2. TÜRKĠYE‟ DE TEKSTĠL SEKTÖRÜ VE TEKSTĠL SEKTÖRÜNDE SENDĠKAL
2.2. Türkiye‟ de Tekstil Sektörü ve Avrupa Birliği
2.2.1. Türk Tekstil Sektörü
Este aspecto de acordo com os observadores constitui-se num dos pontos fortes da metodologia DELES: a partir do conhecimento que a criança possui dar continuidade à necessidade de prosseguir no seu aprimoramento. As professoras dizem que conseguem milagres com os alunos a partir da consciência que eles têm de que sabem desenhar. Confirmam que os alunos da Educação Infantil quando perguntados se sabem ler abstêm-se de afirmar
positivamente, porém se perguntados se sabem desenhar todos respondem que sabem. Portanto, sendo o desenho a base da forma de criar códigos para introduzir as crianças no mundo da escrita, estas se sentem perfeitamente à vontade com a metodologia (Vigotsky, 1993).
Observam ainda as professoras que ao se trabalhar com o desenho quando as crianças são convidadas a fazer tarefas em sala de aula, nunca foi vista uma criança ficar passiva ou negar-se ao trabalho por alegar que não sabe desenhar ou cumprir com a tarefa com base no desenho. Cada uma de seu jeito sempre se lança à função prazerosamente, raramente uma delas se mostrou constrangida por causa da imperfeição de seus desenhos. E, se algo neste sentido, por vezes, se esboça, facilmente a professora tem como encorajar a continuação. O senso de autocrítica e o nível de comparação das crianças quase inexiste. Tal problemática cresce com a idade e com os alvoroços que se fazem em sala de aula quando ocorrem falhas. No pensar dos autores Ferreiro e Teberosky (1991, p. 279) “ainda não se criou nenhum novo sistema para representar as linguagens naturais”, se bem que elas fazem uma salvaguarda ao chinês e ao japonês que utilizam uma escrita com base ideográfica. Esta afirmação fica endossada por Cagliari (2003) que sugere a criação de uma metodologia de ensinar ler e escrever por meio de desenhos pictográficos. Porém, esta é a prática do DELES como processo de alfabetização em língua portuguesa desde que foi criado em 1956-1957 e se iniciou a trabalhar com ele já a partir daquelas datas.
Outro indicador de que a metodologia parte do conhecimento da criança é o que foi revelado nas mais de vinte entrevistas feitas seja com as mães, seja com as professoras ou as coordenadoras: todos disseram que verificaram existir um alto grau de satisfação da parte de todos os participantes – alunos, pais e professores. Importa explicar que a respeito do grau de satisfação percebido entre os participantes foi dirigida uma pergunta explícita a cada entrevistado. Pensa-se que se a metodologia não partisse do conhecimento da criança, com certeza, geraria muita insatisfação, ao menos da parte do sujeito mais direto que é o aluno e, conseqüentemente em toda clã familiar, sempre atenta com que se passa com a criança, alvo de seus afetos.
Vale a seguir deixar a súmula do relato de uma professora em final de ano, fazendo sua avaliação depois que passou a utilizar esta metodologia. Explicou ela que, por vezes, nas proximidades do final de cada ano, em turmas de Educação Infantil, nível 3, pode-se ouvir das crianças, já cansadas com as contínuas mesmices das rotinas escolares, exclamarem: “De novo, professora! Sempre a mesma coisa!” Após o ano de 2005, o primeiro em que trabalhou com o
crianças sempre trabalharam com muito prazer e alegria, e nunca ouvi a exclamação: ‘De novo, professora! Sempre a mesma coisa!’”.
O relato acima, na realidade se constitui uma verdadeira descrição do que acontece com a alma infantil quando a criança é envolvida em trabalhos da mente que partem de conhecimentos de seu alcance. Nestas situações ela, com a espontaneidade que lhe é peculiar consegue interagir nas tarefas e missões que lhe são solicitadas e tudo realiza com o máximo de prazer.
As professoras fazem ainda notar o fato importante que as crianças ao chegarem à escola, além de saber desenhar, sabem falar. Porém, este saber falar, é um saber falar diferente do falar da língua escrita. Entretanto, ainda que diferente, é um saber falar que como o saber desenhar deve ser levado em conta. Combinando-o com o saber desenhar propicia uma revolução na mente infantil, porque, a partir disso, o aluno flagra-se que é possível representar sobre o papel os fenômenos de sua fala. E isto, na verdade, é um grande avanço. Seu saber, ultrapassando a forma unilateral de ser expresso indo unicamente da fala para o ouvido, passa a ser bilateral, sendo agora também expresso pela forma espacial sob as diversas aparências das imagens e desenhos transformando-se em um ente visual. E, esta descoberta para a criança torna-se algo de revolucionário, fascina-a. A propósito vale trazer presente o que Léon (1936, p. 63) explica: “Na linguagem é o ouvido que percebe; na leitura, é o olho, porém, em ambos os casos, é a mesma inteligência que interpreta e os mesmos órgãos que articulam”. O olho que percebe o todo material, porém a inteligência que vai armazenando tudo e conferindo-o e aglutinando-o com os outros saberes já armazenados.
