3. BAĞIMSIZLIĞIN’DAN SONRA İÇ VE DIŞ POLİTİKALAR
3.1.4. Makedonya Cumhuriyeti'nde Siyasi Partiler
3.1.4.2. Türk Demokratik Partisi
Golden e Powell (1999) e Taylor (2003) afirmam que não existe um consenso na literatura sobre o que a flexibilidade da produção é exatamente, já que várias definições estão disponíveis. Kumar et al. (2006) lembram que a falta de consenso permanece apesar de ter sido acumulada, nas últimas décadas, uma grande quantidade de literatura sobre esta flexibilidade. Esta constatação envolve o tipo mais maduro de flexibilidade. Assim, no caso da flexibilidade em cadeias de suprimentos, um conceito mais recente e com um número bem menor de trabalhos abordando o seu significado e contexto, é natural imaginar que esta constatação também exista – fato que é confirmado por More e Babu (2009).
O fato de a flexibilidade ser um conceito complexo e multidimensional (SÁNCHEZ e PÉREZ, 2005), que depende do contexto (TAYLOR, 2003), talvez explique a dificuldade em se obter definições precisas. De fato, na literatura, muitas definições encontradas costumam ser amplas, gerais, atendendo tanto a flexibilidade da produção quanto a da cadeia. É o caso das definições a seguir.
Garavelli (2003) define a flexibilidade como a habilidade de um sistema de responder às mudanças internas e externas de uma maneira rápida e adequada – definição próxima da proposta por Das (1996), que considera a flexibilidade como a habilidade ou a facilidade que um sistema tem para se ajustar às mudanças em seus ambientes interno e externo. Slack (1993) define a flexibilidade como a habilidade de fazer algo diferente, de modificar o que se faz e como se faz. Golden e Powell (2000) são econômicos ao definirem a flexibilidade como a capacidade de adaptação.
Para Wadhwa e Rao (2000), o papel da flexibilidade é habilitar um sistema a lidar com mudanças (previstas ou não) em seus ambientes interno e externo de uma maneira eficaz e eficiente. A eficácia tem o sentido de que os efeitos da mudança podem ser
contidos, enquanto que a eficiência refere-se ao tempo, ao custo e ao esforço necessários para isto.
Mas existem também definições específicas. Para Kumar, Shankar e Yadav (2008), por exemplo, a flexibilidade em cadeias de suprimentos significa manter o nível de serviço ao cliente mesmo com problemas no fornecimento e mudanças bruscas na demanda. Já Kumar et al. (2006) definem esta flexibilidade como a habilidade dos membros de uma cadeia para reestruturarem suas operações, alinharem suas estratégias e compartilharem responsabilidades visando responder rapidamente à demanda em cada elo da cadeia, de modo a produzir uma variedade de produtos na quantidade, na qualidade e no custo desejados pelos clientes – ao mesmo tempo em que mantêm um alto desempenho.
Lummus, Duclos e Vokurka (2003) descrevem uma cadeia de suprimentos flexível como aquela com habilidade para responder às mudanças na demanda dos clientes. Estas mudanças podem envolver: o aumento ou a diminuição no volume, a exigência de produtos customizados, a demanda por novos produtos ou o aparecimento de novos clientes (em termos de localização). Assim, segundo os autores, a flexibilidade da cadeia exige tanto a flexibilidade interna em cada membro da cadeia, quanto a flexibilidade entre os membros.
Prater, Biehl e Smith (2001) relacionam a flexibilidade em cadeias de suprimentos com a prontidão para ajustar e o grau de ajuste que uma cadeia permite no volume, no destino e na velocidade dos produtos em resposta à demanda dos clientes.
More e Babu (2007) a definem como a habilidade de uma cadeia de suprimentos de, em situações de pequenos ou grandes distúrbios no ambiente de negócio, conseguir avaliar a situação, ajustar-se e responder rapidamente sem prejuízos em termos de esforço, custo e desempenho. Em outro trabalho (MORE e BABU, 2009), os autores oferecem várias outras definições, obtidas da literatura.
Nota-se, portanto, que há uma diversidade de definições de flexibilidade na literatura. De acordo com Serrão (2005, p.30) “a flexibilidade é um conceito que, ao longo dos anos, vem demonstrando uma complexidade inerente que permite variações em sua definição”.
Independentemente da definição, é importante notar que a flexibilidade em cadeias de suprimentos: (i) tem uma natureza interfuncional (envolve diferentes funções) (TAYLOR, 2003); (ii) engloba componentes internos e externos a uma empresa (DUCLOS, VOKURKA e LUMMUS, 2003; STEVENSON e SPRING, 2007a); (iii) não pode ser obtida a qualquer custo. Este último item chama a atenção para o fato de que outros critérios de desempenho devem servir como variáveis de contorno para a flexibilidade. Um sistema não pode ser considerado flexível quando critérios importantes sofrem prejuízo ao se utilizar a flexibilidade que (aparentemente) está disponível.
Tendo se originado na literatura sobre a flexibilidade da produção (STEVENSON e SPRING, 2007a), a flexibilidade no contexto das cadeias de suprimentos é um tema ainda
sob investigação (TACHIZAWA e THOMSEN, 2007). A sua pesquisa está começando a se mover do desenvolvimento teórico-conceitual para os estudos empíricos (STEVENSON e SPRING, 2007a).
É natural aproveitar a literatura sobre a flexibilidade da produção para se discutir a flexibilidade em cadeias de suprimentos, já que as definições e muitas idéias relacionadas aos dois conceitos são semelhantes (ver KUMAR et al., 2006). Stevenson e Spring (2007a), porém, destacam um problema: por ter sido influenciada pela literatura sobre a flexibilidade da produção desde o início, é comum encontrar trabalhos sobre a flexibilidade em cadeias de suprimentos que ficam confinados ao contexto da primeira, embora o seu escopo seja muito mais amplo. Para estes autores, boa parte da pesquisa teórica disponível sobre a flexibilidade em cadeias de suprimentos tem uma visão limitada e um foco excessivo nas funções produção e compras, enquanto que a pesquisa empírica tem sido conduzida em grande parte sob a forma de estudos transversais realizados no nível de uma empresa isolada. Simaei e Jolai (2006), nesta mesma linha, mas olhando a prática, afirmam que os gerentes não têm uma visão ampla da flexibilidade porque eles focam este conceito no contexto da fábrica, ao invés de focarem no sistema global.