2.2. Ekonomik Güvenlik Unsurları
2.2.1. Teknik Politikalar Alanında Ekonomik Güvenlik
2.2.1.2. Piyasaya Giriş ve Piyasaya Giriş Güvenliği
As emoções têm sido encaradas ao longo do tempo como um fator perturbador do pensamento, do raciocínio e que, no caso específico da tomada de decisão, poderia prejudicar o processamento da informação que auxilia o decisor. De acordo com esta visão mais tradicional, o afeto é considerado um fator negativo que procura subverter o julgamento racional e as atitudes. No entanto, com o avanço da pesquisa psicológica nas últimas décadas, esta visão acerca da influência do afeto nas atitudes e na tomada de decisão modificou-se, tornando-se agora evidente que este é muitas das vezes útil e essencial como componente de uma resposta social adaptativa (Forgas, 2003).
Até determinado momento, os investigadores da tomada de decisão assumiam que os decisores avaliavam as consequências das suas decisões de modo a excluir as emoções ou eventuais distorções consequentes, recorrendo frequentemente à lógica e a princípios de utilidade de modo a potenciar a solução escolhida. Segundo Loewenstein e Lerner (2003) as teorias convencionais incluíam apenas as emoções esperadas, descurando a importância das emoções imediatas, aquelas que são vividas aquando da decisão. Deste modo, para compreender os diferentes papéis desempenhados pelas emoções na tomada de decisão importa distinguir as diferentes conformações pelas quais as emoções influenciam o processo de decisão. Em primeiro lugar, encontramos o prenúncio de consequências emocionais associadas aos resultados. Atendendo aos modelos de tomada de decisão, como a utilidade esperada, estes assumem que as pessoas procuram antecipar as consequências emocionais associadas aos rumos alternativos de ação para selecionar as ações que maximizem as emoções positivas e minimizem as negativas. Em segundo lugar, temos a
24 influência das emoções imediatas no processo de decisão. Por um lado, podem influenciar indiretamente a decisão ao alterar a perceção do decisor das probabilidades ou dos resultados, bem como das pistas mais relevantes. Por outro lado, podem alterar diretamente o comportamento do decisor, dado que a intensidade da emoção pode destruir o autocontrolo essencial à tomada racional de decisão (Loewenstein & Lerner, 2003). Salienta Hanoch
(2002, p. 7) que “as emoções funcionam como um mecanismo de processamento de informação com a sua lógica interna, trabalhando em conjunto com o cálculo racional”, o
que possibilita a apreensão de aspetos essenciais da realidade. Pese embora sejam consideradas essenciais ao processo, constituem-se como uma fonte potencial de viés. As emoções expectáveis podem conduzir a erros de decisão, na medida em que os decisores estão vulneráveis a erros sistemáticos ao profetizar o seu estado anímico futuro. Já as emoções imediatas podem produzir erros ao distorcer o julgamento em virtude do próprio interesse dos decisores. Contudo, conforme referem Loewenstein e Lerner (2003), estes potenciais vieses devem ser ponderados face às funções fundamentais que servem, como a definição de objetivos e a introdução de relevantes e compreensíveis instintos.
Investigações realizadas por Damásio e os seus colaboradores demonstraram que as emoções desempenham um papel fundamental no processo de tomada de decisão, na medida em que não constituem um obstáculo para o funcionamento da razão (Damásio, 2005; Markic, 2009). Defendem os autores que a decisão é tomada por duas vias: a primeira através do raciocínio que avalia a situação, que faz um levantamento das opções e avalia as consequências; a segunda pela perceção da situação que ativa experiências emocionais vivenciadas anteriormente em situações semelhantes. Estas situações estão associadas ao marcador somático que se traduz numa sensação corporal, o estado somático como marca ou mecanismo automatizado que se ativa perante situações semelhantes a outras já vividas.
Segundo Damásio (2005, p. 186) “os marcadores somáticos são um caso especial do uso de
sentimentos que foram criados a partir de emoções secundárias. Estas emoções e sentimentos foram ligados, por via da aprendizagem, a certos tipos de resultados futuros ligados a
determinados cenários”. Este mecanismo automático orienta a tomada de decisão, na medida
em que quando há necessidade de decidir, existem experiências emocionais, estados somáticos que são ativados que atuam como sinal de alarme, levando à rejeição da escolha; ou, pelo contrário, funcionando como um incentivo, levando à adoção da escolha. Sem estes marcadores a razão perderia tempo a analisar a situação, não podendo analisar todas as alternativas disponíveis.
25 Mosier e Fischer (2009) referem que o afeto determina as estratégias cognitivas das pessoas. Com efeito, distinguem o afeto integral do acidental. O integral respeita a respostas emocionais que são obtidas mediante a decisão em si ou em virtude das possíveis consequências. O afeto acidental reporta-se às emoções que o decisor dirige para a decisão não apresentando qualquer relação com a tarefa. Quanto às decisões em contexto naturalístico, indicam dois tipos de influências. Por um lado, o afeto poderá limitar a pesquisa de informação; por outro lado, poderá conduzir à integração da informação de modo a avaliar a situação em causa. Efetivamente, os decisores podem avaliar a maior quantidade de informação disponível, mas os padrões identificados e a lógia das decisões serão fundamentadas com recurso a temas afetivos coerentes.
O afeto também pode interferir com a interpretação da informação disponível em contexto operacional. Nesse sentido, as pessoas influenciadas por estados afetivos particulares podem bloquear numa situação de interpretação e ação congruentes com o seu estado. Assim, um estado de raiva está associado à perceção de controlo sobre a situação, enquanto um estado de medo e ansiedade está relacionado com a perceção de que a situação está fora de controlo. Por conseguinte, a raiva poderá encorajar uma forma de culpa, na medida em que os decisores se focam na responsabilidade e na retribuição em detrimento da resolução da situação. Por sua vez, o medo e a ansiedade podem conduzir o decisor para uma situação de autoproteção e segurança (Mosier & Fischer, 2009).
Com base na relação que se estabelece entre as emoções e os peritos, a literatura existente levanta três possibilidades: a primeira revela que os peritos são influenciados pelas emoções como qualquer pessoa comum; a segunda refere a possibilidade de os peritos, no seu domínio, serem imunes às emoções; e, por fim, as emoções não devem ser vistas como algo negativo, uma vez que produzem informações válidas para a tarefa (Mosier & Fischer, 2010). Relativamente à primeira possibilidade, estudos demonstram que os peritos se deixam influenciar pelas emoções, ainda que estas não sejam relevantes para a realização da tarefa.
No entanto, também demonstram que os especialistas “tendem a usar automatismos como heurísticas, em substituição da procura e processamento de informação de vigilância”
(Mosier & Fischer, 2010, p. 245). A segunda possibilidade considera as emoções enquanto distratores do pensamento racional e deliberado. Contudo, fruto de um forte sentido de responsabilidade, os peritos conseguem manter a motivação necessária para não serem influenciados no processo de decisão. Por fim, e tendo em consideração as evidências do campo das neurociências, os peritos mostram-se sensíveis a informações relevantes para a
26 tarefa, na medida em que procuram identificar as emoções que não são essenciais de modo a prevenir o seu impacto na decisão (Mosier & Fischer, 2010).