2.3. STOK TUTMA NORMLARININ TESPİTİ
2.3.7. Ekonomik Sipariş Miktarı
2.3.7.2. Ekonomik S ipariş Miktarının Kökeni
Antes mesmo de ter meios de comunicação próprios, a Igreja organizou associações de comunicação com o intuito de que a presença de profissionais católicos nas mídias fossem um diferencial, sobretudo nos conteúdos. Em 1928 surgiram três organizações em nível internacional, para a imprensa, cinema e vídeo, para o rádio e a televisão: Organização católica internacional de imprensa (UCIP), Organização católica internacional de cinema (OCIC), União de Radiodifusão católica (UNDA), para o Rádio e a TV. Na América Latina essas associações se organizaram23 e colaboraram com a reflexão e orientações para as práticas da comunicação, especialmente a partir das Conferências de Medellín e Puebla. Soares explicita que nos encontros dos organismos
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. Como América Latina algumas das organizações conservam o nome acrescentando a final AL (América Latina), sendo que para a Imprensa chamou-se União Católica Latino-americana de Imprensa (UCLAP); para rádio e televisão, Associação Latino-americana para o Rádio e a Televisão (UNDA-AL) e para o cinema e vídeo, Organização Católica Internacional de Cinema para a América Latina (OCIC-AL).
continentais dedicados à implementação da pastoral dos vários veículos, foram “fundadas a partir de 1959, com a colaboração de especialistas brasileiros, tanto eclesiásticos como leigos” (SOARES, 1988, p. 77). No Brasil24, as organizações católicas se inserem, em especial, na reflexão e nas práticas da comunicação da Igreja e no diálogo com a sociedade.
A partir de 2001, internacionalmente, foi criada uma única Associação para reunir e representar as mídias católicas, denominada SIGNIS, com a ideia de convergência para agregar os meios de comunicação e profissionais das diferentes áreas. No Brasil, houve um processo de reflexão para repensar a missão das entidades já existentes, uma vez que a SIGNIS teria este espírito convergente25. Assim anunciada por Dom Orani João Tempesta, presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação na CNBB: “acabamos de ver nascer neste ano a Signis Brasil”, criada em dois de dezembro de 2010, “que terá a importante missão de unir toda a mídia católica de nosso país, organizando-a por áreas de atuação e dinamizando-a, para que exerça ainda melhor o seu carisma como presença católica em nosso país” (CNBB, 2011, p. 5).
As entidades com seus profissionais e pesquisadores colaboraram com a Equipe de Reflexão de comunicação da CNBB, com especialistas das diversas áreas para assessorar o Setor de Comunicação, conforme documento:
A equipe começou em São Paulo, na sede da revista Família Cristã, em encontro de 25 e 26 de novembro de 1979, convocado por Dom Eduardo Koaik e coordenado por Irmã Maria da Glória Bordeghini, a fim de estudar a pastoral nos e dos Meios de Comunicação, com a participação de 12 especialistas. No final do encontro, o então Secretário Geral da CNBB, Dom Luciano Mendes de Almeida, transformou o grupo em Comissão Permanente de Assessoria à Conferência (CNBB 72, 1994, p. 20).
Bordeghini dedicou-se à organização do então Setor de Comunicação da CNBB, sucedendo ao padre Alfredo Novack que animava a Campanha da Fraternidade. A religiosa testemunha: “Planejamos a animação na criação dos Setores Diocesanos de Comunicação (viajei pra muitas dioceses do sul ao norte do Brasil), reuniões da Equipe
24 .
A UNDA-Brasil foi criada em 28 de Abril de 1976; a OCIC-Brasil, em 20 de maio de 1984; a UCBC (União Cristã Brasileira de Comunicação), em 18 de julho de 1969, para a Imprensa, e no espírito do Concílio Ecumênico Vaticano II, constituiu-se associação ecumênica. A ata de dissolução da UCBC foi realizada em assembleia, em São Paulo, no dia 27 de novembro de 2010.
de Reflexão sobre Comunicação da CNBB, reunião das Editoras Católicas, com reuniões periódicas e outros Projetos”26.
Neste mesmo estudo são lembradas as escolas de comunicação, institutos e centros dedicados à formação, alguns em nível regional e outras em nível nacional, com o objetivo de formar e capacitar pessoas para que tenham uma ação eficaz. Há alguns centros, sobretudo de comunicação popular, que mantém cursos para líderes de comunidades e agentes de pastoral. Embora não correspondam ao nível universitário, são de capacitação e têm ajudado muito. “Entre todos se destacam por sua qualidade os dados pelo SEPAC em convênio com a Universidade São Francisco, em nível de pós- graduação lato sensu e de extensão cultural”27 (CNBB, 72, p. 119).
A equipe de Reflexão, renovando-se em cada época, assessorou na produção de diversos textos publicados nos Estudos e documentos da CNBB em temáticas da comunicação na Igreja. Uma das mais recentes contribuições foi ao Diretório da Comunicação para a Igreja no Brasil aprovado em 2014.
