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Pazarlama ĠletiĢimi: Reklam ve diğer ĠletiĢim BileĢenleri

1. BÖLÜM

2.3. POLĠTĠK BEKLENTĠLERE UYGUN PARTĠ, PARTĠ LĠDERĠ VE ADAY

2.3.1.4. Pazarlama ĠletiĢimi: Reklam ve diğer ĠletiĢim BileĢenleri

O fato das atividades de pesquisa e desenvolvimento estarem em sua maioria vinculadas à instituições públicas de ensino e pesquisa e de que as Incubadoras de Empresas serem instituições em sua maioria sem fins lucrativos e estarem inseridas na tríade universidade- governo-empresa, faz com que as políticas públicas assumam um papel importante como instrumento de articulação entre os diversos agentes responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico no Brasil.

Neste sentido, programas e leis vêm sendo implementados, fundos setoriais voltados para o apoio científico e tecnológico aos setores estratégicos no país vêm sendo criados. A busca pela articulação universidade-governo-empresa vem sendo estimulada.

Dentro desse contexto, no âmbito federal, a criação do PNI – Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos apresenta-se como uma importante iniciativa para a promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação, ao estimular iniciativas de instalação e consolidação de Incubadoras e Parques nas várias unidades da Federação.

O PNI, segundo PINHO et alli (2007), diferentemente de outros programas, atua diretamente no apoio às Incubadoras de Empresas, principalmente na assistência e na capacitação gerencial desses organismos. Mesmo que este programa não esteja restrito às Empresas de Base Tecnológica, ainda segundo PINHO, o peso destas empresas no âmbito das Incubadoras de Empresas acaba tornando-as as maiores beneficiadas das ações desenvolvidas pelo PNI. Uma Empresa de Base Tecnológica, segundo o Glossário ANPROTEC (2002) é conceituada como: “Empreendimento que fundamenta sua atividade produtiva no desenvolvimento de novos produtos ou processos, baseado na aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos e utilização de técnicas avançadas ou pioneiras. As EBTs têm como principal insumo os conhecimentos e as informações técnico científicas” (ANPROTEC, 2002).

O PNI pretende congregar, articular, aprimorar e divulgar a maioria dos esforços institucionais e financeiros de suporte a este tipo de empreendimento, a fim de ampliar e otimizar a maior parte dos recursos que devem ser canalizados para apoiar a geração e consolidação de um maior número de micro e pequenas empresas inovadoras em regime de incubação. O PNI destaca, portanto, a Incubadora como um agente nucleador do processo de geração e consolidação de micro e pequenas empresas. Este processo, que se inicia com a geração da idéia, passando pelas etapas da pesquisa, do desenvolvimento de protótipo (a fase em que a idéia se transforma em processo, produto ou serviço) e da produção em escala, deverá ser implementado de modo consistente e coerente. O PNI busca destacar a importância

de cada etapa, seja ela anterior ou posterior à fase em que a empresa encontra-se nas instalações da incubadora (MCT, 2007).

A criação do PNI, segundo MCT (2007), leva em conta a importância da inovação para o setor produtivo e de serviços, priorizando a inovação em micro e pequenas empresas que passam pelo processo de incubação. A incubação confere às micro e pequenas empresas condições favoráveis para detectar tendências, incorporar novidades e acompanhar as mudanças do mercado. Soma-se a isso a importância crescente das micro e pequenas empresas no contexto sócio-econômico do País. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, as micro e pequenas empresas – MPE´s brasileiras constituem aproximadamente 98% das empresas existentes nos diversos setores de indústria, comércio e serviço e empregam cerca de 60% da população economicamente ativa do país (IBGE, 2007).

O PNI tem como objetivo geral fomentar a consolidação e o surgimento de Incubadoras de Empresas que contribuam para o desenvolvimento sócio-econômico e, conseqüentemente, acelerar o processo de criação de micro e pequenas empresas caracterizadas pela inovação tecnológica, pelo elevado conteúdo tecnológico de seus produtos, processos e serviços, assim como pela utilização de modernos métodos de gestão (MCT, 2007).

