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BÖLÜM III: 11 EYLÜL SONRASI TÜRK DIŞ POLİTİKASINDA

3.2. Resmi Kurumların Kamu Diplomasisi Uygulamaları

3.2.8. Türk İşbirliği ve Koordinasyon Ajansı Başkanlığı

Orientámos a nossa investigação segundo quatro linhas distintas, baseadas nos quatro pressupostos que definimos como possíveis explicações para a questão à qual procuramos dar resposta – Em que medida as diversas formas de concretizar a Política de Cooperação entre Portugal e os PALOP, materializadas pelos diferentes Institutos Politécnico Portugueses, influenciam os estudantes na escolha da instituição em que pretendente estudar?

Assim, no presente ponto iremos ocupar-nos da análise das respostas aos questionários tendo como objectivo a confirmação ou rejeição dos pressupostos definidos:

Primeiro pressuposto: os estudantes dos PALOP escolhem o Instituto Politécnico em que querem estudar em função dos apoios que lhe são concedidos.

 

Segundo pressuposto: os estudantes dos PALOP escolhem o Instituto Politécnico em que querem estudar em função do Curso que pretendem frequentar.

Terceiro pressuposto: os estudantes dos PALOP escolhem o Instituto Politécnico em que querem estudar em função das relações de proximidade entre Portugal e o seu país de origem.

Quarto pressuposto: se os Institutos Politécnicos desenvolverem medidas de acção social direccionadas aos estudantes dos PALOP conseguirão captar mais alunos oriundos daqueles países.

Para conhecer as variáveis que estão envolvidas no processo de decisão do estudante relativamente à Instituição de Ensino Superior em que pretende estudar, apresentámos aos inquiridos um conjunto de afirmações que, em nosso entender, poderiam constituir uma resposta à questão: «Porque veio estudar para este Instituto?»

Para cada afirmação o estudante deveria assinalar qual o grau de concordância com a resposta apresentada, segundo uma escala com cinco níveis, que se situava entre a opção «completamente em desacordo» até à opção «concordo completamente».

Apresentamos de seguida (Quadro7) o resumo das respostas obtidas, assinalando para cada proposição a opção que registou um maior número de respostas e a correspondente percentagem.

 

Quadro 7 - Resumo das respostas à questão 17 do questionário

Vim estudar para este Instituto porque...

Completa me nte em desacordo Em desacordo Concordo Concordo bastante Concordo completamente

Tem o curso que desejo 38,20%

Me proporciona uma formação de qualidade 51,90%

Tenho amigos no Instituto e/ou na cidade 34,60%

Tenho família no Instituto e/ou na cidade 61,00%

Com este curso tenho melhores perspectivas de emprego 47,30%

No meu país precisam de pessoas com esta qualificação 42,90%

Aqui dão mais apoio aos estudantes estrangeiros 43,10%

Os meus amigos me deram boas informações 38,80%

Já conhecia a cidade 63,30%

Só consegui bolsa de estudo no meu país para este curso 65,00%

Só consegui bolsa de estudo no IPAD para este curso 77,70%

Nesta cidade é mais fácil encontrar um emprego que me permita continuar a estudar 54,00%

No meu país não há este curso 34,80%

 

Verificamos que as opções que obtêm uma maior percentagem de respostas concordantes são aquelas que se relacionam com a tipologia do curso, qualidade da formação e perspectivas de emprego no futuro. As opções que registam um menor grau de concordância, por parte dos inquiridos, têm a ver com a possibilidade de obtenção de uma bolsa de estudo. Registamos ainda que 43,1% dos alunos afirmam que não foi a possibilidade de obtenção de apoios sociais no Instituto que os fez optar pela Instituição em que se encontram.

Passemos, pois à analise dos quatro pressupostos da investigação.

1. Primeiro pressuposto: os estudantes dos PALOP escolhem o Instituto Politécnico em que querem estudar em função dos apoios que lhe são concedidos.

Pela análise das respostas aos questionários verificamos que dos estudantes inquiridos 83,8% afirmam não ter qualquer apoio do Instituto Politécnico.

Apesar de maioritariamente (72,8%) não estarem satisfeitos com os apoios que lhes são concedidos, somente 17,8% revelam, por essa razão, intenção de mudar de Instituto.

