3.3. TALEP TAHMİNİ
3.3.1. Tahmin Yöntemleri
O tema da Educomunicação é tratado sob diferentes enfoques: como a sala de aula como espaço educativo, como um repensar a escola a partir da cultura da comunicação, ou seja, tendo em conta as mudanças culturais e sociais que ocorrem na sociedade e a necessidade de evidenciar a centralidade da comunicação no trabalho educomunicativo. As pesquisas analisadas a seguir adotam o referencial da Comunicação e Educação e da Educomunicação.
A primeira monografia com o título “EDUCOMUNICAÇÃO: As Ondas do rádio sintonizando escola e comunidade sob a perspectiva da participação e mudança de conceitos” (2005), com o projeto Educomunicação nas Ondas do Rádio, do NCE (Nucleo de Comunicação e Educação) da ECA/USP, faz um resgate histórico do processo de criação do projeto, o Projeto de Lei N. 556/02 que institui o Programa “EDUCOM - Educomunicação pelas ondas do rádio”, no Município de São Paulo, com pesquisa de campo em 10 polos da cidade. A pesquisadora relata que esta é uma iniciativa da universidade pública, com seu papel educativo, humanista e científico, em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação. Em relação à postura da educação vislumbra horizontes positivos no processo.
Uma nova educação vem sendo implementada, tratando o aluno como agente de seu aprendizado, e o professor colaborando como facilitador que constrói com ele o conhecimento, visando atingir um grau de pedagogia mais atualizada e mais humana, capaz de colaborar com o ambiente social (MORAIS, 2005, p. 62).
Outro estudo trabalha a criação de uma Radioweb em escola particular com jovens de 2ª. série do ensino médio, classe A e B “Educomunicação e a Radioweb na escola: possibilidade de uma nova cultura, aprendizado e diálogo. Um estudo de caso no Colégio Franciscano Sant’Anna Santa Maria (RS)”. A partir dos hábitos de consumo de cultura como leituras, música, rádio, cinema, TV, tecnologias móveis a pesquisadora trabalha as possibilidades de uma nova cultura na escola com a criação de uma
radioweb, o que requer a formação dos professores, pois entre os alunos “ficou muito visível que fazem uso da mídia para entretenimento” (DA VEIGA, 2011, p. 57). A webradio pode ser configurada nesse modelo e o ouvinte pode tornar-se um produtor de conteúdo. Segundo Prata,
o casamento entre rádio e internet certamente acompanhará este processo e, num futuro bem próximo, soará como linguagem ultrapassada a emissora que não oferecer, além do áudio, também conteúdos imagéticos e textuais ao seu público, ampla possibilidade de canais, intensa interação com o receptor e possibilidade real de produção de conteúdo por parte do usuário (PRATA, 2009, p. 70-71).
Um olhar educomunicativo é buscado na monografia “Comunicação educativa uma proposta para além dos usos tecnológicos. Análise de escolas estaduais salesianas em Mato Grosso”, tendo como objeto de pesquisa cinco escolas estaduais conveniadas com o Estado, desde 1972. A problemática colocada é a inserção das novas tecnologias com laboratório de informática e métodos de educação tradicional em que o aluno não se sente inserido ou desmotivado pelo acesso às tecnologias no seu cotidiano, ainda que seja em lan house. Em suas conclusões a pesquisadora constata o despreparo dos professores, mesmo seguindo os parâmetros curriculares, para integrar os conteúdos curriculares com as tecnologias disponíveis na escola: “Realmente, em relação ao uso, pelos professores, dos meios como recursos eficientes na apresentação de conteúdos em suas aulas, ficou constatada a indiferença, para não dizer a rejeição, e essas tecnologias fazem parte da vida da maioria dos alunos, mesmo nas escolas estaduais” (ALMEIDA, 2009, p. 49).
Esta constatação revela a necessidade da formação continuada para professores, que leva a uma mudança de mentalidade e a compreender as mudanças que ocorrem com as novas possibilidades da tecnologia, não apenas como técnicas, mas como novas linguagens pela internet. O que se percebe é que além de uma hibridização das lógicas globais do capital, ocorrem profundas transformações na cultura das maiorias, e especialmente entre as novas gerações, que não deixaram de ler, “mas cuja leitura já não corresponde à linearidade/verticalidade do livro e sim a uma, ainda confusa, mas ativa hipertextualidade, que de algum lugar dos quadrinhos, dos videoclipes publicitários ou musicais e, sobretudo, dos videogames, levam à navegação na internet” (MARTÍN- BARBERO, 2014, p. 92) para compreenderem a conviver com este novo sujeito que é o aluno.
A monografia “A Educomunicação como acompanhamento formativo do jovem. Um estudo de caso no Instituto Maria Auxiliadora de Rio do Sul (SC)” se propõe
trabalhar a aproximação da comunicação e educação a partir do acompanhamento pessoal do jovem em seu cotidiano, a partir da filosofia salesiana, não pelo uso de tecnologias na escola. A pesquisa de campo mapeia os relacionamentos presenciais e mediante as tecnologias como, escola, família, amigos, internet, TV, amigos online:
Esta pesquisa será de grande utilidade para fundamentar a implantação da Educomunicação no ambiente educativo escolar, reforça a necessidade de buscar uma integração maior entre comunicação e educação e a força que a comunidade educativa possui no processo de formação e acompanhamento juvenil (KOFFERMANN, 2012, p. 49).
“Educomunicação: Formação à Cidadania de crianças de 7 a 12 anos. Na associação Civil JEDA. Um desafio. Um estudo de caso em Santo André (SP)”, analisa o trabalho da Associação Juventude Esperança Do Amanhã (JEDA), aberta a crianças e jovens de 7 a 17 anos. A pesquisa foi realizada com agentes educadores e crianças, sendo que estas, que ali estão, tem a idade de 8 a 10 anos, moram com a mãe ou com mínima estrutura familiar e gostam do lúdico, sobretudo de jogos. Em sua análise, a pesquisadora relata que a qualificação profissional dos agentes nem sempre corresponde ao desejável e que “os educadores do JEDA ainda não possuem um referencial teórico suficiente para realizar escolhas educomunicativas com intenção explícita de propor valores de cidadania” (REZENDE, 2006, p. 32).
A partir da constatação de que há um novo quadro sócio-educacional, que apresenta desafios para as instituições e agentes educativos, a pesquisa “O Agir comunicacional do educador Salesiano em tempo de travessias”, centra-se na pessoa do educador como um ser que estabelece relações de afeto e reciprocidade: “O encontro do educador salesiano com os educandos se faz em um autêntico ambiente familiar, de calor humano de maneira que todos se sintam amigos” (FERNANDES, 2005, p. 7). E em suas conclusões constata que as mudanças socioculturais estão exigindo uma reconfiguração nos modelos escolares, e que a escola não é a única instituição educadora e não tem a primazia da educação na sociedade. Coexistem diversos agentes educacionais.
Os estudos monográficos que utilizam a palavra Educomunicação indicam uma postura educativa em escolas particulares, públicas e associações voltadas a valores propostos pelo campo, enquanto trazem a crítica que aponta para as dificuldades com o professor da educação, quanto a sua preparação e interesse, bem como a revisão do sistema escolar. Algumas pesquisas apontam também para a necessidade e o cultivo da
comunicação com o envolvimento da família em vista das relações de afeto entre educador e educando.