1. Ekonomik Büyüme ve Dış Ticaret Hakkında Bilgi ve Büyüme Teorileri
1.3. Büyüme Modelleri
1.3.7 Neoklasik Büyüme Modeli
A sala de aula é o lugar do encontro de crianças vivas e, por natureza, plurais. O desafio é tornar essa pluralidade um grupo de sujeitos movidos por um objetivo comum: aprender a aprender o respeito a essas diferenças nos seus grupos e à singularidade de cada pertencente da turma. Mas, a partir de que práticas, embasadas em quais referenciais, posso propor a construção de um grupo de trabalho à minha turma de
estudantes? Que práticas disciplinares poderão ser desenvolvidas visando à formação de estudantes numa perspectiva distanciada de posturas coercitivas e controladoras?
Nessa categoria, dos trabalhos publicados, foram reunidos quatro trabalhos, sendo que todos foram apresentados no ano de 2011.
Quadro 3 – Autonomia Estudantil: pesquisas na ANPEd (2011-2012).
Categoria de Análise Trabalho Palavras-chave Metodologia
Autonomia Estudantil
“Quero mais, por favor’: disciplina e autonomia na Educação Infantil”. Anelise Monteiro do Nascimento (UFRRJ), 2011. Disciplina. Autonomia. Educação Infantil. Pesquisa bibliográfica e observações em uma escola de Educação Infantil.
O “Bom Aluno” Nas
Representações Sociais De Suas Professoras. Andreza Maria De Lima, Laêda Bezerra Machado (UFPE), 2011. “Bom aluno”. Representações sociais. Professoras. Pesquisa quantitativa, a partir do instrumento de “Associação Livre de Palavras” e o “Teste do Núcleo Central” com 200 professores dos Anos Iniciais. Não se pode ser sem rebeldia:
a lição freiriana já a sabemos de Cor! Falta aprendê-la! Michelle Rodrigues Nobrega (UFPEL)
Gomercindo Ghiggi (UFPEL), 2011. Educação popular. Pedagogia. Paulo Freire. Rebeldia. Sala de aula. Não há metodologia de pesquisa explícita no trabalho.
O giro dialógico na sociedade
e a concepção de
aprendizagem
Dialógica: avanços para a compreensão da escola na Contemporaneidade Vanessa Gabassa (UFG) Fabiana Marini Braga (UFSCar), 2011. O trabalho não apresenta palavras-chave. Entrevistas e grupos de discussão com professores em quatro instituições escolares. Fonte: Corrêa (2012).
Um dos trabalhos relacionados, intitulado “Quero mais, por favor’: disciplina e autonomia na Educação Infantil”, de autoria de Anelise Monteiro do Nascimento (UFRRJ) publicado na 34ª Reunião Anual da ANPEd (2011), no Grupo de Trabalho Educação de Crianças de 0 a 6 anos, apresenta uma série de considerações sobre a prática escolar voltada para o ensinamento de comportamentos e condutas consideradas “comportadas”. A autora questiona a postura das educadoras observadas em relação às
suas práticas na escola: realizar filas para deslocamentos, cantar músicas para orientar as crianças, ensinar atitudes cordiais como dizer ‘por favor’, ‘obrigado’, ‘com licença’. Além disso, indaga sobre o ensinamento dessas posturas sem a problematização, denunciando a necessidade de haver maior entendimento por parte das crianças sobre a aprendizagem de comportamentos esperados para que o processo de construção da autonomia possa realmente acontecer nesse espaço. Não acontecendo dessa maneira, as crianças passam a aprender comportamentos sem compreender as suas razões, o porquê de se realizar tais práticas e manter posturas desejadas. Assim sendo, não superam a postura heterônoma e a autonomia não é construída.
