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Kooperatiflere Has Bazı İşlemlerin KDV Karşısındaki Durumu

I. BÖLÜM

2.2. Kooperatiflerin Türk Vergi Kanunları Karşısındaki Durumu

2.2.4. Kooperatiflerin Katma Değer Vergisi Karşısındaki Durumları

2.2.5.4. Kooperatiflere Has Bazı İşlemlerin KDV Karşısındaki Durumu

Benjamin Constant118 anteviu quatro poderes. Propôs a criação de um poder neutro acima dos demais poderes estatais cuja função seria suavizar e decidir conflitos entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

116BARACHO, José Alfredo de Oliveira. Processo Constitucional. Rio de Janeiro: Forense, 1984. p. 47.

117FERREIRA, Luiz Pinto. Princípios Gerais do Direito Constitucional Moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1971. Tomo II, p. 121.

Manoel Gonçalves Ferreira Filho119 e Marco Aurélio Sampaio120 enfocam a tripartição do poder, proposta por Karl Loewenstein, “policy determination”, “policy execution” e “policy control”.

O primeiro, como diz, grosso modo, identifica a policy determination e a policy execution com as funções governamental e administrativas referidas por Burdeau121, colocando a policy control como o pêndulo do regime constitucional posto que ela seria o ponto de equilíbrio entre o planejamento a execução entre a policy determination e a policy execution.

Ferreira Filho entende que o policy control estaria posto no controle político, que é o controle pelo parlamento e no controle formal, em que atuaria o Judiciário e conclui:

Essa nova tripartição das funções abre, talvez, caminho para uma revisão da organização política ocidental, tarefa ingente e urgente. Todavia, do ponto de vista científico, deve-se reconhecer que função de controle, na medida em que é verificação da concordância de um ato com outro superior, tem natureza administrativa (de acordo com a terminologia de Burdeau).122

119FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva, 2006.

120SAMPAIO, Marco Aurélio. A medida provisória no presidencialismo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2007.

121É científica, é exata, a classificação das funções do Estado subjacente à doutrina da

“separação de poderes”? A esse propósito, longo tem sido o debate que não parece próximo de terminar. Observe-se, contudo, que é duvidoso que Montesquieu tenha, no célebre capítulo “Da Constituição da Inglaterra”, buscado fazer ciência. Bem mais preocupado parece estar ele em pregar um governo moderado pela divisão e repartição do poder, valorizando a lição por atribuí-la ao país na moda, do que em expor rigorosamente a realidade constitucional britânica de seu tempo. Na verdade, em meados do século XVIII, na época em que Montesquieu escreveu sua obra, não mais havia na Grã-Bretanha a “separação” nos termos em que a descreve, pois o parlamentarismo – que elimina a independência do Executivo em relação ao Legislativo – já a esse tempo se praticava naquele país. Em realidade, essa tripartição não tem o rigor necessário para ser acatada como científica. De fato, é fácil mostrar que as funções administrativa e jurisdicional têm no fundo a mesma essência, que é a aplicação da lei a casos particulares. A distinção entre ambas pode estar no “modo”, no acidental, portanto, já que substancialmente não existe. Por outro lado, a função legislativa não esgota a edição de regras gerais e impessoais. Tradicionalmente inclui-se na função administrativa o estabelecimento de regulamentos, cujo conteúdo são também regras gerais e impessoais. Cientificamente, parece preferível a classificação de Burdeau (v. Traité, v. 4, n. 186): função “governamental” – consiste em introduzir por primeira vez uma questão no domínio do Direito (manifestação de poder só condicionado pela Constituição) e função „administrativa‟ – (consistente em tomar decisões subordinadas em relação àquela). Essa classificação, como se vê, repousa no grau de intensidade do poder estatal manifestado (FERREIRA FILHO, Manuel Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 134-135).

Marco Aurélio Sampaio123 sobre Karl Loewenstien aduz:

A idéia de revisão necessária da separação de poderes, em vista da convivência entre sua eficiência e seu equilíbrio, é já discutida há certo tempo. Nesse sentido, por exemplo, Loewenstien mencionava a visão de existência de poderes diversos dos que os nominados por Montesquieu, fazendo alusão às seguintes atividades: “policy determination”, referente à maior parte das escolas que faz a comunidade, tanto no tocante às necessidades imediatas do governo, como às pertencentes a um futuro remoto; “policy execution”, como instrumento para implementação das decisões políticas, o que por vezes englobaria também a atividade judicial; e, por fim, “policy control”, ponto crucial da nova tripartição proposta, que atenderia às necessidades de controle do poder.

Refere-se, ainda, a George Tsebelis, de quem cita:

Veto Players são atores coletivos ou individuais cuja concordância é necessária para a mudança do status quo. Daí decorre que uma mudança no status quo exige uma decisão unânime de todos os veto players. A constituição de um país pode conceder o status de veto player a diferentes atores individuais ou coletivos. Se são eles assim gerados, são chamados institutional veto players. (...) se são gerados pelo jogo político, são chamados partisan veto players. Por exemplo, pode ocorrer que dentro da Casa dos Representantes, diferentes maiorias se façam possíveis, significando que a Casa não pode ser reduzida a um veto player.

