3. TOPLUMSAL CĠNSĠYET KAVRAMI VE TÜRKĠYE‟DE KADININ SOSYO
3.2. Türkiye‟de Kadının Toplumsal Yeri
3.2.2. Türkiye Cumhuriyeti‟nde Kadının Toplumsal Yeri
Você imaginou alguém conseguir fotografar o próprio pensamento? Pois bem, na verdade quem sabe escrever, até certo modo, está fotografando o próprio pensamento. Então, somente quem sabe escrever pode fazer chegar na ponta dos dedos seus pensamentos? E quem não sabe escrever, haverá modo de, antes disso, também conseguir fotografar o próprio pensamento? Pode- se afirmar que pelo Desenhando, lendo e escrevendo - DELES, também pessoas que não sabem escrever conseguem fotografar ou cunhar sobre o papel seu próprio pensamento. Neste sentido, uma das mães entrevistadas na pesquisa em andamento dizia:
A capacidade e as expectativas de minha filha de transformar suas idéias em escrita com esta metodologia foi sempre crescente. Acho que ela desenvolveu bem sua aprendizagem de descoberta da leitura e escrita. Sempre está empenhada na busca disso. O método ajudou-a muito a por si aprender escrever o que ela deseja. Sempre quer empregar as palavras dentro de frases que ela mesma, em sua mente elabora e escreve. Agora não se contenta mais em ficar só com desenhos, mas busca saber como se escreve cada palavra que deseja colocar nas frases. O método é bem diferente dos b a, ba a que a gente estava acostumada. As crianças aprendem sabendo o que querem escrever. Ela aprende a escrever como aprendeu a falar. Sem balbuciar sílabas para enunciar as palavras e as frases. Já sabe descobrir como se lê novas palavras comparando-as com outras que ela conhece.
Isto significa que a criança já está retratando seus modos de pensar por meio diferente da fala oral. A metodologia DELES está despertando todo um sistema de integração entre pais, alunos e professores. A forma de reagir e corresponder das crianças ao método, se transforma num verdadeiro acontecimento que desperta a curiosidade dos participantes, especialmente dos pais que são os que estão acompanhando mais de perto tudo que acontece no dia-a-dia da vida escolar.
Efetivamente observando o que ocorre nos finais de horários, nos momentos em que os pais buscam as crianças na escola, com freqüência, percebe-se vários pais aguardando vez na fila para conversar com a professora sobre algumas das novidades das realizações dos filhos. O assunto quase sempre obrigatório são os avanços que o filho está conseguindo realizar nos trabalhos escolares. Percebe-se que a metodologia adotada do DELES facilita a matéria e motiva o diálogo. As criações das crianças com desenhos e alguns elementos de escrita geram muitas novidades.
sala, lhes recomenda: “Em casa vocês mostrem isto para o papai e para a mamãe. E mostrem para eles que vocês sabem ler!”. E as crianças ufanas com seus feitos não perdem a oportunidade de fazê-lo. E, quando chegam as visitas, os pais têm algo para festejar com elas, pedindo ao filhinho(a) para que lhes mostre o que sabe fazer através de suas aprendizagens feitas na escola. Entre o que se escutou nas entrevistas destacam-se alguns. Uma das mães falando da filha em cena disse: “Às vezes sinto-a transformada em professora que quer me ensinar tudo que sabe”. E quantas vezes esta mãe não terá relatado isso a suas amigas?
Outra situação de integração familiar ocasionada pelo ensino pela metodologia é a que segue:
O Raphael está gostando muito de aprender assim. Logo que ele chega em casa já fala em fazer os temas. Dá muito valor a seu compromisso escolar. Quando chega em casa, a primeira coisa que ele diz é: ’Mãe eu tenho que fazer os temas’. E ele é muito caprichoso, muito interessado. Já lê tudo sozinho e tudo certinho. E sabe contar para a gente tudo que leu sozinho. Trabalha com prazer e vem mostrar seus trabalhos dizendo: ‘Pai está bom, está bonito assim? O que está escrito aqui? Lê pai o que eu fiz.’. E ele vai mostrando que de fato sabe o que está fazendo.
Outra mãe narrou: “Minha filha cada vez que vem em casa ela sempre quer me mostrar o que aprendeu. E o faz com prazer e satisfação, mostrando o que sabe. Ela está sabendo ler de forma sempre mais inteligente”.
