1.1.6. Türkiye’de Finansal Piyasalar
1.1.6.2. Türkiye’de Sermaye Piyasalarının Gelişimi
1.1.6.2.1. Osmanlı Dönemi
Ao iniciar as considerações finais, quero enfatizar que a análise construída deixa uma abertura para outras abordagens e recortes e não esgota o extenso material que foi coletado em campo. Desta maneira, convido mais uma vez o leitor a conhecer as narrativas presentes nas entrevistas disponíveis no anexo desta dissertação.
À medida que se reconstituem as histórias de vida dos colaboradores, seus circuitos e "pedaços" de pertencimento foram ficando aparentes e revelaram as diversas alternativas que eles conseguiram criar, mesmo em situações de vulnerabilidade. Ao compartilhar códigos e símbolos, os colaboradores tornam-se pertencentes a determinados circuitos, que transcendem o da assistência e parecem contribuir para a construção de identidades, tornando relativa e contextualizando a identidade vinculada à situação de rua, comumente relacionada ao fracasso, à dependência aos serviços e, muitas vezes, à criminalidade e outras formas de transgressão das normas da sociedade.
Ao pesquisar a construção de uma política pública para esse grupo social na cidade de São Paulo nas gestões do Partido dos Trabalhadores, recompondo os vínculos discursivos entre "trabalho, pobreza e população de rua", Barros102 chegou a uma interessante constatação sobre o trabalho das organizações sociais e a construção identitária desse grupo social:
As propostas de intervenção junto a este setor vulnerabilizado e marginalizado da população estão
impregnadas pela defesa de ações que favoreçam e estimulem a recomposição de uma dimensão propriamente autônoma de manutenção da sua vida, pelo reingresso a uma atividade produtiva que gere renda e que neste processo recomponha a auto-estima destas pessoas. De fato, há um binômio que caracteriza a atuação das entidades: recuperar a auto- estima e a autonomia através do trabalho, cujo amálgama é a comunidade. Neste sentido, toda a articulação discursiva que se montou em torno dos moradores de rua procura recuperar e conformar uma identidade dessa população pelo trabalho, uma relação identitária que parte da constatação de uma não significação e de um não-pertencimento, e tenta transpô-los, organizando os homens e mulheres de rua na reivindicação de uma possível "volta" ou reinclusão no mundo do trabalho e seus códigos.
A pesquisadora critica a proposta assistencial centrada na noção de autonomia como objetivo utópico. O que interessa aqui é fazer um contraponto entre a noção da construção identitária e pertencimento através do trabalho, presente no discurso de um coletivo relativo à situação de rua, e a história dos colaboradores (e de outros grupos), cujas experiências remetem à construção de pertencimento social e de novas identidades através de outras dimensões, as quais puderam ser explicitadas ao longo da dissertação.
Ao reconstituir as histórias de vida, procurei mostrar o que há de singular em cada processo de construção de redes e identidades. Estas redes mostraram diferentes possibilidades de trajetos, circuitos e "pedaços", construindo o que chamei de movimentos opostos á desfiliação, no sentido de criar possibilidades de deslocamentos em relação às margens, favorecendo a construção do que Castel2 denominou de proteção aproximada. Foram diversas redes que possibilitaram construções alternativas à situação de rua: participação em circuitos ligados à religião, à arte, à cultura e à educação,
inserção em movimentos sociais, assim como o desenvolvimento de formas de geração de renda, construção ou reconstrução de vínculos familiares e afetivos e a busca por alternativas de moradia.
Embora diversas redes tenham contribuído nestes processos de reconstrução de vida, há elementos que parecem ser principais e outros coadjuvantes. Um caminho de discussão interessante foi sugerido pela banca de qualificação: buscar apoio na noção de religiosidade, no sentido de explicitar a dimensão do sagrado na rua, compreendendo que a noção de sagrado não está necessariamente relacionada ao religioso, mas à noção de "religar", dar sentido a um projeto de vida. Apoiado na construção teórica de Mircea Eliade, Correia103 propõe "pensarmos o sagrado não tanto como categoria religiosa, mas como princípio filosófico de compreensão do homem no mundo". O que essas histórias parecem revelar no seu conjunto são diferentes experiências do sagrado, a partir das quais os colaboradores reconstruíram suas vidas. A participação política e a constituição familiar, no caso de Anderson; a inserção religiosa na Igreja Adventista, na experiência de Pedro; a reconstituição familiar e a música, na trajetória de João; a incessante busca por educação e trabalho no caso de Armand; e a participação política, a religiosidade e a reaproximação com a família na história de Francisco — todas essas vivências foram identificadas como elementos principais nesse processo de reconstrução de suas vidas, impregnadas pela construção de sentidos.
