3.5. Milliyetçiliğe Bakış
3.5.5. Osmanlı Devleti: Yakın Tarihin Ötekisi
Antes de se apresentar a análise dos dados levantados e sistematizados em tabelas, gráficos, fotos e mapas, há de se explicitar a classificação e definição das tipologias identificadas nos 38 empreendimentos habitacionais cooperados implementados através do autofinanciamento pelas quatro cooperativas - CHAF-RN, COOPHAB-RN, MULTHCOOP e CNH. Anteriormente, foram identificados e cla ssificados dois modelos de empreendimentos: o horizontal constituído por casas - habitação unifamiliar - e o vertical constituído por apartamentos - habitação multifamiliar. No entanto, a diversidade dos empreendimentos levou a necessidade de os agrupar por tipologias a partir da classificação horizontal e vertical, definindo, assim várias tipologias.
A classificação tipológica dos empreendimentos levou em consideração as características espaciais predominantes dos empreendimentos/unidades, excluindo as modificações efetuadas pelos cooperados após a entrega das unidades, em que são determinantes, entre outros: tamanho da área da unidade habitacional; número de sanitários; área de serviço; número de dormitórios (com ou sem suite); quando vertical, se adota elevador ou não na circulação vertical; existência ou não de área para garagem (número de vagas, solução arquitetônica - pilotis, subsolo, fora da edificação com ou sem cobertura); revestimento interno externo; elementos de fachada e de valorização do empreendimento (sacada/varanda, implantação no terreno (APÊNDICES BB, BC, BD e BE). As soluções arquitetônicas adotadas implicam na variação dimensional e no grau de complexidade na construção, interferindo no padrão e custos da produção. O que significa dizer que as características espaciais e construtivas - tipologias - estão relacionadas com o poder de compra da clientela (público-alvo). A partir da classificação por modelo - horizontal e vertical - definiu-se oito tipologias classificadas na sequência (FIGURA 9).
Tipologias - modelo horizontal
a) Conjunto Habitacional: casas isoladas em quadras com muro baixo no fechamento das mesmas e acesso por lote, sem muro nas divisórias - laterais e fundo - dos lotes e área para garagem sem cobertura. Mais de um tipo de casa em função do número de dormitórios, área e existência ou não de laje. A solução arquitetônica adotada - estrutura e elementos de fachada -
é simples, caracterizada pela padronização. Revestimento: interno - azulejo com altura de até 1.50m em banheiro, azulejo com altura de 0.45m sobre pia e tanque de cozinha e área de serviço e cerâmica no piso; externo - reboco com pintura.
b) Conjunto Habitacional Misto: é uma combinação dos tradicionais conjuntos habitacionais com os condomínios fechados de casas: - casas isoladas em quadras com muro baixo no fechamento das mesmas e acesso por lote, sem muro nas divisórias - laterais e fundo – dos lotes e área para garagem sem cobertura. Mais de um tipo de casa em função do número de dormitórios, área e existência ou não de laje; - e casas em "condomínios"132 com muro alto no fechamento/contorno dos mesmos e guarita de acesso privativo. Não há muro nas divisórias laterais dos lotes. Cada "condomínio" é constituído por uma via de acesso/circulação com um correr de casas isoladas de cada lado e sem área de lazer. Mais de um tipo de casa em função do número de dormitórios (com ou sem suíte), duplex e área. Os equipamentos comunitários do conjunto são comuns aos moradores das casas isoladas em quadras e dos "condomínios". Área para garagem sem cobertura. No geral, a solução arquitetônica adotada - estrutura e
elementos de fachada - é simples, caracterizada pela padronização, mesmo com os vários tipos de casas. Uso de cores em função dos tipos. Revestimento: interno - azulejo com altura de até 1.50m em banheiro, azulejo com altura de 0.45m sobre pia e tanque de cozinha e área de serviço e cerâmica no piso; externo - reboco com pintura.
c) Casas em "condomínio": casas isoladas em quadras com muro baixo no fechamento das mesmas e acesso por lote, sem muro nas divisórias - laterais e fundo - dos lotes. Muro alto no fechamento/contorno de todo o condomínio com guarita de acesso privativo e vaga para garagem sem cobertura. Solução arquitetônica adotada - estrutura e elementos de fachada - é simples, caracterizada pela padronização. Mais de um tipo de casa em função do número de dormitórios, área e existência ou não de laje. Revestimento: interno - azulejo com altura de até 1.50m em banheiro, azulejo com altura de 0.45m sobre pia e tanque de cozinha e área de serviço e cerâmica no piso; externo - reboco com pintura.