Dá a ideia que o sistema de veto player seria inspirado na doutrina do cheks and balances e seria composto por agentes com capacidade de interagirem para a definição de uma política de governo por dinâmica política peculiar com a conclusão de que:

Duas observações devem ser feitas: a primeira é atinente à lógica do raciocínio que se acabou de traçar, nada tendo mesmo de muito novo. É a mesma ideia difundida da separação de poderes. A segunda observação diz com a possibilidade de, olhando-se e analisando-se a realidade do jogo político atual, atualizar-se a separação dos poderes, incluindo, expressamente, nos controles do poder, instrumentos que já existem no cenário jurídico-político, mas apenas ficam à margem de uma linguagem teórica de séculos atrás, sem prejuízo de criação de novas instâncias de veto players. Podem-se, aqui, mencionar o Ministério Público e o Tribunal de Contas.

123SAMPAIO, Marco Aurélio. A medida provisória no presidencialismo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2007. p. 37.

Em sua obra já referida, “A medida provisória no presidencialismo brasileiro”, 2007, São Paulo, item 4.3.1: A origem da expressão “presidencialismo de coalizão”, remete a Sérgio Henrique Abrantes.124

Esse autor à época da Assembléia Nacional Constituinte, propondo uma “combinação de multipartidarismo, proporcionalidade e presidencialismo imperial, com separação de poderes entre legislativo e executivo”, organizando-se o ministério em “amplas coalizões”, deu a este sistema de governo o nome de “presidencialismo de coalizão”.125

Marco Aurélio Sampaio126 explica que o “presidencialismo de coalizão exigiria um mecanismo de arbitragem adicional aos já existentes, para dirimir conflitos entre legislativo e executivo”.127

Sintetiza.

Em resumo, a lógica do raciocínio que se construía: a sociedade brasileira, apresentando alto pluralismo, faria com que as instituições políticas fossem preenchidas pelo chamado “pluralismo e valores”. Neste sentido, a hegemonia do executivo (que se organizava, em tese, em independência total do legislativo, caracterizado este pela própria pluralidade proporcional), dispensaria, na sobrevivência própria, qualquer forma de legitimação continuada. Entretanto, para fins de manutenção da governabilidade e também com vistas à própria manutenção da legitimidade, o executivo deveria montar o seu gabinete ministerial a partir de coalizões partidárias (buscadas dentro das proporções apresentadas pelo Congresso Nacional) e estaduais, a partir de apoio dos governadores. Dever-se-ia aperfeiçoar a forma de representação política, ampliando-se os espaços para que a pluralidade de valores mencionada fosse a mais completa possível. Somente assim coalizão governamental retrataria uma coalizão, em verdade, dos valores sociais, dando eficácia e estabilidade ao planejamento do Estado.128

Esta situação de fato, como se sabe, não foi objeto de constitucionalização pela Constituição de 5 de outubro de 1988.

Todavia, é importante destacar sua conclusão:

124SAMPAIO, MARCO AURÉLIO. A medida provisória no presidencialismo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2007.

125 Ibid., p. 124. 126 Ibid., p. 125. 127 Ibid., p. 125. 128 Ibid., p. 125.

Fica claro, da análise do texto de Abranches, que se trata da percepção ainda incompleta e por vezes genérica do momento político então vivido pelo Brasil. Isso não lhe retira, porém, a importância, seja pelo pioneirismo, seja pelo fato de que o discurso comum, segundo o qual o parlamentarismo seria panacéia, é afastado com veemência, afirmando-se tradições políticas e institucionais próprias de nosso país. Em outras palavras, antes de propor mudanças radicais, o autor chamava a atenção para as menos traumáticas e também possíveis, durante a formação de nova constituição, sem que se fizesse ruptura drástica com elementos por ele identificados como tradições republicanas.

Não interessa a este estudo, registre-se, dizer acertados todos entendimentos assumidos pelo autor em tela, mas apenas frisar o seu caráter de primeira análise do presidencialismo brasileiro dentro de sua função de retratar a diversidade social, o que lhe exige disposição à coalizão. Nesse sentido, diagnostica-se o problema corretamente é, sem dúvida, o primeiro passo para que se possa solucioná-lo de modo eficaz. Esta foi, certamente, a tentativa do texto de Abranches.

O que deve ficar para a análise que segue não é o todo em que foi concebida a idéia do “presidencialismo de coalizão”, mas fatores específicos como a dificuldade de formulação e implementação de agenda política, bem como a clareza de tal raciocínio a partir de estudo empírico do uso de instrumentos próprios à disposição dos atores políticos, “em momento posterior ao texto em discussão, já que dentro do novo cenário constitucional”. Dentre tais instrumentos, um dos mais importantes é a medida provisória. Aí, portanto, é que se dá a ligação entre a teoria do “presidencialismo de coalizão” e a edição de medida provisória como ato de governo.129

Sérgio Rezende de Barros130, por sua vez entende que o sistema de governo no Brasil seja o presidentismo, observando:

Tem recebido acolhida o termo “presidentismo”, que cunhei, para designar a degeneração do presidencialismo, no Brasil, pelo excesso de poder concentrado nas mãos do Presidente da República. Em verdade, não temos presidencialismo, mas sim presidentismo, pois – em virtude do exagero de poderes inseridos na competência do Executivo – não temos um “presidente da república”, mas uma “república do presidente”. Essa é uma das causas dos males que afligem o Estado brasileiro, repercutindo não só nas relações entre o Legislativo d o Executivo, mas envolvendo até o Judiciário.