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5. İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

5.2. Türkiye’de Yapılan Araştırmalar

Conforme previsto em lei nacional (Seção 55 do Town and Planning Act de 1990), instrumentos de controle urbanístico são os mecanismos através dos quais políticas e diretrizes de usos do solo podem se efetivar, principalmente através do licenciamento exigido para implantação de empreendimentos e atividades no espaço urbano. No caso em foco, esta exigência inclui todo tipo de construção, demolição, obras de engenharia, mineração e outras operações além de qualquer alteração significativa de uso e ocupação do solo ou construções. Exceções incluem intervenções que afetam apenas o interior das edificações, desde que as mesmas não envolvam escavações subterrâneas.

Os pedidos de licença para construir ou exercer alguma atividade são feitos ao Conselho da respectiva instância de governo local, cujos membros são eleitos por voto direto distrital. Para tanto, um formulário específico deve ser preenchido com todas as informações necessárias à divulgação pública e análise do projeto, ainda que sejam comuns e mesmo incentivadas negociações anteriores com o órgão de planejamento local. Neste sentido, deve-se lembrar o caráter discricionário do sistema de aprovação de projetos que, na ausência de zoneamento ou de parâmetros urbanísticos previamente definidos, vale-se das diretrizes do Plano de Desenvolvimento Urbano e da jurisprudência para a análise de cada caso. Cada pedido de licença envolve certa quantidade de divulgação pública, exigência que é de responsabilidade do órgão municipal de planejamento e não do interessado. A vizinhança do empreendimento proposto deve ser informada sobre as características gerais do projeto e qualquer cidadão pode solicitar maiores detalhes assim como apresentar comentários e objeções, que serão incorporadas ao processo que instrui a tomada de decisão por uma Comissão de planejamento formada por membros do Conselho Local, para a qual a equipe técnica do órgão local de planejamento e regulação urbana apresenta seu parecer. As reuniões deliberativas dessas comissões, nas quais as licenças são emitidas, são normalmente abertas ao público, mas as representações relativas aos respectivos processos devem ser encaminhadas anteriormente por escrito para serem analisadas e reportadas pela equipe técnica às comissões. Em casos excepcionais, o processo decisório pode ser encaminhado à instância nacional (Secretary of State), a partir de um inquérito público diante de um inspetor.

Aos membros da comissão, do órgão de planejamento ou mesmo do Governo Nacional, conforme o caso, não é permitido, nos termos da legislação urbanística, ter uma visão pessoal sobre a proposta analisada. Prevê-se que a decisão seja tomada de acordo com as diretrizes do Plano de Desenvolvimento a não ser que “considerações materiais” determinem o contrário. Tal fundamentação deve estar intimamente relacionada com o propósito da legislação urbanística e devem relacionar-se de forma justa e razoável com a proposta em questão. Além disso, decisões aceitáveis devem se basear no receio de se criar novos precedentes, na disponibilidade de locais alternativos, no risco de urbanização pontual, na preservação dos usos existentes e, apenas excepcionalmente, nas circunstâncias pessoais do interessado (Seção 26 do “Planning and Compensation Act” de 1991, tradução do autor).

Prevê-se ainda que a decisão tomada pela autoridade local não seja simplesmente de rejeição ou aceitação. Devem ser anexadas condições à licença emitida, dado que a proposta atende a um propósito de planejamento. Tais condicionantes urbanísticas devem ser necessárias, precisas e passíveis de fiscalização, estar relacionadas com o empreendimento em questão e serem pautadas por princípios de razoabilidade (Instrução Normativa 1/85 da instância executiva nacional (Secretary of State, tradução do autor).

Também de acordo com diretrizes nacionais, “condicionantes urbanísticas” devem ser preferidas a “obrigações urbanísticas”, quando houver oportunidade de escolha33. Ainda por determinação do governo central, estas condições impostas aos empreendedores devem ser plenamente justificadas por diretrizes do Plano local, diretamente relacionadas, justas e razoáveis em temos de escala e custos com o empreendimento proposto (Instrução Normativa 1/97 da instância executiva nacional (Secretary of State, tradução do autor). Autoridades locais são encorajadas a definir em seus Planos de Desenvolvimento Locais, as bases sobre as quais obrigações urbanísticas serão perseguidas e a manter os registros dos acordos e negociações realizados. Dadas as preocupações correntes sobre a lisura e idoneidade das negociações envolvendo obrigações urbanísticas, a recomendação é de que sejam feitas da forma mais aberta, transparente, justa e razoável que for possível. No caso de indeferimento de um pedido de licença ou do estabelecimento de condicionantes consideradas não razoáveis ou inaceitáveis pelo empreendedor, o mesmo pode recorrer da decisão do Conselho Local ao Secretário de Estado, na instância nacional. Após ambas as partes terem divulgado seus motivos publicamente e por escrito, o inspetor