132 O uso do termo "condomínio" ou "condomínio" residencial para designar os empreendimentos habitacionais
constituídos por um determinado número de unidades (casas ou blocos de apartamentos) com muro e guarita de acesso privativo, não tem relação com a Lei de Condomínio.
a) Conjunto Habitacional b) Conjunto Habitacional Misto
c) Casas em “condomínio” d) Blocos de apartamentos em “condomínio”, sem pilotis e elevador
e) Blocos de apartamento em “condomínio”, com
pilotis e sem elevador f) Blocos de apartamentos em “condomínio”, com pilotis e elevador
g) Bloco isolado de apto com pilotis e elevador h) Torre(s) de apto com pilotis e elevador
FIGURA 9 - TIPOLOGIAS DOS EMPREENDIMENTOS COOPERADOS AUTOFINACIADOS Crédito: Adriana Castro de Araújo.
Tipologias - modelo vertical
d) Blocos de apartamentos em "condomínio", sem pilotis e elevador: blocos de apartamentos até três andares com muro de fechamento/contorno e guarita de acesso privativo e vaga para garagem sem cobertura. No geral, a solução arquitetônica adotada é simples e padronizada, No entanto, predomina a utilização de elementos de fachada como varandas ou sacadas. Revestimento: interno - azulejo com altura de até 1.50m em banheiro, cozinha e área de serviço ou cerâmica/azulejo de piso a teto na cozinha, banheiro e área de serviço, o piso é em cerâmica; externo - reboco com pintura.
e) Blocos de apartamentos em "condomínio", com pilotis e sem elevador: blocos de apartamentos até três andares com muro de fechamento/contorno e guarita de acesso privativo. Vaga para garagem no pilotis e fora deste sem cobertura. No geral, a solução arquitetônica adotada é simples e padronizada, No entanto, predomina a utilização de elementos de fachada como varandas ou sacadas. Revestimento: interno - cerâmica/azulejo de piso a teto na cozinha, banheiro e área de serviço, o piso é em cerâmica; externo - reboco com pintura.
f) Blocos de apartamentos em "condomínio", com pilotis e elevador: blocos de apartamentos a partir de cinco andares com muro de fechamento/contorno do condomínio e guarita de acesso privativo. Vaga para garagem no pilotis e fora deste sem cobertura. No geral, a solução arquitetônica adotada é simples e padronizada, No entanto, predomina a utilização de elementos de fachada como varandas ou sacadas. Revestimento: interno - cerâmica/azulejo de piso a teto na cozinha, banheiro e área de serviço, o piso é em cerâmica; externo - cerâmica. g) Bloco isolado de apartamentos com pilotis e elevador: blocos de cinco a nove andares com muro de fechamento/contorno do condomínio e guarita de acesso privativo. Vaga para garagem no pilotis, subsolo e fora deste com cobertura. A solução arquitetônica adotada não é padronizada e sim por empreendimento. Adoção de elementos construtivos e de fachada que valorizam o projeto. Revestimento: interno - cerâmica/azulejo de piso a teto na cozinha, banheiro e área de serviço, o piso é em cerâmica; externo - cerâmica.
h)Torre(s) de apartamentos: torre(s) a partir de 10 andares com muro de fechamento/contorno do condomínio e guarita de acesso privativo. Vaga para garagem no subsolo, pilotis e fora deste com cobertura. A solução arquitetônica adotada não é padronizada e sim por empreendimento. Várias opções de apartamentos em relação a área e número de cômodos. Adoção de elementos construtivos e de fachada que valorizam o projeto e aumentam o padrão
do empreendimento. Revestimento: interno - cerâmica/azulejo de piso a teto na cozinha, banheiro e área de serviço, o piso é em cerâmica; externo - cerâmica (FIGURA 9).
