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BÖLÜM II: ALAN YAZIN

2.2. CİNSİYET GELİŞİMİ KURAMLARI

2.2.2. Psikoanalitik Kuram

[...] os habitantes sempre imaginam habitar numa [...] (cidade) que só cresce em função do nome... e não se dão conta da cidade que cresce sobre o solo. E mesmo para mim, que gostaria de conservar as duas cidades distintas na mente, não resta alternativa senão falar de uma delas, porque a lembrança da outra, na ausência de palavras para fixá-la, perdeu-se. Italo Calvino Os mapas usados nesta parte foram provenientes dos sites que os identificam, porém sua autoria nos permite modificá-los de acordo com o objetivo destinado, para resguardar sua autoria. As identificações e a diagramação foram feitas por mim, levando em consideração a necessidade de explicitar melhor o tema tratado. Meu objetivo foi que as figuras sejam observadas como textos visuais que complementam o escrito.

A localização de Bananeiras (Mapa 02) segue as seguintes coordenadas geográficas:

6° 45 0 S, 35° 37 58 W, conforme o mapa abaixo:

MAPA 2: Localização de Bananeiras de acordo com as coordenadas geográficas.

Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com

Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=250150> Acesso em: 10/11/2012.

Bananeiras é um município pertencente ao estado da Paraíba, no Brasil, que está localizado a 141 Km da capital, João Pessoa. Faz parte da Mesorregião do agreste paraibano (Fig. 03) e da Microrregião do Brejo (Fig. 04), área geográfica considerada por suas características como parte do semiárido brasileiro.

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MAPA 3: Mesorregião do agreste paraibano

Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dado

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Paraiba_MesoMicroMunicip2.svg> Acesso em: 10/10/2012

MAPA 4: Microrregião do Brejo paraibano, área em vermelho

Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dado Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro: Paraiba _Micro_BrejoParaibano.svg> Acesso em: 10/10/2012.

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No mapa, abaixo, apresento a localização mais específica (Fig.05) do município de Bananeiras, no extremo norte da microrregião do Agreste paraibano:

MAPA 5: Localização de Bananeiras no mapa da Paraíba

Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dado Disponível em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Paraiba_Municip_Bananeiras.svg> Acesso: 10/10/2012.

O fato de estar localizada no planalto da Borborema, numa altitude de 552m, unindo as características de agreste, brejo e semiárido, proporciona características geográficas bastante peculiares em relação a outras localidades do território brasileiro. Seu clima é considerado como tropical chuvoso, com verão seco. As cidades que lhe circunvizinham atualmente são: ao Norte, Dona Inês e Tacima; ao Sul, Borborema e Pirpirituba; ao Leste, Belém; e, a Oeste, Solânea.

O relevo da região é marcado por vales profundos e estreitos. Está inserido na bacia hidrográfica do rio Curimataú. Atualmente, o município conta com três distritos: Tabuleiro, Roma e Maia. No ano de 1948, tinha mais três municípios: Solânea, Borborema e Dona Inez, mas, a partir 1953, passou a assistir a emancipação deles. Quanto aos aspectos climáticos, segundo Manoel Luiz da Silva (1997, p.13),

a precipitação pluviométrica mínima está em torno de 27 mm., no mês de novembro, quando a temperatura eleva-se a 26°C, registrando-se a máxima em 220 mm, no mês de junho, onde a temperatura chega em torno de 22°C. O período compreendido entre os meses de março a agosto é favorável para atividade agrícola, quando a média pluviométrica mensal chega a 100 mm, e pode atingir até 77% da precipitação anual (1300 aproximadamente). A

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umidade relativa do ar é bastante uniforme, com uma média em torno de 80 %.

Habitando em Bananeiras por mais de três anos, tenho constatado, no mês de junho, cotidianamente, temperaturas inferiores à citada acima, como muito comum, de 18°C e 19°C.20 Mas o autor se refere à temperatura máxima daquele mês.

O início da fase agroindustrial ocorreu na década de 40, e seu apogeu, na década de 50 do século passado. Segundo fontes do IBGE, da produção agrícola dos censos de 1940 e 1978, destacavam-se as seguintes produções: cana de açúcar, algodão herbáceo, algodão arbóreo, agave, arroz, laranja, fumo, feijão, manga, mandioca brava, mandioca, milho, banana e batata doce. Em ambos os sensos, destaca-se a maior produção de cana de açúcar (MONTENEGRO, 1996, p.21).

De acordo com os últimos dados estatísticos do IBGE, de 2010 (Tabela 01), sobre Bananeiras, temos o quadro abaixo:

TABELA 1: Dados do IBGE sobre o município de Bananeiras (PB).

TEMAS DADOS

População 2010 21.850

Área da unidade territorial (km²) 257,930

Densidade demográfica (hab/Km²) 84,72

Código do Município 250150

Gentílico Bananeirense

Bioma Caatinga

Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com os dados do IBGE (2010).

