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3.2. AĠLE ĠġLETMELERĠNDE STRATEJĠK YÖNETĠM

3.2.2. Aile ĠĢletmelerinde Stratejik Yönetim Süreci

3.2.2.4. Strateji Seçimi

Na análise dos dados, partiu-se do pressuposto de que as crianças estão em condição de vulnerabilidade, que existem diferenças com relação às condições de vida de crianças com diagnóstico da infecção pelo HIV positivo ou negativo e que estas podem ser influenciadas pela dimensão social, programática e individual. Supõe-se, nesse estudo, que alguns desses fatores podem contribuir direta ou indiretamente para a vulnerabilidade em diferentes níveis hierárquicos (proximal, intermediário ou distal).

O marco teórico proposto foi estruturado tomando-se por base as dimensões propostas por AYRES et al. (2006) para análise de populações em condições de vulnerabilidade: em social, programática e individual discriminaram-se as dimensões em

blocos hierarquizados (FUCHS; VICTORA; FACHEL, 1996; VICTORA, 1997). Definiu-se, em nível distal, a dimensão social, considerando-se que as condições sociodemográficas, econômicas e o apoio sociofamiliar podem favorecer a proximidade com alguns fatores determinantes da vulnerabilidade em crianças com diagnóstico de HIV+; em nível intermediário, a dimensão programática e, em nível proximal, a dimensão individual. Definiu- se como variável dependente o diagnóstico da infecção pelo HIV e a idade e o sexo da criança e a interação entre a idade e o sexo como potenciais fatores confundidores e de ajuste do modelo final. Todas as variáveis independentes foram investigadas como potenciais fatores de risco e não houve associação principal; por ser exploratória a natureza deste estudo, foram retiradas da análise 13 crianças institucionalizadas.

Investigou-se a associação entre o diagnóstico anti-HIV em crianças de 0 a 12 anos e os potenciais fatores determinantes nas respectivas dimensões. A adoção do modelo hierarquizado deve-se à grande quantidade de variáveis elencadas para explicar os fatores determinantes do HIV+ em crianças de 0 a 12 anos que convivem com o HIV/aids. A hierarquização das variáveis foi estabelecida na construção do marco conceitual e permitiu que entrasse no modelo somente aquelas que se mostrassem fortemente associadas com o desfecho sob estudo.

Inicialmente realizaram-se análises descritivas com distribuições de frequências univariadas e medidas de tendência central e dispersão (média e desvio padrão) das principais características da amostra do projeto matriz, com 244 famílias e 284 crianças, incluídas as crianças que viviam em instituições. Em seguida, essas últimas foram retiradas do estudo, em decorrência dos níveis diferenciados de exposição da vulnerabilidade aos quais estão expostas, permanecendo na amostra sob estudo 231 famílias e 271 crianças.

Nas etapas subsequentes, foram realizadas análises bivariadas exploratórias visando identificar diferenças proporcionais entre as características selecionadas e o diagnóstico da infecção pelo HIV das crianças para cada dimensão da vulnerabilidade, mediante aplicação dos Testes Qui quadrado de Pearson e o Exato de Fischer. Para verificar tendências proporcionais entre as variáveis do tipo ordinal e o diagnóstico da infecção pelo HIV, utilizou-se o Teste Qui quadrado de Tendência Linear.

Para estimar a magnitude das associações, utilizou-se a prevalência como medida de frequência e como medida de associação a Razão de Prevalência (RP) e respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%), estimados em função do risco relativo (RR) da regressão de Poisson com variância robusta. A indicação do uso da regressão de Poisson robusta decorreu da elevada prevalência de crianças HIV+ na população de estudo (19,2%)

(BARROS; HIRAKATA, 2003). Adotou-se o nível de significância estatística de 5% (valor de p ≤ 0,05).

Na análise multivariada, as estimativas foram obtidas mediante o uso da Regressão de Poisson com variância robusta, orientadas a partir do marco teórico definido a priori, no qual, a entrada das variáveis no modelo ocorreu em blocos hierarquizados de acordo com os níveis definidos para as dimensões da vulnerabilidade. A estratégia adotada para a entrada das variáveis no modelo foi a forward; foram selecionadas as variáveis cujos valores de p ≤ 20% (valor de p ≤ 0,20) na etapa bivariada. Adotou-se como ordem para entrada das variáveis os níveis hierárquicos: distal (1), intermediário (2) e proximal (3). Após seleção das variáveis no modelo final, realizou-se o ajuste por sexo, idade da criança e interação entre a idade e o sexo. Permaneceram no modelo as variáveis que se mostraram associadas ao desfecho ao nível de 5% de significância estatística (valor de p ≤ 0,05).

A avaliação da qualidade do modelo foi obtida mediante a avaliação do cálculo do coeficiente de determinação para cada dimensão (R2) e pelo teste de bondade de ajuste no modelo final (goodness-of-fit test).

O poder deste estudo foi calculado para a prevalência de 30% de crianças infectadas pelo HIV e, dessa forma, adotou-se a diferença média de prevalências dos fatores de risco entre os grupos de 50% (negativo e positivo). O nível de significância adotado para o cálculo foi de 5% e encontrou-se o poder de teste de 72,3%.

Os dados foram digitados no software estatístico Epiinfo e, após digitação, exportados para o STATA v.11 para tratamento e geração dos resultados.

Figura 1 Construção do modelo teórico para investigação das dimensões de vulnerabilidade de crianças no contexto familiar do HIV/aids.

Acessibilidade ao Serviço - Tipo de parto

- Profilaxia do AZT na gestação

-Início da profilaxia do AZT na criança

- Uso do bactrim - Tipo de serviço utilizado

HIV+ Dimensão Social Dimensão Programática Dimensão Individual Socioeconômico - Escolaridade do chefe - Principal fonte de renda - Renda familiar

- Situação ocupacional do cuidador - Auxílio do governo

Condições ambientais - Tipo de Moradia - Esgotamento Sanitário - Banheiro

- Tratamento da água de beber - Energia elétrica

- Destino do lixo Apoio sociofamiliar

-Grau de parentesco cuidador - Recebe visita de parentes - Parentes sabem a sorologia da criança

- Criança costuma brincar - Preconceito em local de lazer - Orfandade

Perfil sociodemográfico cuidadores - Faixa etária do cuidador

- Sexo - Cor - Religião - Situação Conjugal - Aleitamento materno -Aleitamento cruzado -Idade que levou a criança ao serviço para acomp HIV - Administração do AZT para criança

Condiçõe de saúde - Sorologia dos pais

- Esatdo de saúde da criança

Idade Sexo