Essa nova forma de perceber as coisas leva irresistivelmente a criança a desejar conhecer todos os segredos da leitura. Corroboram para talvez entender melhor isto dois pequenos relatos de mães a respeito das reações de seus filhos na caminhada da aprendizagem da leitura. Uma dizia:
Minha filha mostra muita satisfação de ir à escola, pois só fato dela sair todos os dias para lá com a alegria em que a vejo, para mim é um grande indicador disto. Ela muitas vezes me diz: ‘mãe eu quero sair lendo mesmo, quero saber e estar lendo tudo’. Está sempre bem faceira com aquilo que está aprendendo. Ainda não domina todo o processo de leitura, mas sabe que vai conseguir fazê-lo. Percebe-se nela a certeza de que está no caminho certo da mina. Continuamente vai superando os obstáculos e descobrindo os segredos da leitura. Nunca teria imaginado que ela chegaria a isto por este método.
A respeito desta metodologia estar partindo da realidade de conhecimento de causa da criança ou não, outra mãe disse:
Este é um método que é para se adotar mesmo. Desde que foi introduzida esta forma de alfabetização minha filha quer aprender e conhecer sempre mais sobre a escrita e a leitura. Está muito contente. Ela me diz: ‘Mamãe agora eu sei ler e escrever!’ E fica muito emocionada e empolgada com suas conquistas. Quer ler tudo que vem à frente. Já consegue ler palavras com dr, pr, tr e outras como vento, ponte ou ainda com nh e supera outras dificuldades da leitura. Pode isto acontecer com uma criança de pré-escola ainda no mês de outubro!
E para concluir este ponto apresenta-se outro depoimento que por certo mostra a validade da metodologia por estar próxima do conhecimento das crianças. Houve uma mãe que disse:
No começo do ano eu escutava a preocupação de alguns pais desconfiando do resultado de tal metodologia. E hoje eles estão vendo que deu resultado. Eu vejo por outra coleguinha da Laisa que está na primeira série de outro colégio e que ainda ela não lê. Ao passo que a Laisa já sabe tudo e o faz com muita rapidez. A vejo ensinando à esta amiguinha que está na primeira série. Às vezes ela perde um pouco a paciência com a morosidade da colega em ler e diz:”Como tu demoras para ler!”. E os pais de crianças de outras escolas já estão vendo o resultado desta metodologia da qual eles desconfiavam. Vêem agora que se trata de uma coisa nova e que funciona de verdade e funciona melhor do que aqueles longos aprendizados das escolas, mas que no fim, as crianças de primeira série terminam o ano sem aprender ler porque se perdem pelo caminho. Eu estou bem contente e bem feliz com o resultado do trabalho com a Laisa. E a Laisa se sente bem feliz. Além de aprender ela agora quer ensinar a ler ao sobrinho que tem quatro anos. Organiza frases para ele e, com prazer, quer ensinar ao sobrinho ler e eles se entendem bem. Ensinando aprende mais ainda. Isto eu vejo que é bom e dá resultado.
Moreira (2006) quando estudou a teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, do qual diz ter sido aluno por longo tempo, afirma que provavelmente a idéia mais importante e suas possíveis implicações para o ensino e a aprendizagem possam ser resumidas na seguinte proposição da autoria do próprio Ausubel:
Se tivesse que reduzir toda a psicologia educacional a um só princípio, diria o seguinte: o fator isolado mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Averigúe isso e ensine-o de acordo (AUSUBEL 1978 apud MOREIRA, 2006, p.13).
Por sua vez Coll (1997) denomina de contundente a afirmação de Ausebel; Novak; Hanesian, (1978), quando afirma que o fator mais importante que influi na aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe. Portanto, hoje os pedagógicos estão cada vez mais unânimes em destacar que a criança de qualquer idade, ao entrar numa escola para buscar algum saber, já vem com uma bagagem de saberes que devem ser respeitados e levados em conta pelos educadores que se propõem a dar continuidade à sua aprendizagem. Há muito tempo que se deixou de considerar o
aluno uma tábula rasa quando inicia sua escolarização formal (Moraes 1995).