BULGULAR VE YORUMLAR
B. Görsel Sunu
6. Rehberlik ve Psikolojik Danışma 7 Spor Kültürü ve Olimpik Eğitim
4.2. Türkçe Ders Kitaplarıyla İlgili Bulgular ve Yorumlar 1 Türkçe Ders Kitapları
A atividade reprodutiva (43,9% dos trabalhos) dos peixes marinhos em estudo foi um dos principais fatores relatado pelos autores, que promoveram formação de anéis de crescimento nos otólitos dos peixes, no qual os peixes alocam energia para maturação gonadal, migração para o deslocamento e desova. A temperatura (12, 1%) é um dos fatores que promovem a formação dos anéis de crescimento em otólitos, na qual reduz a taxa metabólica do peixe e, em seguida, influenciam o crescimento. O crescimento do otólito e a zona de formação de crescimento podem estar sob o controle de uma combinação de fatores (variação ambiental e efeitos fisiológicos) que podem variar entre as espécies (Pannella, 1971; Morales-Nin, 2000). Fatores abióticos que influenciam a taxa de crescimento em peixes incluem a pressão, temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido, gás carbônico, amônia, pH, fotoperíodo, estação e regimes hidrológicos. Entre os fatores bióticos estão abundância, disponibilidade, composição e digestibilidade de alimento, bem como competição por eles (Dei Tos et al., 2010). Peso, sexo, idade, maturidade, fator de condição, aclimatação (Brett, 1979; Mohr, 1994) são considerados como fatores internos. Em um estudo sobre otólitos de Gadiformes foi sugerido que existem dois mecanismos que regulam o desenvolvimento do otólito: a forma sendo regulada pelos padrões genéticos, enquanto os fatores ambientais (especialmente temperatura) regularam a quantidade de material depositado durante o desenvolvimento (Lombarte & Lleonart, 1993).
A formação de anéis de crescimento em otólitos associados à temperatura pode ocorrer pelo fato que o declínio da temperatura em teoria levaria a diminuição do metabolismo e conseqüentemente a uma diminuição do crescimento. Por outro lado a elevação da temperatura levaria a um aumento no metabolismo e conseqüentemente a um aumento no crescimento (Campana e Neilson, 1985; Morales - Nin e Ralston, 1990; Bullock et al, 1992; Newman et al, 2000; Pajuelo e Lorenzo, 2003). A variação da temperatura de 4 a 5 ° C é suficiente para causar a redução do crescimento de anéis de peixes e formar as estruturas calcificadas. (Nekrasov, 1979). Um estudo com os otólitos duas espécies de Pomacentrídeos coletados em diferentes faixas de variação de temperatura anual no Atlântico oeste tropical revelou que os incrementos interpretáveis foram registrados em áreas que apresentaram menos que 3°C de variação de temperatura anual da água (Caldow & Wellington, 2003).
As mudanças sazonais de temperatura e fotoperíodo são mínimas em ambientes tropicais em comparação com latitudes mais elevadas, mas o clima tropical não apresenta de forma homogênea; mudanças sazonais nos regimes de ventos e de chuvas alteram as entradas de nutrientes nos ambientes causando sazonalidade nessas regiões (Lowe-McConnell, 1987). A temperatura e a hidrologia são as duas principais variáveis que influenciam a variação
sazonal de ambientes aquáticos da região tropical e que podem ter uma influência sobre os peixes e o crescimento dos otólitos (Morales-Nin & Panfili, 2005). Foi observado para a enchova capturada na região costeira sul do Brasil que a marcação dos anéis ocorre no inverno e pode ser associada a queda da temperatura e ao desgaste energético com a migração e à reduzida atividade alimentar. A visualização dos anéis no início do verão ocorre em função da retomada do crescimento após desova (Krug & Haimovici, 1989).
4.Conclusão
Na história da ciência pesqueira muitos autores questionaram a utilização de otólitos para determinar a idade de peixes tropicais (Longhurst & Pauly, 1987). Contudo, os estudos revisados nesse trabalho sobre determinação de idade de peixes tropicais brasileiros mostram que a utilização de otólitos cada vez mais tem sido incorporada nas pesquisas biológicas de peixes tropicais, aumentando de 11 espécie até 1999 para 29 espécies a partir de 2000 até 2014. É preciso mencionar que o principal ponto fraco refere à validação da idade estimada uma vez que pode haver erros na determinação exata da idade (Campana, 2001). Vários fatores influenciam na formação e no crescimento dos incrementos nos otólitos de peixes e a formação dessas marcas de crescimento depende da espécie e dos fatores em que os indivíduos estão associados (Morales-Nin & Panfili, 2005). Podemos concluir com essa revisão que é possível o uso de otólitos em estudos de estimativa de idade de peixes que habitam ambientes tropicais sendo de fundamental importância para os estudos biológicos básicos que são subsídios para tomadas de medidas na gestão e proteção dos estoques naturais de peixes.
