2. Üslup-Telif Tarzından Kaynaklanan Farklılıklar
2.1. Konuyu Tertip Etme/Sunma Yöntemleri Arasındaki Fark
2.1.2 Nişancızâde’nin İhtisar Ettiği Meseleler
De acordo com a FIGURA 5.15, grande parte das legislações sul-americanas determinam de dez a quinze parâmetros para substâncias inorgânicas. Algumas legislações, como a paraguaia para permissionários e a legislação peruana, prescrevem apenas, respectivamente, quatro e seis parâmetros. Já a legislação colombiana e a versão da Norma Equatoriana destacam-se por determinarem 20 e 23 parâmetros, respectivamente.
Apesar de a legislação peruana regulamentar apenas seis parâmetros, a proposta de revisão da norma passa a prescrever quinze parâmetros; por sua vez, a proposta de revisão da legislação colombiana inclui dezessete parâmetros, ao invés de vinte como na legislação atual. Portanto, ao fim, percebe-se uma tendência de uniformização do número de substâncias inorgânicas que compõem padrões de potabilidade.
EUA Bolívia Equador Venezuela 2ª Ed. GDWQ 3ª Ed. GDWQ Brasil Canadá 1ª Ed. GDWQ Argentina Chile Peru Proposta Uruguai OSE Uruguai Nacional Colômbia Atual Colômbia Proposta Paraguai Concessionários Paraguai Permissionários Peru Atual
0 5 10 15 20 25 Paraguai Perm. Peru
1ª Ed. OMS Argentina
Uruguai OSE Chile Uruguai Nac. Brasil Paraguai Conc. Canadá Peru 2005 Bolívia
Venezuela 2ª Ed. OMS
Colômbia 2006
EUA
3ª Ed. OMS Colômbia
Equador
Número de parâmetros
FIGURA 5.15 – Comparação do número de parâmetros para substâncias inorgânicas determinados pelas legislações sul-americanas, as três edições dos Guias da OMS e as
normas norte-americana e canadense.
Fonte: Adaptado de ARGENTINA (1994); BOLÍVIA (2005); BRASIL (2004); CHILE (1984); COLÔMBIA (1998, 2006); EQUADOR (2004?); PERU (1946, 2005); URUGUAI (1994); HEALTH CANADA (2006); USEPA (2003); VENEZUELA (1998); WHO (1984, 1995, 2004).
Para a divisão em grupos, iniciou-se pela validação dos clusters, executado utilizando-se 31 parâmetros, dezesseis legislações e as três edições dos Guias da OMS. O processo de validação indicou que as legislações e os Guias da OMS poderiam ser agrupados em cinco grupos, cujos índices de pertinência são apresentados na TABELA 5.21 e FIGURA 5.16.
TABELA 5.21 - Índices de pertinência referentes aos VMP para substâncias inorgânicas de cada legislação e Guia da OMS.
Índice de pertinência Nº Legislações e guias Grupo
1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5 1 Argentina 0,0006 0,9979 0,0000 0,0015 0,0000 2 Bolívia 0,0131 0,0211 0,0003 0,9654 0,0001 3 Brasil 0,0085 0,0812 0,0002 0,9100 0,0001 4 Chile 0,9123 0,0651 0,0011 0,0208 0,0007 5 Colômbia Atual 0,5675 0,1411 0,0394 0,2413 0,0108 6 Proposta Colombiana 0,1434 0,2918 0,0035 0,5597 0,0015 7 Equador 0,0000 0,0000 1,0000 0,0000 0,0000 8 Paraguai Permissionários 0,1777 0,7093 0,0025 0,1063 0,0041 9 Paraguai Concessionários 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 1,0000 10 Peru Atual 0,7882 0,1285 0,0047 0,0624 0,0162 11 Proposta Peruana 0,0001 0,0007 0,0000 0,9991 0,0000 12 Uruguai OSE 0,0006 0,9979 0,0000 0,0015 0,0000 13 Uruguai Nacional 0,0231 0,9414 0,0005 0,0348 0,0003 14 Venezuela 0,0140 0,1168 0,0004 0,8686 0,0002 15 EUA 0,1914 0,3309 0,0273 0,4344 0,0160 16 Canadá 0,0001 0,0006 0,0000 0,9993 0,0000 17 1ª Ed. GDWQ 0,0006 0,9979 0,0000 0,0015 0,0000 18 2ª Ed. GDWQ 0,0001 0,0006 0,0000 0,9993 0,0000 19 3ª Ed. GDWQ 0,0001 0,0006 0,0000 0,9993 0,0000
FIGURA 5.16 – Substâncias inorgânicas, representação gráfica dos índices pertinência a cada um dos grupos de legislações e Guias da OMS.
Legenda: Na vertical: legislações e guias (1- Argentina; 2- Bolívia; 3- Brasil; 4- Chile; 5- Colômbia; 6- Proposta de revisão da legislação colombiana; 7- Equador; 8- Paraguai Concessionários; 9- Paraguai Permissionários; 10- Peru; 11- Proposta de revisão da legislação Peruana; 12- Uruguai – OSE; 13- Uruguai – Nacional; 14- Venezuela; 15- EUA; 16- Canadá; 17- 1ª edição do GDWQ; 18- 2ª edição do GDWQ; 19- 3ª edição do GDWQ).
Na horizontal: os cinco grupos de países obtidos na validação do particionamento.
