4. ARAŞTIRMA VE BULGULAR
4.1. Marmara Bölgesinde Yer Alan Baraj Havzaları
4.1.1. Karaidemir Baraj Havzası
4.1.2.3. Sevişler Baraj Havzasında Hidrolojik Kuraklık Analizi
4.1.2.3.2. Sevişler Baraj Havzasında Aylık Ortalama Hazne Hacim Değerleri ile Farklı Zaman Ölçeklerindeki SYİ Değerlerinin Karşılaştırılması
Um decreto do führer de 25 de julho de 1944 proclama a Guerra total:
O aparelho de Estado deve ser inspecionado e reavaliado no seu conjunto, de tal modo a se obter uma liberação máxima de forças para o exército e a produção, uma organização mais racional dos serviços públicos, uma redução das tarefas não diretamente úteis à guerra graças a simplificação e a melhoria dos processos (HITLER, 1944, apud CHAPOUTOT, 2005).
Toda uma organização racional será mobilizada para melhorar o desempenho da máquina estatal. Goebbels (apud CHAPOUTOT, 2005) anuncia medidas de terror cada vez mais duras: “Tudo que serve ao povo, tudo que o mantém, tudo que endurece e desenvolve a sua força de combate e de trabalho é bom e indispensável para a guerra”, diz ele. “Tudo que se opõe a esse objetivo deve ser erradicado (...). Hoje, o mais radical é apenas bastante radical, e o mais total é apenas bastante total para nos levar à vitória, a uma vitória total”.
O conteúdo da propaganda nazista visa uma mobilização mecânica das energias e da violência. O regime nacional-socialista deseja abertamente a guerra, Hitler tem explicitamente afirmado tal intenção em Mein Kampf. Essa guerra será primeiramente contra o Oeste, para saldar as contas com o inimigo hereditário, a França. Contudo, a frente no Ocidente é secundária para ele, apesar da importância e da popularidade que lhe traria. A verdadeira guerra é a racial e colonial ao Leste. Ansioso de atribuir à raça nórdico-germânica, novas áreas de expansão, Hitler ambiciona conquistar um espaço vital ao Leste, e andar assim nos rastros dos cavaleiros teutônicos, que outrora, na época do “drang nach Osten” medieval, já haviam iniciado a colonização da Polônia e da Rússia.
No entanto, tal luta não deverá se assemelhar a nenhuma outra. A raça nórdica deverá ser libertada da ameaça judaica e da horda de “sub-homens” eslavos que a mesma emprega: essa guerra será uma Guerra total, uma guerra de extermínio, como ele mesmo expõe aos seus generais em 31 de março de 1941. No
dia 15 de junho do mesmo ano, Himmler, o reichsführer da SS apresenta a primeira versão de Plano Leste (General Plan Ost), projeto de remodelagem do espaço territorial europeu, sob o critério racial. Com esse Plano, ele prevê o desaparecimento, no médio prazo, de cerca de 31 milhões de eslavos, para liberar as terras assim ofertadas à colonização germânica: três milhões de alemães
reichsdeutch deverão ser implantados na frente pioneira do Leste. A deportação, a
esterilização dos eslavos e o extermínio dos seus mandantes judeus deveriam possibilitar a expansão do espaço vital da raça alemã.
A guerra no front Leste vai se tornar um verdadeiro massacre, um combate implacável e exterminador. A Wehrmacht não respeita nenhuma convenção de guerra. Ela não prevê nem alojamento e nem abastecimento para os prisioneiros de guerra soviéticos. Amontoados em recintos a céu aberto, os prisioneiros morrem de inanição, de fome, de calor e de frio. Deportados, na Alemanha para fazer tornar a máquina de guerra industrial, eles são mal alimentados e submetidos a um tratamento desumano, sem comparação com o tratamento reservado aos trabalhadores forçados ocidentais, franceses, belgas ou italianos. De cinco milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 3,2 milhões morreram entre 1941 e 1945.
Por outro lado, divisões inteiras de Waffen-SS foram especialmente criadas para desempenhar na arte da guerra o que o Estado de exceção representava para o direito. Excuindo-se o juramento de fidelidade ao chefe supremo, os SS não estavam vinculados a nenhuma norma, qualquer que fosse. As violações deliberadas do direito de guerra e dos direitos humanos pelo regime nazista provocaram um nível de violência de tal ordem, que qualquer retorno se tornou impossível; a única saída possível para a guerra sendo doravante a derrota total e a capitulação sem condição. Em quatro anos de guerra, o regime violou todas as convenções e os acordos tácitos do direito de guerra, notadamente com a quebra do tabu do massacre de populações civis.
A SS organiza meticulosamente o extermínio dos judeus soviéticos. Himmler e Heydrich criam quatro unidades especiais, os grupos de intervenção (einsatzgruppen), compostos por recrutas da polícia alemã e por soldados da
devem “varrer” o território soviético ocupado, seguindo os rastros da retaguarda da
Wehrmacht. Sua missão é de liquidar os altos funcionários comunistas de origem
judaica e em seguida, a partir do outono de 1941, do extermínio sistemático de populações judaicas. Até 1944, os três mil homens das einsatzgruppen fizeram mais de um milhão de vítimas. Esse extermínio itinerante é realizado de maneira rudimentar, através de execução na margem de valas comuns, de maneira selvagem, enquanto organiza-se o aniquilamento industrial em massa, em campos de extermínio. Era necessário relembrar esses fatos para restituir o contexto da proclamação da Guerra total em 1943.
O confronto com a URSS é apresentado pelos nazistas como o episódio final de uma “gigantomaquia” racial na seqüência daquelas que têm percorrido a história há séculos. Um combate de titãs que opõe a raça ariana a seu inimigo judeu com os seus seguidores, recrutados numa “subumanidade asiática”. O bolchevismo torna-se o inimigo total que procura a destruição do Reich, tal como outrora o cristianismo- judaico com o desmoronamento do Império Romano do Norte. O anúncio da derrota em Stalingrado constitui um choque de mau presságio. O Reich reage então pela proclamação da Guerra total, nas palavras de seu ministro da propaganda, Goebbels. No dia 25 de julho de 1944. Goebbels será então nomeado
Generalbevollmächtigter zum totalen kriegseinsatz, Comissário geral plenipotenciário
para o envolvimento na Guerra total.
Desde o início, o Estado nacional-socialista tem sido totalmente voltado para o objetivo último de confronto racial e de expansão do espaço vital (liebensraum) no Leste. O “alinhamento” (gleichschaltung) dos anos 1933-1934 parece ter sido o prelúdio da Mobilização total, que teve início dez anos mais tarde, em fevereiro de 1943. O Estado-máquina vai apertar cada vez mais os parafusos. Todos os serviços de polícia e de repressão (SS, SD, Gestapo) são doravante centralizados e reunificados no Ofício Central pela Segurança do Reich (RSHA), cuja direção é atribuída a Heinrich Himmler, chefe da SS. Seu braço direito, Reinhardt Heydrich estabelece como consigna “reprimir sem piedade toda manifestação contra a unidade e a vontade de combate do povo alemão”. A coesão do povo alemão, a solidariedade das diferentes molas da máquina, não pode sofrer nenhum abrandamento. A engrenagem da violência se radicaliza. A máquina do terror será
acionada contra a população alemã, no âmbito interno e contra os inimigos do Reich, no exterior.