Historicamente, Bananeiras foi colonizada por volta da segunda ou terceira década do Século XVII, destacando-se as figuras de Domingos Vieira e Zacarias de Melo, oriundos de Mamanguape. Ganharam uma sesmaria, no ano de 1716, circunvizinhando uma lagoa, numa floresta densa, onde havia um bananal que produzia frutos muito pequenos, imprestáveis para o consumo, de que teria nascido o topônimo da cidade – Bananeiras. “[...] até o ano de 1796, tinha características de um arraial” (SILVA, 1997, p.15).

Segundo Silva (1997, p.17),

20 “Bananeiras

tem temperatura média anual entre 12ºC e 31ºC.” Disponível em: <http://www.bananeiras.pb.gov.br/bananeiras/noticias.asp?id=386> Acesso em 10/10/2012.

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[...] a data de instalação da Vila de Bananeiras, ocorreu em 10 de outubro de 1833, cuja resolução teve origem por força do Art. 1.°, do decreto sancionado em 13 de dezembro de 1832 do conselho da Província, tomada em sessão de 9 de maio do mesmo ano, sendo elevada a Vila. E, a Lei Provincial n° 690, de 16 de outubro de 1879, deu-lhe o Foro de Cidade e Sede do Município. Historicamente, a importância que teve a produção do café – que já vinha sendo produzido em Mamanguape – em Bananeiras, atrelada ao cultivo da cana de açúcar, vai contribuir para o fortalecimento de oligarquias locais, desenvolvimento socioeconômico que fará Bananeiras se destacar na Região Nordeste e no próprio país:

Segundo dados econômicos a cidade de Bananeiras foi o maior recanto de produção de café na Paraíba, o segundo do Nordeste e o décimo do país. Em 1852, o café de Bananeiras rivalizava em qualidade e aceitação com o de São Paulo. Produzia-se um milhão de sacas ao ano, o transporte era precário. Fazer o produto chegar aos principais centros consumidores se constituía em um ato de heroísmo. Essa opulência econômica chega ao fim em 1923, com a contaminação das plantações pela praga Cerococus paraibensis, depois desse período, outros produtos vieram a se destacar na economia, como por exemplo, a cana-de-açúcar, o fumo, o arroz e o sisal. (ALMEIDA; COSTA; SANTOS, 2011, p. 36).

Para minha tese, esse acontecimento ganha relevo, pois, de acordo com Montenegro (1997, p.41-2), “o marco inicial do processo educativo oficial em Bananeiras foi o instituto de Educação, de ensino fundamental, fundado e dirigido pelo Bacharel Dionísio maia em 1906.” Um pouco mais adiante, ele escreve:

Em 1917 foi inaugurado o Colégio ‘Sagrado Coração de Jesus’, dirigido pelas freiras da Ordem das Irmãs de Santa Dorotéia, de clientela feminina e que remontava o quadrívio medieval: a aritmética, as artes, a religião e a língua vernácula. Evoluiu para Escola Normal na década de 40, mas fechou em 1975, por falta de alunas, possivelmente por sucumbir à concorrência dos colégios modernizantes dos grandes centros urbanos surgidos na crista da onda a industrialização da era pós-Juscelino.

Não é de se estranhar o ensino conservador no modelo medieval, em uma sociedade latifundiária, estratificada socialmente, circunscrita no coronelismo de interior, a inexistência do ensino de História, posto que sua inserção no currículo foi estabelecida no Regulamento de 1838, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro e, aos poucos, disseminou-se pelo país. O que me surpreende é o fato de o Colégio Sagrado Coração de Jesus, com a crise econômica, ainda ter permanecido até a década de 1970. Convém lembrar que, se a cana de açúcar continua sendo a propulsora de capital, pelo menos no Nordeste, a produção canavieira, inclusive com

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tecnologia produtiva mais avançada, ocorreu na segunda metade do Século XIX. Quanto às datas da citação, estão em confluência com o período áureo da produção cafeeira em Bananeiras, se atento que o fim do ciclo acaba no ano de 1923. Isso foi atestado por Almeida, Costa e Santos (2011, p.36), que referem:

O dinheiro do café permitia a construção de grandes casas, tanto na área urbana quanto na área rural, no período colonial em estilo neoclássico,

eclético, art-déco e proto modernista, [sic.] resultantes da opulência vivida

em Bananeiras pela aristocracia local. Essas residências abrigavam os filhos dos ricos plantadores de café e de cana-de-açúcar esses “filhos da aristocracia” nem precisavam se deslocar para estudar em outras localidades, até porque em Bananeiras existiam colégios renomados como o Colégio Sagrado Coração de Jesus e o Instituto Bananeirense.21 (grifo meu).

O resultado econômico proporcionou para o município o ensino de qualidade nos padrões vigentes do período. Atesta-se hoje ainda, a importância da educação para o município, pois agrega entre outras instituições o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN) e o Campus III, da UFPB. Vejo como importante ressaltar que as instituições de ensino nascem com estreito vínculo com a agropecuária: propiciadas pelo desenvolvimento na área e, também, para suprir necessidades rurais.