Os objetivos específicos do PNI, segundo MCT (2007), referem-se às expectativas locais onde estão ou estarão instaladas as Incubadoras e os Parques Tecnológicos. São eles:

• Apoio à elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica para implantação de empresas nas Incubadoras de Empresas e nos Parques Tecnológicos;

• Apoio à elaboração de planos de investimentos para Parques Tecnológicos já implantados;

• Capacitação de gerentes de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos;

• Capacitação de empresários - empreendedores localizados nos Parques e nas Incubadoras;

• Estímulo à associação entre as instituições de ciência e tecnologia – ICTs e as empresas instaladas nos parques e nas Incubadoras, através da realização de pesquisas integradas, da transferência de tecnologia e da inserção de mão-de-obra qualificada – alunos de graduação, mestres e doutores - nas empresas ali instaladas;

• Criação de uma cultura empreendedora; • Geração de empregos;

• Apoio à introdução de novos produtos, processos e serviços no mercado com maior conteúdo tecnológico, gerando maior competitividade;

• Promoção da agregação de conhecimento e a incorporação de tecnologias nas micro e pequenas empresas;

• Redução da taxa de mortalidade de novas micro e pequenas empresas;

• Consolidação de micro e pequenas empresas que apresentem potencial de

crescimento;

• Interação entre micro e pequenas empresas e instituições que desenvolvam atividades tecnológicas;

• Apoio para a saída das empresas das Incubadoras e reinstalação em Parques Tecnológicos;

• Estímulo à instalação de grandes e pequenas empresas industriais e de serviços e de seus centros de pesquisa em áreas próximas a campi universitários / instituições de cunho tecnológico;

• Implementação de uma sistemática de acompanhamento e avaliação que permita a identificação do desempenho das Incubadoras e Parques apoiados e do impacto do PNI. Periodicamente, será elaborado e publicado um documento com a avaliação geral, a qual auxiliará no aprimoramento das diretrizes e da operacionalização do Programa;

• Apoio a eventos nacionais e programas de formação de recursos humanos;

• Estímulo à produção intelectual sobre o tema, como estudos, pesquisas e publicações; • Promoção da interação do setor privado com instituições de cunho tecnológico; • Busca de cooperação bilateral, entre organismos internacionais para:

a. Realização de estágios - em instituições estrangeiras congêneres - de funcionários de Incubadoras e Parques brasileiros e de proprietários e funcionários de empresas residentes;

b. Receber em Incubadoras e Parques brasileiros funcionários administrativos e técnicos de Incubadoras e parques estrangeiros e de suas empresas residentes por períodos determinados, para treinamento, formação e capacitação dos funcionários administrativos e técnicos da Incubadora e / ou Parque Tecnológico nacional e das empresas residentes;

c. Desenvolvimento de projetos conjuntos entre Incubadoras e Parques brasileiros e estrangeiros;

d. Estímulo à elaboração de uma política de apoio a Incubadoras e Parques no Mercosul.

O PNI, segundo MCT (2007), prevê a formação de um Comitê Gestor, formado por representantes de instituições de âmbito nacional e regional com interesses ligados ao

desenvolvimento de políticas e ao fomento de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos. Este comitê é formado por representantes das seguintes instituições:

• Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – SETEC / MCT, responsável pela Coordenação;

• Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP / MCT;

• Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq / MCT; • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC;

• Ministério da Educação – MEC; • Banco do Nordeste do Brasil – BNB;

• Fórum de Secretários Estaduais de Ciência e Tecnologia; • Fórum de Secretários Municipais de Ciência e Tecnologia;

• Fórum das Fundações de Amparo à Pesquisa "Francisco Romeu Landi"; • Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE; • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI/ CNI;

• Instituto Euvaldo Lodi - IEL/ CNI;

• Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores – ANPROTEC;

• Sociedade para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – SOFTEX. Dentre os principais projetos e ações desenvolvidas pelo PNI, o MCT (2007) destaca:

• A articulação entre as instituições que participam do Comitê Gestor do PNI visando à complementação de ações em editais publicados isoladamente;

• A articulação com programas afins, para apoiar as etapas anteriores e posteriores à incubação;

• O lançamento de editais anuais e outras formas de apoio, em parceria com os agentes participantes;

• A promoção de ações em parcerias com Programas Estaduais de Apoio às incubadoras de empresas e parques tecnológicos;

• O apoio à realização de eventos de abrangência nacional, tais como cursos e seminários, bem como a publicação de material sobre o tema;

• O acompanhamento e avaliação das incubadoras e parques apoiados pelo PNI e os impactos sócio-econômicos gerados na região de sua instalação;

• A publicação de documento com a avaliação do desempenho e do impacto das incubadoras e dos parques apoiados pelo Programa.

