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1.3. Liderlik Tarzları

1.3.3. Serbestiyetçi Liderlik

Para Yin (2003) a definição de proposições é um importante elemento do processo de pesquisa na medida em que a conduzem rumo a certos aspectos que necessitam ser apreciados dentro dos objetivos almejados pelo estudo.

Podemos conceituar proposições como assertivas que estipulam, de algum modo, relações de cunho teórico entre os fatores examinados pelo estudo.

O autor ressalta que mesmo quando do uso de pesquisas de caráter exploratório, nas quais se objetiva encontrar novas ideias e pressupostos de maneira a explicar eventos ou fenômenos, é importante que se proceda partindo de uma referência na teoria, o que permite que a pesquisa se inicie com lógica e de maneira direcionada, ainda que, posteriormente, as premissas se revelem erradas e sejam abandonadas. Ainda, as proposições não devem ser confundidas com hipóteses de pesquisa, uma vez que não serão comprovadas estatisticamente.

Uma primeira proposição é que o modelo desenvolvido para adoção no Estado de São Paulo segue, em termos gerais, as determinações do e-PING, tendo sido, porém, adaptado para atender às especificidades locais.

Além disso, percebe-se que, apesar de existir, atualmente, uma concordância no que diz respeito à necessidade de integrar sistemas e informações, na prática, a implantação de um modelo de interoperabilidade esbarra em dificuldades e problemas que retardam ou mesmo impedem sua adoção.

Selltiz, Jahoda et. al. (1972) também atentam para o fato de que as preposições de pesquisa devem ser formuladas, no caso de pesquisas exploratórias, de maneira a conservar certa flexibilidade, para que se viabilize a apreciação de várias dimensões do fenômeno.

Nesse sentido, vários autores, como Garda (2011), Santos e Reinhard (2007) levantaram a necessidade da interoperação no Brasil, porém a mesma possui barreiras para adoção. Uma preposição é a de que as naturezas levantadas por Anderseen e Dawes (1991) servem de base para compreender as barreiras à adoção da interoperabilidade.

Na estrutura de pesquisa proposta por Scholl e Klischewski (2007) baseada em suas três dimensões as naturezas podem ser reconhecidas nas direções da dimensão um, unificando a análise entre os dois autores e ampliando a compreensão do processo.

Ao se verificar a forma como a interoperabilidade está ocorrendo entre os sistemas de matrícula do Estado e Município poderá ser identificada a dimensão e a direção em que se enquadra o processo, permitindo uma visão mais clara das influências que podem surgir sobre o processo, como se vê nas tabelas a seguir:

Tabela 8: Integração e interoperação para propósitos específicos

Desejo ou Necessidade específicos

Frequência Governança Economia Organização TIC

Ad-hoc / necessária uma única vez

Baseada em acordos gerais previamente assinados ou acordos mais específicos de direitos e procedimentos de acesso e interoperação Modesta ou de alto custo potencial / retorno baixo, se houver Grupos de interesse; grupo de projeto; força tarefa (por exemplo resposta a catástrofes);

Uso de funções e fontes de informação existentes já prontas para interoperarem; compartilhamento de informação e interoperabilidade e algum processo transacional ad-hoc, com baixa eficiência e efetividade.

Necessidade ocasional ou frequência

moderada

Com base em acordos específicos de direitos e procedimentos de acesso e interoperação Moderado a alto custo potencial / retorno intangível Grupo de projeto ou cooperação

Uso de funções novas e preexistentes e fontes de informações porntas para a interoperabilidade. Interoperabilidade regular e processamento de transações com baixo volume e eficiência e efetividade moderadas Necessidade

permanente ou frequente

Baseada em acordos específicos de direito ao acesso e interoperação, padrões de integração de processos de negócio, formatos de informação e procedimentos

Alto custo, retorno elevado

Grupo de projeto estendido; federação

Estabelecimentos de padrões para arquitetura de negócios; funções e fontes de informação para interoperabilidade existentes são criadas e mantidas regularmente; transações e interoperabilidade regularmente executadas e com alta eficiência e efetividade

Tabela 9: Integração e interoperação para propósitos gerais Desejo ou Necessidade Gerais

Frequência Governança Economia Organização TIC

Ad-hoc / necessária uma única vez

Baseada em acordos gerais previamente assinados

Modesto custo /retorno incerto

Baixa afiliação; Grupos de interesse; (por exemplo, para resposta pontual a catástrofes);

Distribuição de informação para busca; nenhuma ou limitadas trocas transacionais

Necessidade

ocasional ou frequência moderada

Baseada em acordos gerais previamente assinados

Modesto para moderado custo / retorno intangível

Grupo de projeto; cooperação. Distribuição de informação para busca; trocas transacionais modestas

Necessidade

permanente ou frequente

Baseada em acordos gerais previamente assinados e acordos específicos de acesso e direitos e procedimentos para interoperação.

Moderado para alto custo, retorno desconhecido.

Grupo de projeto extendido; federação

Distribuição de informação para busca; moderada interoperação, interoperabilidade limitada.

Com base nas informações coletadas sobre o caso, tem-se que a interoperabilidade ocorreu para um propósito específico, com necessidade permanente ou frequente de troca de dados. Assim, segundo a tabela oito devemos encontrar:

- acordos específicos de direito ao acesso e interoperação, padrões de integração de processos de negócio, formatos de informação e procedimentos que darão governança para o processo de interoperabilidade;

- custos elevados de implantação, mas retornos também elevados;

- estabelecimentos de padrões para arquitetura de negócios; funções e fontes de informação para interoperabilidade criadas e mantidas regularmente; transações e interoperabilidade regularmente executadas e com alta eficiência e efetividade.

Por fim, o levantamento teórico realizado permitiu a formulação dos seguintes proposições:

- a interoperabilidade leva ao aumento da eficiência governamental ao integrar processos e eliminar os casos de duplicação de processos em localidades distintas;

- os principais desafios para a implantação da interoperabilidade são de natureza organizacional;

- a principal dificuldade técnica quando da implantação da interoperabilidade é a coerência dos conjuntos de dados;

- a influência política e a definição clara de ações de cada ente federado nos processos compartilhados garante maior efetividade do processo.

A validade destas proposições será verificada após a análise dos dados coletados tanto nas entrevistas quanto na análise de documentação.