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Politik konjonktür dalgalanmaları teorisi

1.2. Teorik Temeller: Politika Ekonomi Đlişkilerini Açıklayan Görüşler

1.2.4. Politik konjonktür dalgalanmaları teorisi

A ideia de autonomia na área educacional é identificada como multidimensional (HURD, 2005) e, conforme já relatamos, o conceito de autonomia inspirou desde movimentos políticos de luta de diferentes bandeiras operárias, como também foi identificado como elemento presente na gênese das estruturas cognitivas. Paiva (2006) apresenta uma leitura sobre autonomia que perpassa por características diferentes das relatadas anteriormente, mais voltada para o papel do aluno no desenvolvimento da autonomia.

Segundo Paiva (2006), na abordagem comunicativa em relação a aprendizagem de língua estrangeira, é comum o método direto, método que foi desenvolvido em oposição ao ensino pela gramática e tradução. O método direto é impulsionado pela necessidade de habilidades orais e o objetivo é a comunicação na língua alvo. Sua base é a teoria associacionista da psicologia. No caso da aprendizagem pela gramática, os alunos praticam perguntas e respostas, exercitando a pronúncia e, assim, atingem uma competência semelhante a de um nativo. Nesse aspecto, o aprendiz esforça-se para ignorar a língua materna e “pensar em inglês” (PAIVA, 2005). Dessa forma, o método direto, não trata do reconhecimento da autonomia dos alunos, pois a maioria das atividades são controladas pelos professores e os direitos dos aprendizes atrelados à escola e às

decisões por determinação dos pais. A autora não descarta a possibilidade de, apesar do controle externo, ocorrer traços de autonomia dos alunos, por exemplo, em pesquisas no dicionário, ainda que não presentes no material utilizado, ou então, a construção de frases significativas para o cotidiano.

Ao vivenciar a aprendizagem de Língua Inglesa pelo método direto, Paiva (2006) faz algumas considerações sobre o papel do professor e sua atuação em sala de aula, capaz de influenciar, ou limitar, o desencadeamento do processo de autonomia. A autora afirma ainda que há casos em que o professor também não é autônomo e que, muitas vezes, precisa seguir o material proposto, sem ter condições de criar estratégias diferenciadas por estar limitado ao método oferecido.

A autora, preocupada com o estudo da autonomia na aprendizagem de língua estrangeira, afirma que a dificuldade da definição de autonomia dos alunos está relacionada com a baixa frequência em que os aprendizes podem ser realmente autônomos. Dickinson (1987 apud PAIVA, 2006) observa que as decisões sobre a aprendizagem e seu gerenciamento estão, em geral, inseridos nos livros e materiais didáticos e os graus de autonomia variam, desde o autogerenciamento às escolhas externamente dirigidas, envolvendo fatores como: decisão de aprender, método de aprendizagem, ritmo, quando/onde, materiais, monitoramento, avaliação interna e externa. Para Paiva (2006), outros fatores ainda interferem no desenvolvimento desta autonomia, tais como: características do aprendiz, professores, tecnologia, legislação educacional, bem como aspectos culturais, econômicos e políticos.

Ao apresentar algumas definições de autonomia, destaca a de Dickinson, que considera utópica, tendo em vista não considerar a influência externa atuante sobre o aprendiz. Afirma que “um aprendiz autônomo é aquele que é totalmente responsável para tomar decisões que dizem respeito à sua aprendizagem e para implementá-las” (DICKINSON, 1987 apud PAIVA, 2006, p. 82).

Dickinson (1994 apud MAGNO E SILVA, 2008) nos lembra de que autonomia pode ser entendida como uma atitude para aprendizagem e não uma metodologia, ou então, uma disposição para aprender. Ressalta a importância do papel do aluno e as decisões que este deve tomar para se tornar autônomo. O autor considera também a importância do aluno reconhecer suas dificuldades e ter consciência desse fato é uma das grandes contribuições para o processo da autonomia.

Paiva (2006) destaca ainda a definição de Little, “autonomia é a capacidade de planejar, monitorar e avaliar as atividades de aprendizagem, e, necessariamente,

abrange tanto o conteúdo quanto o processo de aprendizagem” (LITTLE, 1991 apud PAIVA, 2006, p. 82) que, de acordo com ela, apesar de minimizar os aspectos externos, inclui estratégias metacognitivas em fases diferentes da aprendizagem. Litlle (1991 apud MAGNO E SILVA, 2008) define autonomia em uma tendência mais psicológica e privilegia os processos cognitivos envolvidos no estudo autônomo. Ele afirma que autonomia não é sinônimo de autoinstrução e que não se limita a aprendizagem sem um professor, ressaltando que o professor pode ajudar o aluno a atingir certo grau de autonomia, mas não necessariamente torná-lo autônomo. Outro aspecto ressaltado por Litlle é que autonomia não implica na abdicação de responsabilidades do professor mas também não é deixar o aluno conduzir as coisas da melhor maneira. Na visão do autor, também não é apenas uma questão de como organizar o processo de aprendizado e que autonomia não é um estado estável para ser alcançado. Para ele, autonomia é uma capacidade de desprendimento, de reflexão crítica, de tomada de decisão independente da ação. Afirma, ainda, que autonomia pressupõe que o aluno irá desenvolver uma relação psicológica para o processo e para o conteúdo de sua aprendizagem. E essa autonomia será exibida tanto no modo como o aluno aprende, como na forma com que ele transfere esse conhecimento, que foi aprendido, para contextos mais amplos.