Por outro lado, também poderia ser explorado o tema da religiosidade do ponto de vista de suas instituições. A história da atenção às pessoas em
situação de rua está intimamente ligada às ações de grupos religiosos: foram estes os primeiros a se preocuparem com tais questões. Ainda hoje, a grande maioria dos projetos que atentem pessoas em situação de rua, ao menos na cidade de São Paulo, está ligada a alguma religião, assim como à ação de setores da Igreja Católica na articulação política e na reivindicação de direitos. Esta discussão sobre religiosidade merece um aprofundamento maior, assim como a articulação entre o conceito de sagrado e sociedade, o que fica sugerido para ulteriores estudos.
Re-pensando projetos na terapia ocupacional social
O estudo das redes sociais dentro do campo da terapia ocupacional (TO) social pode contribuir para a construção de ferramentas de leitura e análise socioculturais, assim como sua discussão como procedimento metodológico na compreensão da dinâmica social. Ao conceituar o campo da terapia ocupacional social, Barros104 mencionou a conscientização como elemento fundamental na constituição desta prática, trazendo a contribuição de Paulo Freire:
A conscientização não é apenas tomar conhecimento da realidade. A tomada de consciência significa a passagem da imersão na realidade para um distanciamento desta realidade. A conscientização ultrapassa o nível da tomada de consciência através da análise crítica. Isto é, ao desvelamento das razões de ser de uma dada situação segue-se uma ação transformadora desta realidade (que é uma realidade projetada).
Neste sentido, gostaria de articular a noção de construção de projetos fundamentada em alguns eixos que estão presentes nesta dissertação e que também fizeram parte desses anos de experiência de trabalho na TO social,
nas formulações teóricas desse campo* e no diálogo com colegas do Projeto Metuia. Tais eixos são: escuta e relação de interlocução; identificação de necessidades, desejos e atividades que produzam sentido; ativação de redes sociais e construção de espaços de pertencimento (identidades coletivas).
A escuta constrói-se a partir de diferentes formas de narrativa, dentro e fora dos espaços institucionais, passando pela identificação de circuitos que as pessoas conseguem traçar para responder suas necessidades e seus desejos e produzir atividades que façam sentido. A metodologia utilizada nesta pesquisa para a coleta de dados pode contribuir para a construção dessa escuta: a Praça da Sé, a Igreja Adventista, os centros de convivência para a população em situação de rua são espaços de intervenção do TO, extrapolando assim, os limites do setting tradicional (cf. Barros105). Em relação de interlocução, a TO procura mediar a busca de novas possibilidades de fortalecer a dimensão singular da pessoa e de favorecer o pertencimento, sendo necessário exercício constante para não incorrer na cisão entre sujeito e coletivo. Interlocutor, na perspectiva de Oliveira41, é aquele que tem voz, que reflete sobre a sua história, que pensa sobre seus problemas e cria soluções para eles. É fundamental reconhecer a capacidade das pessoas em pensar seus próprios projetos e eleger suas prioridades. Segundo Barros106, a TO social empresta alguns princípios de Paulo Freire, dentre eles, o diálogo:
[Paulo Freire] nos ensina a não dissociar a prática profissional da obrigação de perseguir conhecimentos
* As principais pesquisadoras que vêm trabalhando na conceituação desse
campo são Denise Dias Barros, Maria Isabel Garcez Guirardi, Sandra Maria Galheigo e Roseli Esquerdo Lopes.
abrangentes e enraizados e [...] não dissocia ação técnica da ação política. Trata-se de buscar elementos para uma compreensão da realidade apoiada no rigor para poder intervir de forma eficaz. Por isso, Freire pensa a educação ao mesmo tempo como ato político, como ato de conhecimento e como ato criador. Acho que é possível trilhar seus passos e ver a Terapia Ocupacional ao mesmo tempo como ato político, como ato de conhecimento e como ato criador.
Nesse sentido, vale questionar as relações de poder estabelecidas entre técnicos e usuários dos serviços, entre quem formula projetos e políticas públicas e aqueles que são o público-alvo, entre os grupos de ajuda e a quem se dirigem, entre lideranças de movimentos sociais e seus membros. Será que as necessidades percebidas entre quem formula, executa, doa, lidera são as mesmas de seu público-alvo? Ficam explicitadas, em muitos momentos, as diferentes hierarquias de saber e nem sempre as necessidades reais desse público-alvo são percebidas.