A formação para a comunicação permaneceu na pauta, pois ainda no programa para o biênio 1986-87, constatou-se a carência de comunicadores comprometidos com a transformação da realidade, e a necessidade de que tenham uma visão eclesial. Portanto também as Escolas de Comunicação, deveriam ter um posicionamento pastoral mais claro de seu papel, não só quanto à qualidade profissional como também no compromisso com os valores éticos. Por isso é importante que “as Faculdades Católicas de Comunicação continuem a questionar sua identidade e seu papel na formação de agentes de pastoral e de lideranças no campo da Comunicação” (CNBB 72, 1994, p. 118).
A proposta da formação para a comunicação, na América Latina assumiu o compromisso de ser “dialógica e participativa” como uma alternativa à grande imprensa, ao sistema político e econômico e, ao mesmo tempo, para que as pessoas sejam preparadas para o diálogo com a sociedade com novas linguagens, no contexto da comunicação como cultura cotidiana. A evangelização está diante do desafio de uma “nova cultura criada pelas modernas comunicações [...] esta cultura nasce menos dos
26 . Depoimento de Ir. Maria da Glória Bordeghini, por e-mail a Corazza, em 18 de julho de 2014, que trabalhou na CNBB de novembro de 1978 a 1985.
27 . Trata-se do Curso de Especialização teórico-prático em Comunicação Social, realizado em módulos intensivos, que de 1990 até 2000 teve o convênio com a USF (Universidade São Francisco), realizado também como extensão cultural.
conteúdos do que do próprio fato de existirem novos modos de comunicar com novas linguagens” (JOÃO PAULO II, 1992, p. 64).
As expressões novas linguagens e novos modos de comunicar são um tema recorrente na pastoral para o diálogo com a sociedade contemporânea, já presentes nas orientações, que usa metáforas como deixar a “segurança da margem e se apaixonar pela missão de comunicar vida aos demais” (APARECIDA, 2007, p. 166).
Ao falar da evangelização o papa Francisco lembra que todos têm o direito de receber o Evangelho e é dever do cristão anunciá-lo, sem excluir ninguém, e “como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível. A Igreja não cresce por proselitismo, mas ‘por atração’” (FRANCISCO, 2013, p. 16).
O próximo capítulo trata das linguagens e a reconfiguração dos modos de narrar em suas diferentes expressões: verbal, sonora, escrita, imagética, que mudam as formas de perceber o mundo e de produzir, aspectos que incidem na evangelização, pois a comunicação como cultura traz novas linguagens que são um desafio na maneira das pessoas compreenderem os conteúdos. Essa mudança requer uma nova adequação, da linguagem impressa à digital com suas lógicas e novas configurações com a Cibercultura e as Redes.
CAPÍTULO 3
LINGUAGENS E A RECONFIGURAÇÃO COMUNICATIVA DOS MODOS DE NARRAR
Enquanto representarmos a técnica como um instrumento, ficaremos presos à vontade de querer dominá-la. Todo nosso empenho passará por fora da essência da técnica.
Martin Heidegger
A mudança nos modos de narrar, na cultura contemporânea, faz parte das linguagens e saberes marcados pela entrada de novos códigos e combinações, que criam sentidos, ampliando os modos de perceber, de sentir e de pensar, que articulam a lógica e a intuição. As expressões plurais e sensoriais na linguagem oral, escrita, sonora, imagética, digital, de forma linear ou não linear, são maneiras de conhecer e narrar o mundo com janelas simultâneas, potencializadas pelas conexões da comunicação mediadas pelas tecnologias.
A linguagem é uma característica própria do ser humano, enquanto racional, o que garante sua interação social. Essa capacidade comunicativa no convívio social favorece a troca de mensagens, produzidas por um sistema de signos verbais, sonoros, visuais e táteis, que evoluem com as combinações e a hibridização da linguagem, de modo que a comunicação está em trânsito, e se torna necessário estabelecer diálogos para a ampliação do campo educativo e comunicacional.
O ser humano manifesta de forma privilegiada a sociabilidade como dimensão essencial do existir. A linguagem unifica o mundo dos objetos e dos sentidos e é fundamental na organização da vida social, nas inter-relações, assumindo diversidade de formatos na produção pela mídia. O sentido das linguagens abordado é da complexidade das maneiras de narrar, assumidas pela mídia, da linguagem verbal, passando pelo texto escrito, visual, sonoro e do hipertexto; linguagens complexas, que “resultam da capacidade de se cruzar, numa mesma situação, vários tipos de signos, hibridizando-os” (CITELLI, 2006, p. 137).
Para pensar, de maneira ampliada, a circulação da linguagem verbal nos meios de comunicação, é necessário levar em conta os sistemas complexos de produção dos sentidos, os fluxos, cruzamentos, interpenetrações, interposições, ajustes e afastamentos de códigos e sistemas de linguagem que elaboram as significações nos ambientes midiáticos. Da mesma forma, palavras, sons, imagem, música, ordenados em uma nova
totalidade significativa, criam novos significados e linguagens. São combinações nesse mecanismo sinergético, “toda ela movida por migrações, passagens e cruzamentos entre suportes, dispositivos técnicos, recursos digitais, linguagens” (CITELLI, 2006, p. 137).