Acrescentando uma dimensão psicológica, Little (1991 apud MAGNO E SILVA, 2008 ) conceitua autonomia

Essencialmente, a autonomia é uma capacidade – para o distanciamento, a reflexão crítica, a tomada de decisões, e a ação independente. Ela pressupõe, mas também implica que o aprendiz desenvolverá um tipo específico de relação psicológica com o processo e o conteúdo da sua aprendizagem. A capacidade de autonomia do aprendiz se manifestará tanto na sua maneira de aprender, quanto na de transferir o que aprendeu para outros contextos (LITTLE, 1991 apud MAGNO E SILVA, 2008, p. 473)

Benson (2008) trata as perspectivas de autonomia entre professor e aluno sob a ótica de perspectivas políticas e ideológicas mais amplas. Partindo do pressuposto que a autonomia pessoal permite estabelecer um contexto mais amplo para autonomia na aprendizagem, o processo que o sujeito leva para obter uma vida autônoma envolve o contexto da aprendizagem. Dessa forma, uma sociedade que valoriza a autonomia deve facilitar os tipos de aprendizagem que estão relacionados ao processo de autonomia. Para Benson (2008), o papel do professor pode ser

redefinido, proporcionando resultados mais autônomos a partir de um novo posicionamento do mesmo na sala de aula. Professores e alunos podem interagir mais e, juntos, criarem oportunidades para aprender. O autor denomina essa oportunidade de processo, o qual pode ser criado em todas as classes, enfatizando que esse passo em direção à autonomia pode ser o catalisador para um crescimento acelerado de aprendizagem.

Benson (2001 apud MAGNO E SILVA, 2008) afirma ainda que autonomia é uma capacidade multidimensional, ou seja, pode assumir formas diferentes para pessoas diferentes e que não acontece igualmente a todos os sujeitos, tampouco para o próprio sujeito. Para ele, conseguir a autonomia é um processo individualizado, sendo que o aprendiz poderá ou não desejá-la. O aluno pode desejar ser autônomo em uma determinada situação e, em outra, ele pode desejar não ser, ou não é conveniente para ele naquele momento. Essa definição proposta por Benson destaca a dificuldade da verificação da autonomia e a necessidade de que ela seja avaliada por diferentes e múltiplas perspectivas, especificamente do professor, do aluno, do ambiente, do material utilizado.

Para Benson, a definição de autonomia também está associada ao gerenciamento da aprendizagem, controle sobre os processos cognitivos e sobre os conteúdos da aprendizagem.

Quanto à perspectiva do aluno, Benson (2008) afirma que, muitas vezes, a autonomia é uma condição para realização de objetivos na vida. Muitos alunos estão mais preocupados em aprender o que precisam para realização de objetivos pessoais do que com a aprendizagem autônoma. Aprender outro idioma é um caso de autonomia pessoal. Porém, se o propósito é tornar um profissional competente, pode-se optar por ler livros ou participar de aulas específicas. Então, para Benson, ambos são exemplos de autoaprendizagem, ou seja, a escolha que o aluno faz para alcançar os objetivos na vida é o uso da autonomia como propósito particular.

Entretanto, um dos conceitos mais clássicos de autonomia é o de Holec (1981 apud MAGNO E SILVA, 2008) que conceitua autonomia como a habilidade do aluno em encarregar-se pela própria aprendizagem. De forma geral, Holec afirma que o aprendiz se responsabiliza pela aprendizagem, o que implica o gerenciamento do seu tempo, suas preferências e necessidades individuais.

Para Paiva (2006), embora existam autores que defendam que a autonomia é uma capacidade que pode ser aprendida (KARLSSON et al.,1997 apud PAIVA,

2006), há autores (CANDY 1989 apud PAIVA, 2006) que defendem a autonomia como uma capacidade inata e alertam sobre a instituição formal poder suprimir ou distorcer essa capacidade.

Outro aspecto relevante da autonomia relaciona-se à liberdade, à motivação e à habilidade do aprendiz,

Podemos definir uma pessoa autônoma como aquela que tem a capacidade de fazer escolhas e conduzir suas próprias ações. Esta capacidade depende de dois componentes: habilidade e desejo. Assim, uma pessoa pode ter a habilidade de fazer escolhas independentes, mas não sentir nenhuma vontade de implementá-las (porque tal comportamento não é, por exemplo, percebido como apropriado ao seu papel em uma determinada situação). Por outro lado, uma pessoa pode ter o desejo de exercitar escolhas independentes, mas não ter a habilidade para fazê-lo (LITTLEWOOD, 1996 apud PAIVA, 2006).

Paiva (2006), fundamentada em vários autores, propõe doze parâmetros mais frequentemente apontados como relevantes para o estudo de autonomia:

1. Autonomia envolve a capacidade inata ou aprendida; 2. Autonomia envolve auto-confiança e motivação;

3. Autonomia envolve o uso de estratégias individuais de aprendizagem. 4. Autonomia é um processo que se manifesta em diferentes graus;

5. Os graus de autonomia não são estáveis e podem variar dependendo de condições internas ou externas;

6. Autonomia depende da vontade do aprendiz em se responsabilizar pela própria aprendizagem;

7. Autonomia requer consciência do processo de aprendizagem;

8. Autonomia está intimamente relacionada às estratégias metacognitivas: planejar/tomar decisões, monitorar, e avaliar;

9. Autonomia abarca dimensões sociais e individuais;

10. O professor pode ajudar o aprendiz a ser autônomo tanto na sala de aula quanto fora dela;

11. Autonomia, inevitavelmente, envolve uma mudança nas relações de poder;

12. A promoção da autonomia do aprendiz deve levar em consideração as dimensões psicológicas, técnicas, sociais e políticas (PAIVA, 2006, p. 89).

Na próxima seção, explicaremos, com maiores detalhes, cada um dos parâmetros propostos por Paiva (2006), os quais foram pautados nos referenciais de alguns autores que realizaram estudos sobre autonomia.