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B) BİR İLETİŞİM BİÇİMİ OLARAK PROPAGANDA

5) Propaganda ve Halkla İlişkiler

O termo “certeza” tem dois significados fundamentais: i) segurança subjetiva da verdade de um conhecimento e ii) garantia que um conhecimento oferece da sua verdade. Esses significados não são excludentes entre si, mas complementares148.

A certeza como segurança subjetiva da verdade de um conhecimento é uma noção subjetiva da certeza, pois depende da vontade de crer ou não crer em algo, que não é passível ou não necessita de prova. A certeza subjetiva adquire destaque nas religiões, ou seja, a possibilidade da segurança subjetiva do saber não garantida por um critério objetivo da verdade. A possibilidade da segurança subjetiva reforça o reconhecimento da outra possibilidade, a de garantia objetiva. A certeza como garantia objetiva de um conhecimento é aquela em que alguém está certo a respeito de algo, com base na evidência objetiva.

TOMÁS DE AQUINO distingue a certeza a partir de dois enfoques: causa e objeto. A certeza considerada a partir do aspecto da causa considera a fé mais certa do que a sabedoria, do que a ciência e do que o intelecto, pois se baseia na verdade divina, que proporciona o máximo de certeza, enquanto a sabedoria, a ciência e o intelecto se fundamentam na razão humana. Assim, haverá mais certeza quando fundamentada na fé e menos certeza quando baseada na razão humana149.

Já a certeza considerada a partir do objeto, o objeto que mais se adapta ao intelecto humano é mais certo e é menos certa a fé. Isto significa que a idéia de certeza

148 No inglês é usado o termo certitude para se referir ao primeiro significado e certainty para o segundo. No

português há apenas o termo certeza. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. de Ivone Castilho Benedetti. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 150.

149 ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. de Ivone Castilho Benedetti. 5 ed. São Paulo:

pelo objeto é contrária à certeza considerada na sua causa, pois se a inteligência humana é capaz de conhecer todas as coisas, então conhecer pelo objeto é mais certo e pela fé é menos certo. Em síntese: a certeza considerada na sua causa é a certeza subjetiva, ou seja, a segurança subjetiva da verdade da crença, enquanto a certeza considerada sob o aspecto do objeto é a certeza objetiva que é mais razão do que vontade.

A certeza foi identificada com a verdade por DESCARTES, cuja identidade é manifestada pela afirmação: “só aceitar por verdadeiro o que se reconhece evidentemente como tal”. Já LOCKE distinguia certeza da verdade e certeza do conhecimento: a certeza da verdade existe quando as palavras são ligadas de modo que representem a concordância ou discordância das idéias que exprimem e a certeza do conhecimento que procura a concordância ou discordância na proposição que a exprime150.

Não é objeto deste trabalho aprofundar o estudo sobre a verdade, mas considerando que a verdade pode ser identificada com a certeza e a certeza, por sua vez, é uma das associações de idéia de segurança, então vale citar alguns conceitos fundamentais de verdade, como será visto a seguir.

O conceito de verdade por correspondência é o mais difundido e mais antigo. Foi explicitamente definido por PLATÃO como “verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso é aquele que as diz como não são”. Entre os estóicos e epicuristas o critério de verdade não é o mesmo, mas concordam quando à definição de verdade: a verdade é a correspondência entre o conhecimento e a coisa151.

Sobre a verdade por correspondência, FABIANA DEL PADRE TOMÉ152 salienta que “classicamente, define-se a verdade como a adequação de determinada sentença à realidade, exigindo-se identidade entre a proposição afirmativa ou negativa de algo e a realidade por ela referida. É o que sustentam os adeptos da teoria da verdade por correspondência”.

150 ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. de Ivone Castilho Benedetti. 5. ed. São Paulo:

Martins Fontes, 2007, p. 150.

151 ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. de Ivone Castilho Benedetti. 5. ed. São Paulo:

Martins Fontes, 2007, p. 1184.

A verdade por coerência é aquela que admite que aquilo que é contraditório não pode ser real, ou seja, a verdade é a coerência perfeita. Entretanto, a coerência não deve ser entendida como a simples ausência de contradição; mas abolição de qualquer multiplicidade que não possa ser compreendida pelo pensamento humano153.

A verdade por consenso é a verdade estabelecida pelos indivíduos de uma sociedade, em um determinado momento histórico, a respeito do enunciado de maior credibilidade. É verdadeiro, portanto, o enunciado que for aceito pela sociedade como o de maior credibilidade, não havendo relação alguma entre os enunciados lingüísticos e a realidade sensível. Sobre a verdade por consenso, FABIANA DEL PADRE TOMÉ154 ressalta que

“Não obstante argumentos no sentido de que a adoção dessa corrente filosófica acarretaria grande insegurança por transformar a convicção comunitária da verdade em critério de certeza, entendemos que, sendo visto o consenso, base para identificação da verdade, como algo constituído pelo sistema em que se insere, essa teoria é perfeitamente aplicável. Isso porque o próprio sistema estabelece o que é consenso, como e quando se opera, eliminando instabilidades na determinação da verdade consensual”.

A verdade como revelação ou manifestação se apresenta sob duas formas: uma empirista e outra metafísica ou teológica. A primeira considera a verdade como aquilo que se revela imediatamente ao homem, como a sensação ou intuição; já a forma metafísica admite que a verdade se revela em modos de conhecimento excepcionais, por meio dos quais se torna evidente a essência das coisas, seu ser ou o seu princípio (Deus).

153 Nesse sentido, FABIANA DEL PADRE TOMÉ ressalta que “essa teoria exige, outrossim, que, além da

inexistência de contradição, as proposições aceitas como verdadeiras possam ser deduzidas umas das outras. A verdade do enunciado é identificada pela coerência interna do discurso, pela observância à lei lógica da não-contradição das proposições entre si: a verdade não se estabelece entre o enunciado e o mundo da experiência, mas decorre da coerência de determinado juízo com um sistema de crenças ou verdades anteriormente estabelecidas”. A prova no direito tributário. São Paulo: Noeses, 2005, p. 13.