É na articulação dos eixos propostos que busco definir a construção de projetos. Para Machado107, a idéia de projeto, tanto pessoal, como coletivo, está situada no terreno do exercício da cidadania e apresenta algumas características gerais: referência ao futuro, abertura para o novo e caráter indelegável da ação projetada. Este autor vê a capacidade de projetar como uma das características que nos tornam humanos: através de projetos, construímos nossas trajetórias; assim, em resumo, não há vida sem projetos. O autor acredita ainda que, ao se elegerem metas para um projeto, o principal desafio é fugir das certezas, o que envolve abertura para o novo, risco e criação. Também envolve uma ação a ser realizada pela pessoa que projeta, individual ou coletivamente. Isso significa, nas palavras de
Machado108, que "[...] não se pode ter projetos pelos outros". Projeto é uma ação consciente; sonhos, utopias e esperanças são elementos necessários para projetar. Compartilho, dessa maneira, a reflexão de Sebastião Nicomedes de Oliveira que, em entrevista para a revista Época, afirmou: "A chave entre quem sai da rua e quem nunca vai sair é a capacidade de sonhar" (Época109).
O estudo dos "pedaços" de pertencimento de adultos em situação de rua mostrou a necessidade de compreender, de forma aprofundada, a complexidade das dinâmicas de dissociação social e dos movimentos opostos a esta, para contribuir com a construção de práticas que buscam equacionar as dificuldades enfrentadas pelo grupo social em questão. Não obstante seja possível observar a construção de movimentos opostos à desfiliação, há necessidade de se produzir, a partir de relações de interlocução, situações preventivas e alternativas coletivas.
A compreensão das redes sociais certamente não contribuiu somente para a construção de metodologias de atenção em TO. A sua compreensão de maneira singular, como realizada nesta dissertação, pode subsidiar estudos mais abrangentes e fomentar a discussão sobre novas práticas nesse campo de atenção.
ANEXO A: ROTEIRO DE ENTREVISTAS
Tempo Temas Questões Local de nascimento
Infância - onde viveu e com quem - principais características Formação pessoal (Educação formal/
não formal)
Histórico de trabalho e renda Histórico de moradias Histórico institucional Relações familiares e de amizade
Movimentações geográficas Lazer, cultura, religiosidade,
interesses pessoais Trajetória pessoal anterior
à situação de rua
Participação em movimentos sociais
Como foi a sua infância? Onde e com quem passou a infância?
Fale de coisas importantes que fez e aprendeu na sua vida. Conte sobre a sua história até chegar em situação de rua. Comente eventos que considera marcantes para a sua chegada à situação de rua.
Tempo Temas Questões Tempo de rua
Passagem para situação de rua Formação pessoal (Educação formal/
não formal)
Histórico de trabalho e renda Histórico de moradias Histórico na rede de assistência Relações familiares e de amizade
Movimentações geográficas Lazer, cultura, religiosidade,
interesses pessoais Trajetória pessoal em
situação de rua
Participação em movimentos sociais
Há quanto tempo está/esteve em situação de rua? Qual(is) foi(ram) o(s) marco(s) para esta passagem?
Desde que está em situação de rua como tem se organizado em relação a moradia, trabalho e renda, cuidados com a saúde e necessidades cotidianas. Como é seu dia a dia? O que faz para se divertir? O que faz para passar o tempo?
Tempo Temas Questões Formação pessoal (Educação formal/
não formal) Trabalho e renda
Moradia Rede de assistência Relações familiares e de amizade
Movimentações geográficas Lazer, cultura, religiosidade,
interesses pessoais Situação atual
Participação em movimentos sociais
Pedir para o colaborador descrever como sua vida está
HOSPITAL DAS CLÍNICAS
DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
CAIXA POSTAL,8091–SÃO PAULO -BRASIL
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
I - DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO DA PESQUISA OU RESPONSÁVEL LEGAL 1. NOME
:... DOCUMENTO DE IDENTIDADE Nº : ... SEXO : M F
DATA NASCIMENTO: .../.../... ENDEREÇO ... Nº ... APTO: ... BAIRRO: ... CIDADE ... CEP:... TELEFONE: DDD (...) ... 2.RESPONSÁVEL LEGAL ... NATUREZA (grau de parentesco, tutor, curador etc.)