De acordo com o processo de clusterização Fuzzy C-Means, as legislações e os Guias da OMS se dividem da seguinte forma:
• Legislações chilena, colombiana e peruana, sendo que a legislação colombiana possui menor índice de pertinência ao grupo (56,75%);
• Legislações argentina, paraguaia para concessionários, uruguaia estabelecida pela OSE, uruguaia nacional e primeira edição do GDWQ. Com exceção da legislação paraguaia para concessionários, as demais possuem índice de pertinência ao grupo bem elevado, acima de 94%;
• A versão da norma equatoriana utilizada ficou isolada em um grupo;
• As legislações boliviana, brasileira, venezuelana, canadense, propostas de revisão das legislações colombiana e peruana e a segunda e terceira edição do GDWQ. Com exceção da proposta de revisão da legislação colombiana, com índice de pertinência de 55,97%, as demais legislações e os Guias da OMS apresentaram índice de pertinência superior a 86%;
• No último grupo, a legislação paraguaia para permissionários acabou isolada;
• A legislação dos EUA não apresenta bom índice de pertinência a nenhum dos grupos, possuindo índice de pertinência de 33,09% em relação ao grupo da primeira edição dos Guias da OMS e 43,44% em relação ao grupo da segunda e terceira edições dos Guias. Da forma análoga ao observado com relação ao padrão de aceitação para consumo humano, identifica-se que algumas legislações, ainda que pertencentes ao mesmo grupo, possuem índice de pertinência ao grupo relativamente baixo (FIGURA 5.16). Podem ser consideradas mais semelhantes em relação ao padrão para substâncias inorgânicas: (i) a legislação argentina, uruguaia nacional e a estabelecida pela OSE em relação à primeira edição dos Guias da OMS; (ii) a legislação boliviana, brasileira, canadense e a proposta de revisão da legislação peruana em relação à segunda e terceira edições dos Guias da OMS.
Apesar de a legislação peruana estabelecer VMP para a metade (seis) do número de parâmetros determinados pela legislação chilena (doze) e menos de um terço dos parâmetros determinados pela legislação colombiana (vinte), acredita-se que estas tenham sido agrupadas porque vários dos parâmetros regulados são coincidentes entre si, apesar da legislação peruana determinar VMP menos restritivos em relação às outras duas.
O grupo formado pelas legislações argentina, paraguaia para concessionários, uruguaia estabelecida pela OSE, uruguaia nacional e a primeira edição dos Guias é muito semelhante, tanto em relação aos parâmetros quanto em relação aos VMP. Observa-se que os VMP determinados pela legislação argentina são mais semelhantes à segunda edição dos Guias da OMS, entretanto existe uma maior correspondência de parâmetros com a primeira edição. Já a legislação paraguaia para concessionários, apesar de ter apresentado o menor índice de pertinência ao grupo, estabelece VMP muito seme lhantes à primeira edição dos Guias.
As legislações boliviana, brasileira, venezuelana, canadense, além das propostas de revisão das legislações colombiana e peruana, apresentam muitas semelhanças com a segunda e terceira edições dos Guias da OMS, tanto com relação aos parâmetros quanto com relação aos VMP. Mesmo a proposta de revisão da legislação colombiana, que apresenta menor índice de pertinência ao grupo, para a grande maioria dos parâmetros determinados apresenta VMP idênticos aos determinados pelos Guias.
Acredita-se que a justificativa para que a legislação paraguaia para permissionários tenha ficado isolada em um grupo reside na escassez de parâmetros regulamentados (quatro), sendo
que dois deles não são recomendados pelos Guias da OMS e apenas um apresenta VMP coincidente com o recomendado pela primeira edição dos Guias.
Já o isolamento da versão da Norma Equatoriana parece justificar-se no grande número de parâmetros exigidos (TABELA 5.22); dos 23 parâmetros, quatro não são recomendados por nenhuma outra legislação. Fato semelhante ocorre com a legislação dos EUA: dos dezessete parâmetros regulamentados, três não são exigidos por nenhuma outra legislação.
TABELA 5.22 – Substâncias inorgânicas que têm VMP determinado por apenas uma legislação.
Legislação Parâmetro VMP
EUA Asbesto 7mf L-1*
EUA Berílio 0,004 mg L-1
Colômbia Cianeto livre 0,05 mg L-1
Equador Cobalto 0,20 mg L-1
Equador Estanho 0,1 mg L-1
Equador Lítio 0,2 mg L-1
Paraguai Concessionários Silício 30 mg L-1
EUA Tálio 0,002 mg L-1
Equador Vanádio 0,006 mg L-1
Fonte: Adaptado de COLÔMBIA (1998); EQUADOR (2004?); PARAGUAI (2000); USEPA (2003). * Milhões de fibras por litro.
Com relação aos VMP determinados pelas legislações, de maneira geral não são identificadas grandes discrepânc ias entre os VMP estabelecidos pelas legislações, porém, para a prata identifica-se que a legislação equatoriana utilizada neste trabalho determina um VMP de 0,00013 mg L-1 enquanto o padrão dos EUA estabelece um VMP de 0,10 mg L-1, quase mil vezes maior.
A FIGURA 5.17 apresenta a divisão em grupos semelhantes, observando-se que esta divisão é influenciada tanto pelos parâmetros quanto pelos VMP determinados pelas legislações.
FIGURA 5.17 – Divisão das legislações de países da América e dos Guias da OMS em grupos semelhantes para substâncias inorgânicas.