Ainda que 91,4% dos inquiridos afirme que dá importância ao apoio concedido pelo Instituto para a sua integração, apenas 16% apontam como razão para escolher a Instituição portuguesa onde pretendem estudar os apoios sociais de que possam ali beneficiar.

Pese embora 26,3% dos inquiridos apontarem como indispensável para a sua integração o apoio social do Instituto, podemos concluir que não é esse apoio a razão fundamental que os faz optar por uma Instituição de Ensino Superior em detrimento de outra.

2. Segundo pressuposto: os estudantes dos PALOP escolhem o Instituto Politécnico em que querem estudar em função do Curso que pretendem frequentar.

Apurámos na análise dos questionários que, dos inquiridos, 98,4% atribuem importância ao gosto pelo curso que frequentam como condição necessária para a sua integração no Ensino Superior.

Relegam para um plano inferior a opção pelo curso tomada em função possibilidade de obtenção de uma bolsa de estudo. Na verdade, registámos apenas 16,1% das respostas que fazem variar a escolha do curso em função da bolsa de estudo do país de origem e 4,6% em função da bolsa de estudo do IPAD.

 

As respostas obtidas revelam, numa percentagem muito significativa (95,8%) que os estudantes escolhem o curso em função das necessidades do seu país de origem. 42,8% dos inquiridos afirmam que escolhem este Instituto porque não existe a formação pretendida no seu país, e 85,8% escolhem o Instituto porque tem o curso que pretendem.

Do total de respostas válidas, 93% dos estudantes consideram que a formação escolhida lhes proporcionará melhores perspectivas de emprego.

Assim podemos concluir que o curso e a perspectiva futura de emprego são factores com grande importância no momento de decidir em que Instituição de Ensino Superior em que o aluno dos PALOP pretende estudar.

3. Terceiro pressuposto: os estudantes dos PALOP escolhem o Instituto Politécnico em que querem estudar em função das relações de proximidade entre Portugal e o seu país de origem.

As respostas os questionários mostram que 63,8% dos inquiridos escolhem o Instituto porque têm amigos na Instituição ou na cidades e 16,5% porque ali têm família.

Embora 77,9% dos inquiridos atribuam importância ao gosto por Portugal como condição para sua integração, 83,5% declaram que a razão para escolha do Instituto que frequentam não foi o conhecimento da cidade.

As informações positivas obtidas acerca do Instituto pesaram na escolha do Instituto em 51,6% das situações (apêndice 6, p. XXVIII).

Face aos dados obtidos nas respostas às questões 17.3, 17.4 3 17.9 podemos concluir que as relações de proximidade entre Portugal e o seu país de origem dos jovens oriundos dos PALOP têm algum peso no momento da decisão por uma ou outra Instituição de Ensino Superior, embora não seja esse o factor determinante.

4. Quarto pressuposto: se os Institutos Politécnicos desenvolverem medidas de acção social direccionadas aos estudantes dos PALOP conseguirão captar mais alunos oriundos daqueles países.

São muito reduzidas as percentagens de alunos que fazem depender a sua frequência em determinado Instituto Politécnico dos apoios sociais que ali são concedidos. Por um lado,

 

perspectiva de encontrar noutra Instituição melhores apoios. Por outro lado, apenas 15,6% apontam como escolha do Instituto o facto de ali concederem mais apoios aos estudantes estrangeiros.

Da análise feita às entrevistas aos Administradores dos diversos Serviços de Acção Social dos Institutos Politécnicos concluímos que não existe uma Política diferenciadora entre aquelas Instituições.

Assim, estas constatações não nos permitem tirar conclusões acerca do quarto pressuposto. Isto é, não podemos confirmar a veracidade da preposição «Se os Institutos Politécnicos desenvolverem medidas de Acção Social direccionadas aos estudantes dos PALOP conseguirão captar mais alunos oriundos daqueles países», pois consideramos que os dados de que dispomos não nos permitem concluir num ou noutro sentido.

Será pois um assunto que poderá ser alvo de estudos posteriores, desde que seja possível identificar situações diferenciadoras de Apoios Sociais entre os diversos Institutos Politécnicos.