...
DOCUMENTO DE IDENTIDADE :...SEXO: M F DATA NASCIMENTO.: .../.../... ENDEREÇO: ... Nº ... APTO: ... BAIRRO:... CIDADE: ... CEP: ... TELEFONE: DDD (...)...
II - DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA
1. TÍTULO DO PROTOCOLO DE PESQUISA: Estudo das estratégias de criação das redes de
suporte de adultos em situação de rua na cidade de São Paulo.
PESQUISADOR RESPONSÁVEL: Denise Dias Barros CARGO/FUNÇÃO: Professor Doutor RDIDP
UNIDADE DA FMUSP: Projeto Metuia - Laboratório do Departamento de Fisioterapia,
Fonoaudiologia eTerapia Ocupacional da FMUSP
PESQUISADOR EXECUTANTE: Debora Galvani
UNIDADE DA FMUSP: Projeto Metuia - Laboratório do Departamento de Fisioterapia,
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP
3. AVALIAÇÃO DO RISCO DA PESQUISA:
SEM RISCO RISCO MÍNIMO
×
RISCO MÉDIO RISCO BAIXO RISCO MAIOR(probabilidade de que o indivíduo sofra algum dano como conseqüência imediata ou tardia do estudo)
4.DURAÇÃO DA PESQUISA : 24 meses
III - REGISTRO DAS EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO PACIENTE OU SEU REPRESENTANTE LEGAL SOBRE A PESQUISA CONSIGNANDO:
1. justificativa e os objetivos da pesquisa
Participo do Projeto Metuia (Laboratório do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP) que desenvolve atividades na Organização de Auxílio Fraterno (Associação Minha Rua Minha Casa e A Casa Acolhe a Rua) e no Fórum de Debates sobre a População em Situação de Rua. Em cada um desses lugares de trabalho conheci pessoas em situação de rua e observei que existem diferentes formas de organizar o dia a dia e, também, diferentes estratégias para atender suas necessidades como: encontrar situações mais favoráveis para passar a noite, fazer amigos e se organizar em grupo, conhecer e utilizar os serviços
existentes, participar de grupos religiosos, de centros de cultura e também de movimentos de luta por moradia ou outras formas de organização da população em situação de rua. Nessa pesquisa, gostaria de conhecer o dia a dia, os lugares e serviços que freqüentam e as formas de
organização de pessoas em situação de rua. Gostaria assim de convidar o Sr(a) para participar desta pesquisa.
2. procedimentos que serão utilizados e propósitos, incluindo a identificação dos procedimentos que são experimentais
O Sr(a). será convidado a participar de entrevistas. Se estiver de acordo, visitarei alguns dos lugares freqüentados pelo Sr(a). Para auxiliar a revisão das informações, gostaria de registrar com gravação de som e imagem as entrevistas. Estes são procedimentos necessários à coleta de informações as quais serão utilizadas para reflexão e produção de trabalho científico. As
entrevistas serão transcritas e disponibilizadas ao senhor. As imagens fotográficas e fílmicas – que também estarão disponibilizadas para o senhor (a) - serão objeto de análise para obtenção de informações complementares e apoio da observação.
Pretende-se publicar os resultados da pesquisa em forma de artigo em revista científica. As imagens serão utilizadas apenas em aulas e congressos científicos mediante sua aprovação explícita.
3. desconfortos e riscos esperados
Aqueles relativos a uma entrevista: o senhor pode sentir timidez ou incômodo com o tema abordado, situações que podem ser vencidas por meio de uma atitude compreensiva do
entrevistador. Incomodo frente à câmera o qual pode ser superado no diálogo com o pesquisador e mediante acordo de que as imagens só serão utilizadas com seu consentimento explícito.
5. procedimentos alternativos que possam ser vantajosos para o indivíduo
Não se aplica.
IV - ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE GARANTIAS DO SUJEITO DA PESQUISA CONSIGNANDO:
1. acesso, a qualquer tempo, às informações sobre procedimentos, riscos e benefícios relacionados à pesquisa, inclusive para dirimir eventuais dúvidas.
Estará garantido o acesso, a qualquer tempo, às informações sobre procedimentos, riscos e benefícios relacionados à pesquisa, inclusive para dirimir eventuais dúvidas aos colaboradores da pesquisa.
