3. BAĞIMSIZLIĞIN’DAN SONRA İÇ VE DIŞ POLİTİKALAR
3.2. Makedonya’da Dış Politika ve Diplomasi
3.2.1. Makedonya’nın Üyeliği, Komşuluk İlişkileri ve
3.2.1.6. Makedonya - Arnavutluk Arasındaki İlişkiler
A pseudo-organização que representa uma cadeia de suprimentos aeronáutica é composta por inúmeras atividades sucessivas – envolvendo desde a obtenção das matérias- primas até a utilização do avião – que poderiam ser representadas, de forma simplificada, segundo a hierarquia mostrada na Figura 15. Na literatura, esta representação hierárquica
das cadeias de suprimentos aeronáuticas é comum7 (ver: NIOSI e ZHEGU, 2005; BASTOS,
2006; ESPOSITO e RAFFA, 2006). As setas indicam o fluxo de materiais e produtos.
Grosso modo, um componente é uma peça primária, isto é, uma peça fabricada usando apenas matérias-primas, sem montagem. A fabricação de um subsistema já envolve
5 A descrição de outros autores, usando o mesmo ou outros contextos, é semelhante. Ver: Cizmeci (2005); Lima
et al. (2005); Mazaud e Lagasse (2007).
6 Custos não recorrentes são aqueles que têm um caráter excepcional, ou seja, que ocorrem apenas uma vez.
Exemplos: custos de desenvolvimento de um produto e dos ferramentais que serão usados para produzi-lo.
7 Na Figura 15, a adoção de uma direção vertical para representar uma cadeia de suprimentos aeronáutica, ao
invés da direção horizontal, mais usual (ver a Figura 10, no Capítulo 4), tem o propósito de deixar mais clara esta hierarquia. Os autores citados adotam esta mesma referência.
montagens (de componentes). Por fim, um sistema é composto por vários subsistemas, sendo tipicamente um item de montagem e tecnologia complexas e de natureza elétrica, mecânica ou estrutural.
NÍVEL 4 NÍVEL 3 NÍVEL 2
Matérias-primas
Componentes Componentes Componentes Componentes Subsistemas Subsistemas Subsistemas Subsistemas
Aeroestruturas Interior
Propulsão outros sistemas Aviônicos e
NÍVEL 5 Fabricação e distribuição de hardwares e matérias-primas Fabricação de componentes Fabricação de subsistemas Fabricação de sistemas NÍVEL 1 Montagem Final
Companhias aéreas (de transporte de carga e/ou passageiros), governos, empresas, etc
Serviços ao cliente Hardwares Utilização do avião NÍVEL 0 Montagem final do avião e serviços ao cliente
Figura 15 – Representação de uma cadeia de suprimentos aeronáutica segundo as suas principais atividades produtivas
A figura mostra, em cada nível, as principais atividades produtivas realizadas em uma cadeia aeronáutica, independentemente de quem as executa. Os responsáveis pela execução dessas atividades estão explicitados a seguir.
No nível 0 ocorre a utilização do produto final da cadeia de suprimentos aeronáutica (o avião) pelos clientes dos fabricantes de avião, nos diferentes segmentos.
As atividades do nível 1 são executadas pelos fabricantes de avião. Há também empresas especializadas no fornecimento de serviços ao cliente, como a TIMCO Aviation
Services e a Lufthansa Technik8, por exemplo.
No nível 2 ocorre a fabricação dos diferentes sistemas que compõem um avião9. Eles
são fabricados pelos principais fornecedores diretos dos fabricantes de avião. Exemplos: • Propulsão: Pratt & Whitney, General Electric e Rolls-Royce;
8 Pertencente ao grupo da companhia aérea Lufthansa. Várias grandes companhias aéreas possuem empresas
que oferecem serviços ao cliente.
• Aeroestruturas: Alenia Aeronautica, Mitsubishi Heavy Industries, Spirit AeroSystems e Triumph Aerostructures;
• Interior: C&D Zodiac, B/E Aerospace e JAMCO;
• Aviônicos e outros sistemas: Thales, Honeywell e Rockwell Collins (aviônicos); Parker Hannifin e Eaton (sistemas hidráulico e de combustível); Hamilton Sundstrand e Enviro Systems (sistema de ar-condicionado); ELEB, Messier-Dowty e Liebherr (trem de pouso).
Nos níveis 3 e 4 ocorre a fabricação dos componentes e subsistemas utilizados na fabricação dos sistemas. Dependendo do caso, essas atividades tanto podem ocorrer em uma única camada da cadeia, quanto em várias. Por exemplo: o processo de produção de um subsistema complexo do motor pode ocorrer ao longo de várias empresas da cadeia; da mesma forma, um componente pode ter que passar por mais de uma empresa para ficar pronto (em uma ele recebe a conformação, na outra um tratamento químico, etc).
É importante explicitar que os fabricantes de avião também realizam as atividades dos níveis 2, 3 e 4. Ou seja: eles também fabricam componentes, subsistemas e sistemas – mas isto depende do tipo de item e do programa. Exemplificando com o caso da Embraer: embora a empresa receba vários sistemas aeroestruturais de fornecedores, ela também fabrica este tipo de sistema (além dos seus subsistemas e componentes). As asas dos modelos de aviões do programa 145, por exemplo, são fornecidas pela Aernnova, mas as do programa 170/190 são fabricadas por ela. Outros exemplos: o interior do 145 é fornecido pela C&D Zodiac, enquanto que o do programa Phenom é fabricado pela própria empresa em Gavião Peixoto; os trens de pouso do programa 170/190 são fornecidos pela Liebherr, ao passo que os do programa Phenom são fabricados na ELEB, pertencente à Embraer. Já os aviônicos, o sistema de propulsão e vários outros sistemas importantes, como o hidráulico, de combustível e ar-condicionado, independentemente do programa, são obtidos
de fornecedores10.
No nível 5 são fabricadas as matérias-primas e os hardwares necessários para se produzir um avião. Esta atividade ocorre em empresas tais como a Alcoa, a Rio Tinto Alcan e a Aleris (alumínio), a VSMPO-AVISMA (titânio), a Hexcel (material compósito), a Allfast Fastening Systems e a Tyco Electronics (hardwares). Há, no entanto, um outro importante grupo de empresas que fornece esses materiais: são os distribuidores, tais como a All Metal Services (matéria-prima) e a Anixter (hardware), que compram de vários fabricantes e os revendem a diferentes clientes. Um cliente tanto pode comprar diretamente do fabricante, quanto do distribuidor.
Uma questão importante envolve os fabricantes de matérias-primas metálicas. Eles
não fornecem apenas aos fabricantes de hardware11 e à indústria aeronáutica, mas também
a outras indústrias (BASTOS, 2006).
Kary (2006) chama a atenção para o fato de que restrições de capacidade nesses fabricantes podem afetar o fornecimento de matéria-prima no caso de ocorrerem aumentos simultâneos de demanda em diferentes indústrias. Para a função compras de um fabricante de avião, que depende desse tipo de material em quantidades volumosas, esta questão é particularmente importante.
Bales, Maull e Radnor (2004) afirmam que as cadeias de suprimentos aeronáuticas são caracterizadas por uma interdependência entre os seus membros que é fruto da complexidade do avião e da estrutura dinâmica das cadeias. Esse dinamismo, por sua vez, é resultado de uma nova tendência que afeta esta indústria: o modelo de integração de sistemas. Antes de discuti-lo, no entanto, é importante apresentar alguns detalhes sobre a cadeia da Embraer. Como foram contempladas na pesquisa questões que envolvem os fornecedores diretos da empresa, eles serão apresentados a seguir.