Identificadas e classificadas as diferentes tipologias, cabe detectar as incidências das mesmas nos empreendimentos habitacionais cooperados autofinanciados lançados na Região Metropolitana de Natal - RMN, no período de 1993 a 2002, pelas quatro cooperativas - CHAF-RN, COOPHAB-RN, MULTHCOOP e CNH. Já foi visto que em relação ao modelo, no cômputo geral, dos 38 empreendimentos o vertical registra 29 empreendimentos (76,3%) e o horizontal nove empreendimentos (23,7%). Esta a situação se inverte quando se considera o número de unidades habitacionais. Do total de 8 142 unidades, 4 264 (52,4%) são do modelo horizontal e 3 879 (47,%) do vertical. Essa inversão é justificada pelo fato de que a grande maioria dos conjuntos habitacionais tem significativo número de unidades. Em relação às diferentes tipologias, três são do modelo horizontal - habitação unifamiliar - e cinco do vertical - habitação multifamiliar (GRÁFICO 6).
A tipologia que tem maior número de empreendimentos lançados é a denominada como “Blocos de apartamentos em ‘condomínio’ sem pilotis e elevador”. São 11 empreendimentos significando 28,9% dos 38 empreendimentos cooperados autofinanciados lançados na RMN no período de 1993 a 2002. São 2.354 apartamentos nesses 11 empreendimentos, representando, também, 28,9% do total das 8.143 unidades. Na seqüênc ia tem-se nove empreendimentos da tipologia denominada “Torre(s) de apartamentos” e seis da tipologia denominada “Blocos de apartamentos em ‘condomínio’ com pilotis e elevador", representando 23,7% e 15,8% respectivamente. Em termos de unidades habitaciona is a maior incidência é da tipologia “Conjunto Habitacional Misto” com 2 454 casas distribuídas em três empreendimentos, o que representa 30,1% do total das 8 143 unidades residenciais e em segundo “Blocos de apartamentos em ‘condomínio’ sem pilotis e elevador” com 2 354 (28,9%) unidades (GRÁFICO 6 e TABELAS 10 e 11).
Do apresentado é importante ressaltar alguns pontos. A tipologia “Blocos de apartamentos em ‘condomínio’ sem pilotis e elevador” se sobressai nas duas variáveis - empreendimento e unidade - adotadas. Entre outros, um fator contribui para explicar o fenômeno. A conjugação da verticalização com a padronização, que neste caso ocorre pela multiplicação de um mesmo tipo de edifício (blocos de apartamentos). A verticalização pelos motivos já apresentados no item anterior, destacando o do maior aproveitamento do terreno, e a padronização enquanto estratégia para massificar a produção e, com isto, diminuir o custo da construção. Isto diminui o padrão do empreendimento sem, necessariamente, comprometer
UNIDADES 16,7% 30,1% 5,5% 28,9% 2,2% 7,4% 0,3% 8,9% Conjunto Habitacional Conjunto Habitacional Misto Casas em “condomínio”
Bls.apto em “condomínio” s/pilotis e elevador Bls.apto em “condomínio” c/pilotis e
s/elevador
Bls.apto em “condomínio” c/pilotis e elevador Bl. isolado de apto. c/pilotis elevador Torre(s) de aptos Vertical Horizontal EMPREENDIMENTOS 13,2% 7,9% 28,9% 2,6% 15,8% 23,7% 2,6% 5,3% Conjunto Habitacional Conjunto Habitacional Misto Casas em “condomínio” e Bls.apto em “condomínio” c/pilotis e s/elevador
Bls.apto em “condomínio” s/pilotis e elevador Bls.apto em “condomínio” c/pilotis e
s/elevador
Bls.apto em “condomínio” c/pilotis e elevador Bl. Isolado de apto. c/pilotis elevador Torre(s) de aptos
Vertical
Horizontal
a qualidade da construção. É uma produção destinada a um público de médio - médio-baixo poder aquisitivo.
Ao se considerar as tipologias do modelo horizontal, a padronização é adotada em todos os empreendimentos e lidera em termos do número de unidades habitacionais. Um outro destaque é para o oposto da padronização, materializado na tipologia “Torre(s) de apartamentos” - segunda em número de empreendimentos - que eleva o padrão dos empreendimentos cooperados atendendo uma demanda de média e média alta renda. Além da personalização, a instalação de elevadores e o número de pavimentos das torres também são definidores do padrão da construção, pois implicam em diferenças no custo do metro quadrado da obra.
GRÁFICO 6
RMN: DISTRIBUIÇÃO DOS LANÇAMENTOS HABITACIONAIS AUTOFINANCIADOS DAS