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Propaganda Kavramı ve Propagandanın Tanımı

B) BİR İLETİŞİM BİÇİMİ OLARAK PROPAGANDA

1) Propaganda Kavramı ve Propagandanın Tanımı

De acordo com a teoria institucionalista, a ordem está intrinsecamente ligada ao direito. Assim, toda instituição corresponde, mesmo que implicitamente, a uma ordem jurídica, ou seja, onde há ordem social há também o direito. Desse modo, se a organização é do tipo social, então paralelamente existirá também uma ordem jurídica, pois toda sociedade apresenta-se organizada (seja da forma mais primitiva até a forma mais complexa) e nesse sentido, existirá também o direito114.

Um dos representantes da concepção pluralista dos ordenamentos jurídicos positivos é SANTI ROMANO, para quem o direito só existe em uma instituição concreta. Aqui o termo “instituição” deve ser compreendido como o próprio ordenamento social, já que para SANTI ROMANO, qualquer ordenamento social, por ser ordenamento, é também jurídico. Isto significa que o direito positivo não se confunde com o Estado, pois o Estado nada mais é do que uma espécie do gênero direito115.

O conceito de direito é, portanto, indissociável do conceito de instituição. Existirá uma instituição sempre onde existir relações sociais de caráter permanente, constituindo uma entidade irredutível aos seus membros e, conseqüentemente, haverá também um ordenamento jurídico. Se toda organização social tem caráter jurídico, então toda sociedade implica uma ordem jurídica. Assim, para a tese pluralista, se cada organização social corresponde um ordenamento jurídico, então haverá tantas organizações jurídicas quantas ordens sociais existam116.

114 CAVALCANTI FILHO, Theophilo. O problema da segurança no direito. São Paulo: Revista dos

Tribunais, 1964, p. 36-37.

115 REALE, Miguel. Teoria do direito e do Estado. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 297.

116 CAVALCANTI FILHO, Theophilo. O problema da segurança no direito. São Paulo: Revista dos

Portanto, de acordo com o institucionalismo romaniano, o Estado é um dos ordenamentos jurídicos, ou seja, é uma instituição que não pode ser confundida com o sistema de normas jurídicas. Nesse ponto, esta corrente se afasta do estatalismo jurídico, concebido por alguns autores, entre eles KELSEN, que identifica o Estado com o direito (positivo), ou seja, o direito é monopólio do Estado. Para SANTI ROMANO, não há uma conexão necessária entre o Estado e o direito, o que existe é uma correlação entre a idéia de sociedade e a idéia de direito, ou seja, todo ordenamento social é também um ordenamento jurídico117.

A respeito da ordem e segurança em uma instituição, THEOPHILO CAVALCANTI FILHO118 ressalta

“O que sobretudo importa ter em vista, como decorrência lógica das considerações feitas, é que o direito é responsável pela ordem e segurança que se instauram em qualquer agrupamento humano. E isso é exato, não só no que diz respeito às organizações mais limitadas, como em relação às organizações mais amplas, como o Estado”.

Conforme visto, a corrente institucionalista refuta a idéia formalista de que só há direito em uma organização estatal, pois parte da premissa de uma pluralidade de ordenamentos (dos mais simples ao mais complexos) e que onde existir organização social, existirá o direito. Sobre essa multiplicidade de ordenamentos que poderia levar à desordem e à insegurança sob o ponto de vista da sociedade em geral, SANTI ROMANO afirma que existe uma conexão entre os vários ordenamentos e para que haja relevância jurídica, um ordenamento deve condicionar a existência, o conteúdo ou eficácia de outro ordenamento119.

A par dos diferentes pontos de vista da doutrina monista, que admite a existência de um só ordenamento jurídico e da teoria pluralista, que afirma a existência de vários ordenamentos jurídicos, MIGUEL REALE, a partir dos estudos de DEL VECCHIO,

117 REALE, Miguel. Teoria do direito e do Estado. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 297.

118 CAVALCANTI FILHO, Theophilo. O problema da segurança no direito. São Paulo: Revista dos

Tribunais, 1964, p. 44.

119 CAVALCANTI FILHO, Theophilo. O problema da segurança no direito. São Paulo: Revista dos

identifica uma Terceira Escola, que se baseia na concepção da graduação da positividade jurídica entre os vários ordenamentos jurídicos. Esta escola parte da premissa de que há vários ordenamentos jurídicos possíveis, mas nem todos eles têm o mesmo grau de positividade120.

Sobre o ordenamento jurídico estatal, REALE121 salienta que “dentre todos os ordenamentos jurídicos possíveis, se afirma como o verdadeiramente positivo, em virtude de sua correspondência com a vontade social predominante”. Não é que para REALE o Estado seja o único ordenamento jurídico que ostente positividade, mas o que diferencia o Estado dos demais ordenamentos é que sua positividade é plena e não depende de qualquer outro ordenamento.

A respeito da relação “Estado-direito”, REALE afirma que enquanto não se constitui o Estado, o direito não adquire plena autonomia, não se diferenciando de forma clara as normas jurídicas das normas religiosas ou éticas. O Estado não cria o direito e tampouco existe exclusivamente para atingir fins jurídicos, mas é no Estado que o direito adquire plena positividade, a validade de suas normas jurídicas existem por si mesmas não dependendo de nenhum outro ordenamento122.

Nesse sentido, REALE123 ressalta que

“Ora, parece-nos inegável que foi o Estado que marcou, com o seu aparecimento, a transformação do Direito em Direito plenamente

objetivado, cuja positividade não depende de nenhum outro

ordenamento e tem a garantia da coação incondicionada. É certo dizer que a necessidade dessa conversão constitui uma das causas finais da formação do Estado: o Estado não existiria se o Direito não tendesse à objetividade; o Direito Positivo não poderia tornar-se pleno sem o Estado”.

120 REALE, Miguel. Teoria do direito e do Estado. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 307 e ss. 121 REALE, Miguel. Teoria do direito e do Estado. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 314.

122 Sobre o Estado não criar o direito, REALE ressalta que “o Estado cria formalmente o Direito, visto como

decide, em última instância, sobre a positividade das normas, mas, na realidade, Estado e Direito são termos que se implicam e respectivamente se exigem, segundo o princípio de complementaridade, a que já nos referimos”. Teoria do direito e do Estado. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 322.

Se o direito atinge sua máxima positividade no ordenamento jurídico estatal, é certo que a segurança jurídica deverá ser assegurada pelo direito estatal. De acordo com THEOPHILO CAVALCANTI FILHO124

“como se vê, o Direito estatal representa o máximo de certeza e de segurança para a coletividade. Constitui uma garantia de orientação e de comportamento, não só no que diz respeito a si mesmo como também aos demais ordenamentos. E assim é porque, como acabamos de ver, há uma graduação de positividade, uma graduação de eficácia, de modo que a norma que, afinal prevalece, é aquela imposta pelo poder estatal”.