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Süjeyi Hakikate Hazırlayıcı Olarak Ahlak

III. BİLGİNİN DEĞERİ

III.III. Süjeyi Hakikate Hazırlayıcı Olarak Ahlak

As mineralizações auríferas que ocorrem no Greenstone Belt de Pilar estão inseridas em rochas metassidimentares de origem química e em rochas metavulcanoclástica pertencentes a Formação Serra do Moinho, no presente trabalho as unidades hospedeiras da mineralização são representadas pelo quartzo-muscovita-clorita-xisto (Ppcls) e pelo xisto carbonoso (Ppcx). No GSP, os garimpos ocorrem numa extensão de 6 Km e são alinhados na direção destas camadas.

As zonas mineralizadas ocorrem em três níveis, sendo dois deles alojados no quartzo-muscovita-clorita-xisto (Ppcls), que são denominados de (HG2 e HG3, baixo teor e ocorre em vários níveis poucos espeços) e estão associados a veios de quartzo presentes nesta unidade. A maior parte destes veios apresenta-se concordante à foliação Sn, por vezes são discordantes, e podem estar boudinados ou dobrados e com alteração hidrotermal.

$SDUDJrQHVHGHVWHHVWiJLR GHDOWHUDomRLQFOXL HQWUHDVIDVHV³PHWiOLFDV´SLULWDQR (HG3); pirita + pirrotita (HG2) e ouro, também são encontrados, mas em quantidades bem menores arsenopirita e calcopirita. A pirita e pirrotita ocorrem tanto nas vênulas como disseminadas em halos centimétricos que balizam as mesmas, ouro livre ocorre como pintas e fagulhas somente nas vênulas, geralmente no quartzo, e raríssimas vezes incluso em sulfeto.

Na camada do xisto carbonos (Ppcx) e está presente a camada principal de minério (HG1, alto teor e menor espessura), ocasionalmente esta camada pode ocorrer no contato com quartzo-muscovita-clorita-xisto (Ppcls). Esta zona mineralizada, é composta de veio e vênulas de quartzo que podem variar de poucos centímetros até um metro de espessura.

Estes veios, possivelmente são sincrônicos aos da geração descrita para o (HG2 e HG3), no entanto a associação paragenética neste caso de: arsenopirita + pirrotita + galena + esfalerita ± pirita ± calcopirita, mostrando-se um pouco mais complexa do que á dos demais níveis mineralizados. É comum a ocorrência de galena, esfalerita, calcopirita e ouro nativo nos veio e vênulas de quartzo. O ouro pode ocorrer livre no quartzo, próximo das vênulas e veios de quartzo e ocasionalmente incluso em sulfetos.

ϱϮ Microscopicamente pode-se estabelecer a relação temporal entre o crescimento dos minerais que indicam o auge do metamorfismo da área e a fase Dn (representada pela foliação Sn). Foi observado que o padrão dos porfiroblastos de sulfetos nos níveis mineralizados HG1, HG2 e HG3 indicam crescimento de tardi à pós Dn, o que é semelhante aos porfiroblatos de granada, biotita e muscovita que marcam o auge metamórfico da área.

Sabendo-se que o ouro está associado aos sulfetos, pode supor que o ouro já existia na rocha e passou por processo de recristalização durante auge metamórfico.

Com a conceituação de que os sulfetos ocorrem tardi a pós Dn, pode-se concluir, que a zona de empurrão (pré a sin Dn) que justapôs as duas unidades hospedeiras da mineralização, gerou influência na zona mineralizada. Esta pode até ter controlado o acesso de fluidos através de fraturas e planos de cisalhamento subparalelos ao plano de empurrão.