Como se pode ver, a articulação entre os principais agentes que integram a rede de instituições de apoio e parceria é um dos principais objetivos desenvolvidos pelo PNI. Outro ponto importante é o acompanhamento e a avaliação das Incubadoras de Empresas apoiadas pelo PNI e avaliação do próprio programa. Por contar com a participação de uma série de agentes que precisam trabalhar de forma integrada, para que os objetivos sejam alcançados, a avaliação periódica da ação desses agentes se torna bastante relevante para o sucesso do PNI.

O fato das Incubadoras de Empresas, em sua maioria serem de Base Tecnológica, faz com as empresas de base tecnológica acabem sendo impactadas por outras políticas públicas nos âmbitos municipal, estadual e federal.

Ainda no âmbito federal, a Lei número 10.973/2004, mais conhecida com Lei da Inovação Tecnológica trata sobre o incentivo às atividades de pesquisa e Inovação Tecnológica. Em seu artigo 3º - parágrafo único ela é clara ao citar as Incubadoras de Empresas como passíveis de

serem apoiadas pelos municípios, estados, Distrito Federal e a União. O artigo 4º autoriza as ICT – Instituições de Científicas e Tecnológicas a compartilharem suas estruturas físicas voltadas à Inovação Tecnológica para a consecução de atividades de Incubação.

O artigo 15º trata sobre a permissão de licença sem vencimentos pelo período de 3 anos, prorrogáveis por mais 3 anos para que o pesquisador público possa constituir empresa com a finalidade de desenvolver atividade empresarial relativa à Inovação. Este artigo tem uma relação muito estreita com as Incubadoras de Base Tecnológica, já que as mesmas na maioria dos casos estão ligadas a universidades e centros de pesquisa públicos.

A Lei da Inovação também contempla os temas relacionados à transferência de tecnologia, licenciamento e royalties, remuneração e afastamento temporário de servidores públicos civis e militares envolvidos com atividades de Inovação, parcerias entre ICTs, titularidade da propriedade industrial e participação resultantes da exploração das criações resultantes de parcerias entre ICTs, incentivo à inovação nas empresas, incentivo ao inventor independente, fundos de investimentos voltados para Inovação e incentivos fiscais.

Um outro aspecto que impacta as Incubadoras de Empresas está relacionado ao fato das empresas incubadas serem na sua grande maioria micro e pequenas empresas. Desta forma, as políticas públicas voltadas ao incentivo ou algum tipo de tratamento diferenciado como, por exemplo, em relação a tributos de empresas deste porte, acabam beneficiando as empresas incubadas.

Neste sentido, a Lei número 9.317/96 que trata do SIMPLES - Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições, a Lei número 9.841/99 que regulamentada pelo

Decreto nº 3.474/00 estabelece diretrizes para a concessão de tratamento diferenciado aos pequenos negócios nos campos administrativo, tributário, previdenciário, trabalhista, creditício e de desenvolvimento empresarial e a Lei complementar número 123/06 acabaram beneficiando várias empresas em processo de incubação.

Em especial também existe a Lei complementar número 123/06, também conhecida como Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que trata do Sistema Simplificado de Arrecadação, ou melhor dizendo, a implementação do imposto Simples Nacional. Esta lei prevê na sua seção II, artigo 65º, de forma explicita, o apoio da União, Estados, Distrito Federal e Municípios e as suas respectivas agências de fomento à Inovação Tecnológica voltados para as Incubadoras de Empresas.

Como se vê, é extremamente relevante que o Estado, por meio das suas políticas públicas, atue na articulação dos agentes responsáveis pela Inovação Tecnológica no país. Em especial, ao estímulo à Inovação Tecnológica oriunda da parceria universidade-governo-empresa que encontra nas Incubadoras de Empresas um dos mecanismos mais eficazes e eficientes para transformar o conhecimento tecnocientífico em novo negócios.

Até o momento, foram conceituados: o empreendedor e sua relação com a Inovação Tecnológica como fator de desenvolvimento econômico, as Incubadoras de Empresas como mecanismos de suporte a este empreendedor, apoiando o surgimento de novos negócios que tem como diferencial o conhecimento e a Inovação Tecnológica. Posteriormente, foram apresentados o Cenário das Incubadoras de Empresas no mundo e no Brasil e os critérios e indicadores para avaliação de Incubadoras de Empresas. Por fim, foi levantada a importância da implementação de políticas públicas para o apoio das Incubadoras de Empresas no Brasil.

Nas próximas seções serão apresentados os conceitos relacionados à suposição levantada por esta pesquisa, abordando primeiramente o conceito de Capital Social e posteriormente o conceito de Redes Sociais.