BÖLÜM IV: BULGULAR
4.3. Çalışma grubundaki çocukların ve annelerinin oyuncak tercihlerine ve tercih
Foram aplicados dois questionários, ambos, juntos com os encontros e as rodas de conversa, contribuíram para a construção do roteiro semiaberto das entrevistas. Somado a esses, o relatório temático da entrevista com os professores, elaborado por Silva Júnior (2007).
Do primeiro questionário (APÊNDICE A) participaram 31 professores, representando ao todo 8 (oito) escolas dos dois setores pesquisados. A quantidade de professores participantes por instituição (Tabela 02) de ensino variou muito mais em função do tamanho físico das escolas e do número de professores. Por exemplo, no ano de 2012, a E. M. E. F. São Judas Tadeu teve apenas uma professora ensinando duas turmas, uma no turno matutino e, outra, no vespertino. Levando-se em consideração esse aspecto, tive uma representação maciça das escolas. Sendo a maior delas, a E. M. E. F. Miguel Filgueira Filho, participaram uma maior quantidade de professores.
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TABELA 2: N.° de professores que participaram do questionário n.° 1.
EMEF Participantes (%)
EMEF do Jaracatiá 6 19,35
EMEF José Henrique Pereira 5 16,12
EMEF José Rocha Cirne 3 9,67
EMEF Major Augusto Bezerra 3 9,67
EMEF Miguel Filgueira Filho 8 25,80
EMEF Olho D’Água 3 9,67
EMEF Raposa 2 6,45
EMEF São Judas Tadeu 1 3,22
Total 31 100,00
Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dados do Questionário 1.
A única escola que não participou do questionário foi E. M. E. F. de Umari, no entanto, justifico a peculiaridade desse acontecimento através de dados colhidos na roda de conversa ocorrida no Centro Cultural de Bananeiras, em 26 de outubro de 2011. Naquele dia, entre os 14 colaboradores, estiveram presentes uma professora e o gestor – que também exercia função de professor, ambos representantes da referida instituição. A escola, localizada em assentamento – fica afastada por 18 km do centro de Bananeiras – termina por se transformar em uma ilha, pois há intensa dificuldade de acesso. A distância e o isolamento contribuem para o aumento do índice de violência na escola e na área rural onde ela se insere. As residências são escassas no perímetro que leva até a escola. Os dois professores, que estavam presentes naquele dia, foram absorvidos pela escola que acolheu os alunos e, no dia em que foi aplicado o questionário, o gestor/professor que participou já se colocou como membro E. M. E. F. Major Augusto Bezerra. Segundo seu depoimento, a situação interna da escola, no que diz respeito aos aspectos físicos, encontrava-se em um verdadeiro caos. Acrescentando-se os fatores que geram a violência, bem como a própria, os aspectos relativos à comunidade emergiam como desesperadores.
A questão da violência foi bastante comentada pelos dois membros da escola e endossada por alguns professores de outras escolas presentes no dia. Algumas pessoas ainda teimam em ver o campo como um lugar oposto a cidade, onde reina a paz e a harmonia, a afamada ideia de paraíso perdido. Características como essa, desmistificam as concepções equivocadas, ao mesmo tempo em que se percebe a transformação do espaço e a configuração de um novo lugar. A violência rural da localidade aferida é causadora de algumas ações humanas: (1) as famílias praticam a migração ou a transumância, pois ocorrem periodicamente invasões e assaltos nos sítios; (2) os alunos são forçados a se deslocarem de
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Umari para estudar nas localidades circunvizinhas; (3) movimentos sazonais que, classicamente ocorrem geralmente em função da criação dos pastores, são aguçados por outro fator; (4) algumas partes da região terminam por ficar desertificadas em termos populacionais. Ainda, segundo depoimento dos professores, o fato de haver vários caminhos de acessos para se chegar a Umari, contribuem para o aumento da violência, pois isso facilita a fuga dos assaltantes e, ainda, dificulta o controle de algum policiamento local.
A professora presente disse que os pais têm uma visão equivocada da instituição, pois usam a Escola como depósito, esquecendo-se das verdadeiras funções a que se presta o ensino-aprendizagem. Outro aspecto que fiz associação às ações que ocorrem em territórios urbanizados onde, em função do trabalho, os pais terminam delegando funções que são da família à escola.
A E. M. E. F. de Umari, na época do relato, possuía 20 alunos da educação infantil ao 5o ano, funcionando em regime multisseriado. Como estava funcionando em situação de extrema precariedade, a escola fechou e enviou os alunos para E. M. E. F. Major Augusto Bezerra (também localizada no assentamento Caboclo), mas o ensino permanecia multisseriado, no entanto com uma menor discrepância, em relação à verificada anteriormente na escola de origem.
Na E. M. E. F. Major Augusto Bezerra havia uma sala vaga pela manhã, mas o problema foi resolvido, pois ficaram funcionando duas séries. No início do processo de transição, os pais passavam pela dificuldade de deslocamento dos filhos, mas já no momento em que descreveram os acontecimentos, a Prefeitura de Bananeiras estava fazendo o transporte de Umari para E. M. E. F. Major Augusto Bezerra.
O relato acima mostra que houve participação de um representante da escola que se desmembrava, além de apontar para problemáticas que passam as escolas mais deslocadas do centro da cidade.
Houve unanimidade nas respostas do questionário, nos seguintes quesitos, de forma geral e na especificidade do ensino de História, foram todas afirmativas, ou seja, marcaram a resposta sim:
• Gosta de ser professor?