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Lista de Figuras
Figura 1. Número de publicações (frequência) analisada por década.
Figura 2. Número de publicações (frequência) analisada por tipo de otólito utilizado na estimação da idade dos peixes.
Figura 3. Marcas de crescimento no otólito lapilli do peixe voador H. affinis capturado em Caiçara do Norte, RN.
Figura 1. Figura 2. Figura 3.
5. CONCLUSÃO
Os estudos realizados para verificar as estratégias reprodutivas do peixe-voador,
Hirundichthys affinis e a agulha preta, Hemiramphus brasiliensis e avaliar a produção
pesqueira de H. affinis no litoral de Caiçara do Norte, Rio Grande do Norte, Brasil, permitiram chegar às seguintes conclusões:
O peixe voador habita águas superficiais dos oceanos abertos, constituindo um importante recurso pesqueiro, e migra para as águas costeiras de Caiçara do Norte para completar seu ciclo reprodutivo. Enquanto que o peixe agulha-preta, H. brasiliensis habita as águas costeiras, onde completa seu ciclo reprodutivo.
As fêmeas de ambas as espécies, H. affinis e H. brasiliensis, apresentaram maiores amplitudes de comprimento e peso, sendo maiores e mais pesados que os machos;
As fêmeas de H. affinis e H. brasiliensis tiveram uma leve predominância na população amostrada. Ambos os sexos de H. affinis crescem mais no comprimento total do corpo do que em peso, apresentando crescimento do tipo alometrico negativo, enquanto que H. brasiliensis apresenta tipo de crescimento isométrico;
As fêmeas de H. affinis atingem a primeira maturação sexual antes que os machos. No outro lado, os machos de H. brasiliensis atingem a maturidade sexual antes que as fêmeas;
As fêmeas de H. affinis apresentam uma fecundidade baixa a intermediária com desova total. Enquanto, H. brasiliensis apresenta baixa fecundidade com desova parcelada;
O peixe voador, H. affinis reproduz durante a época chuvosa e apresenta a estratégia reprodutiva do tipo sazonal. Enquanto que H. brasiliensis vive e reproduz nas águas costeiras apresentando desova parcelada e uma estratégia reprodutiva do tipo de equilíbrio.
Caiçara do Norte, RN é o principal município responsável pela produção do peixe voador em âmbito nacional;
A produção do peixe voador, em geral, mostrou crescente apresentando flutuações ao longo dos 17 anos de estudo em Caiçara do Norte que não estão atreladas com o número de embarcações e/ou presença de predadores;
Os estudos de otólitos aumentaram de 11 espécie até 1999 para 29 espécies a partir de 2000 até 2014, totalizando 40 espécies de peixes;
O uso de otólitos em estudos de estimativa de idade de peixes tropicais são de fundamental importância para tomadas de medidas na gestão e proteção dos estoques naturais de peixes.
Estratégia reprodutiva Táticas reprodutivas
H. affinis H. brasiliensis
Tamanho do corpo Intermediário Fêmeas maiores
Intermediário Fêmeas maiores
Proporção sexual 1M:1,4F 1M:1,7F
Tipo de crescimento Alométrico negativo Isométrico Primeira maturação As fêmeas maturam
primeiro
Os machos maturam
primeiro
Fecundidade Baixa a Intermediária Baixa
Tipo de desova Total Parcelada
Total (Oliveira et al., 2012) Período de desova Épocas de chuvas Prolongado, picos durante
época chuvosa
Sugestões para futuros trabalhos
Os estudos de idade e crescimento dos peixes ainda continuam escassos (NE) e portanto necessitam mais publicações nessa área;
Estudos de tecnologia de pescado para agregação de valor ao peixe voador devem ser intensificados uma vez que a alta produção do voador não é valorizada;
Estudos sobre comportamento de migração reprodutiva do peixe voador de águas oceânicas para águas costeiras de Caiçara do Norte necessitam ser realizados no campo.