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“Planning conditions” em diferenciação a “planning obligations”, segundo tradução do autor, sendo as últimas resultantes de negociações no contexto de operações urbanas envolvendo parcerias público-privadas.

designado para o caso redige um parecer que justifica sua decisão ou transfere a mesma para a instância executiva nacional. Esta decisão pode ser questionada na justiça apenas sobre bases legais muito restritas.

A Instrução Normativa 13/16 do executivo nacional (Secretary of State) determinou a inclusão de políticas específicas para o provimento de habitação de baixo custo nos planos locais e estabeleceu que a demanda dessas comunidades por moradia possa ser utilizada como consideração material para influenciar decisões de planejamento, como por exemplo, a exigência de um percentual de unidades habitacionais de interesse social em empreendimentos de grande porte.

Um exemplo da aplicação dessa diretriz é o Projeto de Renovação Urbana da Região de Paddington (Paddington Basin Redevelopment Project), considerado um dos maiores projetos de regeneração urbana da Europa, o qual está sendo implementado em 32 hectares de uma antiga área industrial e ferroviária localizada na região oeste de Londres. O programa arquitetônico e as características do empreendimento são o resultado de acordos entre a localidade de Westminster e um consórcio de empreendedores privados, os quais tiveram seus direitos de edificar aumentados em relação às características do entorno, em troca da criação de áreas verdes e livres, do restabelecimento e recuperação de vias e áreas de acesso público e da provisão de unidades habitacionais de custo acessível para populações de baixa renda, implementadas com participação financeira do Peabody Trust, entidade filantrópica de direito privado, voltada para a assistência da população carente da cidade de Londres. O principal questionamento a respeito dessas novas estratégias de enfrentamento de demandas sociais através de mecanismos de mercado diz respeito à incapacidade de se fazer frente às tendências de privatização do espaço urbano e acirramento da segregação espacial. São patentes os reflexos da privatização do controle estatal sobre o setor habitacional de interesse social e sua inserção no mercado imobiliário global com graves conseqüências para o acesso a moradia para estratos cada vez mais elitizados da população.

Também relacionado com o controle urbanístico em nível local, são os procedimentos para licenciamento de atividades em edificações existentes ou mesmo em espaços públicos de acordo com lei nacional de 200334. Esse tipo de licença, que em alguma medida é correspondente ao alvará de localização e funcionamento de atividades emitido pelo poder executivo em municípios brasileiros, também constituiu interesse dessa pesquisa em função da integração das autorizações para se construir e para

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Trata-se da lei nacional que estabelece as normas para a localização e funcionamento de atividades urbanas bem como os procedimentos para o licenciamento das mesmas (Licencing Act, 2003).

funcionar atividades urbanas que caracterizam os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos de impacto ambiental em alguns municípios brasileiros, como é o caso do licenciamento ambiental prévio adotado por Belo Horizonte.

Na Inglaterra, essa licença autoriza o estabelecimento em questão a desenvolver uma dada atividade regulamentada tal como atividades comerciais e industriais, diversão e entretenimento, venda de bebidas alcoólicas e serviços de alimentação, dentre outras. A submissão de pedidos de licença segue procedimentos muito similares, porém mais simplificados do ponto de vista administrativo se comparados àqueles exigidos para as licenças para construção. Uma subcomissão de licenciamento formada por membros do Conselho Local é responsável pela emissão das licenças em bases discricionárias de acordo com considerações materiais associadas às diretrizes dos Planos de Desenvolvimento Locais juntamente com critérios técnicos e parâmetros estatutários relacionados às condições sanitárias e de segurança das edificações, e a posturas municipais. Tais pedidos de licença também são sujeitos a consulta e representação públicas, e as reuniões deliberativas das subcomissões de licenciamento de atividades também são abertas à comunidade. Finalmente, cabe comentar que os Conselhos Locais também têm poder para fiscalizar, multar ou mesmo para exigir a demolição de uma construção ilegal ou interromper uma dada atividade irregular.

3.3 Regulação Urbanística segundo a Agenda do Desenvolvimento