• Você considera que o ensino de História contribui para vivência da cidadania?
• Você considera que o ensino de História contribui para o desenvolvimento da consciência crítica?
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• Podemos estabelecer práticas interdisciplinares (ou transdisciplinares) com o ensino de História?
• É possível estabelecer relações entre o ensino de História e o ensino de Matemática? • É possível estabelecer relações entre o ensino de História e a leitura e a escrita? Apesar das respostas objetivas e afirmativas do questionário, exceto no que diz respeito à vivência da cidadania e desenvolvimento da consciência crítica, as demais relativas à interdisciplinaridade, através das entrevistas não pareceram ser efetivadas no cotidiano da maioria dos professores entrevistados posteriormente, ou mesmo nas rodas de diálogo. Ainda chamo atenção para aqueles que se dizem inovadores na prática do ensino de História (Tabela 03). Posso arredondar, posto que um dos professores deixou de responder a questão, que 50% se diz ter inovado no ensino, enquanto a outra metade manteve a tradição. Quando entrevistados, percebemos algumas práticas que se dizem inovadoras, mas que são tradicionais e, algumas outras, que realmente estão na perspectiva de ensino de História reflexivo – permanências e mudanças.
TABELA 3: Sobre inovação no ensino de História.
CONSIDERA QUE JÁ INOVOU NO ENSINO DE HISTÓRIA EM SEU COTIDIANO EM SALA DE AULA? RESPOSTA Sim 15 Não 15 Não informou 1 Total 31
Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dados informados no Questionário 1.
Aspecto que dizem respeito à subjetividade do processo de resposta ao questionário (Tabela 04), mostra nas atitudes dos professores: (1) Passaram corretivo, rabiscaram, indicaram outra resposta; (2) houve o caso específico de um professor que se questionou se ensinava ou não História. Neste último, posso aferir sobre a identidade do professor, das séries iniciais do ensino fundamental, não se considerar professor também de História, posto que, de outro lado, há uma identidade com o ensino de Língua Portuguesa e Matemática.
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TABELA 4: Dúvidas nas respostas dos professores sobre o ensino de História.
ORDEM HOUVE VACILAÇÃO NA RESPOSTA DOS
QUESTIONAMENTOS
QDE
1. Sente afinidade com o ensino de História? 3
2. Já ensinou História? 7
3. Ainda ensina História? 4
Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dados informados no Questionário 1.
Salários dos professores variavam de R$ 540,00 até R$ 1.160,00. Deve-se levar em consideração, que: alguns professores trabalham um ou mais turnos; que ocorrem incentivos quando o professor exerce cargo de confiança – como gestão; que houve muitas variações entre os dois valores expostos; que quatro professores não expuseram o valor das suas mensalidades; que um professor escreveu R$ 900,00 da seguinte forma 900 – sendo que dava a impressão nítida de R$ 0,00 – o que me pareceu de exemplar ironia em relação ao seu soldo. Aspectos como este último mostram efetiva consciência de insatisfação do professor em relação ao piso salarial. Alguém poderia não dar importância ao fato, mas confesso que achei de extrema criatividade.
A experiência no magistério, dos professores que participaram do primeiro questionário variava de 2 (dois) a 33 (trinta e três) anos. De forma mais sucinta (Tabela 05) pode-se ter uma noção geral, abaixo, da disposição dos professores pelo tempo de sala de aula, ou de forma mais detalhada, no final da tese (APÊNDICE B).
TABELA 5: Tempo de experiência em sala de aula.
Intervalo de tempo Quant.
Entrevistados
Menos de 5 anos 5
Acima de 5 até 10 anos 10
Acima de 10 até 15 anos 3
Acima de 15 até 20 anos 4
Acima de 20 anos até 25 anos 4
Acima de 25 anos 5
Total 31
Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dados informados no Questionário 1.
Além da atividade de professor, desenvolvem outras para complementar a renda (Tabela 06). Pelas entrevistas e contatos com os colaboradores, algumas das atividades são espécie de hobby e outras podem ser consideradas atividades tão importantes quanto à docência.
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TABELA 6: Outras atividades desenvolvidas além da docência.
ORDEM ATIVIDADE
1. Vendedora da Avon 2. Agricultura e pecuária
3. Comércio (fotografia) e serviços pastorais na igreja 4. Comércio
5. 4 (quatro) são gestores e um vice-gestor, que são atividades ligadas ao ensino. Fonte: Elaborada pelo autor, de acordo com dados informados no Questionário 1.
O segundo questionário (APÊNDICE C) foi entregue ao grupo de professores das escolas, mas apenas 13 deles deram retorno. Expressivamente maior que o primeiro, com mais questões abertas e dava maior liberdade dos professores falarem ou não sobre a prática do ensino de História. Alguns dos resultados dele foram usados mais adiante, na tese.
O terceiro questionário foi pensado e aplicado aos alunos pela professora de História do 8.° e 9.° anos, da E. M. E. F. Miguel Filgueira Filho. Utilizei-me apenas de alguns dados para diagnosticar o corpo discente e, principalmente, para comprovar que após o setor do Tabuleiro, a maioria dos alunos que são absorvidos pela UNITAB, é proveniente do setor caboclo.
Por último, o relatório temático da entrevista com os professores, elaborado por Silva Júnior (2007), somado aos outros temas que surgiram com os contatos diários, deram contorno ao meu roteiro de entrevista. Assim, posso afirmar que rodas de conversa, contatos informais, questionários, abriram vias sólidas para a execução das entrevistas.