2. liberdade de retirar seu consentimento a qualquer momento e de deixar de participar do estudo, sem que isto traga prejuízo à continuidade da assistência.
Estará garantida a total liberdade aos colaboradores da pesquisa para retirarem seu consentimento a qualquer momento e deixarem de participar do estudo, sem que seja prejudicada a continuidade da atenção sócio-assistencial.
3. salvaguarda da confidencialidade, sigilo e privacidade.
Estará salvaguardado a total confidencialidade, sigilo e privacidade das informações
levantadas nas entrevistas. Os registros áudio-visuais terão seus conteúdos analisados pela pesquisadora e não serão divulgados em forma de publicação. Seu uso eventual em congresso da área só será feito mediante autorização específica, respeitando os direitos de imagem.
4. disponibilidade de assistência no Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FMUSP, por eventuais danos à saúde, decorrentes da pesquisa.
Haverá disponibilidade de acompanhamento no Projeto Metuia, laboratório do Departamento
de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional por eventuais situações criadas a partir
da pesquisa.
5. viabilidade de indenização por eventuais danos à saúde decorrentes da pesquisa.
Não se aplica.
V. INFORMAÇÕES DE NOMES, ENDEREÇOS E TELEFONES DOS RESPONSÁVEIS PELO ACOMPANHAMENTO DA PESQUISA, PARA CONTATO EM CASO DE INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS E REAÇÕES ADVERSAS.
Denise Dias Barros (pesquisador responsável)
Curso de Terapia Ocupacional da FMUSP – Depto de Fisioterapia, Fonoaudiologia e TerapiaOcupacional.
Rua Cipotânea, 51 – Cidade Universitária CEP: 05360-000 – São Paulo/SP
Telefone: 11 3091 7454
Rua Cipotânea, 51 – Cidade Universitária CEP: 05360-000 – São Paulo/SP
Telefone: 11 3091 7454 Celular: 11 8162 9681
VI. OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES:
Esta pesquisa não terá procedimentos que criem riscos de intercorrências clínicas e reações adversas.
VII - CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO
Declaro que, após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me foi explicado, consinto em participar do presente Protocolo de Pesquisa, assim como autorizo a pesquisadora a proceder registro áudio-visual de minhas entrevistas.
São Paulo, 30 de janeiro de 2006.
__________________________________________ assinatura do sujeito da pesquisa ou responsável legal
_____________________________ __________________________
Denise Dias Barros Debora Galvani
Primeira entrevista. Local: Praça da Sé.
Pois é! É uma longa história. Hoje eu estou colocando a minha vida em prática, em ordem, segundo as cabeçadas que eu dei ao longo da minha vida. Eu andei dando umas cabeçadas aí antecipadamente, por motivos que você já sabe, né. Era o alcoolismo e a droga e com isso daí eu fiquei aproximadamente quatro anos na rua. Usando crack e bebida eu fiquei uns oito anos e morando na rua mesmo, como mendigo de rua, eu fiquei uns quatro anos. Já dormi nesses bancos todos da praça que você está vendo.
E no ano de 2001 aceitei Jesus como meu salvador e aí o milagre foi operado na minha vida. Foi quando eu deixei o álcool e deixei de usar droga, que seria o crack. É bom lembrar que o álcool também é uma droga, a única diferença é que é uma droga líquida e o crack seria uma droga sólida, né? Não, o álcool seria uma droga líquida e quando é uma coisa dura, dá-se o nome de que? Sólido? É, então, é a única diferença. E aí foi quando me evangelizaram no ano de 2001, falaram de Jesus pra mim, aí eu falei:"Jesus? O que que é isso? É doce, é de comer? Que que é isso?
Eu estava na boca do albergue, já inscrito, inclusive meu nome já tinha passado lá pros educadores do albergue e eu só estava aguardando o horário de entrar lá pra dentro do albergue. Foi quando chegou um carro e desceu uns pessoal, mulheres, homens, e abordaram eu e os demais que estavam de pé em cima da calçada próximo a entrada do albergue e fizeram o convite. Tinha um ônibus aguardando nós, que ia levar nós pra igreja e nós não precisávamos se preocupar com a alimentação porque eles ia se incumbi de trata nós, não só com a alimentação, e também com roupas. Aí nós aceitamos o convite e fomos para lá. Era o albergue Jacareí, que hoje mudou de nome, é Cirineu. Não só de nome como também de administração. Aí fomos para lá, né, pra igreja. Só que quando chegamos na igreja, eu