em parceria com o ITESP (Instituto Teológico de São Paulo), em São Paulo, SP, que trabalha a formação teórica e prática para os estudantes de Teologia. De início, programado para três etapas, com um curso intensivo de duas semanas (PUNTEL 1994, p.159), atualmente realiza-se em dois semestres. O curso tem por objetivo desenvolver um programa básico de formação e está organizado em duas etapas: a primeira corresponde aos estudos introdutórios da Comunicação, comunicação e Igreja, ministrada no primeiro semestre letivo (de fevereiro a junho) no próprio Instituto. A segunda etapa realiza-se no SEPAC, num período de cinco dias durante o segundo semestre, e compreende teoria e práticas laboratoriais, envolvendo a formação da pessoa. Este curso também foi ministrado por professores (as) do SEPAC a estudantes de Teologia no Studium Theologicum de Curitiba, PR, de 1994 a 2011.
Neste período, o SEPAC organizou e realizou cursos livres, normalmente ministrados para atender a necessidades das comunidades e paróquias, entre eles, o de Pastoral da Comunicação com laboratórios com jornal comunitário, teatro e comunicação e liturgia. Outros foram realizados para aprimorar a comunicação pessoal, como Técnicas para falar em Público e o acolhimento nas comunidades com o Curso de Acolhida. Esses cursos livres não têm qualquer exigência acadêmica, favorecendo assim os agentes comunitários que tenham interesse e necessidade de preparar-se.
45 . “Educação para a Comunicação nos Institutos de Filosofia e Teologia dos futuros presbíteros da Igreja no Brasil” (Paulinas/SEPAC, 2001).