8- CONCLUSÃO

Foram reconhecidos na área de estudo três compartimentos litoestratigráficos: o embasamento arqueano, representado pelo ortognaisse Moquém, uma sequência vulcanossedimentar paleoproterozóica que corresponde ao Greenstone Belt de Pilar e uma sequência metassedimentar atribuída ao Grupo Araxá, de possível idade neoproterozóica. As litologias que compõem esses três compartimentos litoestratigráficos foram divididas em unidades principais. No Bloco Moquém encontram-se o biotita gnaisse (Amg) e o muscovita xisto (Ams), no GSP as unidades foram separadas em três pacotes dominantes, na parte inferior estão presentes as calssicilicatadas (Ppcs), o quartzo-biotita xisto (Ppqbs), o muscovita-carbonato xisto (Ppqsst) e o xisto carbonoso (Ppcx), essas camadas são truncadas por uma superfície de cavalgamento seguindo para uma um litotipo intermediário composto pelo quartzo-muscovita-clorita-xisto (Ppcls) e pelo talco carbonato xisto (Pptcls). Acima destes, encontrasse o litotipo superior que é composto pelo metagrauvaca (Ppmgr) (camada predominante), metapelito carbonoso (Ppmpl), metachert (Ppmc), anfibolito (Ppanf) e pelo quartzito (Ppqtz). No Grupo Araxá as unidades muscovita-quartzo xisto (Namx), biotita- clorita-quartzo-muscovita xisto(Nabcqm) e quartzitos (Naqx).

Quanto à evolução tectônica da área, foram reconhecidas quatro fases de deformação principais (Dn-1, Dn, Dn+1 E Dn+2), sendo que as estruturas relacionadas à fase de deformação Dn-1 são de difícil reconhecimento. A deformação Dn-1 é identificada através de uma clivagem de crenulação apertada que transpõe uma foliação mais antiga denominada Sn-1. A fase Dn é responsável pela geração da principal foliação dos três domínios da área, a

ϱϯ Sn que é caracterizada por uma xistosidade bem marcada por minerais micáceos e pelo alinhamento dos grãos de quartzo. As dobras geradas nesta fase possuem a foliação principal Sn como plano axial e a direção preferencial dos eixos para SSE, com baixo caimento.

Também são encontradas lienações mineral e de intersecção nesta fase. A fase de deformação Dn+1 resultou predominantemente no dobramento da foliação Sn e as dobras são as principais feições estruturais dessa fase, sendo observada nas rochas do Grupo Araxá e do GSP. Na região a sul da área de estudo as unidades litoestratigráficas do Greenstone belt de Pilar definem uma inflexão passando de uma direção aproximadamente N30W (a norte da área) para N60 a 70 W na região a sul da área, onde são truncadas pelas rochas do Grupo Araxá, sendo que esta inflexão foi gerada pela fase de deformação Dn+1. É possível indicar a existência de uma fase de deformação Dn+2, com uma família de dobras com planos axiais de direção WNW, que contrasta com a direção preferencial dos planos de dobras indicados para Dn+1.

As associações minerais descritas permitem indicar que o metamorfismo regional que afetou as rochas do Greenstone belt de Pilar, Grupo Araxá e Bloco Moquém, na área mapeada, atingiu a fácies xisto verde superior (zona da granada), sendo semelhante nas diversas faixas mapeadas. A maioria das lâminas analisadas mostra um padrão de recristalização tardi Dn para estas rochas, indicando que a maior parte dos minerais metamórficos se formou ao final de Dn, e para alguns o crescimento se estendeu até após a formação da foliação.

As mineralizações auríferas que ocorrem no Greenstone Belt de Pilar estão inseridas em rochas metassedimentares que são representadas pelo quartzo-muscovita-clorita-xisto (Ppcls) e pelo xisto carbonoso (Ppcx).

Foi observado que o padrão dos porfitoblastos de sulfetos nos níveis mineralizados HG1, HG2 e HG3 indicam crescimento tardi até pós Dn, o que é semelhante aos porfiroblatos de granada, biotita e muscovita que marcam o auge metamórfico da área.

Como o ouro está associado aos sulfetos, pode-se concluir que a mineralização deve ter ocorrido através de fluidos que percolaram os planos de cisalhamento associados à falha de empurrão possivelmente durante o evento metamórfico principal (tardi Dn). Ou se caso o ouro já estivesse presente nas rochas ele passaria por uma recristalização durante este auge metamórfico. Também é possível que o ouro tenha sido introduzido na rocha nos estágios iniciais do empurrão passado por uma recristalização durante este auge metamórfico.

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