As situações observadas no campo nos mostraram que autoridade transmite a disciplina muitas vezes via obediência. Nesse sentido, é através da obediência que a tradição se mantém. A autoridade penetra na consciência adequando o comportamento dos indivíduos, interferindo nas suas vontades e nos seus desejos, até que estes reproduzam determinados comportamentos controlados, por si mesmos. O fato de comer nas horas “apropriadas”, se vestir de maneira “correta”, entre outros comportamentos que vão sendo assimilados socialmente. Isto posto, pode-se inferir que o papel da disciplina é propiciar novos tipos de convivência a partir de mecanismos (ideias, crenças, prescrições, leis, hábitos, normas...) que governam os desejos individuais para que uma ordem social seja estabelecida, internalizada e transmitida de geração em geração. (NASCIMENTO, 2011, p.11)
Tendo em vista a construção da necessária autonomia pelas crianças, poderíamos nos questionar acerca das características presentes no processo disciplinador que pode formar pessoas autônomas que agem eticamente em diferentes contextos, mesmo sem serem vigiadas. Uma experiência interessante de ser citada é o comportamento de algumas crianças que ao solicitarem a ida ao banheiro correm nos corredores da escola mesmo sendo orientados a não fazê-lo, quando acreditam estar longe do alcance dos olhos da professora. O que as faz caminhar no campo de visão da professora e depois correrem, infringindo a norma então combinada?
Esse comportamento revela que a regra é cumprida para não desobedecer ao professor que lhe sugere o cumprimento, contudo resta a dúvida acerca do entendimento da criança sobre a razão dessa combinação. Além de fazer combinação com a criança, é relevante e necessário problematizá-la explicando o porquê da combinação: o porquê de não correr nos corredores da escola ou de um ambiente semelhante. É necessário ir além da imposição ou mesmo da solicitação do cumprimento de regras para que haja a
compreensão das razões delas existirem. E esse processo não tem, como diz Paulo Freire (1996), data marcada para ser efetivado, dado, conquistado. É um processo contínuo, um constante e necessário trabalho de problematização.
A autonomia vai se constituindo na experiência de várias, inúmeras decisões, que vão sendo tomadas. [...] ninguém é sujeito da autonomia de ninguém. Por outro lado ninguém amadurece de repente aos 25 anos. A gente vai amadurecendo todo dia, ou não. A autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser. Não ocorre em data marcada. É nesse sentido que uma pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências respeitosas da liberdade (FREIRE, 1996, p.107).
Outro trabalho publicado no site da ANPEd, no ano de 2011, realizou as suas análises para a compreensão acerca das representações dos professores acerca do que era considerado por eles como um “bom aluno” e sobre as ideias que tinham sobre as possíveis causas da agressividade em sala de aula. A pesquisa “O ‘bom aluno’ nas representações sociais de suas professoras” de autoria deAndreza M. De Lima e Laêda B. Machado (UFPE, 2011), apresenta que a característica “interessado”, nas falas das professoras, era entendida como um dos elementos de ser “bom aluno”. Essa característica de ser “interessado” para a maioria das professoras era considerada, nos relatos desse trabalho, de natureza intrínseca. Contudo, algumas professoras apontaram na pesquisa que o “interesse” dos alunos poderia estar associado ao caráter das aulas e ao contexto escolar. Assim, compreende-se que a ideia de bom aluno está associada à qualidade das aulas para essas professoras, sendo um elemento relevante ao tema “disciplinamento escolar”.