Por fim, vai uma amostra da crescente confiança dos pais na metodologia e participação mais interessada:
Eu, depois de alguma desconfiança inicial, passei a participar com muito interesse, com muito entusiasmo. Cada dia ela (a filha) quer aprender mais, mais e mais, tanto que ela chega em casa nem larga os cadernos. Vai direto ao trabalho. Tem dias em que ela diz: ‘Ó pai, hoje tu e a mamãe são os alunos e eu sou a profe’. E vai ao quadro que temos em casa e ali nos vai passando tema a fazer. É uma satisfação muito, muito e muito grande que a gente sente. E sabe fazer-nos trabalhar. Eu não conhecia este método, mas o estou achando o método excelente. Este ano tudo está sendo fantástico!
Efetivamente os sucessos com a metodologia DELES transformam-se em motivo de conversa dos pais com as pessoas de suas relações e vizinhanças, segundo diversos depoimentos verbais escutados de pais e professores.
Se as crianças levam para casa tanto entusiasmo em trabalhar com o DELES, tanto mais é o que se observa em sala de aula. Uma pergunta que se fez dezenas de vezes às diversas professoras que aplicam a metodologia é esta: “Professora, tu tens algum aluno em sala de aula que, quando solicitado a trabalhar com esta metodologia se negue a fazê-lo, dizendo que não
sabe, que não é capaz?” Pois bem, depois de três anos que se vem fazendo a mesma pergunta e diversas vezes por ano, a resposta sempre foi a mesma e resumida nestes termos: “Não, nunca houve criança que se recusasse a trabalhar. Sempre que se lhes pede que desenhem, escrevam, inventem idéias traçando-as sobre o papel sempre o fazem prontamente e prazerosamente. Para elas este é um momento de diversão”. Certo, umas mais tímidas, às vezes demoram um pouco mais a se colocarem em serviço. Porém, vendo a animação e o entusiasmo dos colegas não demoram a também se pôr no trabalho.
A verdade é que as crianças socializam com os colegas tudo que fazem e sabem retratar sobre o papel. E passar sobre o papel algo que está dentro delas lhes faz bem e isto gera nelas uma necessidade de socializar seus feitos. Depois de realizar sua obra precisam dar o passo seguinte: socializá-lo, mostrando-o aos outros, à professora, aos colegas e aos pais. Isto lhes traz muita auto-estima e auto-afirmação, que os faz crescer e os torna eles mesmos no dizer de Paul Ricoeur (2003). Trata-se de uma necessidade humana. E, nisto tudo a metodologia aplicada tem auxiliado, pois é ela a inspiradora do professor, dos alunos e de todos os participantes: a música inspira a dança.
Por fim, nas escolas onde há duas classes paralelas que estão aplicando a metodologia do
DELES as trocas de idéias entre as professoras são diárias, mesmo que elas sejam de turnos
diferentes, sempre acham formas para se falarem. E, é de se notar que, por mais que elas combinem entre si a forma de desenvolver o tema, em sala de aula, entrando depois o fator alunos, estes, pela sua interação fazem com que a caminhada de cada turma seja bem diferente. Tudo recebe as influências dos participantes e, as crianças são os principais agentes destas participações e intervenções.
A verdade é que a metodologia aguça no aluno a necessidade de ser percebido através daquilo que cria e faz. Sente a necessidade de mostrar aos outros suas criações, especialmente à professora. “A capacidade humana para a ação não é uma capacidade que se pode exercitar no isolamento. Estar isolado equivale a ser incapaz de ação” (BÁRCENA; MÈLICH, 2000, p.68).
Como a ação ocorre no cenário escolar o aluno tem a oportunidade de mostrar-se aos demais, de aparecer para poder sentir-se alguém, para ser. Junto a isto vem a referência à visibilidade. "O ser que se expressa através da ação, o faz à sua maneira, através de sua forma, de sua figura, de sua aparência necessita ser visível” (BÁRCENA; MÈLICH, 2000, p.68). O DELES propicia à criança espaços e oportunidades de poder inserir-se no mundo como um segundo
nascimento. Libertar-se das amarras das limitações de seus pequenos horizontes culturais, tornando-se capaz de ver e enxergar no arredor de si com outros olhos.
Por este método o aluno, desde seus primeiros passos na caminhada da alfabetização, sente-se apto e de posse dos recursos para revelar-se, a desvelar quem ele é, a responder à pergunta: Quem és tu? Gozando, com muita propriedade do termo, da insubstituível, única e singular “capacidade radical de surpresa e inovação” (BÁRCENA; MÈLICH, 2000, p. 77). Passando a ter seu espaço, realizando um novo nascer, adentrando-se como ser único na história. De forma cordial e lúdica percebe-se acolhido pelo mundo da cultura.