O texto “Não se pode ser sem rebeldia: a lição freireana já a sabemos de cor! Falta aprendê-la!”, de Michelle Rodrigues Nobrega e Gomercindo Ghiggi (UFPEL, 2011), apresenta considerações a respeito da teoria educacional de Paulo Freire como uma aliada para pensar as práticas docentes no que se refere a comportamentos considerados indisciplinares na escola, entendida no texto a partir da ideia de “rebeldia”. Os autores apontam que a teoria de Freire é relevante para pensar a postura do professor diante das situações indisciplinares, atuando diante delas como uma autoridade crente na possibilidade de rebeldia como expressão de busca da liberdade, condição para a autonomia dos estudantes. Defendem que a teoria freireana, apesar de ser conhecida pelos professores e usada como premissas nos projetos e espaços das escolas, falta
colocá-la em prática no cotidiano de sala de aula, na maneira de trabalhar com os estudantes e compreender suas histórias e posturas. O texto apresenta a ideia de rebeldia, no sentido freireano, como necessária à autonomia estudantil. A ideia de rebeldia está associada às possibilidades dos estudantes de questionar, ter voz e vez, de ter espaços para a construção do senso crítico. O texto não apresenta explicitamente a metodologia de pesquisa utilizada, contudo faz referência a várias obras de Paulo Freire, constituindo-se como estratégia de pesquisa predominante, a pesquisa bibliográfica.
O texto “O giro dialógico na sociedade e a concepção de aprendizagem dialógica: avanços para a compreensão da escola na contemporaneidade”, de Vanessa Gabassa e Fabiana Marini Braga (UFSCar, 2011) aponta, a partir de pesquisa realizada em quatro instituições escolares consideradas “Comunidades de Aprendizagem” avanços na organização escolar fundamentada nos pressupostos de uma educação dialógica, em que o diálogo entre professores e estudantes é um instrumento presente na aprendizagem dos sujeitos. Com embasamento freireano, a pesquisa fundou-se na “metodologia comunicativa-crítica”, a partir de entrevistas e grupos de discussão e revelou melhoras nas relações entre os sujeitos desses espaços e processos de aprendizagem mais significativos, sendo o maior desafio a continuidade do princípio dialógico na organização dos processos de ensino e de aprendizagem e nas relações entre os sujeitos.
Os trabalhos publicados nesses dois últimos anos nas reuniões anuais da ANPEd voltaram suas análises para o tema do disciplinamento escolar a partir de diferenciados recortes de análise, que problematizaram os conceitos relacionados de forma significativa para a projeção de outros/novos olhares sobre possíveis objetos de investigação.
É relevante destacar as diferentes concepções e bases teóricas utilizadas nos referenciais das pesquisas sobre o tema. Perspectivas freireanas e foucaultianas prevaleceram como fundamentações teóricas para as análises, o que mostra a possibilidade de discussão sobre o tema a partir de diferentes olhares e sentidos, mesmo que sejam perspectivas antagônicas. A maioria dos trabalhos apresentou considerações acerca das relações íntimas entre as práticas pedagógicas dos professores e as situações indisciplinares.
O professor e as suas práticas em sala de aula, consideradas como estratégias disciplinares, são objetos de análise da maioria das pesquisas que constatam que a maneira como os professores organizam suas salas de aula, e se relacionam com o conhecimento e com os estudantes, está imbricada à aprendizagem e às situações indisciplinares em que os estudantes estão envolvidos.
Poucos trabalhos revelaram possibilidades de superação da escola, numa perspectiva dialógica com referencias freireanos, entendendo a instituição escolar como promotora de espaços tempos possíveis, para o desenvolvimento da autonomia dos estudantes e da autoridade do professor, como processos relacionados. Dentre estes, destaco os trabalhos de Nobrega & Ghiggi (UFPEL, 2011) e Gabassa & Braga (UFG, UFSCar, 2011).
Os demais trabalhos, numa perspectiva de denúncia e com base em referenciais foucaultianos, apontam a escola como uma instituição promotora de práticas autoritárias e coercitivas que favorecem a promoção de comportamentos estudantis indisciplinares e agressivos. Estes trabalhos, em sua maioria, revelam a necessidade de superação da instituição escolar, tendo em vista a transformação das práticas escolares e das estratégias disciplinares, sem, contudo, na maioria deles, propor alternativas possíveis de serem realizadas pelas instituições escolares.
2.2 AS PESQUISAS SOBRE O DISCIPLINAMENTO ESCOLAR NA CAPES (2011-